quarta-feira, 24 de maio de 2017

Semana com duas campanhas externas do Hemopa

Nesta semana, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) preparou duas campanhas externas de doação de sangue e cadastro de medula óssea, uma com sala montada e a outra com a unidade móvel. As ações serão nesta quarta e quinta-feira, nos bairros do Guamá e Campina.
Essas campanhas são estratégias que o Hemopa utiliza para aproximar o voluntário da doação de sangue. Segundo a gerente de captação do Hemopa, Juciara Farias, as campanhas externas devem proporcionar aumento de 20% no número de doadores, neste ano. “Com elas, vencemos todas as dificuldades de acesso ao Hemopa. Vamos ao doador, ao invés dele vir até a gente”, conta Juciara.
A primeira campanha da semana, no dia 24 de maio, será no Lar Fabiano de Cristo, que fica na Travessa Barão de Igarapé Miri. Para a iniciativa, o Hemopa vai levar toda a sua estrutura para o local: salas de triagem, de consulta médica e coleta. O atendimento aos doadores será de 8h às 16h. A estimativa é mobilizar 80 voluntários.
A segunda será realizada no dia 25, quando a unidade de coleta móvel vai estar na Avenida Presidente Vargas, em frente ao banco do Brasil. A ação será de 8h ao meio dia, com expectativa de 50 voluntários.
Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Os homens podem doar com intervalo de cada dois meses e as mulheres a cada três meses.
Serviço: As campanhas externas de doação de sangue e cadastro de medula óssea do Hemopa serão dia 24, no Lar Fabiano de Cristo (Travessa Barão de Igarapé Miri, 527), de 8h às 16h; e dia 25, na Avenida Presidente Vargas, em frente ao banco do Brasil, de 8h ao meio dia.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mães e suas múltiplas formas de gerar vida

Gerar uma vida envolve uma série de sentimentos e emoções. Embalada por esse momento de grandes transformações, há mulheres que, ao se tornarem mães, doam muito mais do que amor ao filho; muitas delas fazem outro tipo doação, no exato momento do parto, e que pode salvar vidas: a doação de sangue do cordão umbilical.
O cordão umbilical une o feto à placenta, sendo responsável pela nutrição e oxigenação do bebê durante a gestação. Seu sangue é rico em células tronco e essenciais para transplante de medula óssea. O material coletado pode tratar doenças como leucemias, linfomas e anemias graves. O Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) possui o primeiro e único Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) da região Norte, que funciona em Belém.
A biomédica Mariana Cunha, responsável administrativa pelo BSCUP do hemocentro, explica que o Banco foi criado em 2010 e tem capacidade para armazenar 3,6 mil amostras no seu bioarquivo, que conserva as bolsas de sangue a -196ºC em nitrogênio líquido, possibilitando a validade das amostras por tempo indeterminada. “Atualmente, o Hemopa possui 661 bolsas liberadas para transplante, aguardando apenas paciente compatível”, fala.
Os dados genéticos dos materiais coletados no Pará fazem parte da lista nacional da Rede Brasil Cord, que foi criada pelo Ministério da Saúde em 2004. A iniciativa surgiu para ampliar esse tipo de serviço no país e aumentar as chances de quem precisa encontra doador compatível.
A coleta das bolsas de sangue do cordão umbilical é feita na Fundação Santa Casa de Misericórdia, onde o Hemopa mantém quatro enfermeiras. “Elas fazem a pré-triagem das parturientes no centro obstétrico. Se a mãe selecionada concordar em doar, as enfermeiras solicitam que assinem um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, para que possamos acompanhar a evolução do trabalho de parto, para posterior coleta do sangue de cordão umbilical”, esclarece a biomédica.
Os critérios para uma mãe participar estão dispostos na resolução número 56 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 16 de dezembro de 2010. O documento determina que a mãe deva ter idade mínima de 18 anos, ter ausência de processo infeccioso e ou doença durante a gestação que possam interferir na saúde placentária, tenha se submetido há – no mínimo – duas consultas pré-natais documentadas, também é necessário ter tido idade gestacional igual ou superior a 35 semanas, bolsa rompida há menos de 18 horas e trabalho de parto sem anormalidade.
A dona de casa Sâmia Silva se encaixou em todos os critérios e se tornou uma doadora do sangue de cordão umbilical e placentário do filho primogênito. Entre os cuidados com o pequeno Gabriel, Sâmia conta que “não sabia desse tipo de doação. Fiquei sabendo na Santa Casa, quando a enfermeira me abordou e explicou o que era. Aceitei fazer porque pode ajudar pessoas que estão muito doentes”.
Segundo Mariana Cunha, “o volume de sangue de cordão coletado varia muito. Já coletamos volumes entre 50 e 234 ml”. Após a coleta, as bolsas são transportadas para a sede da Fundação Hemopa, onde funciona o BSCUP, e passam por sorologia. Nesses quase sete anos de existência, o banco disponibilizou duas bolsas para transplante, uma em março de 2014 e outra em janeiro deste ano, todas para pacientes de fora do estado.
Coleta aparentada: Quem transborda de esperança é a paragominense Luziane Braga. A jovem de 23 anos soube da existência do BSCUP quando engravidou do terceiro filho. “Minha menina mais nova, de três anos, tem doença falciforme e faz acompanhamento no Hemopa. Quando engravidei, a médica me explicou que podiam coletar o sangue do meu cordão umbilical e, se fosse compatível, fazer um transplante nela”, comenta a jovem.
A doença falciforme é genética e se caracteriza por hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) anormais que, por serem pouco maleáveis, causam obstrução nos vasos sanguíneos. Uma anemia profunda surge porque essas células defeituosas têm uma vida muito curta e a medula não consegue reproduzir células tão rapidamente para compensar essa rápida eliminação. O transplante de medula óssea é a chance de cura para esses pacientes.
Luziane faz parte da denominada coleta aparentada. A doação entre aparentados acorre quando a própria mãe tem a possibilidade proporcionar o transplante para um filho doente por meio do sangue do cordão umbilical. “Mas mesmo que, por falta de compatibilidade ou por algum outro motivo, esse transplante não seja possível, a bolsa de sangue continua no nosso bioarquivo para que possa vir a ajudar outra pessoa”, alerta Mariana.
O parto de Luziane aconteceu na primeira semana de maio. O sangue do cordão umbilical foi coletado e agora passa por uma série de procedimentos e exames que devem demorar cerca de três meses para ficarem prontos. Se não houver qualquer impedimento, o transplante pode feito ainda neste ano. “Tenho consciência que isso é só uma possibilidade de ajudar minha filha. Mas estou agarrada nessa possibilidade”, anima-se.
Serviço: O BSCUP funciona na sede do Hemopa, que fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109. Na Santa Casa, a coleta de sangue do cordão umbilical funciona de segunda à sexta-feira, de 7h às 19h.



