quarta-feira, 29 de abril de 2015

Hemopa de Castanhal promove semana da saúde aos servidores

A direção do Hemocentro Regional de castanhal, nordeste paraense, promoverá, nesta segunda-feira, 27, a IX Semana da Saúde, que se estenderá até o dia 30, na recepção central da unidade, com a finalidade de provocar maior integração e bem estar aos servidores, através de ações educativas com palestras que serão ministradas em parceria com vários órgãos daquela cidade.
A diretora da Dra Sandra Lobato conta com a participação maciça dos servidores. “Será uma semana com momentos de maior união, esclarecimento e orientações sobre saúde e bem estar. Isso é valorização daqueles que nos ajudam a construir nossa história dia a dia”, destacou.
De acordo com a programação, no dia 27, de 11h20 às 12h30, será ministrada palestra sobre “processo de envelhecimento”, abordado pelo dr. José Daniel, que faz parte Dio corpo funcional do hemocentro. Dia 28, o tema será sobre “Capacidade funcional e resiliência em idosos”, proferido pelo professor Elton Vinícius Oliveira de Sousa, da Universidade Federal do Pará (UFPA), de Castanhal.
No dia 29, o tema debatido será sobre as “Relações interpessoais e outras considerações”, conduzido pela psicóloga Juliana Lima, do Hospital Francisco Magalhães. No dia 30, haverá palestra “Pele perfeita e saudável”, ministrada pela consultora Valéria Vaz Mendes, da empresa de beleza Mary Kay. O evento será encerrado com a realização do “Dia D do servidor”, que vai oferecer vários serviços: imunização, verificação da Pressão Arterial (PA) e glicemia capilar.

Serviço: O Hemopa Castanhal espera por você na Travessa Floriano Peixoto, Alameda Rita de Cássia Conj. Maria Alice, casa B-2 e B-3. CEP: 68.740-200. Fone: (91) 3721.2986 / 3721.4008. Alô Hemopa: 0800 280 8118.

domingo, 26 de abril de 2015

Hemopa e Aspahc comemoram Dia Mundial da Hemofilia

A Fundação Hemopa e a Associação Paraense de Portadores de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (ASPAHC) promoveram na manhã deste sábado, 25, uma comemoração alusiva ao Dia Mundial da Hemofilia, na praça Batista Campos. A programação contou com atividades educativas e recreativas que conscientizaram portadores da doença e cuidadores a lidarem de forma positiva com a hemofilia.
"Decidimos comemorar em praça pública para mostrar à sociedade que a pessoa com hemofilia pode ter uma vida normal. E que estamos engajados na melhoria da qualidade de vida destes pacientes, com o apoio de uma equipe multiprofissional que proporciona tratamento intensivo e humanizado", ressaltou a médica hematologista Saide Maria Sarmento Trindade na abertura do evento, que reuniu servidores, pacientes e familiares.
A presidente do hemocentro, Ana Suely Leite Saraiva, destacou os avanços que o tratamento oferecido pelo Hemopa alcançou ao longo dos 36 anos de existência do órgão. ''Em um primeiro momento, o atendimento era feito por médicos, enfermeiros e técnicos em Enfermagem, com o uso de crioprecipitado, que, hoje, é uma forma ultrapassada de recurso terapêutico.
Atualmente, a pessoa com hemofilia é atendida por uma equipe multidisciplinar que conta com o reforço de novos profissionais da área da saúde, agregados aos que já haviam, o que ajudou a otimizar o tratamento'', explica a presidente. Ana afirma que uma das missões do Hemopa atualmente é estender as capacitações em atendimento à pessoa com hemofilia pelo interior do estado.
O fisioterapeuta e professor de Tai Chi Chuan Luiz Augusto da Costa Duarte, 30, ministrou uma aula no coreto da praça. ''O Tai Chi Chuan melhora a qualidade de vida de quem o pratica, principalmente a das pessoas com hemofilia, que precisam manter-se ativas, fortes e equilibradas. Trabalhamos a respiração, resistência mental, alongamento e movimentos das articulações'', explica Luiz.

Silvia Elenina Nascimento da Glória, 35, é mãe de João Vitor do Nascimento, 5, que recebe tratamento no Hemopa desde o primeiro ano de idade. ''Ele recebe infusão três vezes por semana e tratamento completo. Não nos falta nada. O Hemopa nos fornece todo o medicamento, tratamento e treinamento para os cuidados que devo ter com ele'', relatou.

Sespa e Hemopa formam primeira turma do curso técnico em hemoterapia

Nesta sexta-feira (24) foi realizada a cerimônia de formatura da primeira turma do curso técnico em Hemoterapia da Escola Técnica do SUS Dr. Manuel Ayres (Etsus), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sespa), em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). A iniciativa visa aprimorar a qualidade dos processos, produtos e serviços de hemoterapia, de forma a atender o usuário de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O evento teve a participação do patrono da escola, Manuel Ayres.
“Uma das coisas mais importantes do sistema de saúde, em qualquer lugar do mundo, é ter pessoal qualificado. Não adianta ter uma estrutura física e não ter pessoas competentes e comprometidas do ponto de vista ético e do ponto de vista profissional para a eficácia no serviço. O Hemopa, como um dos melhores centros de hemoterapia do Brasil, precisa ter pessoas capacitadas e competentes para que a gente possa dar ainda mais qualidade ao serviço, e esse é o papel da Etsus”, disse o médico e assessor da Sespa Hélio Franco.
Segundo o diretor da Etsus, Raimundo Sena, a escola técnica se volta para qualificação e formação dos trabalhadores que atuam no SUS. “Trabalhamos em cima de demandas, de necessidades de qualificação. O curso técnico de hemoterapia é o primeiro no Norte, de fundamental importância para a qualificação das equipes que trabalham na hemorrede estadual. Com o curso vamos melhorar o acolhimento, a resolutividade e a qualidade dos serviços prestados”, afiançou.
Além da diplomação, a programação também teve a mostra de trabalhos de conclusão dos alunos, da Etsus e do Hemopa, respectivamente. Agora são 20 profissionais com formação e experiência hemoterápica, atuantes na rede pública de saúde. O intuito foi capacitar os profissionais para o enfrentamento de situações específicas, além de intervir no processo de trabalho e aprimoramento da qualidade dos serviços.
“O curso veio agregar conhecimento dentro da nossa área. Na nossa região a função técnico de hemoterapia não era reconhecida por não existir a qualificação em nível de preparação desses técnicos, e a Etsus veio com essa missão de qualificar e melhorar o conhecimento daqueles profissionais que já trabalhavam na área como auxiliares. Esse curso veio brindar de uma forma grandiosa e reconhecer os profissionais que já estão há alguns anos na atividade. Hoje nos sentimos gratificados”, disse Fernando Brito, concluinte do curso e técnico de hemoterapia do Ophir Loyola.
Preparação - Iniciado em 2012, o curso teve 1.650 horas de carga horária, com 25 alunos inscritos, e seguiu as orientações curriculares do Ministério da Saúde, estando organizado em quatro módulos com dez áreas temáticas. Concentrou atividades teóricas, práticas e estágios nas dependências do hemocentro paraense. “Essa qualificação nos apresentou um universo mais amplo de possibilidades, aprendemos e nos especializamos ainda mais na área. Tivemos acesso a tecnologias e informações segmentadas”, disse Kátia Henriques, técnica de hemoterapia do Hemopa há 24 anos.
A metodologia de integração ensino-serviço, organizada em módulos, abrangeu os principais conteúdos da área, como cenário político, social, cultural e da educação em saúde na formação do técnico em hemoterapia e o processo de trabalho desse profissional.
Segundo a presidente do Hemopa, Ana Suely Saraiva, a qualificação é uma oportunidade ímpar. “Essa é a nossa primeira turma, e no segundo semestre teremos a segunda turma, com 22 alunos, dos quais onze já são profissionais. Já estão previstas mais duas turmas para o ano que vem”, informou. Participaram do curso profissionais de nível médio com experiência nas áreas de análises clínicas, biodiagnóstico e patologia clínica, lotados no Hemopa, Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti e hospitais Ophir Loyola, João Barros Barreto, Gaspar Vianna e Abelardo Santos.

