quinta-feira, 13 de julho de 2017

Hemopa Capanema: verão com ginástica e doação de sangue

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), por meio do Hemocentro Regional Capanema, realiza ação de conscientização sobre a importância da doação voluntária de sangue. A mobilização será até o dia 28, na Concha Acústica da Praça 3 de Maio, onde a Prefeitura de Capanema oferece diariamente atividades físicas e de orientação sobre saúde à população.
Intitulada “Saúde em Ação e Solidariedade”, a campanha tem a finalidade de captar mais voluntários da doação de sangue nesse mês de julho, quando o número de comparecimento diminui, mas a necessidade de sangue aumenta, principalmente na região do Salgado. “Nós atendemos os municípios de Salinópolis e Bragança, que recebem muitas visitantes nessa época do ano e onde a utilização de sangue eleva considerável”, explica a assistente social do Hemopa em Capanema, Luíza Helena Santana.
Em média, todos os meses o hemocentro fornece cerca de 250 bolsas de sangue para rede hospitalar da região. No mês de julho, esse fluxo chega a aumentar em 30%. “Todas as noites, estamos na praça para fazer esclarecimentos à população, explicar sobre a importante do ato de doar sangue e convidar todos para participar da campanha” ressalta Luíza, ao informar que no final da mobilização haverá sorteio de prêmios, doados por instituições parceiras.
Para participar da iniciativa, o voluntário precisa se cadastrar na Concha Acústica e, no momento da doação de sangue, informar o código da campanha que é 1903 para que possa concorrer aos prêmios. O sorteio será no dia 28, na própria praça. 
Desde o início de julho, como programação de verão, a Prefeitura de Capanema oferece atividades físicas diariamente, além de testes de glicemia, diabetes e HIV, aferição de pressão e ainda palestras educativas sobre vários temas, realizadas pelo Núcleo de Atendimento de Saúde da Família, que possui equipe multiprofissional composta por educador físico, nutricionista, médico, psicólogo, psiquiatra, entre outros.

Serviço: A campanha “Saúde em Ação e Solidariedade” da Fundação Hemopa, por meio do Hemocentro Regional de Capanema, vai até o dia 28, sempre a partir das 18h30, na Concha Acústica da Praça 3 de Maio.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

ATENÇÃO DOADORES:


Segurança transfusional do Hemopa é tema de palestra transmitida para todo o Brasil

Em 2012, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) promoveu um enorme avanço para garantir a segurança no sangue disponibilizado pelo hemocentro em todo o estado. Isso ocorreu devido à implantação do NAT, um teste molecular que utiliza uma plataforma automatizada com grande capacidade de processamento e que permite detectar, com alta sensibilidade, os vírus HIV e Hepatites B e C no sangue do candidato à doação.
A gerente de Triagem de Doenças Transmissíveis para o Sangue, Renata Hermes explica que, ao fazer uma doação, uma amostra do sangue coletado desse voluntário passa por uma série de processos de avaliação visando exatamente à qualidade do produto a ser transfundido. “Antes, se um doador estivesse contaminado há pouco tempo, era possível que o vírus não fosse detectado na sorologia comum. Agora não. Mesmo com pouquíssimo tempo de contaminação, as doenças são detectadas pelo teste”, ressalta a gerente. Aqui no estado, o percentual de doadores considerados inaptos pelo teste de triagem é de 3%, um número considerado satisfatório e dentro dos padrões do Ministério da Saúde (MS).
É sobre o uso desse teste que o Hemopa, pela primeira vez, vai fazer a transmissão de uma videoconferência para todo o Brasil, proferida por um servidor próprio. A programação faz parte da RHEMO, que é uma rede de colaboração virtual que existe desde 2006, financiada pelo MS. O tema da palestra é “Gerenciamento de Controle de Qualidade NAT: Controle de Lote e Controle Interno”, e será realizada no dia 13 de julho, das 10h às 11h30, no próprio hemocentro.
A palestra será ministrada por Renata que ressalta a importância dessa videoconferência para a ampliação do conhecimento acerca do teste. “O uso do NAT exige uma série de protocolos a se seguir. Mas, por ser recente, não existem publicações sobre ele. A videoconferência vai possibilitar uma troca de experiências; vamos relatar o nosso uso e também conhecer a experiência da hemorrede brasileira”, comenta.
Participação: Para Socorro Cardoso, responsável pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hemopa (NEPES), a RHEMO permitiu a implantação de um sistema interativo de comunicação por videoconferência nos 31 hemocentros coordenadores do Brasil. “A rede tem uma agenda anual de palestras, que são realizadas, em média, duas vezes ao mês. E ela é extremamente importante para a atualização e troca de conhecimento entre os hemocentros brasileiros”, relata.
Aqui no Pará, a iniciativa tem como público-alvo os profissionais que atuam no setor de hemoterapia e hematologia; mas não somente os servidores do Hemopa. “Quem quiser participar basta entrar em contato com a gente. Ao final da palestra, emitimos uma declaração de participação e o também enviamos os slides da apresentação. Mas qualquer pessoa do estado também pode assistir. Bastar entre no site da RHEMO, a transmissão é feita ao vivo”.
Serviço: Quem tiver interesse em participar da palestra “Gerenciamento de Controle de Qualidade NAT: Controle de Lote e Controle Interno” na Fundação Hemopa, basta entrar em contato com o NEPES pelo telefone 3110-6534. Também é possível assistir pela internet, por meio do site http://www.nutes.ufpe.br/indu/course/ com transmissão em tempo real. A videoconferência será no dia 13 de julho, das 10h às 11h30.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Diminuição nas doações de sangue pode chegar a 40% este mês

