sábado, 24 de janeiro de 2015

Hemopa recebe voluntários para abastecer estoque de sangue

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) fez nesta sexta-feira (23) programação com grupo de voluntários do Instituto Áster, que atua junto a hospitais e comunidades levando informação, ajuda material e solidariedade. A atividade incluiu palestra sobre captação hospitalar, doação de sangue e cadastro de doadores de medula óssea.
Uma das fundadoras do instituto, Evelyn Carolynne Vieira Nascimento, 23 anos, informou que atualmente o grupo é formado por 30 voluntários ativos, a maioria do distrito de Icoaraci. “Nossa intenção é levar ajuda humanitária a quem precisa, principalmente pessoas em tratamento contra câncer de todas as idades. Fazemos ações no Natal e entendemos que a ajuda às vezes pode ser uma palavra de carinho, uma conversa que devolva a autoestima e traga bem estar ao próximo”, disse.
A atividade no Hemopa, para ela, foi de grande utilidade. “Incentivamos a doação de sangue e de medula. O que aprendemos vai nos ajudar a quebrar alguns tabus que ainda existem, e com isso esperamos colaborar para o aumento do número de doadores voluntários”, declarou.
A assistente social Nazaré Veríssimo, do Hemopa, conduziu os integrantes do Áster na programação e proferiu a palestra. “É importante que o hemocentro forme captadores para o trabalho em hospitais e unidades de saúde, pois a doação de sangue é uma responsabilidade partilhada com toda a sociedade. Fico emocionada em ver um grupo tão jovem, com ideias simples de ajuda ao próximo que fazem bem a todos”, afirmou.
O voluntário Arilson da Conceição Rocha, 18 anos, integra o instituto há um mês. Ele doou sangue pela primeira vez. “A doação que fiz e a informação que recebemos vão fortalecer o trabalho que desenvolvemos, pois nosso trabalho é também captar doadores para ajudar a salva vidas como eu fiz agora”, disse.
Na tarde desta sexta-feira (23), a sede do Hemopa também recebeu a solidariedade de mais de 30 funcionários da empresa BB Tecnologia e Serviços, que fez campanha para colaborar com abastecimento do estoque de sangue do hemocentro, tendo em vista a aproximação do período carnavalesco. Assistentes sociais fizeram as palestras de sensibilização prévia e consideram excelente a participação dos voluntários.
A analista de sistemas Taymara Dias, 26 anos, doou sangue pela primeira vez. “Achei a iniciativa da empresa muito boa, pois possibilitou a ida do Hemopa até lá, o que nos deu a oportunidade de tirarmos várias dúvidas e fazer este gesto. É um ato humanitário que ajuda a salvar vidas”, frisou.
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que pesem mais de 50 quilos e tenham entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos precisam da autorização dos pais ou do responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. É preciso estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher, a cada três meses.

A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos. A Estação de Coleta Hemopa Castanheira fica no térreo do Pórtico Metrópole, no acesso ao shopping Castanheira, km 1 da BR-316. As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa (0800-2808118) ou no site www.hemopa.pa.gov.br.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Campanha do Hemopa para o carnaval ganha apoio de artistas da terra

