sexta-feira, 24 de junho de 2016

Campanha Junho Vermelho reforça estoque de sangue do Hemopa

Um grupo de 30 voluntários do Projovem Urbano, do Ministério da Educação (MEC), esteve nesta quinta-feira (23) no Hemopa para se candidatar à doação voluntária de sangue, dentro da campanha Junho Vermelho. A coordenadora pedagógica do projeto, Francisca da Silva, que doou sangue pela primeira vez na ação, disse que a experiência foi muito proveitosa.

No Pará o projeto do MEC existe desde 2001 e busca elevar a escolaridade de jovens com idade entre 18 e 29 anos, que saibam ler e escrever e não tenham concluído o ensino fundamental, por meio da Educação de Jovens e Adultos integrada à qualificação profissional e ao desenvolvimento de ações comunitárias.

A autônoma Kelgemar Azevedo, 27, moradora de Ananindeua, que está no projeto há um ano, fez nesta quinta a segunda doação. “Na primeira vez eu estava muito ansiosa e com medo, mas agora sei que é um procedimento simples. Estou feliz em ajudar”. O aluno Marcos Cavalcante também fez questão de retornar ao Hemopa. “Fui convidado novamente e vim porque considero importante essa atitude, que deve ser um hábito constante”.
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O assistente social da Gerência de Captação do Hemopa, Ryan Kleber, disse que ações como esta são importante reforço no estoque e se somam a outras parcerias que apoiam a campanha Junho Vermelho, que inclui a iluminação das fachadas de prédios e monumentos públicos na cor vermelha, objetivando elevar o número de doações de sangue.


Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto, além de estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.

Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa (0800-2808118).

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Hospital Regional de Marabá realiza campanha de doação de sangue até o dia 24



 Nesta terça-feira (21), Cláudia Ferreira, de 37 anos, decidiu enfrentar o medo por uma boa causa. Deixou o nervosismo de lado e doou sangue pela primeira vez. Ela foi encorajada em uma reunião de acompanhantes promovida pelo Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, onde o marido está internado desde o início do mês. Então, aproveitando que a unidade está realizando a 28ª Campanha de Doação Voluntária de Sangue, ela finalmente se tornou uma doadora e já faz planos de participar das próximas campanhas.
“Desde menina eu ouvia falar que doar sangue salva vidas. Mas onde eu morava não havia coleta, era no interior de Xinguara, na roça. Quando cheguei ao hospital vi no livrinho que eles dão para a gente que é para doar no Hemopa, mas eu não sei andar aqui em Marabá. Daí quando a moça do SAU [Serviço de Atendimento ao Usuário] foi à enfermaria para falar que teria a campanha, eu vim ligeira”, conta a pedagoga.
Quem também doou pela primeira vez foi a estudante Sarah Duarte da Silva, de 17 anos. Ela estava acompanhada da mãe, a técnica de enfermagem Joelma, que é doadora há anos. “Vi várias matérias esses dias sobre o baixo estoque de sangue em todo o Brasil e aí convidei minha filha para virmos hoje. Sou da área da saúde e já vi muitos pacientes precisando de doação”, comenta Joelma.
Segundo o Ministério da Saúde, menos de 2% da população brasileira entre 16 e 69 anos doa sangue. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o índice ideal é de 3% a 5%, que é o caso dos Estados Unidos e do Japão.
Para estimular o aumento do número de doadores que contribuem para a reposição do banco de sangue da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará – Hemopa Marabá, o Hospital Regional está mobilizando empresas, universidades e associações para participarem da campanha da unidade, cujo tema é Quando você doa sangue, a vida continua. A ação começou no dia 20 e segue até a próxima sexta-feira (24). Simples, rápida e indolor, a coleta é feita no Hemopa, no núcleo da Cidade Nova. A meta é alcançar, pelo menos, 120 doações durante toda a campanha.
Em 2015 somente o HRSP recebeu mais de duas mil bolsas de sangue coletadas pelo Hemopa Marabá. A demanda é alta porque a unidade é referência em traumato-ortopedia de média e de alta complexidade e muitos dos pacientes atendidos são submetidos a cirurgias, nas quais pode ocorrer perda sanguínea em grande volume.
Para ser um doador é preciso estar bem de saúde e alimentado no dia, ter idade entre 16 e 69 anos, pesar pelo menos 50 quilos e apresentar um documento oficial com foto, como carteira de identidade e habilitação de motorista. Doadores com menos de 18 anos devem apresentar autorização dos pais ou dos responsáveis legais.

