segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Pará realiza cirurgias ortopédicas em pacientes com hemofilia



A Fundaçao Hemopa realiza cirurgias ortopédicas inéditas em pessoas com hemofilia (distúrbio genético e hereditário que afeta a coagulação do sangue), graças à parceria firmada entre o Hemocentro, a Clinica dos Acidentados e Hospital das Clínicas de Curitiba (PR). A primeira cirurgia desse gênero foi realizada em 2015, e outras cinco foram feitas este ano com sucesso e significativo índice de resolutividade, garantindo resgate de qualidade de vida aos pacientes.

Todo o processo para a inclusão do Pará no projeto Preceptorship em Hemofilia, da empresa NovoNordisk, foi conduzido pela responsável pelo Programa de Coagulopatias no Pará, a médica Iêda Pinto. Para tanto, ela teve que reunir mais dois especialistas, a fisioterapeuta Shirley Fontenelle, também do Hemopa; e o ortopedista João Alberto Maradei, médico experiente da Clínica dos Acidentados, para visita técnica na capital paranaense, com a finalidade de acompanhar a realização de cirurgias ortopédicas em pessoas com hemofilia. Isso incluiu todo o processo de pré e pós operatório. 
 Em junho deste ano os profissionais de Curitiba estiveram em Belém para conferir o procedimento cirúrgico em paciente hemofílico do Hemopa, realizado na Clínica dos Acidentados. “Hoje, estamos operando apenas joelhos. Futuramente o procedimento será realizado em outras articulações”, observou Iêda Pinto, ressaltando a necessidade de compor parcerias com outros médicos da área. 

De acordo com ela, no Brasil existe a carência nessa área de cirurgia ortopédica, por isso a equipe do Hospital de Curitiba desenvolveu projeto em parceria com a empresa NovoNordisk, para capacitar as equipes de especialistas de outros estados. Belém foi a primeira cidade a participar desse projeto. Atualmente a Fundação atende 14.330 pacientes ativos, dentre eles 413 são hemofílicos.

“Nós nos sensibilizamos com a necessidade dos pacientes atendidos na Fundação, até por conhecermos de perto as dificuldades enfrentadas, como o deslocamento de longas distâncias para outros estados, a falta de acompanhamento de um familiar, os altos custos financeiros com o auxílio do Tratamento Fora de Domicílio – TFD, para manter-se em outra cidade”, relata a médica, que dedicou todo o empenho para compor as parcerias necessárias para realização do sonho de melhorar a qualidade dos seus pacientes. 
Um exemplo de beneficiário direto desta ação de saúde pública inédita no Pará é o mecânico Manoel Pedro Neves, 54 anos, natural do município Soure, localizada no arquipélago do Marajó. Ele foi diagnosticado com Hemofilia ainda na infância, quando iniciou tratamento no Hemopa. Naquela época ainda não havia na medicina os recursos disponíveis atualmente, por isso, ele conta que com o decorrer do tempo, a doença foi avançando e atrofiando as articulações das pernas, limitando sua locomoção. 

Com todo esse quadro, Manoel Pedro acabou adquirindo artrose, sentia muitas dores e inchaço nas pernas. Mesmo assim, o paciente ainda relutou em passar pelo procedimento em Curitiba. Mas quando teve a oportunidade de realizar em Belém, ele não pensou duas vezes. “Com a cirurgia recuperei minha qualidade de vida. Hoje caminho sem dor e nem dificuldades, dirijo meu próprio carro e até voltei a trabalhar”, afirmou Manoel Pedro, que ainda faz acompanhamento fisioterápico semanalmente no Hemopa. 