A Fundação Hemopa está finalizando os preparativos para a primeira campanha estratégica do ano, programada para o período de 7 a 13 de fevereiro, com o tema “No carnaval, use a fantasia de salva-vidas. Doe sangue”. A ação visa suprir a demanda transfusional do hemocentro, que aumenta em quase 20% durante o feriado de carnaval, pela necessidade de abastecimento da rede hospitalar. A mobilização também será realizada nas unidades da hemorrede estadual. Em Belém, a meta será de 250 doações/dia.
A ação estratégica também busca suprir a queda no número de comparecimentos voluntários às unidades de captação, justamente por conta do deslocamento de boa parte da população para balneários e localidades do interior, e também por conta do período chuvoso e da ocorrência de doenças típicas do período, que tornam o doador inapto temporariamente à doação de sangue, como estado gripal e viroses.
A gerente de Captação de Doadores do Hemopa, assistente social Juciara Farias, ressalta que quem quiser colaborar com a campanha por meio da doação voluntária conta, agora, com mais um local de coleta. “Estamos mais perto dos doadores, principalmente aqueles que residem nos bairros mais distantes da sede do hemocentro, como é o caso de quem mora ao longo da Rodovia Augusto Montenegro e nos municípios da Região Metropolitana, que é a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira”. O mais novo ponto fixo de doação fica no térreo da passarela que dá acesso ao shopping de mesmo nome, na BR-313, no mesmo horário de funcionamento do Hemocentro Coordenador.
Juciara Farias aposta no sucesso da ação, especialmente, na abertura da campanha, dia 7, que contará com mobilização de artistas da terra. “Será um dia muito especial e com uma programação variada. Será um show de pura solidariedade, por isso esperamos por um grande público”.
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, peso acima de 50 kg e idade entre 16 anos completos e 69 anos. Menores de 18 anos precisam da autorização dos pais ou responsáveis. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum, ao contrário, a boa alimentação garante ao doador que não apresente mal estar durante a coleta. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher a cada três.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18 h, e aos sábados, das 7h30 às 17h.

A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira funciona no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Shopping Castanheira, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo fone 0800 280 8118.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Militares ajudam a elevar o número de doações de sangue


                               
No período de 2 a19 deste mês, 4.934 doadores voluntários compareceram à sede da Fundação Hemopa, o que resultou na coleta de 3.813 bolsas de hemocomponentes. Entre os doadores estão militares das Forças Armadas e da Polícia Militar. Durante a semana a PM mobilizou mais de 300 alunos do Centro de Aperfeiçoamento de Praças (Cfap). Juciara Farias, gerente de Captação de Doadores do Hemopa, explicou que o “Trote Solidário” é uma campanha interna do Cfap, definida pelo comando da PM. “Esta ação de responsabilidade social em prol do dever cívico que todos os militares têm estimula a doação voluntária de sangue”, frisou.
A cabo Cátia Regina, 46 anos, moradora do município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, fez sua primeira vez. “Acredito que essa excelente iniciativa tem grande importância social, pois me incentivou a superar o medo para doar sangue e salvar vidas”, disse Cátia, aluna do curso de Formação de Sargento.
O comandante do I Comando Aéreo Regional, major brigadeiro do ar Paulo Borba, foi ao hemocentro participar da campanha. Doador do tipo sanguíneo O Positivo, ele fez sua primeira doação de sangue para ajudar uma cunhada, que faria uma cirurgia. “Daí em diante não parei mais. Influenciei meus dois filhos, que hoje também são doadores. Doação de sangue é um ato de respeito ao próximo, um gesto de humanidade”, afirmou.
Juciara Farias reiterou que as iniciativas da PM e demais corporações militares contribuem para a manutenção do estoque técnico de sangue, necessário principalmente neste início de ano, quando o período chuvoso, as férias escolares e a preparação para o carnaval dificultam a doação voluntária.
Para suprir o estoque de sangue para atendimento durante o Carnaval, o hemocentro promoverá de 7 a 13 de fevereiro a campanha “No Carnaval, use a fantasia de salva-vidas. Doe sangue”. As doações também podem ser feitas nos municípios de Santarém, Marabá, Castanhal, Abaetetuba, Altamira, Redenção e Capanema.
Doação – Estão aptas a doar sangue pessoas com boa saúde, peso acima de 50 quilos e idade entre 16 anos completos e 69 anos. Menores de 18 anos precisam da autorização dos pais ou do responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. É preciso estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher, a cada três meses.