Mobilização
Empresas como a Vale se solidarizaram com a campanha e liberaram funcionários para participarem da ação no Hospital Regional. O líder sênior do projeto de Expansão da Ferrovia Carajás (EFC), Rodrigo Coji, comenta sobre a mobilização dos voluntários. “O interessante é que um doador pode ajudar quatro pessoas. E não são simplesmente quatro pessoas, são quatro famílias. O número de funcionários que reunimos hoje para a campanha encheu um ônibus. Com isso estamos ajudando praticamente 200 famílias nessa pequena ação de um dia”, argumenta o voluntário.
A campanha também ganhou a adesão de pessoas que, não podendo doar, incentivaram amigos e vizinhos a se envolver com a causa, a exemplo do motorista Valdek de Andrade, internado no Hospital Regional após sofrer um acidente de trânsito. Ele e a amiga Eliene encaminharam mais de 15 pessoas para a coleta no Hemopa, sendo que duas delas se deslocaram de Parauapebas até Marabá somente para fazer a doação.   
“Eu fiquei feliz de poder ajudar assim. Hoje não posso doar porque estou em recuperação, mas sei o quanto é necessária a doação, pois eu tenho sangue alheio na veia. Então quero fazer a mesma coisa depois que me recuperar”, afirma Valdek, que durante a internação precisou de transfusão de sangue.
Outra ação realizada pelo Hospital Regional de Marabá para conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue é a adesão ao Junho Vermelho, campanha nacional impulsionada pelo movimento Eu Dou Sangue pelo Brasil, criado em 2014. A mobilização inclui a iluminação da fachada da unidade na cor vermelha até o final deste mês.

