segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Campanha Agosto Vermelho comemora os 37 anos do Hemopa

A iluminação de cor vermelha lançada sobre a fachada da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) marca, de forma simbólica, os 37 anos do hemocentro, comemorados neste domingo, 2, e sinaliza o início da campanha Agosto Vermelho. A ação estratégica se estenderá por todo o mês, com o objetivo de estimular a doação voluntária de sangue no Pará por meio da adesão de instituições públicas, privadas e da sociedade em geral, com o intuito de restaurar o estoque do banco de sangue, que enfrentou queda no número de coletas por todo o veraneio.
Parte de um movimento nacional, onde cada hemocentro integrante da hemorrede brasileira desenvolve ações de acordo com suas peculiaridades regionais, o Agosto Vermelho partilha o enfrentamento do mesmo problema: a preocupação com a manutenção de suprimento seguro de sangue para atendimento integral da demanda transfusional do País, em quantidade e qualidade, tendo em vista o crescimento de alguns serviços como a realização de transplantes, cirurgias de alta complexidade e expansão da rede hospitalar, que aumentam a demanda por bolsas de sangue coletadas e distribuídas.
A presidente da Fundação Hemopa, Ana Suely Saraiva, informa que o hemocentro paraense é um das referências na área hematológica no Brasil. “Fazer parte de um grupo tão seleto como este revela a excelência dos serviços oferecidos aos usuários, além de mostrar o esforço coletivo e o talento de profissionais comprometidos com a qualidade e segurança da saúde pública. Buscamos sempre envolver a sociedade e instituições em nossas atividades para levarmos os nossos avanços ao maior número de pessoas possível, compartilhando a responsabilidade com a doação de sangue”, afirma.
A ação já conta com a parceria do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HCGV), Tribunal de Justiça do Estado (TJE-PA), Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, Castanheira Shopping Center, Shopping Pátio Belém, Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), Organização Social Pará 2000 - administradora da Estação das Docas, Mangal das Garças e Hangar Convenções e Feiras da Amazônia -, Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), responsável pela produção do spot e VT da campanha, e diversos veículos de comunicação da capital. O evento tem ainda o suporte nas redes sociais do Hemopa nos seguintes endereços: fundacaohemopa1/facebook, @HEMOPA_PA, @fundacaohemopa.
Para aderir à campanha “Agosto Vermelho”, as instituições parceiras comprometem-se com o engajamento à causa iluminando também a fachada de seus prédios-sede e de monumentos públicos na cor vermelha, além de outras iniciativas pertinentes, entre elas o encaminhamento de servidores à doação voluntária de sangue.
Em Belém, o candidato à doação pode se dirigir à sede da Fundação Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, nº 2.109, em Batista Campos, ou à Unidade de Coleta Hemopa Castanheira, no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao shopping Castanheira, no Km 1 da BR-316. Para doar basta fazer um cadastro e passar na triagem clínica. Os critérios exigidos são: ter entre 16 e 69 anos (para candidatos com idade entre 16 e 17 anos é preciso comparecer com os pais ou responsável legal), pesar a partir de 50 quilos e estar bem de saúde e alimentado. Não é possível fazer doação em jejum e é impreterível apresentar documento de identificação original e com foto.

Serviço: O Hemopa funciona para coleta de sangue de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118 ou pelo e-mail: captacao@hemopa.pa.gov.br.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Sangue salva vidas há 37 anos no Hemopa

José Ricardo Almeida, encadernador, 45 anos, foi ao Hemopa pela 17ª vez em cinco anos. Ele faz parte da estatística animadora do hemocentro, que hoje contabiliza seis mil doadores voluntários. “É muito bom poder ajudar tanta gente que precisa”, diz o homem, cujo sangue vai ajudar a abastecer mais de 220 hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS), entre eles, grandes emergências, maternidades e unidades de terapia intensiva (UTIs), correspondendo à cobertura transfusional de aproximadamente 98% do Estado.

