quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Projeto de sustentabilidade é destaque em encontro da qualidade do Hemopa


Projeto de Produção Mais Limpa (P+L), da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH), do Ministério da Saúde (MS), que há um ano foi implantado na Fundação Hemopa, foi um dos destaques no segundo e último dia do ‘’3° Encontro da Qualidade’’, realizado no auditório do hemocentro ontem, 22. Na oportunidade, a enfermeira Kati Seixas falou os benefícios do projeto que visa tornar racional o uso de insumos, reduzir desperdícios, minimizar a geração de resíduos e diminuir os impactos ambientais com o controle eficiente do uso de água e energia, adequando os processos gerados pela instituição à legislação ambiental.

De acordo com ela,o projeto adota estratégia sócio-ambiental  integrada aos processos e produtos oferecidos na Fundação.  ‘’A implantação deste projeto no Hemocentro Coordenador, em Belém, vai nos permitir a obtenção de indicadores de eficiência e qualidade. É um diferencial do hemocentro que vai refletir nos serviços ofertados à população e na relação da instituição com a comunidade’’, explicou a enfermeira que é responsável pelo Programa de Gestão de Resíduos de Serviço de Saúde (PGRSS) do hemocentro.

A excelência de gestão praticada pelo Hemopa foi decisiva como critério de seleção para a sua inclusão no P+L, junto ao Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede, que coordena o Projeto de Capacitação e Qualificação Técnica da Hemorrede Pública em Gestão Ambiental. A adesão da fundação ao projeto aconteceu em novembro do ano passado, com um curso de capacitação destinado aos servidores da instituição.


“3° Encontro da Qualidade”, que o objetivo de dar continuidade à busca constante do desenvolvimento da gestão, focado na atualização e disseminação de novas tecnologias sustentáveis no setor público, reuniu mais de 100 participantes, entre especialistas locais e nacionais que debateram temas relevantes e de forma globalizada sobre os aspectos sociais, políticos, econômicos, estruturais, geográficos, legais e sustentáveis pertinentes à gestão da qualidade. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Terapia alternativa para tratamento da doença falciforme será mostrada no Hemopa

Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia (HC/UFBA) desenvolveram um tratamento contra lesões ósseas em pacientes com Doença Falciforme (DF), com o uso de células-tronco. A pesquisa tem alcançado excelentes resultados, e o novo tratamento já beneficiou 60 pessoas de vários Estados. O ortopedista Gildásio Daltro, coordenador da pesquisa, mostrará o êxito desse trabalho na palestra sobre “Terapia Celular no Tratamento das Lesões Ósseas na Anemia Falciforme”, durante o “Workshop de Doença Falciforme e Sobrecarga de Ferro: Uma Nova Visão”, que a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) realizará nos próximos dias 23 e 24 (quinta e sexta-feira), no auditório do hemocentro, das 8 às 17 h, em Belém.
O evento, voltado a profissionais e acadêmicos de saúde, contará com palestras e mesas redondas proferidas por profissionais do hemocentro e de outros Estados. Além da programação científica, o workshop proporcionará consultas para cerca de 30 usuários com lesões ósseas e úlceras de perna, com médicos da UFBA, totalizando mais de 12 horas de atividades, beneficiando cerca de 120 participantes.
Na pesquisa, os médicos retiram células-tronco mesenquimais (originárias de indivíduos adultos e que podem ser usadas para sua recuperação) do osso da bacia do próprio paciente, que se transformam facilmente em tecidos diferentes, e injetam nas áreas atingidas, principalmente no fêmur. A técnica é eficaz na maioria dos casos de necrose em estágio inicial.
Resultados - Em entrevista à TV Universitária da UFBA, o ortopedista Gildásio Daltro garante que o grau de eficácia está em torno de 93% a 95% nos pacientes que se submetem ao tratamento. Segundo ele, em 30 dias as pessoas com Doença Falciforme praticamente abandonam a bengala, a dor desaparece 48 horas depois, e o caminhar é retomado próximo ao normal.
A hematologista Saide Maria Sarmento Trindade, titular da Coordenação de Atendimento Ambulatorial (Coamb) do Hemopa, explica que o workshop será uma grande oportunidade de traçar um painel sobre a DF no Pará e no restante do Brasil. “Apresentaremos o trabalho desenvolvido na Fundação pelos especialistas da equipe multiprofissional do ambulatório, o uso dos protocolos do Ministério da Saúde (MS), além das terapias alternativas como a laserterapia e a medicina tradicional chinesa, que auxiliam no tratamento das pessoas com DF. Tudo para oferecer bem estar e qualidade de vida aos pacientes”, ressalta Saide Trindade.
Em tratamento há mais de 30 anos, Arcilena Carvalho Santiago, 41 anos, moradora do Conjunto Paar, em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), recebe mensalmente infusão de sangue tipo A Positivo fenotipado (caracterizado pela presença ou ausência de antígenos, responsáveis pela reação de incompatibilidade  nas hemácias). Ela participará da Oficina de Úlcera de Perna, e afirma que “a iniciativa do Hemopa é muito importante, não só para quem trabalha aqui, como para o próprio paciente. Sempre podemos aprender coisas novas, e isso é interessante para médicos e pacientes. Tenho visto todo mundo muito engajado no evento”, conta.
Cadastro - Saide Trindade reforça que disseminar o conhecimento sobre a DF é o objetivo do evento, tendo em vista que tanto no meio profissional quanto no acadêmico existe uma grande lacuna de informação sobre todos os aspectos da doença. De acordo com a médica, atualmente, o hemocentro possui um cadastro de 13.418 pacientes ativos. Desses, 711 são portadores de Doença Falciforme, incluindo homens e mulheres, com maior prevalência na faixa etária de 21 a 30 anos.
A DF é uma das doenças genéticas hereditárias mais comuns no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, 3,5 mil crianças brasileiras nascem, a cada ano, com a doença, e outras 200 mil com o traço falciforme.
A doença é causada por uma modificação no gene (DNA) que, em vez de produzir a hemoglobina A, produz em seu lugar outra hemoglobina diferente chamada S. Esta mutação ocorreu no continente africano e apresenta altas incidências na África, Arábia Saudita e Índia, sendo mais comum na população afrodescendente. Para diagnosticar a DF, o principal exame é o “Teste do Pezinho”, na fase neonatal. Acima de seis meses de idade a doença é diagnosticada pelo exame de eletroforese de hemoglobina.
Os principais sintomas da DF são: anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados e muita dor nos punhos e tornozelos (frequente até os três anos de idade), e crises de dores em músculos, ossos e articulações. A partir do diagnóstico é necessário acompanhamento médico.
Por isso, as pessoas com DF devem ser encaminhadas para atendimento especializado por equipe multiprofissional, composta por hematologista, nutricionista, psicólogo, fisiatra, enfermeiro, pedagogo, fisioterapeuta, odontólogo, assistente social, técnicos e auxiliares. O evento conta com o patrocínio da Novartis.

Serviço: O ambulatório de pacientes funciona na sede da Fundação Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2109, de segunda-feira a sexta-feira, de 7h às 17h. Alô Hemopa: 08002808118, www.hemopa.pa.gov.br.