O que é Hemofilia: A Hemofilia é um distúrbio hereditário que se origina de um defeito da coagulação sanguínea, provocando sangramento. O corpo depois de uma lesão depende da coagulação do sangue para parar o sangramento. A coagulação normal previne as equimoses (manchas roxas) e o sangramento dentro dos músculos e articulações, que poderiam ser o resultado de pequenas lesões em consequência das atividades da vida diária. Isso depende de elementos do sangue que são chamados fatores de coagulação. Se um desses fatores não estiver presente em quantidade suficiente, pode acontecer um sangramento excessivo. Uma pessoa com hemofilia possui menor quantidade ou ausência de alguns fatores da coagulação. 
 A doença tem dois tipos: o tipo A é a mais comum, conhecida como Clássica, devido a deficiência Fator VIII (FVIII). A Hemofilia B, conhecida como Fator Christmas, ocorre em função de uma deficiência do Fator IX (FIX). 
 A doença afeta quase exclusivamente os homens e atinge todas as populações. É transmitido por mulheres que normalmente não possuem problemas de sangramento. Das desordens genéticas, a Hemofilia tem a maior taxa de mutações, com aproximadamente 1/3 de novos casos em famílias sem registro anterior. A ocorrência é de um caso em cada 10 mil habitantes. 
 Os primeiros sintomas hemorrágicos da Hemofilia podem ser percebidos desde a infância, por exemplo, um pequeno traumatismo pode desencadear dor intensa, hematomas, episódios hemorrágicos nos músculos e articulações. Por ser uma doença hereditária relacionada ao cromossomo X, a Hemofilia é transmitida por um homem hemofílico ou por uma mulher portadora do gene com essa informação, aos seus descendentes. 
Serviço: O ambulatório de pacientes funciona na sede da Fundação Hemopa, na travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800-2808118.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Hemopa oferece capacitação para profissionais da área de hematologia

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A Coordenadoria de Atendimento Ambulatorial (Coamb) da Fundação Hemopa promove, nesta quarta-feira 26, Capacitação Multiprofissional em Coagulopatias, de 8h às 17h, no auditório do hemocentro. A ação faz parte do projeto "Curso de Curta Duração em Coagulopatias Hereditárias: O Hemopa como Agente Disponibilizador de Educação em Saúde", em parceria com o Ministério da Saúde (MS), para capacitar profissionais que atuam na área da hematologia.
Referência no atendimento, diagnóstico e tratamento de doenças do sangue, o hemocentro paraense possui atualmente cadastro ativo com 14.330 pacientes. A assistência de média e alta complexidade é garantida por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, fisiatras, fisioterapeuta, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, odontológos, farmacêuticos e técnicos de enfermagem.
O paciente Douglas Geovane Rocha de Oliveira, 26, conhece a realidade de quem precisa do atendimento especializado no Hemopa, onde recebe tratamento desde o primeiro ano de vida. “É muito importante termos esse acompanhamento por aqui. Faço fisioterapia duas vezes por semana e me ajuda muito no controle das dores e na melhoria da qualidade de vida”, afirmou o paciente, que é portador de hemofilia (um distúrbio genético e hereditário que afeta a coagulação do sangue) e se diz muito satisfeito com o atendimento que a Fundação Hemopa oferece.
A estudante Silvanete Lopes da Silva, 36, residente em Altamira, no sudoeste paraense, é portadora da Anemia Falciforme (doença hereditária que causa a malformação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices) e há 19 anos trata-se no Hemopa. ”O atendimento é muito bom. O Hemopa ajuda muito os pacientes. Faço acompanhamento com uma equipe de profissionais especializados e isso nos proporciona bem estar”, afirmou, reforçando a necessidade da doação de sangue. “Tem muitas pessoas aqui e nos hospitais precisando dessa solidariedade”, comentou a paciente, que precisa de transfusão de sangue constante, que é associado ao tratamento convencional da doença.
Image descriptionA titular da Coamb, a hematologista Saide Maria Sarmento Trindade, conduzirá os trabalhos de capacitação e fará uma das palestras sobre o panorama das coagulopatias no Pará. O público alvo é formado por médicos, enfermeiros, farmacêuticos bioquímicos, fisiatras, biomédicos, farmacêuticos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, pedagogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas e cirurgiões-dentistas, visando a melhoria constante do atendimento a portadores de coagulopatias.
Serviço:

O ambulatório de pacientes funciona na sede da Fundação Hemopa, na travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800-2808118.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Parcerias ajudam a elevar estoque de sangue do Hemopa


Trezentos e trinta e quatro voluntários foram, na sexta-feira, 21, até a sede da Fundação Hemopa demonstrar a solidariedade em ajudar pessoas que precisam da doação de sangue. Esse quantitativo de pessoas correspondeu a 239 doações de sangue, dando sinais de esperança para quem depende de transfusão. O estoque de sangue do Hemopa sofreu reduziu em 40% o número de coletas, no início da semana.