Por Aretha Fernandes

terça-feira, 21 de junho de 2016

Hemopa comemora Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) vai promover no período de 20 a 24 deste mês, a Semana de Disseminação do Conhecimento da Doença Falciforme, em alusão ao “Dia Mundial da Doença Falciforme” que foi comemorado no domingo, 19, visando maior conscientização sobre o diagnóstico precoce e o tratamento da doença que é um problema de saúde pública no Brasil, onde nasce uma criança com falciforme entre 3.500 nascimentos/ ano vivos.
A jovem universitária do curso de Farmácia, Luana Rodrigues Marinho, 22, que descobriu ter a doença com quatro anos de idade é uma das mais de 820 pacientes com doença falciforme atendidas pelo hemocentro. Ela sabe muito bem as dificuldades da doença e a importância do tratamento adequado para maior qualidade de vida.
A doença falciforme é genética, hereditária predominante em negros, mas que pode manifestar-se também nos brancos. Ela se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos, causando a desidratação, por meio de exercícios exagerados ou por uma infecção, em que a redução de oxigênio causa o empilhamento, até mesmo a destruição dessas hemácias.
De acordo com a coordenadora de Atendimento Ambulatorial, a médica hematologista Saide Maria Sarmento Trindade, a doença ocasiona uma crise vasoclusiva, com dor pode de cabeça, no tórax, abdômen, membros inferiores e membros superiores, podendo levar a consequências mais graves, até mesmo a mortalidade. “Já a destruição da hemácia provoca a cor amarelada dos olhos”, explicou.
Para detectar a doença e iniciar o tratamento o mais breve possível é fundamental a realização do teste do pezinho. Outro importante teste para diagnóstico precoce, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é o de eletroforese de hemoglobina. Saide Trindade observa que o hemograma simples detecta a anemia no paciente. Mas, com posse deste teste, o médico clínico ou pediatra pode pedir o exame de eletroforese de hemoglobina, que mostra os tipos de hemoglobinas.
“É muito importante que os pais tomem consciência do resultado para buscar o serviço de saúde referenciado no Hemopa para o adequado tratamento da doença”, observou, destacando que o hemocentro dispõe de médicos hematologistas, clínicos, psicólogos, serviços de odontologia, fisioterapia, farmácia, pedagogia, enfermagem, fisiatria, serviço social, enfermeiros, técnico de enfermagem e todo apoio logístico da parte laboratorial e transfusional, aonde o paciente recebe as transfusões de concentrados de hemácias de acordo com o tipo sanguíneo e do fenótipo, que é bem especifico para cada pessoa.
A médica Saide Maria adiantou que a prática de disseminação da informação é realizada por meio de uma programação de capacitação. Além desses serviços, o Hemopa possui grandes parcerias no Pará e no Brasil com instituições públicas e privadas.
“Assim como qualquer pessoa, o portador da doença falciforme deve procurar uma qualidade de vida, e deve entender a importância do seguimento do tratamento estabelecido pelo seu médico e aprovado pelo seu responsável, para uma vida longa e saudável”, concluiu.
Um tratamento inovador para os pacientes com Doença Falciforme é a terapia celular, o uso de células tronco pra regenerar esse tecido ósseo tem dado uma expectativa muito grande.
O médico, professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, Gildásio de Cerqueira Daltro, afirmou estar muito feliz com os resultados, pois a doença causa com frequência a lesão desses ossos, ocorrendo em adultos, jovens ou crianças, com essas lesões a pessoa fica com imobilidade, dor frequente, precisa estar constantemente na reabilitação e fisioterapia. “Estamos com um nível de pesquisa aprovado dentro do governo federal e nas instituições de pesquisas, temos onze anos trabalhando nisso, os resultados são animadores, mas ainda precisamos de um apoio maior, que os profissionais tomem conhecimento, as publicações estão dentro e fora do país, precisamos mesmo de mais gente participando dessa ação”, concluiu.
Para o pequeno Vinicius Viana, de 11 anos, esse projeto foi um grande passo para o seu tratamento. Com cinco meses de vida foi descoberta a doença, mas só com um ano e meio de idade que obteve o diagnóstico fechado da doença falciforme. Elindaci Viana, mãe de Vinicius, que mora em Macapá, estado do Amapá, e viaja de seis em seis meses para Salvador para reavaliação, conta da sua felicidade após o transplante de células tronco. “Meu filho tinha uma lesão na cabeça do fêmur e há um ano ele fez o transplante de células tronco e antes do transplante ele sentia muitas dores. Hoje está bem, está evoluindo ao tratamento, e fico muito feliz por esse projeto, que é um tratamento importante para todos os pacientes com doença falciforme”, disse.
Programação
Dia 20, palestras sobre ”Atenção à Doença Falciforme no Pará”, “Terapia Celular nas Osteonecroses”, “Oficina: Auto Cuidado a Pessoa com Doença Falciforme”.
Dia 21, mini palestra com o tema “Vivendo Bem com Doença Falciforme: Orientações para um dia a dia melhor”.
Dia 22, palestra com ASPADFAL (Associação Paraense das Pessoas com Doença Falciforme), e apresentação de uma peça teatral “Um Ponto de Luz”, que retrata a vida e as dúvidas de uma pessoa com doença falciforme.
Dia 23, mini palestra: “Conhecendo e Cuidando da pessoa com doença Falciforme”.
Dia 24, palestra com convidados e encerramento.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na Tv. Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos. Mais informações pelo Alô Hemopa (0800 280 8118).


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Hemopa encerra campanha junina com saldo positivo