A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, bairro Batista Campos. A Estação de Coleta Hemopa Castanheira fica no térreo do Pórtico Metrópole, no acesso ao Shopping Castanheira, KM-01 da BR-316. As coletas são feitas de segunda até sexta-feira, das 7h30 às 18 h, e aos sábados, das 7h30 às 17 h. Mais informações pelo Alô Hemopa, 0800 280 8118, ou no site www.hemopa.pa.gov.br.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Hospital Regional do Sudeste e Hemopa fortalecem parceria

Somente no ano de 2014, foram feitas mais de duas mil transfusões de sangue no Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso, em Marabá. Mais da metade desses procedimentos ocorreu nas duas unidades de terapia intensiva (UTIs) da unidade. Isso dá praticamente uma transfusão de sangue a cada quatro horas e meia.
Não é fácil para o Hemocentro Regional de Marabá, portanto, manter um estoque de sangue para dar conta de toda essa demanda, por isso algumas medidas têm sido tomadas. Uma delas é a campanha que busca incentivar as pessoas que vão usar o HRSP a levarem outras pessoas para fazer doação de sangue, seja na sede do Hemopa, seja no próprio hospital, que tem uma agência transfusional.
Quem informa é a médica Socorro Leão, que integra a equipe de Apoio Técnico do Hemopa e preside a Agência Transfusional do Hospital Regional. Ela integrou reunião sobre o assunto nesta segunda-feira (19), que definiu estratégias de mais essa campanha. Socorro lembra que a parceria entre as duas instituições de saúde existe desde 2007. Trata-se do Grupo Amigos de Sangue, que também incentiva a doação voluntária e promove três campanhas de doação por ano.
Está, contudo, na hora de avançar mais, diz a médica. Daí a importância dessa campanha, que será feita por meio da Central de Regulação, que ao encaminhar pacientes para internação, cirurgias eletivas, exames ou consultas, já vai orientar os pacientes a levar um acompanhante (ou até dois) para doar sangue. Além disso, nas reuniões semanais com acompanhantes de pacientes, o serviço social e o serviço de acolhimento do hospital também vão fazer a mesma orientação.
Socorro Leão deixa claro que a internação ou qualquer outro tipo de atendimento não estão condicionados à doação de sangue. Trata-se de uma campanha de conscientização e incentivo para a comunidade e nunca uma imposição. Além disso, continua ela, os pacientes que derem entrada no hospital em casos de emergência não passarão pela campanha. Serão atendidos de imediato, como sempre foi feito. Somente depois de restabelecidos é que receberão orientações sobre a importância da doação voluntária de sangue para salvar vidas.


Chagas Filho
Hospital Regional do Sudeste do Pará (Marabá)

Projeto leva música ao Hemopa e muda rotina de pacientes e doadores

Doadores e servidores da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) ouviram nesta segunda-feira (19) clássicos da MPB, chorinho e música instrumental, executados pelos músicos voluntários do projeto “A música vem aos hospitais”, que tem a proposta de usar o poder da música no tratamento de pacientes, além proporcionar bem estar e melhora na autoestima.
Criado há doze anos pela psicóloga hospitalar Maria do Carmo dos Santos, o projeto visita regularmente as unidades de saúde públicas e privadas de Belém. “Ao trazermos a música para o ambiente hospitalar, trabalhamos a humanização do atendimento. É comprovado cientificamente que a música é um agente de relaxamento, alegria e fortalecimento do sistema imunológico, de internos e equipe médica”, explica. “A música tem a característica de agregar pacientes, familiares e os profissionais da saúde”, continua.
Um dos voluntários é o doutor em Musicologia pela Universidade Federal da Bahia e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Yuri Guedelha, que faz parte do projeto há dez anos. “Os acordes musicais têm propriedade terapêutica, e muitas vezes nos remetem a bons momentos. Conversando com as pessoas depois das apresentações, muitas nos falam que ficam emocionadas e felizes. Isso para nós é muito bom”, afirma o profissional, que tem mais de 30 anos de formação.
“Eu me lembrei da minha avó”, disse a paciente Arcilena Santiago, 41 anos, que faz tratamento de doença falciforme no Hemopa há mais de 30 anos, onde recebe mensalmente sangue fenotipado A Positivo. “Adorei a visita dos músicos. Fiquei emocionada e alegre ao mesmo tempo. Por mim eles poderiam estar aqui toda semana. A música transmite paz e felicidade, e esse é um gesto muito nobre da parte dos músicos”, frisou.
Segundo as psicólogas do ambulatório do Hemopa, Carolina Monteiro e Gecila Rubin, é a primeira vez que o projeto vai à fundação. “Conhecemos a proposta quando ainda estagiávamos no Hospital Beneficente Portuguesa, e hoje surgiu a oportunidade de trazermos para cá. Cientificamente, já é comprovado que o som das melodias mexe com o corpo todo e libera substâncias responsáveis pela sensação de bem estar”, informa Carolina. “Nossa proposta é trazer os músicos mais vezes e inserir o projeto na agenda de nossas atividades”, complementou Gecila.
O ambulatório de pacientes funciona na sede da Fundação Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Mais informações pelo Alô Hemopa (0800-2808118) ou no site www.hemopa.pa.gov.br.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Hemopa reforça importância das parcerias para suprir estoque de sangue