O fluxo de voluntariado foi incrementado com a participação de instituições parceiras incentivadas pelo projeto “Caravana Solidária”, que garante o transporte de servidores públicos e/ou colaboradores de empresas privadas, ao serviço de coleta de sangue, durante o expediente de trabalho.
“Achei a iniciativa muito interessante”, disse o auxiliar de Farmácia do Centro Hospitalar Jean Bitar (CHJB), Arthur Reis, 47, que doa sangue desde a época que servia como militar. “Sempre fui voluntário. Doar sangue é gratificante e sempre que posso salvo vidas, doando sangue”, afirmou o voluntário.

Seu colega de trabalho, Leo Mendes Bentes, 38, analista de Tecnologia da Informação (T.I), doa sangue há 10 anos, e nesta sexta-feira, aproveitou a oportunidade da “Caravana Solidária” para repetir este ato e incentivar outros colegas. Com tipo sanguíneo A Negativo, ele faz parte do Clube de Doadores Raros. “Sempre participo de campanhas e não deixo de cumprir com as minhas doações. É muito importante esse tipo de ação, e pela minha experiência acabo tirando  dúvidas de quem quer doar sangue”, comentou, sugerindo que mais campanhas de doações de sangue sejam realizadas no Jean Bitar em parceria com o Hemopa, durante o ano.

A “Caravana Solidária” do Jean Bitar, contou com a presença da diretoria do hospital. Satisfeito com o saldo de participação de colaboradores na primeira experiência, o diretor executivo Giovani Merenda, já planeja incluir a ação no calendário anual de eventos de responsabilidade social da instituição. “Se cada um fizer a sua parte, não haverá insuficiência de sangue na hemorrede do estado”, ressaltou.
Os membros do Sindicato dos Farmacêuticos do Pará (Sinfar/Pa) também participaram da campanha. “Decidimos mover uma ação solidária em nosso Estado com várias instituições, e uma delas é a Fundação Hemopa, com a doação de sangue. Pois sabemos da dificuldade que o hemocentro tem em captar doadores e ajudar a elevar o estoque de sangue”, reiterou o vice-presidente do sindicato, Henrique Vogado.

A gerente de Captação de Doadores do Hemopa, a assistente social Juciara Farias, agradece as iniciativas para elevar o número de doações no estado. “Nosso objetivo é aumentar cada vez mais a relação de parceiros para maior conscientização da doação de sangue”, frisou.
O estoque de sangue do Hemopa vem recebendo contribuições de coletas da sociedade civil organizada desde o registro de 40% da queda de coletas. Então, de segunda-feira (17) até ontem, 21, 1.079 voluntários compareceram na sede do Hemopa. “Só temos a agradecer e torcer para que essas doações tornem-se constantes”, finalizou Juciara Farias.
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original, assinado e com foto, além de estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e no acesso ao Pórtico Metrópole, na entrada do shopping Castanheira (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800-2808118.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Caravana solidária do Hemopa facilita a doação de sangue

