sábado, 6 de fevereiro de 2016

Estudantes de Enfermagem reforçam doação de sangue no Carnaval


Incentivado pela namorada, o motorista Marco Antonio Souza, 41 anos, esteve no Hemopa para doar sangue pela primeira vez. Apesar do porte físico, que lembra o de um jogador de basquete americano, ele não escondia um certo nervosismo por ter de encarar a agulha. Mas bastou o grupo de acadêmicos de Enfermagem da Universidade Federal do Pará entrar na sala de coleta de sangue para o doador de primeira viagem se distrair e encarar a missão com alegria.
Incentivar a doação de sangue levando música, magia e informação aos voluntários do Hemopa é a missão dos ‘Enfermágicos”. Criado pelo estudante do 5º ano de Enfermagem da UFPA, Marcos Trindade, o grupo soube da redução do estoque de sangue do Hemocentro para o Carnaval por meio das redes sociais e decidiu entrar em ação. “Como futuros profissionais de Enfermagem, a gente vivencia em nossas aulas práticas a importância da doação. Parece um gesto simples, mas para o enfermeiro, que é a pessoa que faz a ponte entre o hospital e o Hemopa na solicitação do sangue, o gesto da doação é de fundamental importância”, disse o universitário. 
A visita lúdica dos futuros enfermeiros surtiu efeito imediato. “Essa ação foi um incentivo a mais pra quem veio, como eu, doar sangue pela primeira vez. As músicas e brincadeiras deles me ajudaram a relaxar”, disse o motorista Marco Antônio. A iniciativa do grupo de estudantes foi estimulada pela campanha “O Carnaval está no sangue do paraense. A solidariedade também", que o Hemopa lançou por conta da proximidade deste feriado prolongado que, como tantas festivas, acaba repercutindo na redução do número de comparecimentos de doadores voluntários para manunteção do estoque técnico de sangue.
O Hemopa lançou a campanha no último dia 30 e manterá as ações voltadas à captação complementar até as 17 horas do sábado, dia 6, com o objetivo de suprir o estoque de sangue e assegurar o atendimento transfusional durante o feriado de Carnaval. Nos quatro primeiros dias da campanha, a média foi de 320 doadores, um pouco aquém da meta esperada, que era de 350. “É importante que as pessoas criem o senso de coletividade e possam nos ajudar nesse incentivo à doação de sangue. Seja através da sua igreja, sua academia, sua empresa, seu grupo de amigos, o importante é colaborar com essa causa”, incentiva a assistente social do Hemopa, Lilian Bouth.
As instituições públicas ou privadas interessadas em firmar parceria podem entrar em contato com a Gecad por meio do fone (91) 3224-5048, de segunda a sexta, das 7h30 às 18h, e aos sábados, até as 17 horas.
Syanne Neno
Secretaria de Estado de Comunicação

Hemopa recebe alunos de biomedicina por meio do projeto Empresa Cidadã

                                       