Neste domingo, 2 de agosto, o Hemopa comemora 37 anos. Para marcar a data, o hemocentro promove a campanha nacional de incentivo à doação de sangue. O “Agosto Vermelho” segue durante todo o mês, com a adesão de instituições públicas e privadas e qualquer pessoa que quiser aderir à campanha. “Quem quiser, pode iluminar a casa ou apartamento com a cor vermelha para entrar na campanha. Pode também trazer grupos de doadores, enfim, mobilizar amigos para doar sangue”, diz a gerente de captação, Juciara Farias.
A média diária de doadores é de 50 pessoas, mas com a campanha, o hemocentro quer chegar a 55. A fachada do Hemopa será iluminada pelo vermelho a partir das 18 horas deste sábado, 1 de agosto. Para aderir à campanha “Agosto Vermelho”, as instituições parceiras, além de iluminarem as fachadas com a cor, vão se comprometer a encaminhar servidores à doação.
Em 37 anos de existência, foram muitas as conquistas e avanços do Hemopa. Uma das preocupações da instituição foi o aperfeiçoamento do atendimento e a manutenção da qualidade do sangue transfundido. Hoje, a rede de captação de sangue do Estado é composta por 48 unidades, das quais três Hemocentros Regionais (Marabá, Santarém e Castanhal), cinco núcleos de Hemoterapia (Abaetetuba, Altamira, Tucuruí e Redenção) e 40 agências transfusionais na capital e interior.
Além da coleta, o Hemopa processa, armazena e distribui o sangue para a rede hospitalar do Pará. No próprio hemocentro, são atendidos pacientes portadores de doenças hematológicas. Só neste ano já foram atendidas 10.519 pessoas. O hemocentro do Pará também foi o segundo do Brasil a ser inaugurado e o primeiro a ganhar um centro regional, o de Castanhal, que funciona desde 1985.
Descentralização – Outro avanço nesses 37 anos foi a criação do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, o único da Região Norte, que hoje contabiliza 691 bolsas de sangue de cordão umbilical no arquivo. Uma esperança maior aos pacientes que precisam de medula óssea. Para isso, o hemocentro tem unidades coletoras de células tronco de bebês nas maternidades da Santa Casa e do Hospital Abelardo Santos.
Em busca de um número cada vez maior de voluntários, o Hemopa também descentralizou os serviços. Desde dezembro do ano passado, funciona uma unidade na entrada do shopping Castanheira. A assistente social Janete Araújo comemora os números. “Já conseguimos 10.686 coletas em sete meses de existência, que ajudaram a atender mais de 42 mil pacientes durante o período”, informa.
O atendimento descentralizado também facilita a vida dos doadores. “Moro em Ananindeua e, muitas vezes, deixei de doar sangue por causa da distância do Hemopa da Padre Eutíquio. Agora, não. Essa é a segunda vez em que venho aqui”, disse o servidor Walace Pinheiro, 29 anos. Para facilitar ainda mais o serviço da coleta de sangue, o Hemopa criou também a “Caravana Solidária”, que coloca à disposição um microônibus, com capacidade para 30 pessoas, que são previamente cadastradas na Gerência de Captação de Doadores. O ônibus está em reforma, mas vai reforçar o serviço no segundo semestre.

Com o “Agosto Vermelho”, o Hemopa comemora o aniversário mobilizando parceiros e a população para reforçar a corrente do bem que é a doação de sangue. Com o vermelho do sangue, é possível ajudar a salvar uma vida e ainda melhorar a saúde pública no Pará. O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, em Batista Campos. O funcionamento para a coleta é de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados, de 7h30 às 17 horas.


Syanne Neno
Secretaria de Estado de Comunicação

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Unidade móvel só volta a operar em setembro

Da redação do DOL
Quarta-Feira, 22/07/2015, 17:10:40 - Atualizado em 22/07/2015, 17:29:27