Carla Fischer
Secretaria de Estado de Saúde Publica

Hemopa ainda enfrenta dificuldades com baixa de doadores

A Fundação Hemopa continua enfrentando dificuldades com a redução do comparecimento de candidatos à doação de sangue, neste início de ano. O período de intensas chuvas está entre os motivos da diminuição de voluntários. Durante todo o feriado de Tiradentes, quando a sede do hemocentro esteve aberta a doadores nos dias 20, 22 e 23, foram coletadas 652 doações de sangue, número que ainda ficou abaixo da meta de 300 coletas diárias.
Na manha desta sexta-feira, 24, militares voluntários do I Comando Aéreo Regional da Aeronáutica (I Comar) participaram de ação coletiva de doação de sangue na sede do hemocentro. Já na manhã deste sábado, 25, será a vez dos funcionários da empresa Dínamo participar de campanha interna realizada pela empresa em parceria com a Fundação Hemopa. Ações como essas são fundamentais para aumentar o estoque de sangue no hemocentro, que está com apenas 40% da capacidade de atendimento.
O militar José Eduardo da Silva Oliveira, que possui este tipo sanguíneo A Negativo  disse que a sensação de ajudar outras pessoas  é muito boa. “Sempre que posso estimulo colegas para reforçar o estoque do Hemopa”. O colega de farda Dilan Vitor Pereira Lobato, 20, revela que a doação voluntária sempre marcou a trajetória de doador.  “Me sinto ótimo em saber que eu estou ajudando outra pessoa, me sinto importante em contribuir”.
A gerente de Captação de Doadores, a assistente social Juciara Farias, agradece pelas doações de sangue e reitera que trata-se de um ato com objetivo nobre: salvar vidas. “A doação de sangue é gesto altruísta, solidário. E tão importante quanto a doação é a veracidade das informações prestadas ao longo do processo da triagem do candidato”, observou.
Critérios – Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto e estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três. Adolescentes de 16 e 17 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na Trav. Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18 h; e aos sábados, das 7h30 às 17 h. A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, na BR-316, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18 h; e aos sábados, das 7h30 às 17 h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280-8118.

Ações do Hemopa garantem qualidade de vida a pessoas com hemofilia

Primeiro paciente com hemofilia a fazer uma artroplastia (cirurgia do joelho) pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, o aposentado Manoel Pedro Nascimento Neves, 53, faz acompanhamento na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) há mais de 20 anos. O marajoara será um dos participantes da ação “Construindo uma Família de Apoio. Uma Abordagem Através da Atividade Física. Junte-se a nós!”, que o hemocentro promove neste sábado (25), de 8h às 12h, no coreto central da Praça Batista Campos, em comemoração ao Dia Mundial da Hemofilia, celebrado em 17 de abril.
“Queremos levar ao conhecimento da sociedade os serviços que prestamos às pessoas com hemofilia, por meio da nossa equipe multiprofissional. O estimulo da prática de atividades físicas tem reflexos na qualidade de vida e bem estar dos pacientes, bem como em sua integração e socialização”, informa a hematologista Saide Trindade, titular da Coordenação de Atendimento Ambulatorial do Hemopa.
Ainda segundo a médica, durante o evento serão reforçadas as informações sobre a importância da profilaxia com o uso do fator. A profilaxia é o tratamento preventivo que inibe hemorragias espontâneas e diminui o risco dos sangramentos graves levarem à morte, assim como reduz as lesões articulares, que são as sequelas mais comuns da hemofilia.
Procedimento - Uma das 500 pessoas com hemofilia no Pará cadastradas e em acompanhamento no Hemopa, Manoel Pedro tem a doença tipo A grave e faz uso do Fator VII. Ele descobriu a patologia aos 8 meses de vida, devido ao aparecimento de hematomas pelo corpo. “Muita coisa mudou desde que iniciei o tratamento. Ainda cheguei a tomar sangue e plasma. Hoje, com o uso do fator, a vida é outra, e posso dizer que é normal”, diz ele, que é pai de três filhos e avô de três netos.
Orientado pela médica que o atende a fazer a cirurgia, pois já apresentava sequelas nos dois joelhos, o morador do bairro Castanheira, em Belém, pensou bastante e deixou o medo de sangramentos de lado. “Eu me operei do joelho direito há cerca de um mês, e me pergunto por que não fiz isso antes. Eu me sinto muito bem, tanto que pretendo fazer do outro lado”, conta.
Agora o paciente faz sessão de fisioterapia três vezes por semana e, segundo os profissionais do setor, tem evoluído muito bem. Clana Andrade, fisioterapeuta do Hemopa, explica que a reabilitação feita por Pedro Manoel vai permitir o fortalecimento dos músculos e a retomada de alguns movimentos já comprometidos. “Ele colocou uma prótese que vai ajudá-lo no dia a dia, inclusive já não relata mais dores e, apesar do pouco tempo do procedimento, poderá fazer a cirurgia no joelho esquerdo”, informa.
O serviço de fisioterapia do Hemopa atende em média dez pacientes por dia e usa, além das técnicas convencionais, a medicina tradicional chinesa, como a acunpultura, por exemplo. “É um serviço pioneiro, um auxílio ao tratamento convencional, com resultados satisfatórios nos pacientes com hemofilia”, revela a fisioterapeuta.
Durante a manhã deste sábado, cerca de 100 pessoas, entre pacientes, familiares, servidores da equipe multiprofissional do Hemopa e profissionais de outros serviços de saúde, participarão de atividades recreativas e lúdicas, além de fisioterapia e Tai chi chuan. Haverá ainda demonstração da técnica de infusão de concentrado de fator a pacientes previamente agendados, além da distribuição de material educativo. O evento conta com o apoio da Associação Paraense de Portadores de hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (Aspahc) e da Baxter.
Ações - O evento na praça soma-se a duas outras ações do Hemopa, o lançamento do Programa Fator Decisivo, iniciativa da Federação Brasileira de Hemofilia em educação continuada, e o Programa de Descentralização da Infusão de Fator, que leva aplicação do fator para mais próximo dos pacientes, por meio da parceria com as Unidades Básicas de Saúde dos municípios.
Futuramente, o hemocentro, em parceria com a Aspahc e apoio da Novo Nordisk Haemophilia Foundantion, colocará em prática o Programa Reeduca, que objetiva descentralizar o tratamento das pessoas com hemofilia para a Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa, por meio da capacitação dos profissionais da rede de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para a hematologista e coordenadora do Programa de Hemofilia no Pará, Ieda pinto, a educação é o principal fator para o bom tratamento da hemofilia e todos os profissionais de saúde devem saber lidar com esta patologia, independente da especialidade. “Com o tratamento adequado, o portador de hemofilia tem uma vida normal, totalmente integrado à sociedade e produtivo como qualquer cidadão”, assegura.
O Brasil é o terceiro país do mundo em número de portadores de coagulopatias (enfermidades do sangue), com mais de doze mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde.
Serviço: o ambulatório de pacientes funciona na sede do Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 17h. Os interessados também podem obter mais informações pelo Alô Hemopa, 0800-2808118. A Aspahc funciona na Rua Abaetetuba, 115, no Conjunto Médici I, Marambaia. Contatos com a presidente, Cristiane Oliveira (98864-4407 e 981230-014), ou com a gerente financeira, Nelma de Castilho Gomes (98015-9633).