Hospital de Clínicas inicia campanha de captação de sangue e medula óssea

Doar sangue é salvar vidas, e é com esse lema que a XIX Campanha de Doação de Sangue e Medula Óssea da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV) continua nesta quarta-feira (22), de 8 às 18h. Iniciada na manhã desta terça (21), a campanha este ano tem como tema "Doe sangue, doe vida. Eu curto e compartilho esta ideia!", fazendo um chamado a voluntários, funcionários e o público interessado em praticar essa boa ação, que tem como intuito principal a manutenção do estoque de sangue da Fundação Hemopa.
Até a tarde de terça-feira, 116 doadores participaram da campanha e 18 se cadastraram para a doação de medula óssea. O objetivo é alcançar, até o fim do dia 22, a meta de 250 bolsas de sangue e 50 novos cadastros de doadores de medula óssea.
Obenilson Araújo, 37 anos, é um doador frequente nessa campanha. O motorista do gabinete da instituição já pratica a ação há 18 anos e se sente realizado a cada vez que doa novamente. "Faço a doação para salvar vidas. A gente não sabe o dia de amanhã. Um dia eu também posso precisar. Eu me sinto bem doando, fico feliz em estar fazendo o bem e exercendo o principal objetivo da campanha, que é salvar vidas", ressaltou.
Segundo a médica hematologista Iê Bentes, gerente da Agência Transfusional da FHCGV, todo mês são feitas cerca de 500 transfusões de sangue por pacientes da instituição. “Nossa missão é despertar a solidariedade e a cidadania das pessoas. Lembrando ainda que um doador consegue salvar até quatro vidas”, informou. Os fins de semana e feriados prolongados são os períodos com maior carência no estoque de sangue, segundo a médica.
A diretora presidente da FHCGV, Ana Lydia Cabeça, também participou da doação. Em seu segundo ano consecutivo, ela diz que a sensação é sempre de dever cumprido. “A gente sente que o nosso dever foi cumprido em ajudar ao próximo. Faço a doação por solidariedade, porque temos que fazer a nossa parte. Não precisamos esperar um motivo exato para doar, pois sempre existe alguém que está precisando”, ressaltou.
Durante campanhas como essa, o público é informado sobre os mitos que envolvem a doação de sangue e dados sobre quem pode ou não doar. Informações de que o ato não é prejudicial à saúde nem há riscos de contaminação são de grande importância. Nesses períodos, ações de incentivo às doações são feitas na FHCG. Nos dois dias da campanha, estão sendo feitos trabalhos de sensibilização junto aos servidores, usuários e acompanhantes quanto à importância e necessidade de doar sangue e medula óssea.
Uma gincana entre os servidores do hospital também foi organizada para incentivar ainda mais a captação. Além disso, os três setores da instituição que mais enviarem doadores receberão como prêmio um troféu e cestas de chocolates. A campanha é uma iniciativa da Agência Transfusional da FHCGV, em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). A coleta está sendo feita entre os dias 21 e 22 de outubro, de 8 até 18 horas.
Para se tornar um candidato à doação regular de sangue é preciso ter entre 18 e 69 anos de idade (menores de 18 anos devem comparecer acompanhados dos pais ou reponsável legal), pesar, no mínimo, 50 quilos e cadastrar-se em um banco de sangue devidamente credenciado, preenchendo honesta e minuciosamente os formulários de saúde.
Informações importantes sobre a doação:
- Para doar sangue não é necessário estar em jejum, mas sim bem alimentado;
- A doação não acarreta nenhuma reação física e não há nenhum risco de contrair Aids ou outra doença qualquer, pois a agulha usada é descartável.
O impedimento temporário para doar sangue acontece nas seguintes situações:
- Gravidez/ amamentação: espera de três meses após o parto
- Acupuntura ou piercing: doze meses de espera
- Tatuagem: espera de doze meses
Aborto: espera de três meses
- Parto normal: espera de 90 dias. Em caso de cesariana a espera é de 180 dias
Gripe: esperar sete dias a partir da cura
- Dengue: esperar quatro semanas após a cura
Serviço: XIX Campanha de Doação de sangue e medula óssea. Dias: 21 e 22, das 8h às 18h, na área do estacionamento da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (Travessa Alferes Costa, s/n, entre Visconde de Inhaúma e Marques de Herval).