Unidade móvel só volta a operar em setembro (Foto: Ascom/Hemopa)A Fundação Hemopa esclarece que a unidade móvel de coleta de sangue está passando por modernização e adaptações com o objetivo de oferecer maior conforto no atendimento dos usuários. Segundo o Hemopa, o serviço deverá estar novamente em funcionamento até o final de setembro deste ano.
DOL acionou a Fundação após o contato de uma leitora, que tem uma parente com leucemia, e se mostrou preocupada com a falta do serviço.
Em nota, o Hemopa afirma que a suspensão temporária das atividades da unidade móvel não interfere no atendimento transfusional e estabeleceu estratégias de ações para dar suporte ao estoque de sangue do Hemocentro, com a realização de campanhas externas em parceria com instituições públicas e privadas, desde que ofereçam espaços adequados para os procedimentos de coleta de sangue.
"O hemocentro paraense também descentralizou a coleta de sangue com a Unidade de Coleta Hemopa Castanheira, que funciona no térreo da passarela Pórtico Metrópole, na BR 316, Km 1, com capacidade plena de até 100 coletas/dia", esclareceu a Fundação. O micro-ônibus que faz parte da “Caravana Solidária” para transportar até 30 pessoas até um posto fixo de coleta continua em funcionamento normal.
REDUÇÃO
O Hemopa possui uma média diária de 200 doações para atendimento/dia de 300 transfusões na rede hospitalar. No entanto, esclarece que em período festivos e de férias, como este mês, por exemplo, o comparecimento de voluntários reduz em até 50%, exigindo, portanto, uma atitude da sociedade civil organizada em restaurar o estoque de sangue, considerando que o serviço depende essencialmente de voluntários.
Quem pode doar sangue
Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos, e peso acima de 50 kg. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum ao contrário, recomenda-se uma boa alimentação antes da doação. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.
Como ser doador de medula óssea?
Serviço:
A Fundação Hemopa fica na tv. Padre Eutíquio, 2.109, e realiza coleta de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h .

A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h. Este horário do sábado, somente em julho. Mais informações pelo Alô-Hemopa: 0800 280 8118.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Atletas realizam campanha de doação de sangue no Hemopa

Responsáveis por 48% das doações de sangue efetivadas na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), os jovens com idade entre 18 e 29 anos, foram representados pela campanha Sangue Verde, iniciativa do time Vingadores Futebol Americano, que trouxe aproximadamente 20 atletas e amigos para a doação voluntária de sangue na sede do hemocentro, no final da tarde desta última terça-feira, 21.
“Esta é a segunda campanha que realizamos este ano. Aproveitamos justamente um período que apresenta redução no comparecimento de doadores para darmos nossa contribuição. É importante que atletas como nós ajudem a salvar vidas”, afirmou o empresário Khallil Khawage, 33, doador de sangue O Positivo desde o ano passado.
Para o estudante de Direito Felipe Simões Peixoto, 23, a campanha realizada pelo time só tem a somar com as atitudes de um esportista e estimula ainda mais tanto os que já são doadores, como os que doaram a primeira vez. “Isso nos faz atletas 100%, dentro e fora do campo. E ganha mais importância pelo período em que estamos, quando o Hemopa precisa de maior empenho da sociedade. Fazemos a nossa parte”, declarou Felipe Peixoto.
Além de doar sangue, o jogador foi responsável pela primeira doação da namorada, a advogada Larissa Medeiros Rocha, 23. “Sempre tive vontade de doar, mas sempre tinha algum impedimento. Acho interessante a ação do time. São pessoas cheias de saúde que podem praticar uma boa ação”, disse a jovem, que prometeu se tornar uma doadora assídua.
A assistente social Aparecida Salgado, da Gerência de Captação de Doadores (Gecad) do Hemopa destacou que a atividade organizada pelo time de futebol americano demonstra a associação da doação voluntária de sangue com o esporte. “É um grande privilégio, pois tratam-se de pessoas que a princípio, atendem os critérios básicos para a prática do gesto. Além de estimular o segmento jovem e contribuir para a construção de uma nova mentalidade sobre a doação voluntária de sangue”, atestou Aparecida Salgado.
A servidora lembrou ainda que embora este seja um período de férias escolares, a atividade transfusional não diminui e costuma apresentar um aumento em torno de 20%, muito em virtude dos acidentes de trânsito nas estradas. “Pedimos às pessoas que venham até uma de nossas unidades na capital e no interior do Estado, bem como parentes e familiares de pacientes da rede hospitalar, para que façam sua doação e nos ajudem a manter nosso estoque estratégico em equilíbrio”, convidou a assistente social.
Para doar sangue - É necessário estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até os 60 anos (menores de 18 anos devem ser acompanhados dos pais ou responsável legal); pesar no mínimo 50 kg; estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas); estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação) e apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher a cada três.