A Fundação Hemopa encerrou sua campanha junina “13 é Santo Antônio, 24 é São João, 29 é São Pedro e todo dia é do doador. Doe sangue”, realizada no período de 11 a 18 deste mês, e que resultou em 3.266 comparecimentos e 2.477 coletas efetivadas. A ação continua nas unidades do hemocentro de Marabá, Castanhal, Santarém, Abaetetuba, Altamira, Capanema, Tucuruí e Redenção.
“Minha irmã foi diagnosticada com leucemia e precisou de várias bolsas de sangue. E hoje faz quatro dias que ela foi transplantada, então vim festejar meu aniversário e festejar a vida doando sangue”, ressaltou Coíta Chaves, que mobilizou amigos e familiares para irem ao hemocentro doar sangue e comemorar mais um ano de vida, pois foi uma forma que ela encontrou de agradecer as doações que foram feitas para a irmã.
Durante toda a manhã, a campanha contou com a presença do grupo da Liga Acadêmica de Patologia de Medicina Laboratorial da Cruz Vermelha; da “Caravana Solidária” em parceria com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e do projeto Mãos que Ajudam. Segundo o diretor de Jovens adultos solteiros Victor Campos, a igreja trabalha com ações sociais e uma delas é o Hemopa. “Uma das coisas que acreditamos é em servir ao próximo e essa é uma oportunidade que nós temos, não só de ajudar a salvar vidas, mas de dar o exemplo para outras pessoas de poder participar. É muito gratificante poder ajudar quem precisa”, disse.
Camila Oliveira, de 24 anos, estudante e coordenadora do grupo dos Desbravadores Shekinah, do projeto Vida por Vidas, também doou sangue. “O Grupo dos Desbravadores trabalha com crianças de 10 a 15 anos e fazemos esse trabalho de conscientização do projeto e a importância da doação de sangue, de olhar o próximo de forma humana”, ressaltou.
A assistente social do Hemopa, Cida Salgado, agradeceu a todos os parceiros, que disponibilizaram um pouco do seu tempo para doar sangue e lembrou que os homens podem doar a cada 60 dias e as mulheres a cada 90 dias. “Nós gostaríamos de agradecer à população que atendeu ao apelo da fundação Hemopa, o retorno foi de fundamental importância para equilibrar o estoque, então essa mobilização e esse momento mostra o quanto a doação é uma via de mão dupla, de um lado a população doando sangue e do outro a Fundação Hemopa trabalhando esse sangue e devolvendo a quem precisa de uma maneira melhor”, concluiu.
De sangue tipo O-, a odontóloga Maíra Oliveira Lima, 25 anos, doou sangue pela primeira vez aos 18 anos. Maíra tem um grande exemplo a ser seguido, o pai Ovídio Oliveira, 70 anos, que foi doador por muitos anos e que encerrou sua colaboração há pouco tempo por causa da idade. “Ele me incentiva bastante. É uma pessoa de um coração enorme. Fico muito feliz em poder ajudar e pretendo continuar doando sempre, pois é muito importante aprendermos a dar valor à nossa vida, tem pessoas precisando, e o que pra nós pode parecer algo tão simples, para quem precisa é de grande valor”, afirmou.
Critérios da doação:
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto, além de estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.
Serviço:
A Fundação Hemopa fica na Trav. Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa (0800 280 8118).

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Hemopa celebra dia do doador de sangue com programação especial

Um clima de festa e muita solidariedade marcou a comemoração alusiva ao Dia Mundial do Doador Voluntário de Sangue, festejado nesta terça-feira (14) na sede da Fundação Hemopa e na Unidade de Coleta Castanheira, ambas em Belém. Em dois dias de campanha, foi registrado o comparecimento de 960 voluntários, que corresponderam a 747 coletas, com a média diária de 374 bolsas de sangue. A mobilização representa o atendimento da sociedade para restabelecer o estoque estratégico do hemocentro.
Em todo o mundo se celebra a doação voluntária e é grande a torcida para elevar o suprimento do produto em qualidade e quantidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente são coletadas 108 milhões de bolsas de sangue. A assistente social Lilian Bouth, da Gerência de Captação de Doadores do Hemopa, diz que várias ações em promoção da doação de sangue estão sendo desenvolvidas em parceria com instituições públicas e privadas. Ela ressalta o apoio da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), que produziu vídeos com encontros de doadores e receptores de sangue, dentro do tema da campanha da OMS deste ano: “O sangue nos une. Compartilhe vida, doe sangue”, que valoriza a solidariedade e o vínculo entre doador e paciente, estimulando o cuidado recíproco e maior união entre as pessoas.
Lilian Bouth lembra que o estoque de sangue adequado e equilibrado entre demanda e oferta só pode ser mantido com as doações frequentes e habituais. “Se todas as pessoas que atendem aos critérios básicos para doação de sangue agendassem doação pelo menos duas vezes ao ano, não haveria insuficiência de sangue na hemorrede brasileira”, afirma. Entre as atrações do Dia Mundial do Doador, o rei do carimbó, Pinduca, fez uma apresentação na recepção de doadores. “Participo dessa campanha com todo carinho, porque sei da importância do nosso trabalho para divulgar e chamar atenção de voluntários, já que sou uma pessoa conhecida, que doa sangue, doa vida”.
Grupos – A faculdade Maurício de Nassau encaminhou ao Hemopa alunos do curso de Odontologia. “Temos um setor para ações de responsabilidade social para contribuir com a sociedade. Por sermos profissionais e alunos da área da saúde temos consciência de que a necessidade da doação de sangue é muito grande e o quanto isso pode ajudar a salvar vidas, assim como o cadastro de medula óssea”, disse a professora Paula Estefânia Brandão.
Outro parceiro foi o Emaús, que levou funcionários para fazer doação. “Umas das nossas ações sociais é com o Hemopa”, disse o professor de informática da entidade, Edson de Souza Gonzaga, 45 anos, doador de sangue desde os 18, informando que técnicos do Hemopa ministraram palestras de sensibilização juntos aos funcionários, voluntários, alunos, professores e familiares. “Hoje viemos doar sangue”.
Segundo o Ministério da Saúde, apenas 1,8% da população brasileira doa sangue, e desse percentual 50% são voluntários. Entre 2013 e 2014, houve aumento de 5% na coleta de bolsas de sangue no país, passando de 3,5 milhões para 3,7 milhões. A campanha prossegue até (18), com lanche especial, distribuição de camiseta personalizada e intervenções do serviço social para tornar a coleta de sangue habitual.
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto, além de estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.
A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e a Estação de Coleta Hemopa Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa (0800-2808118).