No Pará, o mês de julho é dedicado ao veraneio, quando boa parte da população da região metropolitana de Belém e também de outros municípios polo do estado aproveita o recesso escolar para buscar o lazer ou o relaxamento nos balneários espalhados pelas diversas regiões do estado. Mas se por um lado o período é sinônimo de diversão para centenas de pessoas, por outro é de preocupação, principalmente para os pacientes que necessitam de transfusão de sangue, já que o número de doações feitas à Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) cai significativamente. Nesta primeira semana do mês, a sala de coleta do hemocentro já começou a ficar vazia. E a redução no número de doações deve chegar a 40%.
A gerente de Captação de Doadores do Hemopa, Juciara Farias, alerta que essa queda pode interferir no atendimento transfusional da rede hospitalar, o que provoca a necessidade de priorizar demandas de urgência e emergência e também o adiamento de cirurgias eletivas (sem risco de morte). “A redução no número de doadores voluntários em julho já é prevista pelos hemocentros de todo o Brasil. E, sabendo disso, atuamos de forma estratégica para tentar evitar um possível desabastecimento, por meio da realização de campanhas e da convocação de doadores por telefone e pelas redes sociais. Mesmo assim, precisamos chamar atenção da população em geral para que não falte sangue nos mais de 200 hospitais do Pará”, ratifica.
Entre os critérios básicos para ser um doador de sangue estão: ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Mas não há qualquer impedimento ao doador que tenha viagem programada. “Esse é um ato de amor ao próximo e depende apenas da vontade do voluntário. Então o convite é: antes de viajar, procure o hemocentro e doe sangue. Não há qualquer problema em pegar a estrada em seguida”, comenta a gerente.
A assistente social lembra ainda que o Hemopa mantém a Unidade de Coleta Castanheira, que fica no trajeto de quem vai sair de Belém: no térreo de acesso ao Pórtico Metrópole, na BR-316, Km 01, que funciona no mesmo horário de atendimento da sede do Hemocentro. “Lá, oferecemos a mesma segurança e conforto para coleta sangue”, assegura Juciara.
Uma única doação de sangue pode ajudar até quatro pacientes. Como o técnico em refrigeração Carlos André, portador de uma doença de nome complicado e considerada rara, a Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN). “Ele sentia muito cansaço e tinha uma anemia constante e profunda. O diagnóstico veio há um ano e ele sempre precisa de sangue”, explica a esposa, Josi Maia.
A HPN é uma doença adquirida, pode atingir pessoas em qualquer faixa etária e se caracteriza por afetar as células-tronco dos pacientes. Nela, a medula óssea não é capaz de repor os glóbulos vermelhos que estão sendo destruídos. Nesta semana, Josi acompanhou o marido em mais uma transfusão de sangue no Hemopa. Dessa vez foram necessárias duas bolsas de sangue. “Só nesse mês já é a terceira vez que ele precisa fazer transfusão. Então, pra ele, esse sangue é vida. Ele sempre sai daqui muito melhor”.
Parcerias: Nesse mês considerado fundamental para o hemocentro, Juciara Farias aposta nos hospitais como os grandes parceiros na promoção da doação de sangue entre seus colaboradores e pacientes. “É vital que os amigos e familiares de paciente dependentes de transfusões de sangue encaminhem doadores ao Hemopa”, ressalta.
Um exemplo disso poderá ser visto no dia 12, quando será realizada campanha de doação de sangue e cadastro de medula óssea no Hospital Oncológico Infantil, que fica na Travessa 14 de Março, à esquina da Avenida Magalhães Barata. As doações serão feitas de 8h as 16h.
Serviço: A sede do Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira, que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, Km 1. O horário de funcionamento é de 7h30 as 18h, de segunda a sexta-feira, e de 7h30 as 17h, aos sábados.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Hospital Oncológico promove gincana de doação de sangue