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Concluintes do curso técnico em hemoterapia recebem certificados

Vinte profissionais com experiência hemoterápica, atuantes na rede pública de saúde, participam da formação da primeira turma do curso técnico em hemoterapia no Pará, nesta sexta-feira (24). A iniciativa da Escola Técnica do Sistema Único de Saúde Dr. Manuel Ayres (Etsus), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sespa), em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), visa aprimorar a qualidade dos processos, produtos e serviços de hemoterapia, de forma a atender o usuário de acordo com os princípios do SUS. A programação inclui mostra de trabalhos de conclusão dos alunos e diplomação, às 9h e às 16h, na Etsus e no Hemopa, respectivamente.
O curso, organizado em quatro módulos, com dez áreas temáticas, concentrou atividades teóricas, práticas e estágios nas dependências do hemocentro paraense, instituição que apresenta o maior número de participantes, 17 no total. Entre os meses de maio de 2012 a abril de 2015, vários profissionais da fundação ministraram 1.650 horas de atividades curriculares orientadas pelo Ministério da Saúde.
Um dos concluintes do curso, o auxiliar em hemoterapia Fernando Brito, fará uma homenagem aos mestres na solenidade de formatura. Segundo ele, este era um anseio de todo profissional da área que trabalha no Hemopa. “Hoje podemos dizer que temos uma formação, e nossa certificação tem reconhecimento nacional. Isso é muito gratificante. Somos fruto das primeiras turmas de formação preparadas pelo Hemopa e temos o privilegio de participar dessa primeira turma na região Norte”, diz.
A oradora da turma, Cátia Henriques, comemora a oportunidade. “Só tivemos a ganhar, pois para a gente que ama a hemoterapia, essa conquista é muito importante”, ressalta.
Socorro Cardoso, hematologista e assessora técnica do Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hemopa, setor responsável pela condução do curso no órgão, informa que o hemocentro vem buscando ainda mais todas as linhas de conhecimento, qualificação e reciclagem pela parceria com a Etsus, inclusive com a expansão para a hemorrede estadual. “A importância dessa formação para profissionais e usuários está na constante qualificação e no reconhecimento de um trabalho capacitado, que reflete excelência e segurança dos produtos oferecidos”, destaca.

Melhorar o acolhimento, qualificar o atendimento e dar maior resolutividade na hemorrede estadual são os principais ganhos trazidos pelo curso, segundo o diretor da Etsus, Raimundo Sena. Ele reforça que a missão da escola está direcionada para a formação de recursos humanos em nível técnico correspondente às necessidades do sistema de saúde, visando sua inserção e melhor desempenho no exercício de suas atividades profissionais.
Além de servidores da Fundação Hemopa, participaram do curso profissionais lotados no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, hospitais Ophir Loyola, Universitário João de Barros Barreto, de Clínicas Gaspar Vianna e Abelardo Santos. Todos com experiência nas áreas de análises clínicas, biodiagnóstico e patologia clínica. Uma segunda turma do curso técnico em Hemoterapia, com 22 participantes já está em andamento.

O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos. Alô Hemopa: 0800-2808118. A Etsus está localizada na Rua Cônego Jerônimo Pimentel, 207, no Umarizal. Informações: (91) 3202-9300.