Serviço: A Fundação Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, nº 2.109, e no acesso ao Pórtico Metrópole pelo Shopping Castanheira (BR-316, KM 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados de julho, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Iniciativas solidárias mostram a força do voluntariado

Toda semana os estudantes Ruber Sarmento, 20, Isadora Lourenço, 23, Kahwana Pantoja, 21, e Bianca Caldas, 20, trocam as roupas habituais por um figurino extravagante e colorido. Tudo para garantir a diversão das crianças internadas na ala pediátrica do Hospital de Clínicas, em Belém. Com os rostos pintados e o carcterístico nariz de palhaço, o grupo dá vida à Trupe dos Curativos, composta pela “Tupinha 220 Volts”, o “Trapo”, a “Oferecida” e a “Nuvem”. Durante as visitas voluntárias, eles envolvem pais, crianças e até os funcionários em uma atmosfera de alegria e bem estar, com as brincadeiras que fazem.
O grupo, criado há cerca de três meses, surgiu da vontade dos jovens em aliar os ensinamentos do teatro a práticas lúdicas voltadas àqueles que mais necessitam. Isadora conta que a ideia ganhou força durante seu Trabalho de Conclusão de Curso. “Foi aí que chamei os meus amigos, que embarcaram na ideia junto comigo. Mesmo em meio aos estudos e ao trabalho, eles tiram tempo para vir até aqui trazer uma mensagem de alegria e otimismo para essas crianças. E a cada vinda, a gente volta pra casa melhor do que a gente era. Em troca das nossas palhaçadas elas nos ensinam a ser melhores como pessoas”, comenta.
Estimuladas pelas brincadeiras, as crianças mostram toda a alegria própria da infância. Mesmo em meio ao tratamento ou à espera por algum procedimento cirúrgico, elas esbanjam disposição para entrar nos jogos criados pelo grupo. A pequena Estefani dos Santos, 8 anos, circulava pelo corredor nesta sexta-feira, 17, quando os palhaços surgiram no elevador do hospital. Numa reação espontânea, a menina fez a festa com a trupe ali mesmo e, depois, com o início dos jogos, interagiu com as outras crianças na ‘brinquedoteca’ da pediatria.
A pedagoga Vanise Cavalcante, que há quatro anos trabalha no Hospital de Clínicas, fez questão de destacar os benefícios da atividade, não só para os pequenos, mas para todos que frequentam o hospital. “Ajuda muito a amenizar o ambiente, sobretudo para as crianças, porque existe um tempo de espera para cada tratamento. A presença do grupo remete a um ambiente mais característico delas, mais lúdico. E no final eles acabam envolvendo a todos pelos corredores, mesmo os adultos que estão aqui no hospital”, observou.
É o caso da psicóloga e professora universitária Eleci Silva, 55. Há quase dois meses, ela acompanha a recuperação do marido, Manoel Araújo, 54, que se submeteu a uma cirurgia de peito aberto após um infarto. Ao encontrar a trupe pelo corredor, a professora riu e cantou com eles. “Sou fã do trabalho deles desde a primeira vez que os vi por aqui. É bom saber que existem jovens com essa mentalidade, preocupados em fazer o bem. Sempre é uma alegria quando encontro com eles por aqui, porque tudo fica mais leve, mesmo a nossa espera”, declarou a professora.
Além da Trupe dos Curativos, outros grupos apoiam os serviços do Hospital de Clínicas. Pelas manhãs, outro grupo de voluntários se dedica ao preparo e à distribuição diária de café da manhã àqueles que aguardam por consultas no ambulatório. Para acolher os grupos, Vanise informa que um setor de voluntariado foi criado. Através dele, os interessados podem apresentar projetos ou ainda fazer doações de diversos materiais aos pacientes carentes, como brinquedos, roupas e materiais de higiene. “Para nós, eles são fundamentais”, ressalta a pedagoga.
Doadores
Assim também é para o Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). “Sem eles, não temos como abastecer todos os hospitais. Eles que dão vida a todas as nossas campanhas, assim como os nossos parceiros”, destaca a gerente de Captação de Doadores, Juciara Farias. Ela informa que e média de doações diárias no hemocentro varia de 200 a 250, o que corresponde a mais de cinco mil bolsas coletadas por mês. Entretanto, o número ainda está abaixo do necessário, que seria em torno de 300 pessoas por dia.