“Um pequeno gesto muda a vida de muita gente. Doe vida. Doe sangue”. É o tema da campanha de doação de sangue promovida pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) do Centro Hospitalar Jean Bitar (CHJB), nesta sexta-feira, 21, visando o restabelecimento do banco de sangue, que enfrenta dificuldades com a redução de 40% do estoque de sangue da Fundação Hemopa, que tem a responsabilidade de atender integralmente a demanda transfusional da rede hospitalar do Estado.
A campanha faz parte do projeto “Caravana Solidária, na qual o hemocentro garante transporte de pequenos grupos de doadores, no máximo 30 por viagem. Parte da rede pública hospitalar do estado, o Jean Bitar possui 70 leitos e consome uma média mensal de 60 transfusões de sangue. Daí a importância do fortalecimento da parceria com a Fundação Hemopa para reforçar o banco de sangue.
A ação estratégica do hospital faz parte da programação dos cinco anos da unidade, festejado no dia 3 de outubro, e da mobilização Outubro Rosa. De acordo com o diretor executivo do Jean Bitar, Giovani Merenda, a campanha também tem o objetivo de estimular esse ato solidário entre o público feminino, que atualmente é responsável por apenas 30% das coletas de sangue efetivadas no Pará.
“Estamos estimulando nossas colaboradoras e acompanhantes de usuários internados. Na verdade, o hospital já tem essa prática de incentivar a coleta com nossos públicos interno e externo”.
O gestor hospitalar também lembra que a campanha foi incluída na ação do Outubro Rosa pensando na significativa necessidade de transfusão de sangue em pacientes oncológicos. “Esses pacientes precisam de sangue para dar suporte ao tratamento contra a doença”.
A gerente de captação de doadores do Hemopa, Juciara Farias, agradece e parabeniza pela iniciativa. “A participação do corpo clínico dos hospitais no processo da doação de sangue é muito importante. Temos que garantir o atendimento diário de aproximadamente 300 transfusões”, ressaltou, enfatizando que o hemocentro está aberto às novas parcerias.
Os hospitais de grande porte são os maiores consumidores de sangue, concorda a assistente social, que destaca os de urgência/emergência, cardiologia, de atendimento feminino, como a Santa Casa, e os oncológicos. Para se ter uma ideia da grande necessidade, o Ophir Loyola, que possui Agência Transfusional própria, consome uma média mensal de 1.100 bolsas de sangue e o Oncológico Infantil Octávio Lobo uma média de 400 unidades/mês.
"Por isso, eles também promovem campanhas de doação de sangue periodicamente, assim como os demais hospitais. No entanto, é importante manter uma atuação de captação de doadores junto aos familiares e amigos de pacientes internados, constantemente, porque a necessidade é diária”, explicou Juciara Farias.
Interessados em compor parceria com a Fundação Hemopa devem entrar em contato com a Gecad, 3224-5048, de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados, de 7h30  às 17h. Juciara Farias destaca que o hemocentro possui duas unidades de coletas em Belém, na sede do Hemopa e na unidade Castanheira; além de Castanhal, Marabá, Santarém, Altamira, Redenção, Abaetetuba e Capanema. “Doe sangue na unidade de coleta mais próxima de você”, sugeriu a técnica.
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original, assinado e com foto, além de estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três.

Serviço:A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e no acesso ao Pórtico Metrópole, na entrada do shopping Castanheira (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800-2808118.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Queda de 40% em doações voluntárias faz Hemopa convocar doadores de sangue


O Hemopa convoca doadores de todos os tipos sanguíneos para restabelecer o estoque de sangue, que enfrenta dificuldades com a queda de 40% do número de doações voluntárias. A redução está interferindo no atendimento integral da demanda transfusional de mais de 200 hospitais públicos e privados do Estado.

“Nunca tinha passado pela minha cabeça que um dia precisaria de sangue para sobreviver. Hoje preciso do sangue de outras pessoas. Sangue é vida”, diz a paciente Claudia Oliveira, 50 anos, que faz tratamento contra anemia ferropriva há quatro anos e há um ano é cadastrada na Fundação Hemopa. Ela é uma das milhares de pacientes internadas na rede hospitalar que sentem na pele a redução do estoque de sangue.
Esse tipo de anemia causa deficiência de ferro no organismo, levando à diminuição da produção, tamanho e teor de hemoglobina dos glóbulos vermelhos (hemácias). O ferro é essencial para a produção dos glóbulos vermelhos. Os níveis baixos no sangue comprometem a produção das hemácias. “Deixei o meu emprego porque não tenho condições físicas. Desmaio, fico muito cansada, não tenho ânimo e nem força para ficar em pé durante muito tempo”, conta Claudia Oliveira.
A gerente de Captação de Doadores do Hemopa, Juciara Farias, chama atenção para a importância da parceria do corpo clínico dos hospitais em reforçar a necessidade da doação de sangue de familiares e amigos de pacientes internados. “Isso é de fundamental importância para reforço do banco de sangue. O consumo por hemocomponentes é significativo, e nenhum hospital faz reposição nem de 50% das bolsas de sangue. Esse índice precisa melhorar”, frisa, ressaltando que os voluntários podem doar no hemocentro mais próximo, tendo em vista que o Hemopa, além das duas unidades em Belém, tem unidades para coleta de sangue em Castanhal, Santarém, Marabá, Altamira, Tucuruí, Redenção e Abaetetuba.
Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original, assinado e com foto, além de estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três.
Serviço: A Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e no acesso ao Pórtico Metrópole, na entrada do shopping Castanheira (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800-2808118.

Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário do Hemopa é referência na região Norte


Salvar a vida de pessoas que precisam de um transplante de medula óssea. Essa é a missão do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará (Hemopa). O serviço é referência na região Norte. As bolsas de sangue de cordão umbilical e placentário, ricas em células tronco, são processadas e armazenadas até que um receptor compatível seja localizado.

