quinta-feira, 30 de julho de 2015

Sangue salva vidas há 37 anos no Hemopa

José Ricardo Almeida, encadernador, 45 anos, foi ao Hemopa pela 17ª vez em cinco anos. Ele faz parte da estatística animadora do hemocentro, que hoje contabiliza seis mil doadores voluntários. “É muito bom poder ajudar tanta gente que precisa”, diz o homem, cujo sangue vai ajudar a abastecer mais de 220 hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS), entre eles, grandes emergências, maternidades e unidades de terapia intensiva (UTIs), correspondendo à cobertura transfusional de aproximadamente 98% do Estado.

Neste domingo, 2 de agosto, o Hemopa comemora 37 anos. Para marcar a data, o hemocentro promove a campanha nacional de incentivo à doação de sangue. O “Agosto Vermelho” segue durante todo o mês, com a adesão de instituições públicas e privadas e qualquer pessoa que quiser aderir à campanha. “Quem quiser, pode iluminar a casa ou apartamento com a cor vermelha para entrar na campanha. Pode também trazer grupos de doadores, enfim, mobilizar amigos para doar sangue”, diz a gerente de captação, Juciara Farias.
A média diária de doadores é de 50 pessoas, mas com a campanha, o hemocentro quer chegar a 55. A fachada do Hemopa será iluminada pelo vermelho a partir das 18 horas deste sábado, 1 de agosto. Para aderir à campanha “Agosto Vermelho”, as instituições parceiras, além de iluminarem as fachadas com a cor, vão se comprometer a encaminhar servidores à doação.
Em 37 anos de existência, foram muitas as conquistas e avanços do Hemopa. Uma das preocupações da instituição foi o aperfeiçoamento do atendimento e a manutenção da qualidade do sangue transfundido. Hoje, a rede de captação de sangue do Estado é composta por 48 unidades, das quais três Hemocentros Regionais (Marabá, Santarém e Castanhal), cinco núcleos de Hemoterapia (Abaetetuba, Altamira, Tucuruí e Redenção) e 40 agências transfusionais na capital e interior.
Além da coleta, o Hemopa processa, armazena e distribui o sangue para a rede hospitalar do Pará. No próprio hemocentro, são atendidos pacientes portadores de doenças hematológicas. Só neste ano já foram atendidas 10.519 pessoas. O hemocentro do Pará também foi o segundo do Brasil a ser inaugurado e o primeiro a ganhar um centro regional, o de Castanhal, que funciona desde 1985.
Descentralização – Outro avanço nesses 37 anos foi a criação do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, o único da Região Norte, que hoje contabiliza 691 bolsas de sangue de cordão umbilical no arquivo. Uma esperança maior aos pacientes que precisam de medula óssea. Para isso, o hemocentro tem unidades coletoras de células tronco de bebês nas maternidades da Santa Casa e do Hospital Abelardo Santos.
Em busca de um número cada vez maior de voluntários, o Hemopa também descentralizou os serviços. Desde dezembro do ano passado, funciona uma unidade na entrada do shopping Castanheira. A assistente social Janete Araújo comemora os números. “Já conseguimos 10.686 coletas em sete meses de existência, que ajudaram a atender mais de 42 mil pacientes durante o período”, informa.
O atendimento descentralizado também facilita a vida dos doadores. “Moro em Ananindeua e, muitas vezes, deixei de doar sangue por causa da distância do Hemopa da Padre Eutíquio. Agora, não. Essa é a segunda vez em que venho aqui”, disse o servidor Walace Pinheiro, 29 anos. Para facilitar ainda mais o serviço da coleta de sangue, o Hemopa criou também a “Caravana Solidária”, que coloca à disposição um microônibus, com capacidade para 30 pessoas, que são previamente cadastradas na Gerência de Captação de Doadores. O ônibus está em reforma, mas vai reforçar o serviço no segundo semestre.

Com o “Agosto Vermelho”, o Hemopa comemora o aniversário mobilizando parceiros e a população para reforçar a corrente do bem que é a doação de sangue. Com o vermelho do sangue, é possível ajudar a salvar uma vida e ainda melhorar a saúde pública no Pará. O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, em Batista Campos. O funcionamento para a coleta é de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados, de 7h30 às 17 horas.


Syanne Neno
Secretaria de Estado de Comunicação

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Unidade móvel só volta a operar em setembro

Da redação do DOL
Quarta-Feira, 22/07/2015, 17:10:40 - Atualizado em 22/07/2015, 17:29:27

Unidade móvel só volta a operar em setembro (Foto: Ascom/Hemopa)A Fundação Hemopa esclarece que a unidade móvel de coleta de sangue está passando por modernização e adaptações com o objetivo de oferecer maior conforto no atendimento dos usuários. Segundo o Hemopa, o serviço deverá estar novamente em funcionamento até o final de setembro deste ano.
DOL acionou a Fundação após o contato de uma leitora, que tem uma parente com leucemia, e se mostrou preocupada com a falta do serviço.
Em nota, o Hemopa afirma que a suspensão temporária das atividades da unidade móvel não interfere no atendimento transfusional e estabeleceu estratégias de ações para dar suporte ao estoque de sangue do Hemocentro, com a realização de campanhas externas em parceria com instituições públicas e privadas, desde que ofereçam espaços adequados para os procedimentos de coleta de sangue.
"O hemocentro paraense também descentralizou a coleta de sangue com a Unidade de Coleta Hemopa Castanheira, que funciona no térreo da passarela Pórtico Metrópole, na BR 316, Km 1, com capacidade plena de até 100 coletas/dia", esclareceu a Fundação. O micro-ônibus que faz parte da “Caravana Solidária” para transportar até 30 pessoas até um posto fixo de coleta continua em funcionamento normal.
REDUÇÃO
O Hemopa possui uma média diária de 200 doações para atendimento/dia de 300 transfusões na rede hospitalar. No entanto, esclarece que em período festivos e de férias, como este mês, por exemplo, o comparecimento de voluntários reduz em até 50%, exigindo, portanto, uma atitude da sociedade civil organizada em restaurar o estoque de sangue, considerando que o serviço depende essencialmente de voluntários.
Quem pode doar sangue
Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos, e peso acima de 50 kg. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum ao contrário, recomenda-se uma boa alimentação antes da doação. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.
Como ser doador de medula óssea?
Serviço:
A Fundação Hemopa fica na tv. Padre Eutíquio, 2.109, e realiza coleta de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h .