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Mães doadoras de sangue são homenageadas no Hemopa

Em comemoração alusiva ao Dia das Mães, a Gerência de Captação de Doadores (Gecad) da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará (Hemopa), promove a campanha “Mãe é amor, mãe é doação. Doe vida, doe sangue”, nesta sexta-feira, 12, para estimular a coleta de sangue entre o segmento feminino que atualmente é responsável por 32% das coletas efetivadas no Pará. A ação se estenderá até amanhã, 13, com programação variada e oferta de serviços de beleza.
Na manhã desta sexta, enquanto esperavam atendimento, as doadoras de sangue participaram de palestras ministradas por psicólogas do Pro Paz, sobre o tema “Violência contra a Mulher”, e do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), sobre “Direitos das Mulheres”. A programação contou ainda com apresentação do Coral do Hemopa e de um caricaturista.
Segundo a gerente de captação do Hemopa, Juciara Farias, a campanha do Dia das Mães faz parte de ações de estímulo à doação de sangue entre as mulheres. A gerente explica que “sempre realizamos programações, ao longo do ano, para estimular a doação de sangue e, principalmente, para agradecer aos doadores. Muitas pessoas precisam desse ato para sobreviver”.
A estudante Ianara Chagas esteve no Hemopa acompanhada pelo filho de três anos para doar sangue pela primeira vez. Ela conta que sempre teve vontade de doar, mas que nunca tinha tempo de vir ao hemocentro. “Acho uma atitude muito importante. E é uma ação tão simples, que pode salvar vidas”, fala Ianara.
Mães de um casal de crianças, Sandra Ferreira veio ao hemocentro atendendo convite de uma prima que é doadora de sangue. Ela relata que “tinha medo de doar e acho que isso é um dos grandes motivos para as mulheres não doarem regularmente”. Após a primeira experiência ela garante que o medo passou e que vai voltar ao Hemopa mais vezes.
Juciara Farias concorda com Sandra. Quase metade da população paraense é formada por mulheres, mas apenas 32% dos doadores no Pará são do sexo feminino. “Nós queremos mudar isso. A mãe, pela própria natureza, é doadora. Doa vida ao filho e também pode doar sangue”, enfatiza.
A ação continua neste sábado, dia 13. Em parceria com várias entidades, a Fundação vai oferecer palestras de orientação à saúde e serviços de beleza, como limpeza facial, massagem, designer de sobrancelhas e corte de cabelo, além de entrega de brindes. Também haverá arrecadação de vidros para o Banco de Leite da Santa Casa e de livros para a campanha “Leia. Mude sua história”.
Servidoras: Em alusão ao Dia das Mães, as servidoras do Hemopa também tiveram programação especial. Houve brechó das Mães, limpeza facial e apresentação do Coral do Hemopa, no auditório do hemocentro. A ação foi promovida pela Serviço de Atendimento à Saúde do Servidor (SASS).
Serviço: A programação de Dia das Mães do Hemopa continua neste sábado, dia 13. O hemocentro fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109. Aos sábados, funciona de 7h30 às 17h.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Programação especial comemora o Dia das Mães no Hemopa