Hemopa comemora Dia Mundial da Hemofilia na Praça Batista Campos

A Fundação Hemopa fará uma programação alusiva ao Dia Mundial da Hemofilia (17 de abril) neste sábado, 25, de 8h as 12h, na Praça Batista Campos. Pautado no tema “Construir uma família de apoio”, o evento contará com a promoção de atividades recreativas e lúdicas, além de fisioterapia e Tai chi chuan. Durante toda a manhã haverá demonstração da técnica de infusão de concentrado de fator a pacientes previamente agendados, além da distribuição de material educativo ao público.
A hematologista e hemoterapeuta Iêda Pinto, que é responsável pelo Programa de Coagulopatias no Hemopa, convida profissionais, portadores de hemofilia, familiares e a população em geral para participar da programação. ‘’Queremos levar informações sobre a hemofilia e as formas de tratamento ao maior número de pessoas, possível”, comentou, ressaltando que o Pará tem a quinta maior população de hemofílicos do País. Atualmente, cerca de 500 pacientes estão cadastrados no Hemopa  e com atendimento ativo.
Segundo a Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), que está apoiando as ações no Estado, juntamente com a Associação Paraense de Portadores de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (Aspach), no Brasil existem cerca de 12 mil pessoas com hemofilia. Referência para diagnóstico e tratamento da doença, o Hemopa oferece atendimento especializado com equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fisiatras, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e técnicos em enfermagem
As comemorações pelo Dia da Hemofilia se estendem pela hemorrede. O Hemocentro Regional de Castanhal (HRC), comemorou a data no último dia 16, com palestras sobre o tema, ministradas pela diretora técnica da unidade, Dra. Sandra Lobato, e pelo médico Jediel Bitencourt.
O Hemocentro Regional de Marabá (HRM) também promoveu evento comemorativo no dia 17, no auditório do campus local da Universidade Estadual do Pará (UEPA), onde foi ministrada palestra para esclarecer as dúvidas da população sobre a doença. O evento foi conduzido pelo diretor técnico do hemocentro, Dr. Fernando Monteiro, e pela médica Socorro Leão, juntamente com profissionais de fisioterapia, odontologia e psicologia do Hemopa Marabá. A solenidade contou a presença de pacientes hemofílicos e familiares. Todas as ações tiveram apoio da FBH e da Aspach.
O que é Hemofilia
É uma doença hereditária, hemorrágica, que leva à perda de mobilidade do paciente. Ela se caracteriza pela deficiência quantitativa e/ou qualitativa de Fator VIII (hemofilia A) ou de Fator IX (Hemofilia B). O tratamento profilático corresponde à reposição destes fatores ausentes no organismo, de maneira periódica e ininterrupta, em longo prazo, iniciada antes ou após ocorrência do primeiro sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose).

Serviço: O ambulatório de pacientes funciona na sede do Hemopa, localizada à Travessa Padre Eutíquio, nº 2.109, de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 17h. Os interessados também podem obter mais informações pelo Alô Hemopa (0800 280 8118). A Aspach funciona na Rua Abaetetuba, nº 115, Conjunto Médici I, bairro da Marambaia. Contatos com a presidente Cristiane Oliveira (9 8864-4407 / 9 8123-0014) ou com a gerente financeira Nelma de Castilho Gomes (9 8015-9633).

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Etsus forma primeira turma do curso técnico em hemoterapia

A Escola Técnica do SUS Dr. Manuel Ayres (Etsus) formará, nesta sexta-feira, 24, a segunda turma do curso Técnico em Hemoterapia promovido em parceria com a Fundação Hemopa. O intuito é capacitar os profissionais para o enfrentamento de situações específicas, além de intervir no processo de trabalho e aprimoramento da qualidade dos serviços.
Iniciado em 2012, o curso teve 1.650 horas de carga horária, com 25 alunos inscritos. O curso seguiu as orientações curriculares do Ministério da Saúde, estando organizado em quatro módulos com dez áreas temáticas.
A metodologia de integração ensino-serviço, organizada em módulos, abrangeu os principais conteúdos da área, como cenário político, social, cultural e da educação em saúde na formação do técnico em hemoterapia e o processo de trabalho desse profissional. 
Participaram do curso profissionais de nível médio com experiência nas áreas de análises clínicas, biodiagnóstico e patologia clínica, lotados no Hemopa, Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti e Hospitais Ophir Loyola, João Barros Barreto, Gaspar Vianna e Abelardo Santos. A finalização do curso se dará por meio da mostra de trabalhos de conclusão dos alunos.

Hemopa garante transporte para doadores voluntários de sangue

A Caravana Solidária é mais um serviço que a Fundação Hemopa oferece ao voluntariado para facilitar o acesso à doação de sangue à comunidade, na sede do hemocentro. O transporte é feito em um micro-ônibus com capacidade para 30 pessoas, que podem ser doadores da sociedade civil organizada e instituições públicas ou privadas. A última campanha que teve o apoio da caravana mobilizou colaboradores do Hospital Galileu, reunindo cerca de 100 voluntários, divididos em quatro grupos, que ajudaram a salvar centenas de vidas.
Os interessados em firmar parceria com o hemocentro podem entrar em contato com a Gerência de Captação de Doadores, de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h, e aos sábados, até às 17h, tendo em vista que o transporte tem que ser agendado previamente para atender satisfatoriamente a demanda dos candidatos à doação voluntária de sangue.
Segundo a assistente social do Hemopa Lilian Bouth, a participação dos grupos é cada vez mais presente nas ações de mobilização e estímulo à doação, além de multiplicar as informações necessárias para captar novas pessoas para a prática do ato solidário. Atualmente o hemocentro atende milhares de pacientes internados em cerca de 220 hospitais no Pará.
“É de fundamental importância que toda a sociedade assuma o compromisso com a doação de sangue, para que assim o Hemopa possa restabelecer o estoque e suprir com sangue de qualidade e em quantidade as solicitações da rede hospitalar”, observa ela, sugerindo a reunião de amigos para a doação de sangue. “Faça um programa de fim de semana solidário, por exemplo”, frisa.
Exemplo - Jane Ramos Moreno, 40, assistente social e responsável pelo Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital Galileu, conduziu as ações para a Caravana Solidária ao agendar a campanha. “A ação foi muito positiva, e os profissionais sentiram-se úteis em colaborar. Precisamos pensar coletivamente e praticar o slogan da doação, seja para um amigo, um familiar ou simplesmente para um desconhecido. O que importa é fazer o bem”, reforça.
Lilian Bouth evidencia a importância da parceria com a sociedade. “A Fundação Hemopa faz um apelo à população em geral a comparecer à sede do hemocentro ou à Estação de Coleta Hemopa-Castanheira, independente de época, pois todos os dias tem gente precisando de transfusão para sobreviver”, destaca, lembrando que o estoque estratégico ainda enfrenta significativa redução no número de bolsas coletadas diariamente, especialmente no período chuvoso, que acaba interferindo no acesso ao serviço.
O aumento do número de leitos hospitalares, cirurgias e transplantes de órgãos exige maior consumo de sangue. “Temos que equilibrar a demanda e a oferta”, explica a assistente social. Por isso Lilian diz que é importante incentivar amigos da escola, faculdade, clube ou igreja a praticar o ato de solidariedade que ajuda a salvar vidas.
Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto e estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal.
O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e funciona para coleta de sangue de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira funciona no mesmo horário e fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, no acesso ao shopping Castanheira, na BR-316. Mais informações pelos telefones 0800-2808118, 3242-9100 e 3224-5048.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Sociedade contribui com a doação voluntária de sangue no Hemopa