A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h. Este horário do sábado, somente em julho. Mais informações pelo Alô-Hemopa: 0800 280 8118.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Atletas realizam campanha de doação de sangue no Hemopa

Responsáveis por 48% das doações de sangue efetivadas na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), os jovens com idade entre 18 e 29 anos, foram representados pela campanha Sangue Verde, iniciativa do time Vingadores Futebol Americano, que trouxe aproximadamente 20 atletas e amigos para a doação voluntária de sangue na sede do hemocentro, no final da tarde desta última terça-feira, 21.
“Esta é a segunda campanha que realizamos este ano. Aproveitamos justamente um período que apresenta redução no comparecimento de doadores para darmos nossa contribuição. É importante que atletas como nós ajudem a salvar vidas”, afirmou o empresário Khallil Khawage, 33, doador de sangue O Positivo desde o ano passado.
Para o estudante de Direito Felipe Simões Peixoto, 23, a campanha realizada pelo time só tem a somar com as atitudes de um esportista e estimula ainda mais tanto os que já são doadores, como os que doaram a primeira vez. “Isso nos faz atletas 100%, dentro e fora do campo. E ganha mais importância pelo período em que estamos, quando o Hemopa precisa de maior empenho da sociedade. Fazemos a nossa parte”, declarou Felipe Peixoto.
Além de doar sangue, o jogador foi responsável pela primeira doação da namorada, a advogada Larissa Medeiros Rocha, 23. “Sempre tive vontade de doar, mas sempre tinha algum impedimento. Acho interessante a ação do time. São pessoas cheias de saúde que podem praticar uma boa ação”, disse a jovem, que prometeu se tornar uma doadora assídua.
A assistente social Aparecida Salgado, da Gerência de Captação de Doadores (Gecad) do Hemopa destacou que a atividade organizada pelo time de futebol americano demonstra a associação da doação voluntária de sangue com o esporte. “É um grande privilégio, pois tratam-se de pessoas que a princípio, atendem os critérios básicos para a prática do gesto. Além de estimular o segmento jovem e contribuir para a construção de uma nova mentalidade sobre a doação voluntária de sangue”, atestou Aparecida Salgado.
A servidora lembrou ainda que embora este seja um período de férias escolares, a atividade transfusional não diminui e costuma apresentar um aumento em torno de 20%, muito em virtude dos acidentes de trânsito nas estradas. “Pedimos às pessoas que venham até uma de nossas unidades na capital e no interior do Estado, bem como parentes e familiares de pacientes da rede hospitalar, para que façam sua doação e nos ajudem a manter nosso estoque estratégico em equilíbrio”, convidou a assistente social.
Para doar sangue - É necessário estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até os 60 anos (menores de 18 anos devem ser acompanhados dos pais ou responsável legal); pesar no mínimo 50 kg; estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas); estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação) e apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher a cada três.

Serviço: A Fundação Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, nº 2.109, e no acesso ao Pórtico Metrópole pelo Shopping Castanheira (BR-316, KM 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados de julho, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Iniciativas solidárias mostram a força do voluntariado