Felipe Gillet
Ascom do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna

Hemopa debate desenvolvimento da gestão no 3º Encontro de Qualidade

Com o objetivo de dar continuidade à busca pelo desenvolvimento da gestão, com enfoque na atualização e disseminação de novas tecnologias sustentáveis no setor público, foi aberto na manhã desta terça-feira (21) o “3° Encontro da Qualidade”, no auditório do hemocentro, pela médica Luciana Maradei, presidente da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). O encontro, que se estenderá até quarta-feira (22), reúne mais de 100 participantes, entre especialistas locais e nacionais, que debatem temas relevantes sobre os aspectos sociais, políticos, econômicos, estruturais, geográficos, legais e sustentáveis relativos à gestão da qualidade.
Luciana Maradei, na solenidade de abertura, entregou ao ambientalista Camilo Viana, 88 anos, o prêmio “Árvore da Vida”, instituído para destacar personalidades que contribuem para a melhoria da qualidade de vida, divulgando tendências, acarretando discussões e reflexões, e produzindo opiniões que valorizam o estilo de vida, padrões e ambiente saudáveis.
Camilo Viana, que estava acompanhado pelo neto, Flávio Lozado Viana, ficou emocionado com a homenagem. “Tenho o privilégio de estar aqui recebendo esse troféu, de uma instituição conceituada no Pará e no Brasil. Temos que defender o Brasil e a Amazônia, sempre”, disse o ambientalista, que está escrevendo a letra do Hino da Amazônia brasileira, junto com um amigo.
Em seguida, a cantora lírica Dione Colares apresentou peças de autoria do compositor e pianista paraense Waldemar Henrique, como Tambatajá, Vitória Régia e Uirapuru. A apresentação contou com a participação de cinco crianças, que fazem atendimento no hemocentro.
Certificação internacional - Após a apresentação, Luciana Maradei ministrou a palestra “Evolução do Sistema de Gestão da Qualidade da Fundação Hemopa”, evidenciando a importância da manutenção do sistema da qualidade, visando alcançar a excelência na gestão. “Temos que evoluir, sempre”, frisou, mostrando as práticas do hemocentro, instituição que recentemente conquistou certificação nacional e internacional, que será emitida até novembro deste ano pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) e American Association of Blood Banks (AABB) - associação internacional integrada por profissionais e instituições relacionadas a atividades transfusionais e terapia celular, incluindo transplante. Desde 1957, a AABB mantém rigorosos padrões para desempenho de atividades médica, técnica e administrativa, pesquisa, educação, legislações e outras atividades no âmbito da Hemoterapia. Essa conquista se reflete diretamente no atendimento oferecido aos usuários, o qual prima pela segurança e qualidade nos processos internos e externos do Hemopa.
Segundo Luciana Maradei, aprender e ter atitudes diferenciadas são alguns dos desafios da Gestão de Qualidade. Na Fundação Hemopa, o sistema foi implantado em 1994 e, ao longo dos anos, amadureceu e refinou seus processos, atingindo um patamar de excelência de gestão reconhecido dentro e fora do Brasil.
Segundo ela, a gestão da qualidade, especialmente no serviço público, tem a necessidade imperativa de manter um alto padrão para atender as demandas da sociedade, a partir dos princípios universais da dignidade humana, propondo diariamente a busca de novas soluções, que variam de acordo com os desafios apresentados.
“Gestão pública voltada para resultados” foi o tema da palestra proferida pelo especialista em Gestão Pública e Qualidade em Serviços, Paulo Daniel Barreto Lima, enfatizando que o “resultado no setor público não é medido pelo lucro financeiro, mas pelo ganho no serviço percebido pelo cidadão”. Para ele, a meta física e financeira deve gerar resultado social.
A programação da manhã foi encerrada com a apresentação da administradora Círia Pimentel, que falou sobre “Gestão Pública em Saúde”, representando o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco.
O 3º Encontro da Qualidade reúne representantes do Ministério da Cultura, Ministério da Fazenda, Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e instituições privadas que apresentarão cases sobre o desenvolvimento da gestão de qualidade, em suas respectivas áreas de atuação.
Programação - Durante os dois dias do encontro, os participantes assistem a palestras ministradas por Paulo Daniel, mestre em Administração pela Universidade de Brasília UnB, e autor do livro “A excelência em gestão pública: A trajetória e a estratégia do Gespublica”; Haley Maria de Almeida de Sousa, especialista em Gestão Pública, consultora Ad Hoc do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com qualificação nas áreas do planejamento estratégico e gestão, e que fará parte da comissão de realinhamento da Carta de Serviços 2014 da Fundação; Humberto Xavier, arquiteto e urbanista da Gestão de Infraestrutura da  Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH); Sonia Maria Nunes de Barros, assessora da hemorrede do Hemocentro do Rio de Janeiro (Hemorio); Iane Hermes Marques, da Superintendência Administrativa e Financeira do Ministério da Fazendo; Kati Seixas, enfermeira da Fundação Hemopa, e Napoleão de Alencar Almeida, diretor financeiro da Unicred (cooperativa de crédito).
O evento contará ainda com exposições de produções sustentáveis no Pará e apresentação do Coral do Hemopa.

Mais informações estão disponíveis o site www.hemopa.pa.gov.br, ou pelo fone: (91) 3241-1299.