Vários grupos da sociedade civil organizada deram sua contribuição à doação voluntária de sangue no sábado (18), na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). Destaque para os integrantes de clubes de motociclistas do Pará, mobilizados pelo Pará Moto Clube e os funcionários da empresa Dínamo. Juntos, eles ajudaram a compor um movimento de 301 comparecimentos, com a coleta de 229 bolsas de sangue, na sede do hemocentro e na Estação de Coleta Hemopa Castanheira. As doações darão suporte à atividade transfusional durante o feriado de Tiradentes e ao estoque de sangue do Hemopa, que sofre baixa de 50%.
Antigo parceiro da Fundação Hemopa, o Pará Moto Clube (PMC) conta com 40 integrantes e estimula a doação de sangue por meio da ação Motociclista Sangue Bom, que normalmente é realizada no mês de novembro, mas foi adiantada em virtude das poucas doações. A mobilização também foi feita junto aos motoclubes Semeadores da Amazônia, Malas do Asfalto, Feras do Asfalto, Tebanos, Medievais da Amazônia e Araras de Aço.
Danilo Lima, 39, presidente do PMC há dois anos, é doador de sangue tipo A Positivo há alguns anos e efetivou sua oitava doação. “Fizemos contato com os demais grupos e todos atenderam imediatamente enviando participantes. A importância é grande. Temos consciência de que a doação de sangue salva vidas, por isso ajudamos”, afirma Danilo Lima, que também é cadastarado como doador de medula óssea.
A comerciante do bairro de Canudos, Ivanete Alves de Araújo, 46, fez parte do voluntariado que atendeu ao apelo do PMC. Ela é presidente do Feras do Asfalto, motoclube que reúne apenas mulheres e fez sua quinta doação. Do tipo sanguíneo O Positivo, ela é doadora há mais de dois anos. “É gratificante e não tem preço. Fico realmente muito emocionada. É muito bom fazer o bem”, declara a motociclista.
Desde a primeira edição, as ações realizadas pela Dínamo, empresa de instalações e manutenções elétricas, já contabilizaram mais de 200 doações. Esta é a primeira campanha de 2015 e integra o cronograma de responsabilidade social e qualidade de vida da Dínamo.
Há seis meses em Belém, o técnico em Segurança do Trabalho da empresa, o baiano Jorge dos Santos Franco, 26, doa sangue há mais de cinco anos. “A importância deste ato está em ajudarmos aquele que não estamos vendo. Muitos só agem quando conhecem alguém que precisa, mas não sabemos quando isso vai acontecer. Vi várias reportagens e muitas pessoas precisam”, opina o voluntário.
O eletricista da Dínamo, Marcílio Almeida Costa, 32, é doador há 15 anos. De uma família de doadores voluntários, ele iniciou na doação de sangue para ajudar um vizinho que estava hospitalizado. “Ajudar o próximo é um gesto de amor. Saber que vou ajudar a salvar vidas é uma das coisas mais importantes”, assegura o jovem.
Para a assistente da Gerência de Captação de Doadores (Gecad) do Hemopa, Aparecida Salgado, a organização da sociedade civil é de fundamental importância para a causa da doação voluntária de sangue. “Destacamos o papel de cada um desses grupos na mobilização, sensibilização e orientação de voluntário, que muito tem contribuído com a missão institucional da Fundação Hemopa. É uma via de mão dupla, a sociedade comparece para doar e o hemocentro devolve um produto de qualidade para quem precisa”, informa a servidora.
Integrantes do grupo Terço dos Homens da Paróquia São Geraldo Magela, do bairro Distrito Industrial, em Ananindeua, os amigos do grupo Doador de Vidas, os voluntários do Instituto Áster e os torcedores do Corinthians, pela campanha Sangue Corithiano, que encerra hoje, também compareceram à sede do Hemopa e contribuíram com a doação voluntária de sangue.
Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto e deve estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três. Adolescentes de 16 e 17 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal.
Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.

Serviço:
A Fundação Hemopa fica na Trav. Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, no acesso ao Castanheira Shopping, no Km 1 da BR-316, e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280-8118.

sábado, 18 de abril de 2015

Hemopa terá horário diferenciado para coleta de sangue no feriadão

O serviço de coleta de sangue da sede da Fundação Hemopa funcionará, excepcionalmente, de 7h30 às 17h, na próxima segunda-feira, 20. No dia 21, feriado de Tiradentes, o expediente será facultado. A Unidade de Coleta Hemopa Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, Km 01, não funcionará nos dias 20 e 21. No entanto, o atendimento transfusional permanecerá em funcionamento 24h. A meta de coleta no dia 20 será de 250 doações.
O hemocentro ainda enfrenta significativa redução de aproximadamente 50% no comparecimento de doadores, por conta do período chuvoso, que dificulta o acesso ao serviço, além do aumento de casos de viroses, que inabilitam temporariamente a doação de sangue.
Para a gerente de Captação de Doadores, a assistente social Juciara Farias, o papel do corpo clínico da rede hospitalar é decisivo para sensibilização de familiares e amigos de pacientes. “A doação deveria ser proporcional ao atendimento transfusional. Mas, infelizmente, não é”, ressaltou, afirmando que tem hospital de grande porte que realiza uma média mensal de 1.500 procedimentos transfusionais, mas que não encaminha nem 20% de voluntários para suprir estoque de sangue.
O crescimento do número de leitos, de cirurgias e de transplante de órgãos também é apontado pela técnica como fator que provoca a maior necessidade de transfusão. “Temos que conseguir o equilíbrio entre a demanda e a oferta. E isso não cabe somente ao hemocentro, mas sobretudo, à população potencialmente doadora”, observou, enfatizando que ao Hemopa cabe garantir um produto final com qualidade, mas o sangue só pode ser disposto pelo voluntariado.
Diante das dificuldades enfrentadas eventualmente por candidatos à doação, quando do acesso aos serviços na sede do Hemocentro, Juciara Farias informa que o Hemopa oferece a “Caravana Solidária”, que é um micrôonibus com capacidade para 30 pessoas, que pode ser devidamente agendado para assegurar transporte para grupos de doadores. “Pode ser grupo de amigos ou famílias ou colegas de trabalho. Atendemos a sociedade civil organizada interessada em salvar vidas com a doação de sangue”.
Os interessados em compor essa parceria devem entrar em contato com o Hemopa pelo telefone 3224-5048, de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h; e aos sábados até as 17h.
Campanhas
Neste sábado, 18, a sede do Hemopa receberá voluntariado do Pará Moto Clube e da empresa Dínamo, durante todo o dia. As ações têm o objetivo de reforçar o estoque de sangue do hemocentro, visando as necessidades transfusionais do feriado prolongado de Tiradentes.
Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto e deve estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três. Adolescentes de 16 e 17 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal.
Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.