A biomédica Mariana Cunha, do Hemopa, informa que desde 2011, ano de inauguração do banco, 1.027 bolsas de sangue de cordão umbilical e placentário foram coletadas e 636, liberadas para transplante; atualmente, 761 estão congeladas. A capacidade é de armazenar 3,6 mil amostras. A validade das bolsas é indeterminada, pois são elas conservadas a -196ºC em nitrogênio líquido.
“Hoje as bolsas são coletadas na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e no Hospital Regional Abelardo Santos, em Icoaraci. As mães são abordadas no pré-parto e informadas sobre a possibilidade de doação. O material é transportado até o Hemopa, onde é feita a pesagem, a celularidade é contada e a sorologia é testada, para garantir a qualidade”, explica a biomédica. Quando há possibilidade de atendimento, o Sistema Único de Saúde (SUS) promove a viabilidade do enxerto em centros do sudeste do país.

Os dados genéticos dos materiais coletados no Pará fazem parte da lista nacional da Rede Brasil Cord, que foi criada pelo Ministério da Saúde em 2004 para ampliar esse serviço no país e aumentar as chances de quem precisa encontra doador compatível.
Atualmente o setor passa por uma rigorosa avaliação de qualidade feita pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular e pela Associação Americana de Bancos de Sangue. “Em setembro o Hemopa foi recertificado por essas duas associações como um dos melhores hemocentros do mundo. Agora, o Banco de Sangue de Cordão Umbilical passa pela mesma avaliação. O que o Hemopa faz de forma macro este setor faz em menor escala, porque aqui temos os mesmos procedimentos, mas focados na coleta do material específico”.
Em respeito à Resolução RDC 56, de 16 de dezembro de 2010, o anonimato de doadoras e receptores deve ser preservado. Os benefícios do tratamento foram amplamente divulgados no país em 2000, na novela “Laços de Família”, em que a personagem principal, Camila (Carolina Dieckmann), tinha leucemia. No fim da trama, ela é salva por ter recebido a doação proveniente da irmã caçula. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) registrou 149 novos cadastramentos depois da novela, 130 a mais do que era feito por mês, em média.

A doação pode ser feita por gestantes com idade acima de 18 anos e que tenham, no mínimo, duas consultas pré-natais documentadas; idade gestacional igual ou superior a 35 semanas; bolsa rota (rompida) há menos de 18 horas; trabalho de parto sem anormalidade; e ausência de processo infeccioso ou doença durante a gestação que possa interferir na vitalidade placentária.
Serviço: O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos. Funcionamento para coleta de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo telefone 0800 280 8118, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Por Sérgio Moraes

Hemopa comemora Dia das Crianças com seus pequenos usuários


Atendida pela Fundação Hemopa desde os dois anos de idade, a adolescente Jamile Cristina, 14, portadora de anemia falciforme (doença hematológica hereditária, incurável e caracterizada pela produção anormal de hemoglobinas), participou de mais uma comemoração pelo Dia da Criança, nesta quinta-feira, 13, na sede do hemocentro. Ela não perde essa festa há 12 anos.

A homenagem, que recebeu dezenas de pequenos usuários assistidos pelo Hemopa, faz parte do projeto de atividades socioculturais e recreativas que têm o objetivo de proporcionar momentos de lazer, felicidade e principalmente de inclusão.

De acordo com a gerente do Serviço Social de Pacientes, a assistente social Cristina Santos, 40, a equipe multidisciplinar atua com um público que sobrevive em um alto índice de vulnerabilidade social. “Dificilmente eles têm acesso à cultura, ao lazer, a este tipo de momento. Por isso proporcionamos essas atividades para a melhoria da saúde e da qualidade de vida dessas crianças”.

Agradecida por mais essa homenagem, Ivete do Socorro Melo da Costa, 56 anos, dona de casa e mãe de Jamile Cristina, afirma que a filha é muito bem tratada no hemocentro. “Acho essa festa maravilhosa para as crianças. Jamile Cristina não perde uma, apesar dela ter tido dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e não poder dançar e brincar, só dela estar vendo tudo, já abre um sorriso”, ressaltou.
Referência em atendimento de pacientes com doenças hematológicas, a fundação tem um cadastro ativo de 14.293 pacientes; 4.080 são usuários entre zero a 18 anos, e 2.825 de zero a 12 anos. A assistência de média e alta complexidade é de responsabilidade da Coordenadoria de Atendimento Ambulatorial, que tem equipe médica multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, farmacêuticos, dentistas, fisioterapeutas, fisiatra, pedagogo e técnicos de enfermagem.