Hemopa Castanhal lança aplicativo para auxiliar na captação de doadores

Depois do Hemocentro Coordenador, em Belém, será a vez do Hemocentro Regional de Castanhal (HRC) aderir ao projeto Hemoliga, que é uma importante ferramenta de interação social na promoção da doação voluntária de sangue. O lançamento desse novo serviço à região Nordeste do Estado será nesta quarta-feira (22), às 10h, na sede do hemocentro, durante entrevista coletiva à imprensa sobre a importância do aplicativo, que estará disponível para smartphones e tablets, nas plataformas IOS e android. Quem tem acesso à internet em dispositivos móveis, também poderá acessar o aplicativo na versão web, no site www.hemoliga.com.br.
O projeto inovador já foi lançado nos hemocentros do Rio Grande do Norte (Hemonorte), Amazonas (Hemoam), Fundação Pró Sangue (SP), em Belém, na cidade de Marília (SP), minas Gerais (Hemoninas) e agora no município de Castanhal. No Pará, inicialmente o serviço estará disponível para o DDD 91. Até o fim deste ano, o Hemoliga estará atendendo os demais códigos paraenses.
Segundo Thiago Luccas, um dos quatro amigos e doadores idealizadores do projeto, o Hemoliga surgiu a partir da necessidade que eles sentiram em relação à doação de sangue. “Sentimos falta de informações sobre agendamento da nova doação, estoque de sangue, endereços e outros locais de coleta”, diz, ressaltando que o projeto não vai resolver todos os problemas da hemorrede brasileira. “Viemos somar ações para elevar o número de doações e, especialmente, incentivar a doação regular, a partir do repasse de informações sobre a próxima doação, datas e locais de novas campanhas”, explica.
Funcionário do Hemopa e doador de sangue, o estudante de jornalismo Sérgio Moraes aprovou o novo aplicativo. ''O Hemoliga é um aliado do Hemopa na captação de doadores, além de ser mais um canal de informação sobre o hemocentro, seus serviços e ações. O usuário pode saber o que ele quiser sobre o processo da doação de sangue no Estado, a qualquer hora e em qualquer lugar. Isso faz com que o usuário fique mais próximo da fundação”, acredita.
Segundo Thiago Luccas, o êxito dessa nova tecnologia aliada da doação de sangue depende de alguns fatores: atualização dos dados das ações pelo Hemopa, cadastramento do registro das doações, que é feita pelo próprio voluntário, e o compartilhamento das informações contidas no Hemoliga, que podem e devem ser compartilhadas para todas as redes sociais.
Para a gerente responsável pelo hemocentro, Sandra Lobato, o Hemoliga representa um importante auxílio na captação de novos doadores, além de contribuir significativamente para o incentivo da prática da doação regular, que é o objetivo da hemorrede brasileira. “O Hemoliga vai potencializar o estímulo a esse ato voluntário com repasse constante de várias informações sobre o processo com datas e locais de campanhas, próxima doação, nível do estoque de sangue e eventos”, observa.

Serviço: o Hemopa Castanhal fica na Travessa Floriano Peixoto, Alameda Rita de Cássia, Conjunto Maria Alice, casas B-2 e B-3. Telefones: (91) 3721-2986 e 3721-4008.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Hemopa de Marabá realiza campanha em parceria com o Hospital Regional do Sudeste

“Seja para quem for, seja um doador”. Esse é o tema da 23ª Campanha de Doação de Sangue que o Hemocentro Regional de Marabá (HRM) realizará, em parceria com o Hospital Regional Público do Sudeste do Pará "Dr. Geraldo Veloso" (HRPSP), a partir desta segunda-feira (20), até a próxima sexta-feira (24). As coletas serão realizadas no hemocentro e na terça-feira (21), também no próprio hospital, com meta de 120 doações de sangue. O objetivo é difundir entre o corpo clínico do hospital, familiares, amigos de pacientes e a comunidade em geral, a importância da doação na reposição do estoque técnico do HRM.
Este ano já ocorreram duas outras edições da campanha, nos meses de março e junho. A assistente social da Captação de Doadores do Hemopa de Marabá, Roberta Duarte Oliveira, ressalta que da diretoria aos demais colaboradores do HRPS, todos estão integrados na realização e consequente sucesso da ação. “A mobilização atinge em média 70% de participação do contingente do hospital. Esse alcance se deve ao fato de já existir a cultura da doação de sangue no Regional, o que nos faz envolver outras unidades de saúde da região nessa consciência partilhada da doação”, frisa a assistente social.
Segundo a enfermeira e coordenadora de Humanização do HRPS, Karla Emanuelle Silva Luz, durante esses anos todos, o hospital tem valorizado e estimulado a campanha de doação de sangue. “Somos sabedores que a demanda do HRPS é grande, por isso queremos que nossos colaboradores e usuários participem dessa ação de responsabilidade social, que é de todos. Por meio de um trabalho integrado, buscamos contribuir para o aumento da captação de doadores voluntários, o que beneficia todo o sudeste do Pará”, informa a enfermeira.
O Hospital Regional é referência de alta e média complexidade, atende 22 municípios do sul e sudeste do Pará e realiza em média 20 transfusões de sangue ao mês. Já o Hemocentro Regional de Marabá atende 38 municípios da região sudeste do Estado, com média mensal de 600 doações.
Quem pode doar sangue: Candidatos em bom estado de saúde; com idade entre 16 anos completos e 69 anos (menores de 18 anos, devem comparecer com autorização dos pais ou responsável legal). Precisa pesar mais que  50 kg. Necessário portar documento de identidade original com foto e assinatura. Não precisa estar em jejum, o doador deve estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses.
Serviço:
O Hemocentro Regional de Marabá (HRM) fica na Rod. Transamazônica, Quadra 12, S/N, entre Av. Hiléia e Av. Amazônia. Bairro Amapá. Marabá-PA. Horário de funcionamento para coleta de 7h30 às 12h30. Fone: (94) 3312-9150/3324-1096 (Distribuição). Alô Hemopa: 08002808118. www.pa.gov.br.