Serviço:
A Fundação Hemopa fica na Trav. Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, na BR-316, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17 h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280-8118.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Educação é fator decisivo para a qualidade de vida de pessoas com hemofilia

Até o final deste ano a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) colocará em prática o Programa Reeduca, que objetiva descentralizar o tratamento das pessoas com hemofilia para a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência, por meio da capacitação dos profissionais da rede de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS). A notícia foi dada durante o lançamento do Programa Fator Decisivo, que reuniu mais de 100 participantes, entre pacientes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde, no auditório do Hemopa, na quinta-feira (16).
Iniciativa inovadora da Federação Brasileira de Hemofilia (FBH) em 14 hemocrentros brasileiros, O Fator Decisivo é um programa de educação continuada, que visa alcançar mais de 12 mil pessoas portadoras de hemofilia no Brasil. No Pará, mais de 500 pessoas são cadastradas no hemocentro, a 5ª maior população do país. O evento marcou a abertura das comemorações pelo Dia Mundial da Hemofilia, celebrado em 17 de abril.
A diretora Técnica do Hemopa Ana Luiza Meireles destacou que a preocupação com as pessoas com hemofilia deve ser educativa e a longo prazo. Segundo ela, atualmente, a patologia é controlável e previnível graças às ações dos hemocentros que cumprem os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. “Isso vem ao encontro do tema do evento de hoje: conhecer, educar e prevenir. A profilaxia é uma realidade e a melhoria de vida dos pacientes depende de cada um (dele próprio, de familiares, e de profissionais de saúde”, afirmou a médica.
Christianne Costa, presidente da Aspahc, disse que a estrutura governamental dá oportunidade ao cidadão de participar do controle social em diversas áreas da sociedade, que no caso em questão é a saúde. “Trazer esse programa foi uma conquista da associação com o apoio do Hemopa, junto À FBH, uma vez que somente 14 estados foram contemplados e o Pará é um deles. Hoje o paciente participa e é importante que ele participe desse processo. E a gente precisa informar e levar conhecimentos para os familiares”, destacou.
Uma das pacientes que conquistaram mais conhecimento sobre a patologia foi a jovem Jéssica dos Anjos, 22 anos. Ela tem hemofilia tipo B grave e faz acompanhamento no Hemopa desde os seis meses de idade, agora com infusão do Fator IX por demanda. A moradora do bairro Una é a única mulher com deficiência de fator em tratamento no hemocentro, uma vez que o sexo feminino é apenas portador da doença. Contra todos os prognósticos, Jéssica dos Anjos se casou, tem dois filhos, uma menina de 4 anos  e um menino, também com hemofilia, de 1 anos e 2 meses, e vive normalmente.
“Sempre ouvi que não passaria dos 9 anos, depois da primeira menstruação, depois dos 15 anos e que depois não poderia ter filhos.Mas isso nunca foi um empecilho pra mim. Sempre fiz o que gosto, ia pras festas, me divertia. Nunca deixei de levar uma vida normal. Acho bom eventos como esse, pois ajudam quem está começando agora e precisa de toda informação e suporte que puder”, avalia.
As comemorações alusivas ao Dia Mundial da Hemofilia, em Belém, incluem ainda uma programação agendada para o próximo dia 25, das 8h às 12h, na Praça da Batista Campos, que tem como tema “Construir uma família de apoio”. Durante a ação serão desenvolvidas atividades de fisioterapia, Tai chi chuan, recreativas e lúdicas aos presentes. O evento contará ainda com demonstração da técnica de infusão de concentrado de fator, além da distribuição de material educativo.
Reeduca-O programa terá o apoio financeiro da Novo Nordisk Haemophilia Foundation (HFHF), entidade sem fins lucrativos, criada em 2005, que apóia iniciativas como essa em mais de 60 países em desenvolvimento. No Pará, o Reeduca contará com a parceria da Associação Paraense de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias.
A ideia é fazer a cobertura do Estado todo, facilitar e aproximar o tratamento a estes pacientes e evitar o deslocamento que muitas vezes dificulta o tratamento por conta da falta de capacitação dos profissionais da área da saúde e/ou da baixa condição social do mesmo. As ações se dividirão em cinco pólos, escolhidos pelo Hemopa por mapeamento das demandas dos pacientes: Belém, Marabá, Santarém, Altamira e Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó, que receberão profissionais da região mais próxima para realizar a capacitação.
“Poderemos construir um perfil sócio econômico do paciente, saber qual a suas realidades e qual atendimento precisam. Isso auxiliará na melhora do atendimento. Esse é um projeto piloto, que o Pará implantará e será modelo para outros hemocentros”, enfatizou Ieda Pinto, medica hematologista do Hemopa e coordenadora do Programa de Hemofilia no Estado.
Serviço: O ambulatório de pacientes funciona na sede do Hemopa, localizada à Travessa Padre Eutíquio, nº 2.109, de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 17h. Alô Hemopa: 0800 280 8118.
Aspahc funciona na Rua Abaetetuba, 115, Conjunto Médice I, Marambaia. Contatos: presidente Cristiane Oliveira (8864-4407/81230014) e gerente financeira Nelma de Castilho Gomes (8015-9633).

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Lançamento de programa nacional da FBH antecipa comemorações pelo Dia Mundial da Hemofilia