terça-feira, 14 de junho de 2016

Hemopa reforça a corrente pela vida no Dia do Doador Voluntário de Sangue


                         
Nesta terça-feira, 14, é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue Voluntário. A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) vai homenagear os doadores com apresentações musicais, incluindo a do “Rei do carimbó”, Pinduca, em um dia de festa, na sede do hemocentro, localizada no bairro de Batista Campos.
A Fundação Hemopa também comemora um crescimento significativo no número de pessoas que procuraram o hemocentro na última semana. Houve um clamor popular proporcionado pela queda no estoque de sangue nos últimos meses. Assim, a média diária de doadores no Hemopa passou a ser de 300 pessoas. Nos meses de abril e maio, essa média era de 150 doadores. “Essa média é bastante saudável, vai ajudar na recuperação do nosso estoque. Mas a gente precisa que essas ações aconteçam de maneira continuada, porque todos os dias temos pacientes precisando de sangue. É preciso manter o clamor para que esse estoque não seja reduzido drasticamente novamente”, disse a gerente de captação de doadores, Juciara Farias.

Nos próximos meses, a meta do hemocentro é aumentar em 20% o número de doadores voluntários e também chegar a 60% dos doadores de repetição. Hoje, a média é de 48%.

Responsável pela coordenação da Política Estadual de Sangue do Pará, a Fundação Hemopa abastece mais de 200 hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS), entre eles, grandes emergências, maternidades e Unidades de Terapia Intensiva (UTI´s), o que corresponde a cobertura transfusional de aproximadamente 98%. Só em Belém e na área metropolitana, são 95 hospitais abastecidos.

Em 2015, a hemorrede estadual registrou 126.320 comparecimentos, que corresponderam a 102.163 coletas, resultando em 109.860 unidades de hemocomponentes distribuídos, que ajudaram a salvar aproximadamente 439.440 pacientes no Pará. Atualmente, a população doadora de sangue no Brasil é de 1.9%. Na Região Norte é de 1.5%. No Pará passou de 1.7% para 2.2%, superando a média nacional.

Doação cria laços entre doadores e receptores

Na mobilização estadual em busca de doadores de sangue, depois da drástica queda no estoque, a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) abraçou a causa com sensibilidade. Durante quatro dias, uma equipe de cinegrafistas, repórteres e produtores promoveu os encontros de dois doadores e dois receptores de sangue e os registrou em vídeos emocionantes.

Luana Marinho, 22 anos, tem anemia falciforme desde os quatro anos. Durante 12 anos, recebeu transfusões a cada dois meses. Mas há oito anos, não recebe mais porque tem um tipo de sangue muito raro: o O+ fenotipado. Durante esse tempo sem doações, Luana teve algumas crises, mas conseguiu se recuperar com medicamentos. Mas a universitária do curso de Farmácia teme por uma crise irreversível na qual precise de seu sangue raro para sobreviver. “Durante minha infância e adolescência, perdi muitos amigos, que fiz durante as transfusões no Hemopa, para essa doença. Fico muita angustiada por todo mundo que precisa de sangue e também tenho gratidão por todos aqueles que doaram e me mantiveram aqui, hoje, contando essa história”.

