quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Hemopa recebe visita de universitários e estreita relacionamento com a sociedade


Na manhã desta quarta-feira, 29, a Fundação Hemopa recebeu a visita técnica de 52 alunos dos cursos de Gestão de Recursos Humanos, Gestão Hospitalar e Gestão Comercial, da Faculdade Maurício de Nassau, que participaram de palestra ministrada pela assessora de Gestão de Pessoas do hemocentro, a psicóloga Tereza Anaisse, que falou sobre o “Plano de Gestão de Pessoas do Hemopa”. Eles foram recepcionados no auditório da instituição.

Tereza Anaisse Palestra para os universitários
Durante sua apresentação, ela enfatizou os valores do Hemopa: comprometimento, integração, humanização e respeito, abordando a importância do gerenciamento de pessoal dentro das organizações, da origem do conceito aos dias atuais . ‘’É uma troca de experiências fantástica. Eles podem ver como é o Hemopa de perto e perceber que os valores do hemocentro são aplicados e que isso influencia diretamente no serviço prestado’’, diz Tereza Anaisse.

Logo após, a assistente social Nazaré Veríssimo ministrou palestra sobre a importância da participação da sociedade civil organizada no processo da doação voluntária de sangue e cadastramento de doadores de medula óssea.

A titular da Gerência de Captação de Doadores, a assistente social Juciara Farias, ressalta que instituições públicas ou privadas interessadas em compor parceria com o Hemopa, deve entrar em contato pelo 32245048, de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h; e aos sábados até às 17h.

Eliane ficou satisfeita com a visita
Para a universitária Eliene Lopes Sampaio, 32, aluna do 5° período do curso de Gestão Hospitalar, é possível fazer serviço público de qualidade. “Visitamos os  Hospitais Metropolitano e Barros Barreto e, agora, o Hemopa. Estamos vendo de perto a boa estrutura e a eficiência no fluxo das atividades. É uma experiência enriquecedora’’, afirmou. Os alunos estiveram acompanhados pelo professor Edson Corrêa.

Quem pode doar sangue: Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos. Menores de 18 anos somente com autorização dos pais ou responsáveis. Peso acima de 50 kg. Necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. O doador deve estar bem alimentado.

Serviço:

O Hemopa funciona na Trav. Padre Eutíquio, 2109. Horário para coleta: de segunda-feira à sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados de 7h30 às 17h. Alô Hemopa: 0800-280-8118.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sespa realizará simpósio relacionado aos cuidados com a pessoa com estomia


Como parte da celebração em torno do Dia Nacional do Ostomizado, 16 de novembro, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Unidade de Referência Especializada (URE) Presidente Vargas, programa para o dia 11 de novembro o primeiro Simpósio do Serviço de Atenção à Pessoa com Estomia, que acontecerá no auditório da Unidade de Ensino Assistência de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (UEAFTO) do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade do Estado do Pará (Uepa). 

Com o tema “Cinco anos de conquistas e desafios”, o simpósio terá em sua programação conferências, painéis, debates, mesa redonda, apresentações orais e sessão pôster associados aos procedimentos de estomia e ostomia. 

Segundo a equipe que organiza o evento, será uma oportunidade de interessados no assunto debaterem e conhecerem aspectos sobre atendimento qualificado e profissional à reabilitação dos usuários de ostomia, com ênfase na orientação para o autocuidado, prevenção de complicações e o fornecimento de equipamentos e adjuvantes de proteção e segurança. 