Em entrevista coletiva à imprensa, a presidente da Fundação Hemopa, Ana Suely Leite Saraiva, que substituiu Luciana Maradei, enfatizou a necessidade da população estar ao lado do hemocentro, doando sangue regularmente, para suprir o estoque estratégico, que precisa acompanhar o crescimento do número de leitos, abertura de clínicas de hemodiálise, elevação do número de transplantes e assistência às vitimas de acidentes de trânsito, que demandam a necessidade transfusional. Atualmente o hemocentro precisa de uma média diária de 300 coletas, para fazer frente ao avanço na área da saúde.
Ana Suely destacou as premiações e reconhecimentos pela excelência de gestão do hemocentro paraense, inclusive a mais recente delas. ‘’Realmente é uma instituição muito premiada. Temos diversas certificações, e na gestão anterior, com Luciana Maradei à frente do Hemopa, conseguimos obter a certificação da Associação Americana de Bancos de Sangue e da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, colocando o Hemopa como um dos melhores serviços do Brasil e do mundo. São certificações que nos dão bastante orgulho para que possamos dar continuidade nas nossas atividades à população paraense’’, disse.
A atuação em parceria será uma prioridade da nova gestão. A presidente do Hemopa ressaltou o apoio da imprensa local, que potencializa a divulgação das ações institucionais na promoção da doação voluntária e todos os serviços e produtos oferecidos. O mais novo deles é a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira, inaugurada em dezembro passado, com a finalidade de descentralizar a coleta e facilitar o acesso para mais de 700 mil pessoas residentes naquela área da Região Metropolitana de Belém. O mais novo posto de coleta fixo oferece o mesmo funcionamento da sede do Hemopa.
“Esse novo posto de coleta fixo atendeu o clamor de parte de nossos usuários. Estamos mais próximos de outra parcela da população”, comentou Ana Suley, informando que, em pouco mais de um mês, a Estação de Coleta recebe uma média diária de 80 doações. “Estamos bastante felizes com esse resultado inicial”, assegurou, reafirmando que a descentralização avançará para o município de Ananindeua e distrito de Icoaraci. Os projetos estão prontos, e agora a equipe vai buscar recursos necessários para a execução.
Ana Suley também convidou a sociedade em geral para aderir à campanha de doação de sangue do Carnaval, com o tema “No carnaval, use a fantasia de salva-vidas. Doe sangue”, que ocorre de 7 a 13 de fevereiro. “A vida de outras pessoas depende também da nossa. Sempre há alguém aguardando a nossa doação de sangue”, sugeriu, apostando no sucesso da mobilização, que terá o apoio de instituições parceiras.
Farmacêutica com habilitação em bioquímica, pela Universidade Federal do Pará (UFPA), a nova presidente do Hemopa destaca ainda a necessidade imperativa em garantir segurança à comunidade com a oferta de serviços de qualidade ao garantir sangue em tempo hábil e quantidade adequada aos pacientes e, ainda, preservar a saúde do doador. Tudo isso com equipe mutiprofissional capacitada e tecnologias de ponta na área da hemoterapia e hematologia.