Em julho, quando as pessoas costumam deixar a capital rumo ao interior para aproveitar as férias escolares, é que a participação dos voluntários se torna ainda mais essencial. Segundo Jaciara, o número de doações costuma cair em mais da metade durante o veraneio. “Isso acaba tendo um impacto muito grande no nosso estoque porque, em contrapartida, é quando observamos que existe um aumento no número das solicitações de bolsas (de sangue) por parte dos hospitais, devido aos acidentes que acabam sendo frequentes durante o mês de julho nesse período do ano”, afirma.
A advogada Grace Fagundes, de 42 anos, é uma das que fazem a sua parte. Desde que doou pela primeira vez, há dois anos, ela conta que sempre que pode faz questão de marcar presença no Hemocentro. “Só deixo de ir quando estou viajando a trabalho, e mesmo assim, quando chego faço questão de ir lá. Acredito que esse tipo de atitude não tem dinheiro que pague. É tão simples e ao mesmo tempo ajuda a salvar inúmeras vidas”, defende, acrescentando que, sempre que possível, também procura levar os amigos para doar.
No ano passado, Grace chegou a levar um ônibus cheio até o Hemocentro. Tudo porque a advogada decidiu comemorar seu aniversário de um jeito diferente. Como presente, pediu aos amigos e familiares que fossem até o Hemopa doar sangue. A ação deu certo e ganhou repercussão na mídia. Além da data marcada, que foi o dia do aniversário (10 de setembro), ao longo da semana outras pessoas foram aderindo à campanha. No total, Grace consegui 36 doadores de sangue e outros dois de medula óssea.
A nutricionista Nilce Gomes, 52 anos, também tem muita história para contar quando o assunto é doação de sangue. Portadora de um tipo sanguíneo raro, o A Negativo, há 24 anos ela ajuda a salvar vidas. Para doar, ela conta que teve que vencer seu pânico de agulhas. “Meu marido era doador e ele me ajudou bastante na época. Eu chorava e só consegui porque estava muito determinada”, recorda. Hoje, tudo é diferente. “Não tem mais nada disso porque eu me dei conta de como era simples e rápido. Eu até olho para a agulha”, orgulha-se.
Em julho do ano passado foram registrados 7.226 comparecimentos. Para quem vai curtir as férias no interior do Estado, a Fundação Hemopa informa que possui unidades em Castanhal, Marabá, Santarém, Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Capanema e Redenção. Além disso, aos veranistas que optarem por pegar a estrada, Juciara lembra que ainda é possível fazer uma paradinha para colaborar com o Hemocentro. "O Hemopa está literalmente no caminho das férias, com uma unidade instalada no térreo do Pórtico Metrópole, no KM 1 da BR-316”, destaca.
Quem pode doar sangue - Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos, e peso acima de 50 kg. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsáveis legais. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum, ao contrário, recomenda-se uma boa alimentação antes da doação. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.
Serviços: A Fundação Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h. A Estação de Coleta Hemopa Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h (sendo que este horário de funcionamento para os sábados será somente em julho). Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.
Já o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna fica na Travessa Alferes Costa, entre Visconde de Inhaúma e Marquês de Herval. As doações de roupas e outros materiais, como livros, brinquedos e produtos de higiene pessoal podem ser feitas no próprio local, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Da portaria, o doador deve se dirigir à sala do voluntariado. Mais informações sobre as doações e os projetos voluntários pelo (91) 4005-2661.