Um grupo de 65 voluntários, entre professores e alunos do curso de Biomedicina da Escola Superior da Amazônia (Esamaz), assistiram a palestra e fizeram o "Hemotur" na Fundação Hemopa, para observar as atividades desenvolvidas na área técnica, onde ocorre o processamento das bolsas coletadas, e conhecer tudo o que acontece desde a entrada até a saída do sangue para a rede hospitalar. A visita é orientada por técnicos da Gerência de Captação de Doadores.
A atividade faz parte do programa “Empresa Cidadã”, desenvolvido pelo hemocentro, que envolve funcionários e clientes de empresas parceiras da área privada, visando o reforço do estoque estratégico de sangue do hemocentro, por meio de iniciativas de responsabilidade social. A assistente social Nilvete Smith repassou as orientações sobre cada uma das etapas para doação sangue e cadastro de medula óssea. “A partir do momento que a gente se depara com a realidade do estado de saúde das pessoas em necessidade, nos sensibilizamos e percebemos que a solidariedade é maior que tudo”, disse.
O titular da Coordenação de Laboratórios do Hemopa, Mauricio Palmeira, também proferiu palestra para o grupo. “A gente tenta formar doadores fieis e multiplicadores, que estejam aptos para doar e ajudar um desconhecido”, afirmou, esclarecendo o que se dá após a doação, isto é, o fracionamento do sangue em plasmas, plaquetas, crioprecipitado e hemácias, além dos exames que são feitos antes do sangue ser liberado para ser transfundido.
A estudante Rafaela Paes, 21, com tipo sanguíneo O Positivo e moradora do município de Barcarena, nordeste do Estado, começou doar sangue durante as campanhas feitas anualmente na Albrás, empresa parceira do Hemopa localizada na cidade, onde o pai dela, que é doador, trabalha. “A palestra foi muito esclarecedora e interessante. Fico feliz em saber que faço parte disso, por isso escolhi a Biomedicina, para fazer a diferença na vida das pessoas”, declarou.
O doador de primeira viagem Thales Progenio,19, sangue tipo A Negativo, saiu de Castanhal, no nordeste do Estado, para participar da ação com a turma do quinto semestre do curso. Ele disse que ficou impressionado com a experiência e a forma como foram abordados os temas e se empolgou para fazero cadastro de medula e a primeira doação voluntária de sangue. “Tenho amigos que doam e sempre me falavam desta causa. Hoje tive a oportunidade de vir com o grupo ao hemocentro coordenador do Estado, que é referência na área, e me sensibilizei por esta causa que tanto precisa de incentivo”, afirmou.
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três meses. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.

Serviço: A Fundação Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. mais informações: 0800 280 8118.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Universitários doam sangue em apoio à campanha do carnaval do Hemopa



Seguindo a programação da campanha “O carnaval está no sangue do paraense. A solidariedade também. Doe sangue”, nesta quinta-feira, 4, a sede da Fundação Hemopa receberá alunos do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Estado do Pará (UFPA), através do projeto 1+1= 8. Com a denominação de “Os Enfermágicos”, o grupo é composto por acadêmicos que levam a alegria, magia e solidariedade por onde passam. A campanha que começou dia 30/01 e vai até este sábado, 6, tem a finalidade de suprir o estoque de sangue para o feriado do carnaval, e assegurar atendimento transfusional.
Nos três primeiros dias de campanha foram coletados 255 bolsas de sangue. Para a gerente de Captação de Doadores, a assistente social Juciara Farias, a adesão da sociedade à campanha, precisa melhorar para atingir um total de 1.750 doações. “Isso sem contar que não atingimos a meta de 300 coletas na abertura do evento. Foram apenas 177 doações”, disse, ressaltando que quanto mais doações, melhor o atendimento e muitas vidas serão salvas.
“Agradecemos e parabenizamos essas iniciativas que nos ajudam a salvar vidas, cada vez mais. Elas são fundamentais para o êxito de nossas ações”, disse, informando que instituições públicas ou privadas interessadas em firmar parceria podem entrar em contato com a Gecad, através do fone: 3224.5048, de segunda a sexta, de 7h30 as 18h, e aos sábados, até às 17h.
Segundo o criador, coordenador e acadêmico do 5º período do curso de Enfermagem, Marcos Trindade, o grupo tomou conhecimento da redução do estoque de sangue do hemocentro, por meio das redes sociais. Eles se sensibilizaram com a causa e decidiram ajudar, promovendo a campanha. “Sabemos das dificuldades com deslocamento dos candidatos à doação em período de chuvas. Isso acaba provocando uma queda no estoque de sangue”, lembrou o acadêmico.
Marcos Trindade explica que o nome do projeto vem da ideia de que cada doador pode salvar até quatro vidas. “Se cada um convidar um amigo, podemos mudar essa realidade, multiplicando e incentivando cada vez mais a doação de sangue”, observou, informando que o grupo foi idealizado em setembro de 2015, com o intuito de levar educação à saúde, a humanização e alegria para todos os públicos, que tem como lema: A magia de cuidar é cuidar com amor.
Quem pode doar: Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três meses. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.