Para as inscrições, a coordenação do evento dispõe do e-mail a seguir: eventosservicoostomia@gmail.com. Informações também podem ser obtidas pelos fones (91) 3230-5111, (91) 3242-2024 e (91) 8925-0336.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Gêmeos globais firmam parceria para doação de sangue

Nesta terça-feira, 28, às 10, a sede da Fundação Hemopa receberá uma visita inusitada. Trata-se dos gêmeos paraenses e atores globais Diego e Tiago Honci que estão abraçando a causa da promoção da doação voluntária de sangue. Em visita a capital paraense, eles aproveitarão a oportunidade de conhecer o hemocentro, que em fevereiro deste ano, desencadearam uma campanha estimulando o ato da doação nas redes sociais e que acabou viralizando, ganhando adesão de anônimos e famosos.
Eles serão recebidos por técnicos da Gerência de Captação de Doadores (Gecad) que realizarão “Hemotur”, que é uma visita por vários setores da instituição, sobretudo, no ciclo do sangue, mostrando o processo desde a captação do doador até a distribuição do sangue para a rede hospitalar. Para a gerente do setor, a assistente social Juciara Farias, a parceria com os atores é de fundamental importância para a formação de opinião positiva sobre esse ato solidário e que salva muitas vidas.
“Precisamos compor, constantemente, novas parceria para colaborar nessa missão de elevar o número de coletas em nosso estado, que atualmente, recebe uma média diária de 200 coletas para atendimento de cerca de 300 transfusões”, comentou, admitindo, no entanto, que o hemocentro, assim como a hemorrede brasileira enfrenta eventuais crises com evasão de doadores.
Segundo ela, Diego e Tiago estarão disponíveis para fotografar e distribuir autógrafos aos presentes na sala de coleta. “Eles estão bem receptíveis à causa de responsabilidade social da doação voluntária  de sangue no Pará e no Brasil”, afirmou, sugerindo a parceria com mais personalidades paraenses para ampliar cada vez mais o número do voluntariado.
Quem pode doar sangue: Qualquer pessoa com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos e peso acima de 50 kg. Menores de 18 anos só podem doar com autorização dos pais ou responsáveis. Necessário apresentar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum, ao contrário, o doador precisa estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.

Serviço: O Hemopa funciona na Travessa Padre Eutíquio, 2109. Horário para coleta, de segunda-feira à sexta-feira, de 7h30 as 18h; aos sábados, de 7h30 às 17h. Alô Hemopa: 0800 280 8118. www.hemopa.pa.gov.br

Hemopa não coletará sangue dia 27 e faz campanha interna neste sábado

A Fundação Hemopa, atendendo decreto estadual, que facultou o expediente da próxima segunda-feira, 27, não funcionará para coleta de sangue neste dia. No entanto, ressalta que o atendimento transfusional da rede hospitalar estará em pleno funcionamento durante 24 horas. Para compensar o dia sem coletas, a Gerência de Captação de Doadores (Gecad) programou campanha interna, neste sábado, 25, de 8h às 15, em parceria com a Igreja Adventista, através do projeto “Vida por Vidas”, que tem a meta de 150 doações voluntárias de sangue.
Segundo a titular da Gecad, a assistente social Juciara Farias, a programação de campanha externa deste mês encerra-se no dia 31, com ação estratégica no Hospital de Aeronáutica de Belém, de 8h às 15h, na Avenida Almirante Barroso. Com essas duas últimas, foram um total de 11 campanhas em outubro na unidade móvel na Avenida Presidente Vargas.
Nos dias 7 e 8 deste mês, o trabalho foi levado ao Banco do Brasil, na Avenida Presidente Vargas, de 8h às 15h; na Escola Profissionalizante DNA, na Cidade Nova II, no Coqueiro/Ananindeua; no Shopping Castanheira, na BR-316; no Hospital de Clínicas Gaspar Viana, na Travessa Alferes Costa, de 8h às 16h; na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), na Avenida Perimetral, sendo que em alguns lugares foi realizado mais de um dia de campanha, por isso o total de 11.
“Essas parcerias são muito importantes para o nosso estoque de sangue. Só assim podemos salvar muito mais vidas”, comentou a técnica, agradecendo o voluntariado de nosso estado. Um deles é o jovem Alexandre de Abreu Lima, 18 anos, estudante, que fez sua primeira doação esta semana, para a sua avó, que passará por uma cirurgia. “A sensação de doar sangue é ótima, simples e salva muitas vidas”, ressaltou, prometendo que se tornará um doador regular.
Quem pode doar sangue: Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos. Menores de 18 anos somente com autorização dos pais ou responsáveis. Peso acima de 50 kg. Necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo fone 0800 280-8118.