Toda semana os estudantes Ruber Sarmento, 20, Isadora Lourenço, 23, Kahwana Pantoja, 21, e Bianca Caldas, 20, trocam as roupas habituais por um figurino extravagante e colorido. Tudo para garantir a diversão das crianças internadas na ala pediátrica do Hospital de Clínicas, em Belém. Com os rostos pintados e o carcterístico nariz de palhaço, o grupo dá vida à Trupe dos Curativos, composta pela “Tupinha 220 Volts”, o “Trapo”, a “Oferecida” e a “Nuvem”. Durante as visitas voluntárias, eles envolvem pais, crianças e até os funcionários em uma atmosfera de alegria e bem estar, com as brincadeiras que fazem.
O grupo, criado há cerca de três meses, surgiu da vontade dos jovens em aliar os ensinamentos do teatro a práticas lúdicas voltadas àqueles que mais necessitam. Isadora conta que a ideia ganhou força durante seu Trabalho de Conclusão de Curso. “Foi aí que chamei os meus amigos, que embarcaram na ideia junto comigo. Mesmo em meio aos estudos e ao trabalho, eles tiram tempo para vir até aqui trazer uma mensagem de alegria e otimismo para essas crianças. E a cada vinda, a gente volta pra casa melhor do que a gente era. Em troca das nossas palhaçadas elas nos ensinam a ser melhores como pessoas”, comenta.
Estimuladas pelas brincadeiras, as crianças mostram toda a alegria própria da infância. Mesmo em meio ao tratamento ou à espera por algum procedimento cirúrgico, elas esbanjam disposição para entrar nos jogos criados pelo grupo. A pequena Estefani dos Santos, 8 anos, circulava pelo corredor nesta sexta-feira, 17, quando os palhaços surgiram no elevador do hospital. Numa reação espontânea, a menina fez a festa com a trupe ali mesmo e, depois, com o início dos jogos, interagiu com as outras crianças na ‘brinquedoteca’ da pediatria.
A pedagoga Vanise Cavalcante, que há quatro anos trabalha no Hospital de Clínicas, fez questão de destacar os benefícios da atividade, não só para os pequenos, mas para todos que frequentam o hospital. “Ajuda muito a amenizar o ambiente, sobretudo para as crianças, porque existe um tempo de espera para cada tratamento. A presença do grupo remete a um ambiente mais característico delas, mais lúdico. E no final eles acabam envolvendo a todos pelos corredores, mesmo os adultos que estão aqui no hospital”, observou.
É o caso da psicóloga e professora universitária Eleci Silva, 55. Há quase dois meses, ela acompanha a recuperação do marido, Manoel Araújo, 54, que se submeteu a uma cirurgia de peito aberto após um infarto. Ao encontrar a trupe pelo corredor, a professora riu e cantou com eles. “Sou fã do trabalho deles desde a primeira vez que os vi por aqui. É bom saber que existem jovens com essa mentalidade, preocupados em fazer o bem. Sempre é uma alegria quando encontro com eles por aqui, porque tudo fica mais leve, mesmo a nossa espera”, declarou a professora.
Além da Trupe dos Curativos, outros grupos apoiam os serviços do Hospital de Clínicas. Pelas manhãs, outro grupo de voluntários se dedica ao preparo e à distribuição diária de café da manhã àqueles que aguardam por consultas no ambulatório. Para acolher os grupos, Vanise informa que um setor de voluntariado foi criado. Através dele, os interessados podem apresentar projetos ou ainda fazer doações de diversos materiais aos pacientes carentes, como brinquedos, roupas e materiais de higiene. “Para nós, eles são fundamentais”, ressalta a pedagoga.
Doadores
Assim também é para o Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). “Sem eles, não temos como abastecer todos os hospitais. Eles que dão vida a todas as nossas campanhas, assim como os nossos parceiros”, destaca a gerente de Captação de Doadores, Juciara Farias. Ela informa que e média de doações diárias no hemocentro varia de 200 a 250, o que corresponde a mais de cinco mil bolsas coletadas por mês. Entretanto, o número ainda está abaixo do necessário, que seria em torno de 300 pessoas por dia.
Em julho, quando as pessoas costumam deixar a capital rumo ao interior para aproveitar as férias escolares, é que a participação dos voluntários se torna ainda mais essencial. Segundo Jaciara, o número de doações costuma cair em mais da metade durante o veraneio. “Isso acaba tendo um impacto muito grande no nosso estoque porque, em contrapartida, é quando observamos que existe um aumento no número das solicitações de bolsas (de sangue) por parte dos hospitais, devido aos acidentes que acabam sendo frequentes durante o mês de julho nesse período do ano”, afirma.
A advogada Grace Fagundes, de 42 anos, é uma das que fazem a sua parte. Desde que doou pela primeira vez, há dois anos, ela conta que sempre que pode faz questão de marcar presença no Hemocentro. “Só deixo de ir quando estou viajando a trabalho, e mesmo assim, quando chego faço questão de ir lá. Acredito que esse tipo de atitude não tem dinheiro que pague. É tão simples e ao mesmo tempo ajuda a salvar inúmeras vidas”, defende, acrescentando que, sempre que possível, também procura levar os amigos para doar.
No ano passado, Grace chegou a levar um ônibus cheio até o Hemocentro. Tudo porque a advogada decidiu comemorar seu aniversário de um jeito diferente. Como presente, pediu aos amigos e familiares que fossem até o Hemopa doar sangue. A ação deu certo e ganhou repercussão na mídia. Além da data marcada, que foi o dia do aniversário (10 de setembro), ao longo da semana outras pessoas foram aderindo à campanha. No total, Grace consegui 36 doadores de sangue e outros dois de medula óssea.
A nutricionista Nilce Gomes, 52 anos, também tem muita história para contar quando o assunto é doação de sangue. Portadora de um tipo sanguíneo raro, o A Negativo, há 24 anos ela ajuda a salvar vidas. Para doar, ela conta que teve que vencer seu pânico de agulhas. “Meu marido era doador e ele me ajudou bastante na época. Eu chorava e só consegui porque estava muito determinada”, recorda. Hoje, tudo é diferente. “Não tem mais nada disso porque eu me dei conta de como era simples e rápido. Eu até olho para a agulha”, orgulha-se.
Em julho do ano passado foram registrados 7.226 comparecimentos. Para quem vai curtir as férias no interior do Estado, a Fundação Hemopa informa que possui unidades em Castanhal, Marabá, Santarém, Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Capanema e Redenção. Além disso, aos veranistas que optarem por pegar a estrada, Juciara lembra que ainda é possível fazer uma paradinha para colaborar com o Hemocentro. "O Hemopa está literalmente no caminho das férias, com uma unidade instalada no térreo do Pórtico Metrópole, no KM 1 da BR-316”, destaca.
Quem pode doar sangue - Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos, e peso acima de 50 kg. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsáveis legais. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum, ao contrário, recomenda-se uma boa alimentação antes da doação. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.
Serviços: A Fundação Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h. A Estação de Coleta Hemopa Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h (sendo que este horário de funcionamento para os sábados será somente em julho). Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.
Já o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna fica na Travessa Alferes Costa, entre Visconde de Inhaúma e Marquês de Herval. As doações de roupas e outros materiais, como livros, brinquedos e produtos de higiene pessoal podem ser feitas no próprio local, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Da portaria, o doador deve se dirigir à sala do voluntariado. Mais informações sobre as doações e os projetos voluntários pelo (91) 4005-2661.