Em 29 anos no serviço público, atuando sempre na Fundação Hemopa, Ana Suely já desempenhou diversas funções técnicas e gerenciais. Em 2008, foi colaboradora no Programa de Coagulopatias Hereditárias do Ministério da Saúde, na Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados, em Brasília. Ela tem no currículo, ainda, especialização em Gestão de Hemocentros, pelo Programa Integrado de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Picpasc), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/ Ministério da Saúde), e especialização em Epidemiologia, pelo Núcleo de Medicina Tropical da UFPA.

Estação de Coleta Hemopa Castanheira tem comparecimento crescente de voluntários


Inaugurada há pouco mais de um mês, a Estação de Coleta Hemopa Castanheira, localizada no térreo do Pórtico Metrópole, no acesso ao shopping Castanheira, km 1 da Rodovia BR-316, foi responsável, no mês de dezembro passado, por mais de 17% do comparecimento total de voluntários à doação de sangue na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). Dos 5.678 candidatos registrados, 1.010 compareceram à Estação Castanheira; desses, 50% eram homens e 50% mulheres, e 65% estão na faixa etária de 18 a 25 anos.
Segundo a assistente social Olinda Campos, da Gerência de Captação de Doadores do Hemopa, o perfil do voluntariado que foi até a unidade da BR-316 se completa com a presença igualitária de doadores de primeira vez, esporádicos, de repetição e os que repõem sangue para um parente ou amigo. “Percebemos certa tendência de retorno dos esporádicos, aqueles que doavam na sede de vez em quando, com predominância de moradores da Região Metropolitana de Belém (RMB)”, afirma a técnica.
A servidora ressalta ainda que o movimento de doadores tem sido crescente. “A descentralização da coleta era um anseio de grande parte dos doadores. Eles se sentem contemplados em ter um local que facilite o acesso ao hemocentro. Muitos se dizem satisfeitos de vir ao shopping e poder fazer a doação na mesma viagem”, diz.
Dentro do perfil informado pela assistente social, está a enfermeira Sara Amorim Costa Soares, 36 anos, moradora do bairro Castanheira. Ela é doadora voluntária de sangue há mais de dez anos, mas quando ficou grávida decidiu parar por dois anos e retomou o gesto solidário nesta terça-feira (13). “Para mim ficou mais fácil doar por ser próximo de casa. Esse é um ato muito importante, e como profissional da área da saúde, sei da necessidade que as pessoas têm”, conta.
Solidariedade – Doador regular há mais de dois anos, o trabalhador da construção civil Jailson Fumeiro Pereira, 20 anos, doou a primeira vez numa campanha externa feita em parceria com a Escola Estadual Professora Isabel Amazonas, no Distrito Industrial, bairro onde mora, em Ananindeua. “Já estava no tempo de retornar para a próxima doação, e como passo em frente todos os dias, resolvi parar. Aqui é mais perto de casa e mais viável”. O voluntário chama a atenção para o crescente número de acidentes de trânsito e disse que “não adianta vir doar só para parentes, todos precisam. Temos que fazer nossa parte”.
Pela primeira vez fazendo uma doação de sangue, o estudante Kenedy Anderson Carvalho da Silva, 18 anos, imaginava que o procedimento fosse mais dolorido e demorado. “O que senti foi muito leve perto do que imaginava. Sempre pensei em doar, acho que por ter parentes que já são doadores há bastante tempo. Sei da importância que uma doação de sangue tem, pois tenho um irmão com doença falciforme que faz acompanhamento no Hemopa. Essa vai ser a primeira de muitas outras”, assegurou.
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, com peso acima de 50 quilos e idade entre 16 anos completos e 69 anos. Menores de 18 anos precisam da autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum, ao contrário, a boa alimentação garante ao doador que não tenha mal estar durante a coleta. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher, a cada três.
A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos. A Estação Castanheira fica no acesso ao Pórtico Metrópole, pelo shopping Castanheira (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa, 0800 280 8118, ou no site www.hemopa.pa.gov.br.