Para celebrar o Dia das Mães, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) vai promover nos dias 12 e 13 de maio a campanha “Mãe é amor, mãe é doação. Doe vida, doe sangue”. Às mulheres que comparecem ao hemocentro coordenador, no bairro de Batista Campos, para doar sangue ou se inscrever no Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome), serão ofertados uma série de serviços de beleza e saúde.

Em parceria com várias entidades, a Fundação vai oferecer palestras de orientação à saúde e serviços de beleza, como limpeza facial, massagem, designer de sobrancelhas e cortes de cabelo, além de entrega de brindes, sorteio de prêmios e apresentação do Coral do Hemopa. Também haverá arrecadação de vidros para o Banco de Leite da Santa Casa e de livros para a campanha “Leia. Mude sua história”.

A campanha do Dia das Mães faz parte de ações de estímulo à doação de sangue entre as mulheres. A gerente de captação de doadores do Hemopa, Juciara Farias, explica que quase metade da população paraense é formada por mulheres, mas apenas 32% dos doadores do hemocentro são do sexo feminino. “Nós queremos mudar isso. A mãe, pela própria natureza, é doadora. Doa vida ao filho e também pode doar sangue”, enfatiza.

A gerente esclarece que os únicos impedimentos existentes à doação entre as mães são a gravidez e a amamentação. “Mesmo assim, apostamos na participação mais efetiva desse segmento. Nosso apelo é para que elas continuem celebrando vida ao doar sangue”, afirma Juciara, que estima a participação de 250 mulheres nos dois dias de programação.

A administradora Daniele Netto é mãe de um menino de dois anos e planeja aumentar a família em breve. Neste mês de maio ela doou sangue pela primeira vez, estimulada pela empresa na qual trabalha, e garante que não será a última. “Acho que muitas mulheres têm medo de doar sangue. Mas eu digo: venham porque é muito tranquilo”, relata. "Muitas mães sofrem porque seus filhos estão doentes precisando de sangue e nós podemos ajudar”, reforça.

É o caso da dona de casa Maria Madalena Calandrini. O filho mais velho, de 8 anos, é portador da aplasia medular, doença caracterizada pela alteração no funcionamento da medula óssea, que não consegue produzir de forma satisfatória as células do sangue (hemácias, plaquetas e leucócitos). O menino faz transfusão sanguínea uma vez por semana. “Não conhecia a importância da doação de sangue. Só descobri quando meu filho passou a precisar disso”, relata a mãe.

Devido à enfermidade, Isaac já teve dois acidentes vasculares cerebrais e precisa de um transplante de medula óssea para ficar curado. Ele está na fila de espera há três anos. Por isso, Maria Madalena faz um apelo para que as pessoas não apenas doem sangue, mas também façam o cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. “Como qualquer mãe, quando vejo que não tem sangue disponível bate um desespero, porque meu filho precisa dele para sobreviver. E não só ele, muitas outras crianças precisam”.
Serviço: Campanha “Mãe é amor, mãe é doação. Doe vida, doe sangue”. Dias 12 e 13 de maio no Hemopa (Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos). Funcionamento: de segunda à sexta-feira, das 7h30 as 18h, e no sábado, de 7h30 a 17h.