Ovídio Lima, 70 anos, teve uma vida dedicada à doação de sangue. Por mais de 30 anos, ia ao Hemopa a cada dois meses para salvar vidas. A última vez que doou foi em maio e já se lamenta por não poder fazer mais o procedimento. “Por mim, eu doaria sangue até morrer. Só de começar a falar sobre esse assunto, já tenho vontade de chorar, imaginando quantas pessoas deixam de fazer esse ato tão nobre e quantas vidas são perdidas pela falta dele”.

Seu Ovídio talvez tenha sido uma das várias pessoas que doaram sangue para Luana durante os oito anos nos quais ela fez transfusão. Ele assistiu à história da menina e o depoimento de agradecimento feito por ela, em vídeo gravado pela equipe da Secom. As lágrimas já rolavam quando, de surpresa, Luana chegou para abraçá-lo e agradecer pessoalmente. Seu Ovídio mal conseguia falar, vencido pela emoção do momento. “Estou muito emocionado de ver, pessoalmente, uma pessoa a qual eu ajudei com meu sangue. Não tenho nem palavras. A história dessa menina me comoveu muito”, disse o aposentado. Entre um soluço e outro, Luana era só gratidão. “Seu Ovídio teve uma vida inteira de solidariedade e isso é lindo. Estou muito feliz de conhecê-lo e receber pessoalmente seu amor, em forma de abraço”

Como Luana e outras milhares de pessoas que necessitam de transfusão de sangue, Brenda Maciel sempre teve curiosidade de ver o rosto de quem lhe doava sangue. Há sete meses, ela teve que vir de Capanema e deixar seu filho, o pequeno Gabriel, então com três meses de idade. Brenda soube que tem leucemia e foi internada no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo. Durante uma semana, precisou do sangue de pessoas desconhecidas quase que diariamente. “Tinha vontade de conhecer e abraçar essas pessoas. Graças a elas, eu estou aqui, lutando contra essa doença”.

 A história e o agradecimento de Brenda também foram gravados em vídeo pela equipe da Secom. Do outro lado da tela do computador, quem assistia era Rodrigo dos Santos, 31 anos. Há oito anos, ele doa sangue com frequência, que só foi interrompida durante um ano, respeitando o intervalo depois de uma tatuagem. “Nunca tive contato com alguém que tenha precisado de sangue, mas sempre tive essa curiosidade. Saber quem eu pude ajudar".

Rodrigo assistiu ao vídeo já emocionado e no final do depoimento de Brenda, ela também foi dar um abraço no doador. Era mais uma história de solidariedade e afeto ligando doador e receptor de sangue, registrada pela equipe de jornalismo da Secom. E com direito a final feliz. Logo depois do encontro com Rodrigo, Brenda ganhou alta para passar uma semana em Capanema e voltar para os braços do filho Gabriel. Na agenda do celular, leva o número de Rodrigo: seu mais novo amigo, com quem pretende passar a conversar durante suas internações. Porque gratidão e afeto também fazem um bem danado.

Um agradecimento especial aos doadores foi feito pela cantora Fafá de Belém, que estava na capital paraense para realizar um show, e também fez questão de participar da campanha. "Eu estava fora da cidade e quando cheguei a Belém, abri os jornais e vi que o estoque de sangue do Hemopa estava baixo, eu na hora pensei que queria ajudar de alguma forma", disse.

A assessoria de comunicação da cantora entrou em contato com o secretário de Comunicação, Daniel Nardin, que imediatamente incluiu uma participação da Fafá nos vídeos produzidos pela Secom. Fafá foi pessoalmente e de forma voluntária à sede do Hemopa agradecer aos doadores que estavam lá. O vídeo dela, assim como os outros, serão disponibilizados na Agência Pará e na fanpage do Governo do Estado, no Facebook.