Amanda Engelke
Secretaria de Estado de Comunicação

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Veraneio afasta doadores de sangue e Hemopa convoca voluntários

Com uma redução no número de comparecimentos que já chega a quase 50%, a Fundação Hemopa convoca candidatos à doação voluntária de sangue de todos os tipos para assegurar atendimento integral das solicitações transfusionais na rede hospitalar paraense, evitando, assim, a priorização do atendimento de casos de urgência.
Com o recesso escolar e a consequente saída de pessoas para o veraneio nos balneários do interior ou mesmo para fora do estado, as doações de sangue tornam-se mais escassas. Segundo a gerente de Captação de Doadores, assistente social Juciara Farias, a participação do corpo funcional dos hospitais no incentivo à doação voluntária é de suma importância para restaurar o estoque estratégico.
Ainda de acordo com a técnica, em junho, das 5.500 bolsas distribuídas para os hospitais com Agências Transfusionais (ATs), 1.700 foram para atendimento no Ophir Loyola, 600 para a Santa Casa e 500 para o Hospital Metropolitano. “São hospitais de grande porte onde o consumo é sempre muito alto, devido à complexidade do atendimento que prestam. Por isso, contamos com o fortalecimento dessa parceria para sensibilizar familiares e amigos de pacientes para a doação”, destacou.
Responsável também pela oferta de atendimento a pessoas com doenças hematológicas, o Hemopa tem uma demanda fixa de atendimento transfusional, que perfaz uma média de 110 transfusões/mês. Juciara Farias também ressalta a importância das instituições parceiras para realização de campanhas internas na sede do hemocentro ou na unidade de Coleta Hemopa Castanheira, que fica no térreo do Pórtico Metrópole, no Km 01 da BR-316.
“Antes de viajar reserve um tempinho para exercer a solidariedade com o próximo e faça a sua doação. É rápido, simples e pode salvar muitas vidas. E na saída e retorno do recesso procure usar de moderação. Lembre-se que bebida e direção não combinam. Por trás de uma vítima de acidente ou de violência causadas pela ingestão de álcool, quase sempre há a necessidade de transfusão de sangue”, observou.
Critérios – Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto, e estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher a cada três. Menores de  18 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal.

Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, nº 2109, e realiza coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h (somente em julho). A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, na BR-316, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados até as 16h (somente em julho).

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Parcerias garantem doações para manter estoque de sangue do Hemopa em julho



A movimentação foi grande neste sábado, 11, na sede da Fundação Hemopa com o gesto solidário de grupos de doadores de sangue. Mais de 280 voluntários compareceram ao Hemopa, dentre os quais 86 doadores da campanha “Ribeiro Todos Juntos”, da família Ribeiro de Icoaraci, do projeto “Mãos que ajudam”, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e do grupo do Instituto Àster que realizou sua doação na Estação de Coleta Hemopa Castanheira. O movimento foi considerado satisfatório pela Gerência de Captação de Doadores (Gecad) para um fim de semana de julho.
A acadêmica de Direito Aline Ribeiro, de 22 anos, e tipo sanguíneo O positivo, seguiu o exemplo dos familiares e realizou hoje sua primeira doação. Contagiada pela boa intenção da família Ribeiro doou ao lado do tio e também doador de primeira viagem Charles Ribeiro, 36, que se programou antecipadamente e veio da cidade de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó, especialmente para participar da campanha. “Estamos muito felizes, é uma satisfação poder ajudar, que esta seja a primeira de muitas doações que ainda virão”, disse.
Os voluntários do projeto “Mãos que ajudam” chegaram à sede do hemocentro em dois ônibus vindos dos bairros do Entroncamento, Cabanagem, Tapanã e Marambaia. O responsável pelo grupo, o professor de história John Gois, 28, conta que as ações acontecem durante todo ano e se intensificam neste período em que conscientes da baixa no estoque e atendendo ao pedido da Gecad eles vem ao hemocentro para ajudar as pessoas que precisam de sangue.
A estudante Iasmim Fonseca, 16, moradora do bairro da Marambaia em Belém participa do grupo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e veio acompanhada da mãe Regiane Fonseca que também é doadora para realizar sua primeira doação. “Fiz questão de doar, afinal o que é uma dorzinha perto desse ato tão grande que estamos fazendo que é o de salvar vidas”, comentou.
A assistente social Nilvete Smith, da Gerência de Captação de Doadores, espera que esses grupos sejam agentes multiplicadores desta causa e incentivem os amigos e familiares. “Essas parcerias são muito importantes, elas vêm dar um reforço necessário ao nosso estoque e nos ajudam a suprir as demandas. Nós só temos a agradecer aos nossos parceiros doadores voluntários de sangue”, completou.
Quem pode doar sangue - Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos, e peso acima de 50 kg. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum, ao contrário, recomenda-se uma boa alimentação antes da doação. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h. A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h (sendo que este horário de funcionamento para os sábados funcionará somente em julho). Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.