Doadores: Para ser um doador de sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. As mulheres podem doar a cada três meses.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Grupos vão ao Hemopa doar sangue

Uma onda de solidariedade tomou conta da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). No sábado, dia 6, quatro grupos diferentes se mobilizaram e fizeram campanhas de doação de sangue no hemocentro coordenador, em Belém, entre eles a Guarda de Nossa Senhora de Nazaré e o Sangue Corinthiano. Ao todo, foram coletadas 236 bolsas de sangue.
Segundo a assistente social do Hemopa, Janete Araújo, esses grupos surgiram de forma espontânea e já se tornaram parceiros da Fundação. Para ela, “sempre que a entidade está com baixa no estoque de sangue, a Gerência de Captação de Doadores entra em contato com eles e eles nos ajudam. São pessoas que conseguem estimular valores positivos em muita gente, como o ato solidário de doar sangue”.

“Nós temos como obrigação ajudar as pessoas e fazemos isso de várias formas. Uma delas é a doação de sangue”. O relato é do coordenador da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré, Guilherme Azevedo. Ele conta que os guardas sempre doam sangue, de maneira individual, mas que a campanha é uma grande mobilização, realizada semestralmente, para incentivar a doação não somente entre os integrantes, como também nos familiares.
Os guardas trouxeram coral e o Ministério da Música de Nazaré para animar a campanha na Fundação, juntamente com imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, que foi conduzida pela presidente do Hemopa, Dra. Ana Suely Saraiva. “Nós estamos num período de baixa no estoque de sangue, inclusive com dificuldades para atender a rede hospitalar. Nós agradecemos muito a todos. Esse é um gesto que deve ser propagado”, fala a presidente.
O coordenador do Sangue Corinthiano, Alan Costa, explica que essa mobilização entre torcedores alvinegros é nacional e acontece, em média, três vezes ao ano. “Aqui em Belém fazemos desde 2010. Os torcedores vêm mesmo. E não é só na campanha. Quando o Hemopa tá precisando de sangue, nos ligam e a gente traz doadores”, descreve Alan.
Torcedora apaixonada telo Corinthians, a caixa Érica Nunes conta que sempre doa sangue nas campanhas promovidas pelo grupo e que vivenciou de perto a necessidade da doação de sangue, quando “minha sogra precisou de sangue e foi muito difícil conseguir doadores pra ela. Hoje, as pessoas veem essa nossa atitude e acabam vindo doar também. A gente nunca sabe o dia de amanhã, qualquer um de nós pode precisar de sangue”.
A Priscila Calandrini completou 34 anos neste sábado e decidiu fazer uma coisa diferente: doar sangue pela primeira vez. E não parou por aí. Voluntária do Instituto Aster, que auxilia portadores de câncer, Priscila mobiliziou os amigos para irem ao Hemopa e doar sangue também. “Comemorar aniversário é celebrar a vida e nada melhor que fazer isso doando sangue. Assim como eu, muitos dos meus amigos nunca tinham doado e estão vendo como é simples”, afirma a aniversariante.
Outro mobilizador de doadores neste sábado foi o vereadador Gustavo Sefer. Pela segunda vez, ele também promoveu uma corrente solidária e trouxe os amigos para doar sangue. “Sei que o Hemopa sempre precisa de sangue. Por isso chamo os amigos, que chamam outros amigos e assim por diante. A ideia é fazer isso regularmente”, finaliza.
Local: As doações de sangue podem ser feitas na sede do Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos, ou na Estação de Coleta Castanheira que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, km 1. O horário de funcionamento é de 7h30 às 18h, de segunda a sexta-feira, e de 7h30 às 17h, aos sábados.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Hemopa investe em estratégias para facilitar acesso de doador de sangue