Colaboradores do Hospital Oncológico Infantil participarão, de 1º a 12 de julho, da III Campanha de Doação de Sangue e Cadastro de Medula Óssea. Em forma de gincana, a campanha vai cadastrar doadores de medula e também mobilizará doadores de sangue para ajudar os estoques da Fundação Hemocentro do Pará (Hemopa) - órgão que atende demandas de hemocomponentes necessários a tratamentos de crianças atendidas no hospital.
Os colaboradores do Hospital Oncológico que mobilizarem o maior número de doadores de sangue - direcionando os voluntários para o código de doação 1766, que identifica o Oncológico junto ao Hemopa -irão concorrer a três cestas de chocolate e a outros prêmios.
Durante o dia 12, o Hemopa também realizará coleta de sangue de doadores no próprio prédio do Oncológico, das 8h às 17h. Com o mote “Quando você doa sangue a brincadeira continua”, a campanha é organizada pelo hospital por meio da Agência Transfusional.
Campanhas pedem apoio
As campanhas do Oncológico para pedir reforço do voluntariado em doações de sangue junto ao Hemopa têm sido mais constantes e vêm mobilizado cada vez mais pessoas. No dia 1º de junho, cerca de 30 crianças e adolescentes atendidos pelo hospital entraram em quadra durante o amistoso da seleção feminina brasileira de vôlei contra a República Dominicana, realizado em Belém, na Arena Guilherme Paraense. A convite  da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), os meninos e meninas do Oncológico deram as mãos às atletas e pediram ao público presente na arena um apoio maior às doações.

O hospital precisa de sangue para dar continuidade a tratamentos. Em média, são feitas cerca de 400 transfusões ao mês na unidade. Para ajudar, os voluntários devem dirigir suas doações ao Hemopa informando o código 1766. Isso faz com que o sangue coletado apoie os estoques dirigidos às crianças do Oncológico. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

ATENÇÃO:

Por conta da greve de ônibus na região metropolitana de Belém e da obstrução das vias na altura do Entroncamento, nesta sexta-feira muitos servidores que trabalham na coleta do sangue não conseguiram chegar ao Hemopa, deixando nosso quadro deficiente. Para não prejudicar a qualidade do atendimento da Fundação, a Unidade de Coleta Castanheira fechou ao meio dia. Já o hemocentro coordenador vai fechar às 16h, devido a logística de transporte dos servidores que precisam retornar para casa. Contamos com a compreensão de todos.