Hemopa promove workshop sobre Doença Falciforme

Com destaque para a necessidade do diagnóstico precoce, buscando melhor tratamento e orientação das pessoas com Doença Falciforme, teve início na manhã desta quinta-feira (23) o Workshop de Doença Falciforme e Sobrecarga de Ferro: Uma Nova Visão. O evento se estende até sexta-feira (24), reunindo mais de 100 participantes, entre profissionais e acadêmicos de saúde, além de pacientes que debatem aspectos gerais da doença, desde o acesso à informação até a oferta de tratamentos especializados disponíveis.
O ortopedista e traumatologista Gildásio Daltro, que ministrou palestra sobre “Terapia Celular no Tratamento das Lesões Ósseas na Anemia Falciforme”, também defendeu a disseminação do conhecimento nas unidades básicas de saúde, para que se tenha maior rapidez no diagnóstico e atendimento às pessoas com a doença. Há dez anos ele coordena uma bem-sucedida pesquisa com células tronco, que chega a 95% de êxito, fazendo com que com pacientes deixem de usar bengalas e muletas, parem de sentir dor e voltem a caminhar normalmente.
“São mais de 300 pessoas já tratadas, todas com excelente resultado, mas para isso, a atenção básica deve funcionar, com todos os envolvidos tendo consciência do agravo e que o tratamento só será eficaz se a lesão estiver no início. Para isso, devem ser feitos exames físicos e por imagem. O procedimento é minimamente invasivo, e o paciente passa de 48 a 72 horas no hospital, com o uso de bengala por 21 a 30 dias. Após isso, a vida segue normal”, declarou o doutor em cirurgia, que chefia uma equipe de composta por dez multiprofissionais.
A presidente do Hemopa, Luciana Maradei, deu boas-vindas aos cerca de 100 participantes do evento, entre acadêmicos, profissionais e especialistas paraenses e de outros Estados brasileiros. “Aproveite essa oportunidade de ensinar e aprender sobre doença falciforme, tendo em vista que a grande incidência da doença, na população brasileira, já provoca sérios problemas de saúde pública no Brasil”, alertou a médica, informando que atualmente o país tem um cadastro com 3,5 mil pessoas com o mal. No Pará, esse registro chega a 711 pessoas, nas mais diversas variações da doença, que precisam de cuidados e atendimento médicos especiais.
Luciana Maradei informou ainda que o workshop será transmitido aos profissionais dos Hemocentros Regionais de Marabá, Castanhal e Santarém, e Hemonúcleos de Abatetutba, Altamira, Tucuruí, Redenção e Capanema. “É necessário mostrar a importância do primeiro atendimento de pessoas com doença falciforme, enfatizando que o diagnóstico precoce é essencial para a melhor qualidade de vida dessas pessoas. A prevenção ainda é melhor alternativa”, ressaltou, destacando que o Hemopa faz ação preventiva em doadores identificados com traços falciformes, que recebem aconselhamento genético, juntamente com suas respectivas famílias.
Em seguida, o secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, lembrou que a saúde pública do Pará enfrenta muitas dificuldades devido às dimensões geográficas e com uma população de aproximadamente um milhão de ribeirinhos. Para ele, o processo educacional é muito importante em seus vários aspectos da área da saúde.
“Temos que acabar com o analfabetismo, porque há casos na saúde que dependem de outras políticas”, disse o secretário, apontando ainda o alto índice de acidentes de trânsito que provocam perdas para as famílias das vítimas e custos ao Estado, que acaba provocando sérios problemas sociais. Ele disse ainda que a Sespa está criando o Grupo de Trabalho de Doenças Raras, e certamente o Hemopa participará desse grupo.
Programação – A programação da manhã foi encerrada com a palestra “Transfusão Crônica em Pediatria”, com a médica pediatra e hematologista da Fundação Hemopa Fernanda Guedes. À tarde, o Hemopa ofereceu consultas médicas para 30 pessoas com doença falciforme, em que são avaliadas lesões ósseas e úlceras de perna, além de roda de conversa com psicólogas e pacientes.
O segundo dia do evento contará com a mesa redonda Abordagem Multiprofissional no Acompanhamento da Úlcera de Perna em DF e palestras como Sobrecarga de Ferro; A saúde Bucal na Qualidade de Vida da Pessoa com DF; O Uso da Medicina Tradicional Chinesa na DF, além da oficina de Úlceras de Perna em DF, entre outras.
O Workshop de Doença Falciforme e Sobrecarga de Ferro: Uma Nova Visão conta com a participação de representantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Estadual do Pará (Uepa), Hospital Universitário João de Barros Barreto, Universidade Federal da Bahia, Hospital Adventista de Belém, Ministério da Saúde e tem o patrocínio da Novartis.