Aumento da demanda e baixa no estoque. Assim tem sido o fluxo de sangue na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), em Belém. Por isso, o hemocentro tem desenvolvido estratégias para elevar o número de doações e reverter esse quadro. Uma delas é o retorno do funcionamento da unidade móvel do hemocentro. O veículo faz parte de uma ação realizada nos dias 3 e 4 de maio, na Avenida Presidente Vargas.
Segundo a gerente de captação do Hemopa, Juciara Farias, a unidade móvel possibilita a aproximação da Fundação do cidadão que tem vontade de doar sangue, mas que, por variados motivos, não consegue ir até o hemocentro. “O ônibus vence todas as dificuldades de acesso ao Hemopa. Vamos ao doador, ao invés do doador vir até a gente”, conta Juciara.
A gerente explica que a unidade é um forte aliado na formação de novos candidatos à doação de sangue, “já que as pessoas ficam curiosas ao ver o ônibus e param pra perguntar. Aí ganhamos candidatos à doação”. Foi exatamente o que aconteceu com o contador Max Mesquita, que trabalha num escritório próximo ao centro comercial. “É um ato que me faz bem, mas a gente acaba não encontrando tempo pra fazer. Com o ônibus aqui, facilita muito”.
Aos 58 anos, Esmeralda Tavares estava dentro de um ônibus que passava pela Avenida Presidente Vargas quando viu a unidade móvel do Hemopa. “Sempre vou ao hemocentro doar sangue e já estava em tempo de fazer nova doação. Quando vi essa unidade vim logo pra facilitar minha vida”, alegra-se a aposentada.
A unidade passou por um período de manutenção técnica e agora retornar ao calendário mensal de campanha em parceria com a comunidade. “Como reflexo desse retorno, temos a expectativa de aumento de 20% no número de doações”, afirma Juciara
Outra estratégia do Hemopa para facilitar o acesso de doadores é o projeto “Caravana Solidária”. A iniciativa consiste em proporcionar o transporte de pequenos  grupos de pessoas, que se organizam em prol da doação de sangue, até a sede do hemocentro.
O transporte dos doadores é feito num micro-ônibus com capacidade para 30 lugares, que busca os doadores e depois deixa no local de origem. “A unidade móvel e o Caravana Solidária são duas possibilidades de acesso que disponibilizamos de maneira estratégica para aumentar o número de doações”, finaliza Juciara.
Serviço: Para participar do Caravana Solidária, os grupos devem entrar em contato com a Fundação pelos telefones 0800 280 8118 ou 3224-5048; podem ainda enviar e-mail para captação@hemopa.pa.gov.br.
Doador: Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Os homens podem doar com intervalo de cada dois meses e as mulheres a cada três meses.

Local: A sede do Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, km 1. O horário de funcionamento é de 7h30 às 18h, de segunda a sexta-feira, e de 7h30 às 17h, aos sábados.





sexta-feira, 28 de abril de 2017

Hemopa realiza campanha para coleta de sangue entre jovens e adolescentes

Nesta quinta-feira, dia 27, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) realizou campanha de doação de sangue na sede da Proativa, em Belém. Essa é a primeira ação em parceria com a empresa, que trabalha na qualificação e capacitação profissional de jovens e adolescentes na faixa etária de 16 a 23 anos. Foram contabilizados mais de 90 comparecimentos.
Segundo a assistente social do Hemopa, Cláudia Oliveira, a campanha possibilitou que muitos jovens doassem sangue pela primeira vez, uma mobilização muito importante para aumentar o número de doadores fiéis. "Estamos muito felizes com o dia de hoje. Os jovens vieram mesmo e estão muito empolgados. O Hemopa não trabalha sozinho e precisamos muito dessas parcerias", comemora Cláudia.
Como preparação para o grande dia de coleta, os jovens participaram de palestras, ao longo deste mês, no hemocentro para sensibilização sobre a causa. São cerca de os 1.200 alunos que, na sua maioria, fazem parte do Programa de Aprendizagem do Governo Federal. “Eles fazem a parte teórica do curso aqui e a parte prática nas empresas parceiras, na condição de aprendiz”, explica Juliana Leal, assistente social da instituição.
A iniciativa de formar a parceria partiu da Proativa e deve render bons frutos. “Nós realmente abraçamos essa causa. E as empresas parceiras também, porque liberaram os aprendizes para participarem da campanha. Essa foi só a primeira de muitas parcerias que vamos fazer. Queremos que essa ação faça parte de um calendário anual com o Hemopa”, relata Juliana.
Para realizar as coletas, o Hemopa montou uma grande estrutura na sede da Proativa, com sala de triagem, de consulta médica e coleta, levando a mesma qualidade e conforto no atendimento efetuado na sede do hemocentro.
Lenilson Sousa, de 20 anos, já tinha pensado em doar, mas que nunca encontrava disponibilidade para ir ao Hemopa. “Com essa estrutura aqui fica muita mais fácil pra gente, mais perto. E agora sei que a doação é rápida. Vou doar mais vezes”, destacou o jovem, que doou sangue pela primeira vez.
A estudante Beatriz Feitosa, de 18 anos, conta que os pais são doadores de sangue e que sabe a importância do ato. “Já tive um parente que precisou de sangue, muita gente precisa e eu posso precisar um dia, nunca se sabe”, alerta.
Membro da diretoria do Clube do Remo, Agnaldo Silva foi até a Proativa para incentivar os jovens. "Temos que fazer com que esse jovens pensam e ajam por um lado mais humano. Todo mundo pode precisar de sangue um dia", conclui Agnaldo.
Doador: Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Os homens podem doar com intervalo de cada dois meses e as mulheres a cada três meses.

Serviço:  Para quem quiser doar sangue no Hemopa, a Fundação fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, km 1.