Projeto faz capacitação acerca da hemofilia

Durante esta sexta-feira, 30, a Associação Paraense de Portadores de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (ASPAHC), em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), realizou mais uma ação do Projeto REHEDUCA, no auditório do hemocentro. A iniciativa visou capacitar profissionais da saúde e familiares de pacientes, difundindo informações acerca da doença para ampliar a rede de atendimento no estado.
A hemofilia é uma doença genética caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue. Quando uma pessoa se corta, automaticamente as proteínas sanguíneas entram em ação para estancar o sangramento. Isso ocorre porque existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação (expressos por algarismos romanos); quando acontece o rompimento do vaso sanguíneo, a ativação do primeiro fator leva à ativação dos demais até que acorra a formação do coágulo pela ação dos 13 fatores.
A coordenadora de atendimento ambulatorial do Hemopa, a médica Saide Trindade, explica que os hemofílicos têm deficiência em dois deles, dificultando a coagulação e causando sangramentos prolongados. Indivíduos com baixa atividade do fator VIII possuem hemofilia tipo A, enquanto que aqueles com deficiência na atividade do Fator IX possuem hemofilia tipo B. “O tratamento consiste na reposição do fator deficiente, o que varia de acordo com o grau que hemofilia, se grave, moderado ou leve. Mas, normalmente, ocorre numa média de três vezes na semana”, explica a médica.
Segundo o Ministério da Saúde, no Pará existem cerca de 450 hemofílicos, que recebem atendimento multidisciplinar no Hemopa, referência para diagnóstico e tratamento da patologia no estado. A presidente da ASPAHC, Christianne Costa, ressalta que a ideia da capacitação é “fazer um trabalho de ampliação da rede de atendimento. Os hemofílicos têm acompanhamento no Hemopa, mas os sangramentos podem acontecer em qualquer lugar e elas precisam ter atendimento adequado no município que estiver. É necessário ampliar essa rede de conhecimento”.
Para a capacitação desta sexta-feira, foram convidados representantes de 46 municípios paraenses, entre eles médicos, fisioterapeutas e dentistas. “Ainda há muito desconhecimento acerca da hemofilia, mesmo entre os profissionais da saúde. É muito importante promover a divulgação é o esclarecimento da doença para desmistificar a doença e facilitar seu tratamento. Essas pessoas serão multiplicadoras do conhecimento nas suas cidades”, comenta a médica hematologista Ieda Pinto.
A médica explica que esse desconhecimento é encontrado no momento do diagnóstico e também quando portador da hemofilia tem sangramento e precisa de uma urgência. “Os profissionais, em seus cursos de formação, têm muito pouco contato com a hemofilia. Isso é uma realidade de todo o Brasil. Precisamos mudar esse cenário e eventos como esse são muito importantes para a divulgação da doença”, esclarece Ieda.
Para Chistianne, outro público também é muito importante nessa capacitação: os familiares dos hemofílicos. “Quando um hemofílico tem um sangramento, normalmente é o familiar que faz o primeiro atendimento. Então ele precisa saber o que fazer, como agir numa situação dessa”, relata a presidente da ASPAHC.
O Projeto REHEDUCA (Rede de Cuidados em Hemofilia e Educação dos Tratadores) tem como principal objetivo a troca de experiências para difundir informações sobre a hemofilia. Ainda neste ano, o projeto irá até Marabá e, no início de 2018, até Santarém para dar continuidade ao trabalho de capacitação dos profissionais da saúde e de ampliação da rede de atendimento aos hemofílicos.
Legislação: No evento, Chistianne Costa falou sobre a mudança no atendimento aos hemofílicos ao longo dos anos. “Antes, o paciente era tratado quando estava num processo hemorrágico, mas com a mobilização social das nossas entidades, isso mudou. Além das sequelas físicas nos pacientes, verificou-se que esse tipo de atendimento chegava a ser 80% mais caro que o preventivo. Agora está diferente. Sempre é priorizado o tratamento preventivo do hemofílico”.

Foi com a ideia de criar uma legislação específica para o atendimento do hemofílico que Edson Cardoso, chefe de gabinete do deputado estadual Renato Ogawa, participou do evento. “Queremos criar um protocolo de atendimento que seja seguido em todos os municípios do Pará. Vamos montar um grupo de trabalho com a ASPAHC e o Hemopa para formatar esse projeto”, conclui.