Antecedendo as comemorações pelo Dia Mundial da Hemofilia (17 de abril), a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) promove nesta quinta-feira, 16, das 9h às 12h, no auditório do órgão, o lançamento do Programa Fator Decisivo. A ação é uma iniciativa da Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), que inova ao implantar esse programa de educação continuada, destinado a atender cerca de 12 mil pessoas portadoras da doença no País. No Pará, mais de 500 pessoas são cadastradas no hemocentro.
O lançamento do “Fator Decisivo” será encampado por 14 hemocentros brasileiros que são referências estaduais em coagulopatias. Segundo a presidente da FBH, Tânia Maria Onzi Pietrobelli, o programa deve ter a contrapartida dos Estados, que precisam levá-lo ao conhecimento da população, em especial, dos pacientes hemofílicos. Ele ressaltou que a partir da educação estas pessoas passam a exercer o auto cuidado, que é a única forma de ter autonomia, independência e de não sobrecarregar o serviço público, desonerando o Estado e, principalmente, permitindo vida plena e a participação na construção de seu País. “Desejamos que o Pará, pela sua dimensão, possa ser uma referência para o Brasil. Esse programa foi construído pela FBH com muito esforço e dedicação em cada detalhe para que realmente levasse a informação correta a quem precisa”, declara.
Atualmente mais de 500 pessoas estão cadastradas e recebem acompanhamento no hemocentro paraense. Dessas, 392 apresentam hemofilia tipo A e 109 hemofilia tipo B. Referência no atendimento de pacientes portadores de patologias do sangue, o Hemopa possui uma equipe multidisciplinar - composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fisiatras, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e técnicos de enfermagem - e oferece tratamento especializado não apenas para pessoas com hemofilias, como a pacientes com outras coagulopatias.
Um dos pacientes cadastrados e acompanhados pelo Hemopa é o jovem Francisco Bismark Rodrigues da Silva, 25, que iniciou o tratamento de hemofilia aos dois anos de idade no hemocentro de Goiânia, e desde 2006 faz acompanhamento em Belém. Atualmente, ele vem ao hemocentro uma vez por ano para a realização de consultas e exames. “Há dois meses faço autoinfusão do Fator VIII recombinante, por demanda. Sempre tive vontade de fazer a auto aplicação. Recebi orientações sobre a técnica de infusão em um evento na Fundação. Pego o medicamento aqui, e em casa, com a ajuda da minha esposa, faço o procedimento”, esclarece.
Estudante do curso Técnico em Meio Ambiente, Francisco é estagiário numa empresa de mineração e em breve iniciará o tratamento profilático com o Fator VIII recombinante. “Sei que é um excelente tratamento e vai me trazer mais qualidade de vida”, ressalta o jovem.
O lançamento do programa "Fator Decisivo" conta com apoio da Associação Paraense de Portadores de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (Aspah) e da Novo Nordisk Haemophilia Foundation e Baxter. As comemorações alusivas ao Dia Mundial da Hemofilia, em Belém, incluem ainda uma programação agendada para o próximo dia 25, das 8h às 12h, na Praça da Batista Campos, que tem como tema “Construir uma família de apoio”. Durante a ação serão desenvolvidas atividades de fisioterapia, Tai chi chuan, recreativas e lúdicas aos presentes. O evento contará ainda com demonstração da técnica de infusão de concentrado de fator, além da distribuição de material educativo.
Programação Fator Decisivo
O evento será aberto às 9h, pela diretora Técnica do Hemopa, Ana Luiza Meireles. Na sequência haverá vídeoaula com a médica Nívia Foschi, seguida por palestra com a médica Iêda Pinto, responsável pelo Programa de Hemofilia no Pará, que falará sobre “Protocolos de saúde no tratamento da hemofilia”. Na sequência, a psicóloga da Fundação Hemopa, Gecila Amoedo da Cunha Rubim, discorrerá sobre "Abordagem Integral à Pessoa com Hemofilia", e a presidente da Aspahc, Christianne Costa, sobre “O papel do controle social nas conquistas pelo tratamento de hemofilia no Brasil e no Pará".
Hemofilia
A hemofilia é uma doença hereditária, hemorrágica, que leva à perda de mobilidade do paciente. Ela se caracteriza pela deficiência quantitativa e/ou qualitativa de Fator VIII (hemofilia A) ou de Fator IX (Hemofilia B). O tratamento profilático corresponde à reposição destes fatores ausentes no organismo, de maneira periódica e ininterrupta em longo prazo, iniciada antes ou após ocorrência do primeiro sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose).
Serviço: O ambulatório de pacientes funciona na sede do Hemopa, localizada à Travessa Padre Eutíquio, nº 2.109, de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 17h. Alô Hemopa: 0800 280 8118.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Hemopa alerta para o baixo número de doadores de sangue

“Peço que as pessoas tenham consciência na vida e venham aqui doar para quem precisa como eu”. O apelo é de Divalda Duarte Martins, 43 anos, moradora do município de Cametá, no nordeste paraense. Paciente da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), onde faz acompanhamento de doença falciforme há mais de 20 anos. Ela esteve no hemocentro nesta terça-feira, 14, para repor sangue em virtude de um procedimento cirúrgico.
A cametaense soma-se a centenas de pacientes atendidos pelo hemocentro em mais de 200 hospitais paraenses. Esse acompanhamento, no entanto, corre sérios riscos de comprometimento dada a necessidade de priorizar o atendimento da demanda transfusional, já que a Fundação ainda enfrenta queda de 50% no estoque de sangue. A maior necessidade de reposição é dos tipos “A Positivo” e “O Positivo”, presentes em 80% da população do Estado. Na última segunda-feira, o movimento na sede do Hempoa e na Estação de Coleta no Shopping Castanheira foi de 231 comparecimentos e 181 coletas. Número bem abaixo do ideal, que seria em torno de 250 coletas.
Juciara Farias, titular da Gerência de Captação de Doadores (Gecad) do Hemopa, alerta para a aproximação de outro feriado, o que, segundo ela, poderá restringir ainda mais o comparecimento de voluntários. As constantes chuvas e viroses são outras dificuldades identificadas pelo setor. “Chamo a atenção principalmente de familiares e amigos de pacientes internados na rede hospitalar estadual. Se cada paciente encaminhasse um doador, teríamos um equilíbrio entre a oferta de doadores e a demanda de pacientes”.
Exemplo – Inaugurado há um ano, o Hospital Galileu, em Ananindeua, já dá o exemplo de compromisso com a causa da doação voluntária de sangue. A instituição organizou uma campanha de doação entre os colaboradores do hospital. Coordenada pelo Grupo de Humanização no Trabalho, a ação reuniu, em quatro dias dos meses de março e abril, a coleta de 54 bolsas de hemocomponentes. O grupo tem acesso aos serviços com a disponibilidade da “Caravana Solidária” do Hemopa, que transporta esses voluntários em micro-ônibus com capacidade para 30 pessoas.
Uma das colaboradoras voluntárias foi a enfermeira da Clinica Médica do HG, Nair Cláudia. Doadora do tipo sanguíneo “A Positivo”, ela doou sangue pela terceira vez. Todas de forma espontânea. Agora, no entanto, ela realizou o ato solidário na companhia dos colegas de hospital. “É gratificante. Sabemos da importância que cada bolsa de sangue tem quando um paciente precisa, por isso estamos aqui contribuindo”, afirma.
Quem pode doar sangue?
Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto e estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher, a cada três. Adolescentes de 16 e 17 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal. Para fazer o cadastro de doadores de medula óssea, o candidato deve estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e portar documento de identidade original e com foto.