sábado, 11 de julho de 2015

Família e amigos de Icoaraci se reúnem no Hemopa para doar sangue

Preocupados com a queda no número de doadores voluntários de sangue na Fundação Hemopa, que neste mês apresenta média de redução de até 50%. Os integrantes e amigos da família Ribeiro, residentes no distrito de Icoaraci, na grande Belém, organizaram pelo segundo ano consecutivo a campanha “Ribeiros e Amigos Todos Juntos”. Eles estarão na sede do Hemopa, no bairro Batista Campos, em Belém, neste sábado, (4), juntamente com os integrantes do projeto “Mãos que Ajudam”, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Úlltimos Dias, a partir das 9h.
Idealizadora da ação familiar, a assistente social Débora Ribeiro, 29, doa sangue há dez anos e trabalha numa Organização Não Governamental (ONG), onde atua com jovens e comunicação popular. Ela explica que neste ano a campanha ganhou novos adeptos e traz como tema “Seja Herói de Alguém”. “Temos mais de 60 pessoas mobilizadas e 45 aptas para doação. Ano passado, viemos no final do mês e agora decidimos antecipar para dar maior contribuição. Esse é um encontro fraternal que contagia, sensibiliza e estimula outras pessoas a participar também”, afirma.

Voluntária do projeto “Mãos que Ajudam”, a estudante Donata Estefane Mascarenhas Santos, 19, fez a primeira doação de sangue na campanha promovida pela igreja. “Tinha medo, por ter pouca informação sobre os procedimentos. Gostei bastante, principalmente o fato de salvar vidas. Essa é uma oportunidade que nós jovens temos de exercer nossa cidadania”, disse.
Juciara Farias, titular da Gerência de Captação de Doadores, destaca que o hemocentro atende a média diária de 300 solicitações de bolsas de sangue. “Embora este seja um mês de férias, a rotina hospitalar continua e precisamos atendê-la com qualidade e segurança. Por isso, as ações são importantes para equilibrar oferta e demanda do produto, que chega a ter um aumento de 20%”, informa.
Capanema - O Hemonúcleo de Capanema (Henca), nordeste do Estado, está com o estoque de sangue regular e convoca doadores do tipo A Positivo. Durante o mês de julho, as ações de captação tem foco nos jovens, que normalmente vão para Belém ou outros municípios estudar e voltam para as férias. Além disso, as atividades com moradores das cidades vizinhas serão intensificadas. A partir da próxima segunda-feira (13), em parceria com o 4º Centro Regional de Saúde (CRS/SESPA), o Henca fará distribuição de kits com preservativos, ventarolas e material educativo-informativo sobre DSTs, dengue, cuidados com o lixo e doação de sangue.
Para fazer a doação de sangue, em Belém, o candidato pode se dirigir à Fundação Hemopa – localizada na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, ou à Estação de Coleta Hemopa Castanheira, no térreo da passarela Pórtico Metrópole, no acesso ao shopping Castanheira, Km 1 da BR 316, fazer um cadastro e passar na triagem clínica. Os critérios exigidos são: ter entre 16 e 69 anos (para candidatos com idade entre 16 e 17 anos é preciso comparecer com os pais ou responsável legal), pesar a partir de 50 quilos e estar bem de saúde e alimentado. Não é possível fazer doação em jejum e é necessário apresentar documento de identificação original e com foto.
O Hemopa funciona para coleta de sangue de segunda-feira a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados de julho, das 7h30 às 16h. O Henca está localizado na Rodovia PA 242, km 0, s/n., São Cristóvão e funciona para coleta de segunda-feira à sexta-feira, das 7h às 12h . Mais informações Alô Hemopa: 0800-2808118. E-mail: captacao@hemopa.pa.gov.br.


terça-feira, 7 de julho de 2015

Hemopa convoca doadores para manter estoque de sangue no veraneio

O veraneio chegou e com ele os desafios para manter o estoque estratégico da Fundação Hemopa, que nesse período do ano costuma enfrentar, normalmente, uma redução de aproximadamente 50% da média diária de 250 doações por conta do recesso de julho, quando boa parte da população se desloca para outras localidades paraenses ou para fora do Estado.
Em julho do ano passado o hemocentro registrou 7.226 comparecimentos e 5.688 coletas, muitas delas impulsionadas pela composição de parcerias. A exemplo de 2014, a Gerência de Captação de Doadores (Gecad), está acionando instituições públicas e privadas que estão programando campanhas internas na sede do hemocentro e na Unidade de Coleta Hemopa Castanheira, aos sábados.
De acordo com a titular da Gecad, assistente social Juciara Farias, no último sábado passado, 4, a sede do hemocentro recebeu 338 doadores encaminhados por instituições parceiras, o que resultou em 239 coletas. “Estamos transformando o sábado em um programa de final de semana solidário, de responsabilidade social. Recebemos grupos dos mais diversos segmentos da sociedade e agradecemos a cada um deles”, comentou, reforçando o convite para o próximo sábado, 11.
Para quem vai curtir as férias no interior do Estado, a Fundação Hemopa possui unidades em Castanhal, Marabá, Santarém, Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Capanema e Redenção. Além disso, aos veranistas que sairão de Belém por estrada, Juciara lembra que ainda é possível fazer uma paradinha para colaborar com o hemocentro. "O Hemopa está literalmente no caminho das férias, com uma unidade instalada no térreo do Pórtico Metrópole, no quilômetro 1 da BR-316”.
Quanto aos possíveis impedimentos existentes para a doação de sangue, ela ressalta que eles são poucos. "Para doar sangue, o candidato deve estar bem alimentado e não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 24h. “Você pode doar sangue e depois se divertir, mas como tudo na vida, com moderação”, observou, ressaltando a importância do ato solidário: "Com apenas uma bolsa coleta é possível salvar várias vidas".
O casal Graça e José Resque, naturais do município de Tucuruí, sudeste paraense, aproveitou a viagem de férias a Belém para fazer sua primeira doação, na sede do Hemopa. Eles se solidarizaram com o apelo de uma amiga cuja mãe necessita de transfusão e aproveitaram a oportunidade para unir o útil ao agradável. “Essa era uma vontade antiga, mas nunca conseguíamos, e como sabemos que a necessidade é maior nesse período, então decidimos vir e isso nos fez muito bem.”
O aeroviário Admilson dos Santos Nogueira, 44, morador do bairro do Una, em Ananindeua, também foi ao hemocentro fazer sua primeira doação nesta terça-feira, 7, atendendo ao pedido de uma vizinha que está com um familiar hospitalizado. Mas, consciente de seu dever como cidadão, garantiu que esta foi a primeira de muitas doações. “Me sinto muito feliz em fazer o bem, ajudando os outros a gente vive mais e melhor.”
Quem pode doar sangue - Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos, e peso acima de 50 kg. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum, ao contrário, recomenda-se uma boa alimentação antes da doação. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.

Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h. A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 16h (sendo que este horário de funcionamento para os sábados funcionará somente em julho. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.

domingo, 5 de julho de 2015

Fim de Semana Solidário no Hemopa registra grande comparecimento de voluntários

O primeiro fim de semana de julho na sede da Fundação Hemopa e na Estação de Coleta Hemopa Castanheira, em Belém, registrou o comparecimento de 338 voluntários neste sábado (4). Além de doadores frequentes, o apoio veio através das campanhas organizadas por integrantes do projeto Mãos que Ajudam, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, da Torcida Remista, dos colaboradores da empresa Pexlog e do Clã Solidário. Ação de grupos que se reúnem para doar sangue nos finais de semana do verão prossegue no próximo sábado (11), com a campanha “Ribeiros e Amigos Todos Juntos”, da família Ribeiro de Icoaraci, e da segunda etapa do Mãos que Ajudam.
Para Juciara Farias, titular da Gerência de Captação de Doadores (Gecad) do Hemopa, o retorno da sociedade ao apelo do hemocentro foi muito positivo. “Para o início de um mês que apresenta queda no comparecimento de voluntários, a ação desses grupos fez um grande diferencial. Esperamos que a sociedade seja sensível à causa da doação voluntária de sangue, organize seus grupos e venha até nós. Precisamos dessas parcerias para atender a demanda hospitalar satisfatoriamente. Que os outros os dias a vinda de voluntários seja tão expressiva quanto hoje”, declarou.
Olindo do Nascimento Pereira Neto, 28, foi um dos mais de 80 integrantes do projeto Mãos Que Ajudam que participaram da primeira etapa da ação. O auxiliar Administrativo doou sangue pela segunda vez em uma atividade do grupo. “Essa é uma oportunidade de ajudar o próximo. Se todos fizessem a vontade do pai celestial, o mundo seria bem melhor”, assegurou.
Torcedora do Clube do Remo, Adriana Azevedo, 34, soube da campanha “Dia do Sangue Azul”, organizada pela Torcida Remista, por meio das redes sociais. “Sou doadora há mais de 15 anos, quando doei numa campanha organizada pela escola onde estudei. Vi a iniciativa da torcida e pra mim foi um estímulo a mais. Acho um gesto importante. Só de imaginar que ajudaremos outras pessoas, já nos faz bem. Por isso já incentivei meus dois filhos e minha mãe a também doar”, revelou.
No mercado de logística, transporte e distribuição desde 2004, a empresa Pexlog organizou a campanha “Doe Sangue. Distribua Vida”, com 75 colaboradores da matriz, em Ananindeua, e de mais nove filiais espelhadas pelo Brasil. Na sede do hemocentro compareceram 35 voluntários, entre eles o contador Zenon Amaral, 62. Doador de tipo sanguíneo A Positivo, ele contou que o hemocentro fez palestras de sensibilização na empresa. “Acho importante a empresa estimular esse tipo de ação nos funcionários. Doar é um gesto de amor. Depois que saímos daqui nos sentimos leve e mais perto de deus. Se todos tivessem essa consciência, afirmou
Em Belém, o candidato à doação pode se dirigir à sede da Fundação Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, ou à Unidade de Coleta Hemopa Castanheira, no térreo da passarela Pórtico Metrópole, no acesso ao shopping Castanheira, no Km 1 da BR 316, fazer um cadastro e passar na triagem clínica. Os critérios exigidos são: ter entre 16 e 69 anos (para candidatos com idade entre 16 e 17 anos é preciso comparecer com os pais ou responsável legal), pesar a partir de 50 quilos e estar bem de saúde e alimentado. Não é possível fazer doação em jejum e é necessário apresentar documento de identificação original e com foto.