Serviço: A Fundação Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2.109, Batista Campos e a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, km 1) e realizam coletas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Alô Hemopa: 0800 280 8118.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Hemopa faz campanha de carnaval para abastecer estoque de sangue

Até as 14h deste sábado (30), foi registrado o comparecimento de 194 voluntários na sede da Fundação Hemopa e de 75 na unidade Hemopa Castanheira, somando um total de 269 participações no primeiro dia da campanha referente ao carnaval, que corresponderam a 210 coletas efetivadas. A ação que antecede o carnaval visa suprir o estoque estratégico do hemocentro para atendimento integral da demanda transfusional do feriadão da folia de momo, quando as solicitações da rede hospitalar crescem em até 40%, especialmente nos hospitais de média e alta complexidade, além dos prontos-socorros municipais. A meta da campanha em Belém é de 250 coletas por dia.

O primeiro dia da campanha “O carnaval está no sangue do paraense. A solidariedade também. Doe sangue” teve o “Arrastão pela vida”, apresentação dos grupos Boi peludinho e de dança Top Ritmo, além do desfile de camisetas customizadas. Atendendo ao apelo da campanha, a autônoma Terezinha Oliveira, 41, moradora do bairro do Mangueirão, foi uma das voluntárias do primeiro dia da ação. Ela repete o gesto solidário há oito anos, regularmente.
No início do ano, Terezinha Oliveira programa as doações, que geralmente são em março, julho e no dia do doador, em 25 de novembro. Devido à redução do estoque, e empolgada com a campanha do carnaval, ela alterou o cronograma deste ano e antecipou a doação. “Sempre participo de ações solidárias, divulgo nas minhas redes sociais, chamo os amigos. Precisamos entender que toda hora é hora para ajudar”.
Paciente do Hemopa há 26 anos, Vanessa Cruz Barra, 29, portadora do tipo sanguíneo B Negativo, faz tratamento para Deficiência de Piruvato Cinase (doença metabólica caracterizada por grau variável de anemia hemolítica não esferocítica crónica) no hemocentro.  Uma vez por mês ela precisa fazer transfusão, mas como seu tipo sanguíneo é raro, e às vezes está em falta, ela precisa ficar internada para assegurar o suporte clínico de que precisa, enquanto aguarda por doadores com tipo de sangue compatível. “A doação de sangue tem um significado muito importante para mim. É ela que me mantém viva. Às vezes fico bem, mas por conta dessa carência de sangue, tenho dificuldade em levar uma vida normal”.
A primeira doação de sangue feita pelo comerciário Marcos Montes, 42 anos e portador do tipo sanguíneo A Positivo, foi atendendo apelo de campanha feita pela igreja que frequentava, no bairro do Guamá, há quatro anos. A partir daquele momento, ele não parou mais de salvar vidas. “É muito bom, me sinto uma pessoa melhor por praticar um gesto como solidário como este”.
Na segunda-feira (1), os Hemocentros Regionais de Castanhal, no nordeste paraense, e de Marabá, no sudeste do Pará, além do Hemonúcleo de Capanema, na região do Salgado, darão início à campanha de incentivo à doação de sangue referente do carnaval, que a Fundação Hemopa, em Belém, faz a partir deste sábado (30). A ação estratégica vai envolver as oito unidades de coleta de sangue no Pará, com a finalidade de suprir o banco de sangue para assegurar atendimento das solicitações transfusionais dos hospitais de Belém e do interior.
Em Belém, a campanha se estende até o dia 6 de fevereiro. Em Marabá e Castanhal a previsão é de 200 doações ao longo da campanha, que vai até o dia 5. Na unidade em Capanema, a ação tem o desafio contabilizar 100 coletas, até o fim da semana. Em todas as unidades da hemorrede estadual haverá programação carnavalesca e lanche especial, com a parceria de instituições públicas e privadas. Os voluntários que doarem recebem camisetas personalizadas. No interior o horário de funcionamento varia entre 7h às 12h30.
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três meses. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.

Serviço: a Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e a Estação de Coleta Hemopa Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações: 0800-2808118.