A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e faz coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h; e aos sábados, das 7h30 às 17h. A Estação de Coleta Hemopa Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, no acesso ao shopping Castanheira, na BR-316, e funciona nos mesmos horários. O “Alô Hemopa” atende pelo número 0800-2808118.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Hemopa e ETSUS preparam a segunda turma de técnicos em hemoterapia.

Aperfeiçoamento profissional e melhoria no atendimento ao público, estes são alguns dos principais objetivos do curso Técnico em Hemoterapia, promovido pela Escola Técnica do Sistema Único de Saúde/Pará (ETSUS/Pa), em parceria com a Fundação Hemopa. A primeira turma se formará no dia 24 deste mês, e a segunda, concluirá o curso no final deste ano.

Na manhã desta terça-feira, 14, os 22 alunos da segunda turma, que é composta por servidores que atuam na área da saúde, assistiram aula teórica sobre “Medicina Transfusional e Hemoterapia”, ministrada pela médica Socorro Cardoso. Do total de alunos, 16 são do Hemopa.  Interessados na capacitação, devem aguardar o edital que é publicado no Diário Oficial do Estado.

A técnica em enfermagem da Agência Transfusional (AT), de Bragança, que é atendida pelo Hemonúcleo de Capanema Henca), que está subordinado ao Hemocentro Regional de Castanhal (HRC), e servidora pela Secretaria de Saúde (SESPA), Jane Maria Pereira Castro Santana, 41, é uma das alunas. Servidora do Município e do Estado há 18 anos, ela explica que os cursos são importantes para o crescimento profissional e melhoria do atendimento no serviço público. ‘’Aprofundamos nossos conhecimentos no curso. O conhecimento que tínhamos era somente operacional, mas, agora, sabemos a finalidade teórica dos procedimentos que adotamos. Ganha o servidor com a valorização que recebe e a população com a melhoria dos serviços’’, comenta Jane.

‘’A preocupação em assumir os compromissos, desenvolver o trabalho de forma transparente e acessível, são fatores determinantes para o público ser o maior beneficiado. Importante perceber o retorno de cada cidadão, a satisfação de estar no Hemopa, porque acredita no trabalho e na capacidade de toda a equipe’’, afirma a médica, professora do curso e titular do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEPES) do Hemopa, Socorro Cardoso.

Hemopa facilita adesão de pessoas com hemofilia ao tratamento preventivo

Com a finalidade de manter e aumentar a adesão de pessoas com hemofilia ao tratamento profilático com o uso do fator, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) desenvolveu o “Programa de Descentralização do Atendimento no Tratamento da Pessoa com Hemofilia”. A ação pioneira integra o serviço da Coordenação de Atendimento Ambulatorial (Coamb) do hemocentro às Unidades Municipais de Saúde (UMS), garantindo qualidade de vida e o direito de pacientes com problemas sociais e econômicos ao acompanhamento mais adequado.
A primeira experiência do programa foi feita na semana passada com a família do pequeno Edgar da Costa, 3 anos, morador do bairro Maguari, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB). O menor tem hemofilia tipo A grave e faz acompanhamento no Hemopa com profilaxia primária (procedimento preventivo indicado para pacientes com até três anos de idade), através da infusão do Fator VIII duas vezes por semana, um dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, que incluem ainda a profilaxia secundária (indicado para pacientes maiores de quatro anos de idade) e a Terapia de Indução de Imunotolerância.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem mais de doze mil pessoas com hemofilia A e B. No Pará, mais de 500 pessoas estão cadastradas e fazem acompanhamento no Hemopa, seja ele profilático ou de urgência. A enfermeira do atendimento à Hemofilia da Coamb, Marilda Souza, informa que 17 pacientes fazem a profilaxia primária e cerca de 100 pacientes, a profilaxia secundária.
“O usuário é liberado para levar as doses de fator para casa, conforme avaliação das condições que fazemos dele e dos familiares. O procedimento poder ser realizado em casa ou em uma Unidade Básica de Saúde, como propomos agora”, explica a técnica.
No Maguari, uma equipe de quatro servidoras, composta por enfermeira, psicóloga, assistente social e técnica em Enfermagem visitou a casa de Edgar Costa e a Unidade Municipal de Saúde Dr. Celso Leão, onde 17 profissionais e os familiares do paciente assistiram a palestras e receberem orientações sobre hemofilia e demonstração da técnica de indução do fator.
Gecila Rubin, psicóloga do ambulatório do Hemopa, reforça que a possibilidade de fazer a infusão do fator em uma UMS, UBS ou UPA, não desobriga os pacientes de continuarem o acompanhamento com a equipe multidisplinar na sede do hemocentro. “Eles devem continuar vindo às consultas marcadas e comparecer às outras atividades que também fazem parte dos tratamentos deles”, afirma.
Para Marilda Souza, a atividade foi muito bem avaliada pelos profissionais da UMS. “Eles foram bastante receptivos e se colocaram a disposição para armazenar e aplicar o fator. O Edgar vai poder fazer a infusão do fator próximo de casa, sem prejuízo ao tratamento e nós faremos o monitoramento junto à unidade e aos familiares”, declara.
Data – Em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, celebrado na próxima sexta-feira (17), a Fundação Hemopa lança na quinta-feira (16) o Programa Fator Decisivo, iniciativa inédita em educação continuada da federação Brasileira de Hemofilia (FBH), em 14 hemocentros brasileiros que reunirá profissionais, familiares, cuidadores e pessoas com hemofilia, para assistir à palestra “Forma de Conviver coma Hemofilia”, às 9h, no auditório do Hemopa. Já no Dia 25, a equipe multidisplinar da Coamb, estará a partir de 8h, na Praça Batista Campos, com a ação “Construindo uma Família de Apoio. Junte-se a nós! Uma Abordagem Através da Atividade Física”, com pacientes, profissionais, familiares, em atividades informativas, lúdicas e sociais.
A hemofilia é uma doença hemorrágica, de herança genética, que leva à perda de mobilidade do paciente. Ela se caracteriza pela deficiência quantitativa e/ou qualitativa de Fator VIII (hemofilia A) ou de Fator IX (Hemofilia B). O tratamento profilático corresponde à reposição destes fatores no organismo, de maneira periódica e ininterrupta a longo prazo, iniciada antes ou após ocorrência do primeiro sangramento ou hemorragia da articulação (hemartrose).
Serviço: o ambulatório de pacientes funciona na sede do Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, de segunda-feira a sexta-feira, de 7h às 17h. Alô Hemopa: 0800-2808118.