O Hemopa funciona para coleta de sangue de segunda-feira a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados de 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118. E-mail: captacao@hemopa.pa.gov.br.

sábado, 4 de julho de 2015

Voluntários doam sangue no Hemopa no primeiro fim de semana das férias

Os fins de semana de julho na Fundação Hemopa têm sido usados por grupos diversos para a prática da solidariedade. É comum a organização de campanhas de estímulo à doação voluntária neste mês que, historicamente, registra queda no número de comparecimento de voluntários. O hemocentro recebe neste sábado (4) os participantes do projeto Mãos Que Ajudam, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, os integrantes da Torcida Remista, os funcionários da empresa Texlog e as amigas do “Clã”.
O fim de semana solidário teve início nesta sexta-feira (3), com a comemoração do aniversário de 20 anos da universitária Bruna Vaughan. Ela convidou amigos e familiares para festejar a data e doar sangue no Hemopa. “Já tinha vontade. Vi outra jovem comemorando aqui. Era o estímulo que faltava. Para nós parece pouco, mas é muito para quem está hospitalizado e precisa de sangue para viver. Se o sentimento é positivo, deve ser compartilhado”, disse.
Parceira do hemocentro desde 2002, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias já promoveu outras campanhas de incentivo à doação voluntária de sangue. Segundo a diretora de assuntos públicos da congregação, Dilma Costa Nogueira Dias, 28 anos, o grupo já colaborou com outras atividades do Hemopa, mas esta será a primeira grande ação do ano. “Sabemos que esse é um período de baixo comparecimento, por isso vamos colaborar com voluntários neste e no próximo sábado. Somos discípulos de Jesus Cristo, e essa é a prática dos ensinamentos que ele deixou”, assegura.
Neste ano, a Torcida Remista criou a campanha “Dia do Sangue Azul”, para incentivar os torcedores a doarem sangue. Coordenador da torcida, Rener Araújo Ribeiro, 38 anos, explica que a intenção é transformar a data em uma ação fixa do calendário deles e da fundação. “Sempre damos nossa contribuição à causa, por isso é importante termos uma atividade forte que envolva não só os nossos integrantes, mas todos os torcedores do Clube do Remo. Acho importante, pois sabemos que esse é um mês de grande necessidade, e nada melhor que estimular mais pessoas na ajuda a quem precisa”, diz.
O Clã é um grupo criado há um ano por sete amigas nas redes sociais. Elas perceberam que podiam, com ele, desenvolver ações de responsabilidade social e escolheram a doação de sangue como a primeira delas. Assim, combinaram um encontro com familiares e amigos na sede do Hemopa. Uma das amigas, a jornalista Priscylla Gester, 23 anos, está otimista quanto à participação de voluntários. “Sabemos que nesse período do ano o Hemopa enfrenta dificuldades com a redução no número de doadores, então decidimos ajudar a reverter essa realidade com a nossa mobilização”, explica.
Para a gerente de Captação de Doadores do Hemopa, Juciara Farias, as iniciativas de mobilização da sociedade civil ou de instituições ajudam a manter o estoque do hemocentro equilibrado para atender a demanda. “Embora o mês seja de férias, os procedimentos cirúrgicos e transfusionais continuam, por isso, é importante contar com a ação de parceiros. Parabenizamos os grupos e aguardamos todos os que possam ajudar. Pedimos ao corpo clínico dos hospitais que também estimulem familiares e amigos de pacientes à doação de sangue”.
Quem for viajar pelo interior do Estado também pode doar sangue em uma das unidades da hemorrede paraense, situadas em Castanhal, Marabá, Santarém, Altamira, Capanema, Redenção, Tucuruí e Abaetetuba. Em Belém, o candidato à doação pode se dirigir à sede do Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2109, em Batista Campos, ou à Estação de Coleta Hemopa Castanheira, no térreo da passarela Pórtico Metrópole, no acesso ao shopping Castanheira, km 1 da BR-316.
Podem pode doar sangue cndidatos com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos – menores doam apenas com autorização dos pais – e pesem acima de 50 quilos. É necessário apresentar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum; ao contrário, o doador deve estar bem alimentado.

Serviço: o Hemopa funciona para coleta de sangue de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800-2808118.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Pessoas com a doença poderão fazer transplante de medula