Amanda Engelke
Secretaria de Estado de Comunicação

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Veraneio afasta doadores de sangue e Hemopa convoca voluntários

Com uma redução no número de comparecimentos que já chega a quase 50%, a Fundação Hemopa convoca candidatos à doação voluntária de sangue de todos os tipos para assegurar atendimento integral das solicitações transfusionais na rede hospitalar paraense, evitando, assim, a priorização do atendimento de casos de urgência.
Com o recesso escolar e a consequente saída de pessoas para o veraneio nos balneários do interior ou mesmo para fora do estado, as doações de sangue tornam-se mais escassas. Segundo a gerente de Captação de Doadores, assistente social Juciara Farias, a participação do corpo funcional dos hospitais no incentivo à doação voluntária é de suma importância para restaurar o estoque estratégico.
Ainda de acordo com a técnica, em junho, das 5.500 bolsas distribuídas para os hospitais com Agências Transfusionais (ATs), 1.700 foram para atendimento no Ophir Loyola, 600 para a Santa Casa e 500 para o Hospital Metropolitano. “São hospitais de grande porte onde o consumo é sempre muito alto, devido à complexidade do atendimento que prestam. Por isso, contamos com o fortalecimento dessa parceria para sensibilizar familiares e amigos de pacientes para a doação”, destacou.
Responsável também pela oferta de atendimento a pessoas com doenças hematológicas, o Hemopa tem uma demanda fixa de atendimento transfusional, que perfaz uma média de 110 transfusões/mês. Juciara Farias também ressalta a importância das instituições parceiras para realização de campanhas internas na sede do hemocentro ou na unidade de Coleta Hemopa Castanheira, que fica no térreo do Pórtico Metrópole, no Km 01 da BR-316.
“Antes de viajar reserve um tempinho para exercer a solidariedade com o próximo e faça a sua doação. É rápido, simples e pode salvar muitas vidas. E na saída e retorno do recesso procure usar de moderação. Lembre-se que bebida e direção não combinam. Por trás de uma vítima de acidente ou de violência causadas pela ingestão de álcool, quase sempre há a necessidade de transfusão de sangue”, observou.
Critérios – Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto, e estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher a cada três. Menores de  18 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal.

Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, nº 2109, e realiza coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h (somente em julho). A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, na BR-316, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados até as 16h (somente em julho).

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Parcerias garantem doações para manter estoque de sangue do Hemopa em julho



A movimentação foi grande neste sábado, 11, na sede da Fundação Hemopa com o gesto solidário de grupos de doadores de sangue. Mais de 280 voluntários compareceram ao Hemopa, dentre os quais 86 doadores da campanha “Ribeiro Todos Juntos”, da família Ribeiro de Icoaraci, do projeto “Mãos que ajudam”, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e do grupo do Instituto Àster que realizou sua doação na Estação de Coleta Hemopa Castanheira. O movimento foi considerado satisfatório pela Gerência de Captação de Doadores (Gecad) para um fim de semana de julho.
A acadêmica de Direito Aline Ribeiro, de 22 anos, e tipo sanguíneo O positivo, seguiu o exemplo dos familiares e realizou hoje sua primeira doação. Contagiada pela boa intenção da família Ribeiro doou ao lado do tio e também doador de primeira viagem Charles Ribeiro, 36, que se programou antecipadamente e veio da cidade de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó, especialmente para participar da campanha. “Estamos muito felizes, é uma satisfação poder ajudar, que esta seja a primeira de muitas doações que ainda virão”, disse.
Os voluntários do projeto “Mãos que ajudam” chegaram à sede do hemocentro em dois ônibus vindos dos bairros do Entroncamento, Cabanagem, Tapanã e Marambaia. O responsável pelo grupo, o professor de história John Gois, 28, conta que as ações acontecem durante todo ano e se intensificam neste período em que conscientes da baixa no estoque e atendendo ao pedido da Gecad eles vem ao hemocentro para ajudar as pessoas que precisam de sangue.
A estudante Iasmim Fonseca, 16, moradora do bairro da Marambaia em Belém participa do grupo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e veio acompanhada da mãe Regiane Fonseca que também é doadora para realizar sua primeira doação. “Fiz questão de doar, afinal o que é uma dorzinha perto desse ato tão grande que estamos fazendo que é o de salvar vidas”, comentou.
A assistente social Nilvete Smith, da Gerência de Captação de Doadores, espera que esses grupos sejam agentes multiplicadores desta causa e incentivem os amigos e familiares. “Essas parcerias são muito importantes, elas vêm dar um reforço necessário ao nosso estoque e nos ajudam a suprir as demandas. Nós só temos a agradecer aos nossos parceiros doadores voluntários de sangue”, completou.
Quem pode doar sangue - Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos, e peso acima de 50 kg. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum, ao contrário, recomenda-se uma boa alimentação antes da doação. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h. A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h (sendo que este horário de funcionamento para os sábados funcionará somente em julho). Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.