O Hospital Regional Público do Sudeste do Pará fica na Rodovia PA 150, S/N (altura do Km 07), Nova Marabá. Marabá-PA. Fone: (94) 3323-3588.

domingo, 19 de outubro de 2014

Campanha do HC faz coleta de sangue e cadastro de doadores de medula óssea

“Doe sangue, doe vida. Eu curto e compartilho esta ideia!”. Esse é o tema da XIX Campanha de Doação de Sangue e Medula Óssea da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV), realizada por meio da Agência Transfusional da instituição e em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). A coleta será realizada durante os dias 21 e 22 de outubro, de 8h às 18h.
Toda a estrutura necessária para captação de sangue e cadastro de novos doadores de medula óssea será montada na área do estacionamento do hospital. O objetivo da campanha é a manutenção do estoque de sangue da Fundação Hemopa. Nesta edição a meta é conseguir 240 bolsas de sangue em cada dia e cadastrar ao menos 50 novos doadores de medula óssea.
Segundo a médica hematologista Iê Bentes, gerente da Agência Transfusional da FHCGV, cerca de 500 transfusões de sangue são realizadas por pacientes da instituição todo mês. “Lembrando que um doador consegue salvar até quatro vidas. Nossa missão é despertar a solidariedade e a cidadania das pessoas”, ressaltou Iê Bentes. A médica lembra que a falta de sangue é sentida principalmente nos finais de semana e feriados prolongados. “O sangue correndo nas veias significa a manutenção da vida”, enfatiza a médica.
Nos dois dias da campanha será realizado um trabalho de sensibilização junto aos servidores, usuários e acompanhantes, quanto à importância e necessidade de doar sangue e medula óssea. Uma gincana entre os servidores do hospital também foi organizada para incentivar ainda mais a captação. Além disso, os três setores da instituição que mais enviarem doadores receberão como prêmio um troféu e cestas de chocolates.
Mitos
Doar sangue é um procedimento simples, sem riscos à saúde. Entretanto, ao longo dos anos, mitos se formaram entre a população, dificultando a coleta. Durante as campanhas, como esta realizada pela FHCGV, o público é informado sobre todas as etapas que compõem a doação de sangue e a necessidade que este ato de solidariedade tem para a preservação da vida humana.
Para doar sangue não é necessário estar em jejum, Não acarreta nenhuma reação física e não há nenhum risco de contrair Aids ou outra doença qualquer, pois a agulha utilizada é descartável.
Para se tornar um doador regular de sangue é preciso: estar em bom estado de saúde, ter entre 18 e 69 anos de idade (menores de 16 e 17 anos devem comparecer com os pais ou responsável legal); pesar, no mínimo, 50 quilos; cadastrar-se em um banco de sangue devidamente credenciado; preencher honesta e minuciosamente os formulários de saúde e apresentar documento de identidade original com foto assinatura.
O impedimento temporário para doar sangue acontece nas seguintes situações: parto normal e amamentação (é necessária a espera de três meses após o parto); em caso de cesariana (seis meses); acupuntura, piercing ou tatuagem (12 meses de espera); aborto (espera de três meses). Também é necessária a espera de sete dias a partir da cura para gripe e de quatro semanas após a cura da dengue.
Serviço: “XIX Campanha de Doação de sangue e medula óssea”. Dias: 21 e 21 de outubro. Horário: a partir das 8 até às 18h.
Local: Área do estacionamento da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Travessa Alferes Costa, s/n, entre Visconde de Inhaúma e  Marques de Herval.


Felipe  Gillet
Hospital de Clínicas Gaspar Vianna