Serviço: o ambulatório de pacientes funciona na sede da Fundação Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 17h. Alô Hemopa: 0800-2808118/ www.hemopa.pa.gov.br.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Projeto de sustentabilidade é destaque em encontro da qualidade do Hemopa


Projeto de Produção Mais Limpa (P+L), da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH), do Ministério da Saúde (MS), que há um ano foi implantado na Fundação Hemopa, foi um dos destaques no segundo e último dia do ‘’3° Encontro da Qualidade’’, realizado no auditório do hemocentro ontem, 22. Na oportunidade, a enfermeira Kati Seixas falou os benefícios do projeto que visa tornar racional o uso de insumos, reduzir desperdícios, minimizar a geração de resíduos e diminuir os impactos ambientais com o controle eficiente do uso de água e energia, adequando os processos gerados pela instituição à legislação ambiental.

De acordo com ela,o projeto adota estratégia sócio-ambiental  integrada aos processos e produtos oferecidos na Fundação.  ‘’A implantação deste projeto no Hemocentro Coordenador, em Belém, vai nos permitir a obtenção de indicadores de eficiência e qualidade. É um diferencial do hemocentro que vai refletir nos serviços ofertados à população e na relação da instituição com a comunidade’’, explicou a enfermeira que é responsável pelo Programa de Gestão de Resíduos de Serviço de Saúde (PGRSS) do hemocentro.

A excelência de gestão praticada pelo Hemopa foi decisiva como critério de seleção para a sua inclusão no P+L, junto ao Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede, que coordena o Projeto de Capacitação e Qualificação Técnica da Hemorrede Pública em Gestão Ambiental. A adesão da fundação ao projeto aconteceu em novembro do ano passado, com um curso de capacitação destinado aos servidores da instituição.


“3° Encontro da Qualidade”, que o objetivo de dar continuidade à busca constante do desenvolvimento da gestão, focado na atualização e disseminação de novas tecnologias sustentáveis no setor público, reuniu mais de 100 participantes, entre especialistas locais e nacionais que debateram temas relevantes e de forma globalizada sobre os aspectos sociais, políticos, econômicos, estruturais, geográficos, legais e sustentáveis pertinentes à gestão da qualidade. 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Terapia alternativa para tratamento da doença falciforme será mostrada no Hemopa

Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia (HC/UFBA) desenvolveram um tratamento contra lesões ósseas em pacientes com Doença Falciforme (DF), com o uso de células-tronco. A pesquisa tem alcançado excelentes resultados, e o novo tratamento já beneficiou 60 pessoas de vários Estados. O ortopedista Gildásio Daltro, coordenador da pesquisa, mostrará o êxito desse trabalho na palestra sobre “Terapia Celular no Tratamento das Lesões Ósseas na Anemia Falciforme”, durante o “Workshop de Doença Falciforme e Sobrecarga de Ferro: Uma Nova Visão”, que a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) realizará nos próximos dias 23 e 24 (quinta e sexta-feira), no auditório do hemocentro, das 8 às 17 h, em Belém.
O evento, voltado a profissionais e acadêmicos de saúde, contará com palestras e mesas redondas proferidas por profissionais do hemocentro e de outros Estados. Além da programação científica, o workshop proporcionará consultas para cerca de 30 usuários com lesões ósseas e úlceras de perna, com médicos da UFBA, totalizando mais de 12 horas de atividades, beneficiando cerca de 120 participantes.
Na pesquisa, os médicos retiram células-tronco mesenquimais (originárias de indivíduos adultos e que podem ser usadas para sua recuperação) do osso da bacia do próprio paciente, que se transformam facilmente em tecidos diferentes, e injetam nas áreas atingidas, principalmente no fêmur. A técnica é eficaz na maioria dos casos de necrose em estágio inicial.
Resultados - Em entrevista à TV Universitária da UFBA, o ortopedista Gildásio Daltro garante que o grau de eficácia está em torno de 93% a 95% nos pacientes que se submetem ao tratamento. Segundo ele, em 30 dias as pessoas com Doença Falciforme praticamente abandonam a bengala, a dor desaparece 48 horas depois, e o caminhar é retomado próximo ao normal.
A hematologista Saide Maria Sarmento Trindade, titular da Coordenação de Atendimento Ambulatorial (Coamb) do Hemopa, explica que o workshop será uma grande oportunidade de traçar um painel sobre a DF no Pará e no restante do Brasil. “Apresentaremos o trabalho desenvolvido na Fundação pelos especialistas da equipe multiprofissional do ambulatório, o uso dos protocolos do Ministério da Saúde (MS), além das terapias alternativas como a laserterapia e a medicina tradicional chinesa, que auxiliam no tratamento das pessoas com DF. Tudo para oferecer bem estar e qualidade de vida aos pacientes”, ressalta Saide Trindade.
Em tratamento há mais de 30 anos, Arcilena Carvalho Santiago, 41 anos, moradora do Conjunto Paar, em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), recebe mensalmente infusão de sangue tipo A Positivo fenotipado (caracterizado pela presença ou ausência de antígenos, responsáveis pela reação de incompatibilidade  nas hemácias). Ela participará da Oficina de Úlcera de Perna, e afirma que “a iniciativa do Hemopa é muito importante, não só para quem trabalha aqui, como para o próprio paciente. Sempre podemos aprender coisas novas, e isso é interessante para médicos e pacientes. Tenho visto todo mundo muito engajado no evento”, conta.
Cadastro - Saide Trindade reforça que disseminar o conhecimento sobre a DF é o objetivo do evento, tendo em vista que tanto no meio profissional quanto no acadêmico existe uma grande lacuna de informação sobre todos os aspectos da doença. De acordo com a médica, atualmente, o hemocentro possui um cadastro de 13.418 pacientes ativos. Desses, 711 são portadores de Doença Falciforme, incluindo homens e mulheres, com maior prevalência na faixa etária de 21 a 30 anos.
A DF é uma das doenças genéticas hereditárias mais comuns no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, 3,5 mil crianças brasileiras nascem, a cada ano, com a doença, e outras 200 mil com o traço falciforme.
A doença é causada por uma modificação no gene (DNA) que, em vez de produzir a hemoglobina A, produz em seu lugar outra hemoglobina diferente chamada S. Esta mutação ocorreu no continente africano e apresenta altas incidências na África, Arábia Saudita e Índia, sendo mais comum na população afrodescendente. Para diagnosticar a DF, o principal exame é o “Teste do Pezinho”, na fase neonatal. Acima de seis meses de idade a doença é diagnosticada pelo exame de eletroforese de hemoglobina.
Os principais sintomas da DF são: anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados e muita dor nos punhos e tornozelos (frequente até os três anos de idade), e crises de dores em músculos, ossos e articulações. A partir do diagnóstico é necessário acompanhamento médico.
Por isso, as pessoas com DF devem ser encaminhadas para atendimento especializado por equipe multiprofissional, composta por hematologista, nutricionista, psicólogo, fisiatra, enfermeiro, pedagogo, fisioterapeuta, odontólogo, assistente social, técnicos e auxiliares. O evento conta com o patrocínio da Novartis.

Serviço: O ambulatório de pacientes funciona na sede da Fundação Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2109, de segunda-feira a sexta-feira, de 7h às 17h. Alô Hemopa: 08002808118, www.hemopa.pa.gov.br.