Por Syanne Neno

Quase 500 voluntários comparecem à abertura da campanha Junina no Hemopa


No período de 11 a 18 deste mês, a Fundação Hemopa realiza campanha de doação de sangue referente à quadra junina com o tema: “13 é Santo Antônio, 24 é São João, 29 é São Pedro. E todo dia é do doador. Doe sangue”. A ação estratégica faz parte da programação do “Junho Vermelho”, realizada em parceria com o “Movimento Eu Dou Sangue pelo Brasil”, que foi criado em 2014 para conscientizar cidadãos sobre a importância da doação de sangue e para incrementar o estoque do hemocentro, que desde o início do mês vem registrando evasão de até 40% no comparecimento de doadores, interferindo no atendimento de pacientes internados e nos que fazem tratamento no hemocentro.

Até as 14h30 deste sábado, 11, foram registrados quase 500 comparecimentos de doadores voluntários na sede e na unidade do Castanheira. A abertura da campanha contou com distribuição de brindes, apresentação de grupos folclóricos, com Top Ritmos e Grupo da Terceira Idade do Sesc, arrastão do Arraial do Pavulagem, palestras de alunos do Sistema de Educação do Pará, Unip e Emaús, apresentação do cantor e servidor do Hemopa Jorginho Gomes, além das Caravanas Solidárias.

A titular da Gerência de Captação de Doadores (Gecad), Juciara Farias, aposta no atendimento da população potencialmente doadora ao apelo da campanha. “Já fechamos campanhas internas nesse período com várias instituições parceiras”, disse, ressaltando a necessidade da composição constante de novas parcerias, inclusive com o corpo clínico dos hospitais de grande porte, que são os maiores beneficiados pelo sangue doado.

Para se ter ideia da diminuição do ritmo de doações, em maio de 2015 houve o registro de 6.405 coletas e em maio deste ano, 4.797 doações, o que corresponde a uma redução de 34%. Juciara Farias atribuiu essa diferença aos casos de virose, dengue, Chikungunia e zika vírus ocasionados pelo inverno amazônico deste ano, tendo em vista que essas doenças inabilitam a doação de sangue por cerca de 30 dias, em média. Isso sem contar a vacinação nacional contra H1N1, que também inviabiliza temporariamente a coleta de sangue.

Um dos parceiros que apoiam esta causa e compareceram ao Hemopa neste sábado foi o grupo de guardas da Paróquia de São Miguel Arcanjo, do bairro da Cremação, em Belém. Um deles é John Michael, 24, morador do Guamá e doador de primeira viagem. “Sou envolvido em muitas ações sociais, na igreja, na área da saúde onde trabalho como enfermeiro e a doação é mais uma maneira de ajudar ao próximo”, declarou.
A coordenadora do grupo de terceira idade do Serviço Social do Comércio (Sesc), Nerci Barroso, 58, também marcou presença no hemocentro. “Nosso grupo de idosos se reúne todos os dias no Sesc, onde realiza várias atividades físicas, culturais e sociais. Todos os anos nós participamos da campanha no Hemopa, com apresentações de dança, divulgamos a necessidade de ser um doador, de salvar vidas e até com doação de sangue”, relatou.

Aproveitando a ação e a chegada do Dia dos Namorados, a estudante Sabriny Hertel, 20, tipo sanguíneo A Positivo, tomou coragem e contou com o apoio do namorado, que a acompanhou em sua primeira doação. “Ouvi o apelo na mídia falando da necessidade e resolvi me candidatar novamente e ajudar. Eu já senti essa necessidade de perto, meu pai foi salvo graças às transfusões de sangue, por isso agora eu quero ajudar a salvar outras pessoas”, emocionou-se a jovem.

A ação, que vai até o próximo sábado, 18, ainda terá, no dia 14, apresentação do cantor Pinduca. E no decorrer da semana, mais caravanas com alunos do Centro de Educação Integrada (CEI), Comunidade Católica Shalon, Chicleteiros e Emaús, Associação de Mulheres de Negócios de Ananindeua, Hospital Santa Casa, Detran, Unidade de Saúde do Benguí, Ribeiros Todos Juntos e Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias/Mãos que Ajudam.

Serviço:A Fundação Hemopa fica na Trav. Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e a Estação de Coleta Hemopa-Castanheira no térreo do Pórtico Metrópole (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa (0800 280 8118).