Portaria do Ministério da Saúde permite que pacientes recebam doação de medula óssea ou de células-tronco de parentes para aumentar sobrevida, controlar fortes dores e até alcançar a cura
Os pacientes que sofrem com doença falciforme têm uma nova opção para o tratamento. O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (01/07) a portaria nº 30, que incorpora ao Sistema Único de Saúde (SUS) o transplante de células-tronco hematopoéticas entre parentes a partir da medula óssea, de sangue periférico ou de sangue de cordão umbilical.
A novidade será disponibilizada no SUS pelo Ministério da Saúde após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que debateu o assunto com especialistas e diversos segmentos da sociedade por meio de consulta pública. Estudos já demonstravam um aumento na sobrevida de dois anos em 90% dos casos transplantados e em outros foi evidenciado que pessoas com doença falciforme, que atinge, na maioria, a população negra, deixaram de utilizar a morfina para o controle da dor após o transplante.
“O Brasil, que já tem o maior sistema público de transplantes do mundo, passa agora a ter também mais alternativa terapêutica para quem têm doença falciforme. O transplante é uma arma a mais para ajudar no combate à doença e no tratamento dessas pessoas”, destaca o coordenador-geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari Borba.
A partir de publicação da portaria, o Sistema Nacional de Transplantes tem até 180 dias para incluir a doença falciforme em seu regulamento técnico, de forma a garantir o acesso gratuito dos portadores que se encaixarem em critérios definidos. O procedimento é indicado para pacientes com doença falciforme em uso de hidroxiureia que apresente, pelo menos, uma das seguintes condições: alteração neurológica devido a acidente vascular encefálico, alteração neurológica que persista por mais de 24 horas ou alteração de exame de imagem; doença cerebrovascular associada à doença falciforme; mais de duas crises vasoclusivas (inclusive Síndrome Torácica Aguda) graves no último ano; mais de um episódio de priapismo (ereção involuntária e dolorosa); presença de mais de dois anticorpos em pacientes sob hipertransfusão; ou osteonecrose em mais de uma articulação.
TRATAMENTO – Estima-se que 25 mil a 50 mil pessoas tenham a doença no Brasil, que apresenta alta morbidade e mortalidade precoce. O tratamento é feito com o uso de vacinação e penicilina nos primeiros 5 anos de vida, como profilaxia às infecções, uso regular de ácido fólico, medicamentos para a dor, uso de hidroxiuréia e, em alguns casos, transfusões de sangue de rotina.
No entanto, o uso crônico da transfusão pode ocasionar o desenvolvimento de anticorpos que tornam as transfusões menos eficazes. Assim, o transplante tem sido uma reivindicação do movimento social como uma possibilidade de contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas com doença falciforme e até mesmo por se tratar, atualmente, da única possibilidade de cura.
A doença se manifesta, na maioria das vezes, após os seis meses de vida do bebê, sendo o “Teste do Pezinho” a melhor forma de diagnóstico. Os principais sintomas são: anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados e dor intensa nos punhos e tornozelos (frequente até os dois anos de idade), crises de dores em músculos, ossos e articulações.
MEDIDAS – No final de 2014, o Ministério da Saúde publicou a portaria 2.758, com as medidas previstas que resultarão no aumento do número de leitos para a realização de transplantes de medula óssea até 2016. A expectativa é triplicar os leitos existentes, passando de 88 para 250. A partir de incentivo financeiro, o objetivo é ampliar a capacidade de realização de transplante de medula óssea alogênico (outro doador que não seja o próprio paciente) no país.
A pasta vai investir R$ 240 mil para abertura de cada novo leito ou ampliação dos já existentes. O recurso garante ainda a criação e a melhoria da qualificação da equipe de atendimento, a aquisição de equipamentos e materiais, além de permitir a reforma e/ou construção dos Centros de Transplantes, que hoje somam 27 unidades. Em 2003, eram apenas quatro serviços.
O transplante de medula óssea é um procedimento de alta complexidade. O paciente transplantado praticamente zera toda a capacidade de resposta imunológica, e, por isso, requer infraestrutura hospitalar que atenda requisitos de segurança, como isolamento, e uma equipe multidisciplinar qualificada para garantir o sucesso do procedimento.


Por Fábio Ruas, da Agência Saúde

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Hemopa comemora descentralização da coleta que já salvou mais de 36 mil pacientes

A Fundação Hemopa descentralizou um de seus principais serviços com a inauguração da Unidade de Coleta na passarela Pórtico Castanheira, há seis meses, e hoje comemora a estratégia que vem dando excelentes resultados com um significativo saldo de 11.784 comparecimentos de candidatos voluntários. E mais, já foram computadas 9.085 doações de sangue, que ajudaram a salvar cerca de 36.340 pacientes.
Das coletas efetivadas na unidade, 60% são do sexo masculino, 30% doaram pela primeira vez e 30% foram esporádicos. Segundo a gerente de Captação de Doadores, a assistente social Juciara Farias, isso é uma boa referência ao evidenciar a facilidade de acesso aos voluntários daquela parte da Região Metropolitana de Belém (RMB). “Muitos doadores voltaram a doar sangue pela acessibilidade oferecida”, explicou, comemorando o retorno desses voluntários.
Segundo ela, somente do município de Ananindeua são 90 mil doadores cadastrados. A técnica também festeja o saldo de 64% das coletas de natureza espontânea, o que caracteriza o aumento de cidadãos engajados na causa da doação de sangue.
Para a presidente da instituição, Ana Suely Leite Saraiva, os resultados expressivos obtidos desde a implantação da unidade, vêm constatar que a Fundação estava no caminho certo quando definiu estrategicamente pela descentralização do serviço facilitando o acesso à população da RMB, como também de outros municípios. Outras unidades deverão ser inauguradas, em Icoaraci e na Cidade Nova.
Doando sangue pela primeira vez, Rosângela Santana da Silva, 28, achou a localização da unidade de coleta bem melhor do que a sede do hemocentro. “Agora posso fazer minhas doações de sangue sem muitos entraves. Moro aqui perto. Agora ficou muito mais prático”, elogiou a moradora do bairro de Águas Lindas, em Ananindeua.
Ana Suely agradece não apenas aos doadores de sangue, como também a parceria com a Prefeitura Municipal de Belém que cedeu o espaço de 70 m² no térreo do Pórtico Metrópole para a instalação da unidade e à direção do Castanheira Shopping pelos anos de parceria com a realização de campanhas externas com unidade móvel na área frontal do prédio. “E ainda por ter tido a sensibilidade de indicar a utilização do espaço para o atual serviço instalado. Obrigada aos nossos parceiros pelo compartilhamento da solidariedade e responsabilidade social com a saúde pública do nosso Estado”, disse Ana Suely.
Quem pode doar sangue - Candidatos com boa saúde; idade entre 16 anos completos e 69 anos, e peso acima de 50 kg. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto. Não precisa estar em jejum ao contrário, recomenda-se uma boa alimentação antes da doação. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três.

Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, e realiza coleta de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. A Estação de Coleta Hemopa-Castanheira fica no térreo da passarela Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800 280 8118.