Arrastão pela vida abrirá campanha de doação de sangue no Hemopa

Neste sábado, 30, a sede da Fundação Hemopa estará em festa para receber os voluntários da campanha de doação de sangue no Carnaval. A programação cultural terá início a partir das 9h, com o “Arrastão pela Vida”, blocos carnavalescos, Grupo de Boi Veludinho e Grupo de Palhaços-Tio Babaloo. No interior do hemocentro foi montado o “cantinho da selfie” para foto com adereços de carnaval; desfile com blogueiras de moda, oficina de customização de camisetas, além de lanche especial para repor as energias. A meta será de 300 doações na abertura do evento e 250 no decorrer da campanha, que vai até o dia 2 de fevereiro.
Com o tema “O Carnaval está no sangue do paraense. A solidariedade também.Doe sangue”, a campanha também será realizada nos Hemocentros Regionais de Marabá, Castanhal e Santarém; e nos Hemonúcleos de Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Redenção e Capanema, com programa festiva para atrair o voluntariado e abastecer as unidades que, assim como em Belém, enfrentam dificuldades com a evasão de doadores, que na sede do Hemopa, já atinge 50%. O baixo número de coletas também é registrado na Unidade Hemopa Castanheira, no térreo da passarela “Pórtico Metrópole”, na BR 316, Km 01.
Apesar da atual crise com a redução do comparecimento de voluntários na prática da doação de sangue, neste mês, a gerente de Captação de Doadores do Hemopa, Juciara Farias, informou que o número de coletas na capital paraense aumentou em 6% entre 2014 e 2015, subindo de 62.394 para 66.367 bolsas coletadas, corresponde a quase 4 mil novos doadores. “Isso é extremamente positivo. Agradecemos a cada um deles. Mas, reforço a necessidade de tornar esse ato habitual”, observou, explicando que se os doadores em potencial agendassem duas doações de sangue por ano, não haveria insuficiência de sangue na hemorrede brasileira. Para este ano, a meta do hemocentro paraense é elevar em mais 2% o número de coletas. Mas, segundo ela, isso só será possível com a parceria de todos.
Exemplos - A soldado Rocha, da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), da Polícia Militar (PM), foi uma das que fizeram questão de colaborar com a campanha. Ela doou sangue voluntariamente na sede do hemocentro. "Nós buscamos sempre ajudar as pessoas, e é com esse gesto tão fácil, simples que podemos melhorar a vida de muitas pessoas", disse.
O paciente Paulo Sergio, 46, está entre aqueles que são beneficiados com a atitudes altruístas como a da soldado Rocha. Residente no Arquipélago do Marajó, o paciente deslocou se mais uma vez até a sede do hemocentro, em Belém, onde é atendido desde os 15 anos de idade para tratar de Anemia Falciforme (doença genética e hereditária). “Pessoas com essa doença, como eu, precisam continuamente de sangue. A minha preocupação é que quanto menos pessoas doam, menos sangue no estoque”, destacou, reforçando o pedido para que, antes de viajar para pular carnaval, os voluntários doem sangue.   
De acordo com Juciara Farias, além do  inverno amazônico, que dificulta o acesso aos serviços de hemoterapia com as intensas chuvas, outros fatores colaboram para a redução do número de doações, entre eles, o aumento do número de hospitais, de cirurgias, de transplantes de órgãos. “Esses serviços exigem transfusão de sangue. Temos que alcançar um equilíbrio entre demanda e oferta. Mas, isso só é possível com a participação da sociedade no processo da doação de sangue”, comentou, explicando que o hemocentro faz a sua parte ao garantir sangue de qualidade e isento de doenças. “Antes de cair na folia. Doe sangue”, reforça.
Quem pode doar: Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três meses. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.Serviço: A Fundação Hemopa fica na Trav. Padre Eutíquio, 2.109, Batista Campos e a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, km 1) e realizam coletas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Alô Hemopa: 0800 280 8118.


HRPT promove campanha para incentivar a doação de sangue no Carnaval

        

O Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em parceria com a Liga dos Blocos de Carnaval de Altamira, está promovendo a campanha "Curta o Carnaval doando vida e amor". A ação busca sensibilizar a população para a necessidade de reposição do estoque técnico do Hemopa durante o carnaval, período em que a demanda por bolsas de sangue nas redes pública e privada de saúde aumenta, na contramão da disponbilidade desse material. A redução no número de doações voluntárias tem sido um dos fatores preponderantes para a escassez do produto, que já e a maior registrada nos últimos dois anos.
Apenas o HRPT consome cerca de 60% do estoque do Hemopa para atender procedimentos de média e alta complexidade, além dos atendimentos de urgência e emergência. O objetivo inicial é coletar 150 bolsas de sangue no período entre 27 de janeiro e 5 de fevereiro. Os voluntários concorrerão a 20 abadás, que serão oferecidos pelos blocos Biruta, Me Beija, Caça-Cachaça e Acerola.
Para Rodrigo Faria, bioquímico e coordenador da agência transfusional do Hospital, toda a campanha é importante. “O problema maior hoje está em salvaguardar os atendimentos emergenciais, pois a demanda não é compatível com o estoque disponível. Por isso, é importante fazer campanhas para sensibilizar a população e mostrar que a doação é uma atitude pela vida e que pode ser adotada por todos”, afirmou.  
Serviço: A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) está localizada na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, bairro São Sebastião. As doações para a campanha podem ser feitas até 05/02, no horário de 7h30 as 12h30.


Renata Pantoja
Hospital Regional da Transamazônica (Altamira)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Hemopa convoca doadores para reverter queda no estoque de sangue

Com menos de 50% do estoque necessário para atender a demanda transfusional dos mais de 200 hospitais em funcionamento no estado, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) está convocando doadores de sangue devido à urgência em repor o estoque estratégico do hemocentro, a fim de evitar o atendimento racionalizado, que prioriza os casos de urgência e emergência e adia, por exemplo, o fornecimento de sangue para pacientes de cirurgias eletivas (sem risco de morte).
A acentuada redução no número de coletas atinge unidades do Hemopa na capital e em mais oito municípios, o que prejudica o atendimento a centenas de pacientes internados, a maioria em estado grave. Os doadores devem se dirigir ao hemocentro coordenador, em Belém, à Unidade de Coleta Castanheira, na Rodovia BR-316, KM-01 (térreo do Pórtico Metrópole), e às unidades do Hemopa em Castanhal, Santarém, Marabá, Altamira, Tucuruí, Redenção, Abaetetuba e Capanema.
Segundo a assistente social Lilian Bouth, o período de chuvas intensas e as viroses decorrentes da mudança climática estão entre os fatores que dificultam o acesso dos doadores aos locais de coleta. Em caso de doença, o impedimento é temporário. De acordo com cada caso, o doador é avaliado por profissionais do setor de triagem para saber se está em condições de doar sangue.
Lilian Bouth disse ainda que a queda no número de comparecimentos de doadores vem se intensificando desde o início deste mês. “Temos acionado doadores via telefone, redes sociais e com o apoio da imprensa, mas não tem surtido muito efeito. A evasão de doadores ainda é grande. Apelamos para a responsabilidade social de quem pode doar e salvar vidas. Muitas pessoas estão dependendo desse gesto para viver”, informou a assistente, já renovando a convocação de antigos e novos doadores para a campanha de doação de sangue destinada à demanda do Carnaval, que será realizada de 30 de janeiro a 06 de fevereiro.
“Está no sangue” - A primeira ação estratégica da Fundação Hemopa em 2016 tem como tema “O carnaval está no sangue do paraense. A solidariedade também. Doe sangue”, e será aberta com o “Arrastão da Solidariedade”, incluindo blocos carnavalescos e outras atrações, além de distribuição de camisetas e lanche. “Tudo isso para agradecer esse gesto de amor ao próximo, num período em que muitas pessoas precisam receber sangue”, reiterou Lilian Bouth.
Em sintonia com a sede da Fundação, em Belém, o Hemocentro Regional de Marabá, no sudeste do estado, realizará a campanha de 1º a 5 de fevereiro. No mesmo período será promovida a campanha no Hemocentro Regional de Castanhal, na região nordeste. Nesses dois hemocentros a meta é conseguir 200 coletas cada, nos cinco dias de mobilização. Instituições públicas e privadas também vão incentivar a doação voluntária de sangue.
Em todas as unidades a campanha também contará com programação especial para atrair o maior número de voluntários, ofertando serviços de estética, promovendo o arrastão solidário e distribuindo material educativo sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/AIS).
Quem pode doar: Pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou do responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, bairro Batista Campos, e a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, KM-01). Ambas recebem doação de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18 h, e aos sábados, das 7h30 às 17 h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.