Cristina Santos, que há seis anos responde pela gerência de serviço, informa que a festinha das crianças é uma programação que já está no calendário da Coordenadoria de Atendimento Ambulatorial (Coamb), atendendo aos projetos de humanização desenvolvidos na Fundação. “Contamos com parcerias para realização de ações internas e externas”, destacou.
Para o Dia das Crianças, a ação teve o apoio do laboratório Baxter, da transportadora Transcurumim, dos colaboradores internos que doaram brinquedos. A assistente social citou ainda outros importantes projetos desenvolvidos junto aos usuários do ambulatório do Hemopa: “Sala de espera”, “Criar e se recriar” e “Vida educa”, entre outros.
Serviço:
O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos. Mais informações pelo telefone 0800-2808118

Hemopa estimula doação de sangue para atender pacientes infantis

Portador de aplasia medular, doença caracterizada pela alteração no funcionamento da medula óssea, o pequeno A. C., 8 anos, está à espera de um doador compatível de medula óssea. Ele está há quatro anos em tratamento na Fundação Hemopa para receber transfusão de sangue. A mãe do menino, Madalena Calandrini, 28, revela que o maior presente para o filho no Dia das Crianças, comemorado nesta quarta-feira (12), seria encontrar um doador. Enquanto esse sonho não se realiza, a vida do garoto é mantida graças às doações voluntárias de sangue.

“Nos últimos dois anos ele só faz o tratamento de suporte, que é a transfusão de sangue e plaquetas. Os doadores são muito importantes porque todo dia tem gente que precisa. Tomei consciência dessa situação quando meu filho precisou”, disse. Ela pede para familiares e amigos exercitarem esse ato simples e solidário.
O Hemopa tem a média diária de 200 coletas para cerca de 300 atendimentos transfusionais por dia na rede hospitalar pública e privada do Pará. Referência em atendimento de pacientes com doenças hematológicas, a fundação tem um cadastro ativo de 14.293 pacientes; 4.080 são usuários entre zero a 18 anos, e 2.825 de zero a 12 anos. A assistência de média e alta complexidade é de responsabilidade da Coordenadoria de Atendimento Ambulatorial, que tem equipe médica multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, farmacêuticos, dentistas, fisioterapeutas, fisiatra, pedagogo e técnicos de enfermagem.
A sede do Hemopa oferece aos pequenos usuários uma brinquedoteca que distrai as crianças enquanto elas aguardam atendimento, no andar térreo do prédio. O espaço precisa de doações de livros infantis e brinquedos educativos. Interessados em ajudar devem entrar em contato pelo telefone 0800-2808118.
O engenheiro civil Moyses Brasão Dias Junior, 30, esteve na terça-feira na sede do hemocentro com a filha, C. B. D., 3 anos, para avaliação de diagnostico, com suspeita de uma anemia profunda. “Estamos fazendo diversos exames e, por enquanto, ainda não há necessidade de receber transfusão de sangue, mas sei que muitas pessoas, muitas crianças, precisam da doação de sangue para sobreviver”, disse o pai, convocando voluntários para coleta de sangue.
Podem doar sangue candidatos com boa saúde, que tenham entre 16 anos e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original, com foto e assinatura. Não precisa estar em jejum. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três. O doador deve estar bem alimentado.
Serviço: O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos. Funciona para coleta de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 18h, e aos sábados, de 7h30 às 17h. A Unidade de Coleta Castanheira fica na BR-316, km 01. Mais informações pelo telefone 0800-2808118.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Campanha Super Pop mobiliza fãs de aparelhagem para doação de sangue no Hemopa



 Na manhã desta quarta-feira (5), na sede da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), foi iniciada a campanha Super Pop, que contou com a presença dos DJ’s Elison e Juninho, para apoiar e divulgar a ação de responsabilidade social destinada a incentivar a doação voluntária de sangue entre artistas e admiradores das aparelhagens.

Para a assistente social Juciara Farias, gerente de captação de doadores, a parceria contribui para incentivar o gesto voluntário, com alegria e entretenimento. “Contar com todos os segmentos da sociedade é de suma importância para disseminar esta causa entre possíveis candidatos à doação de sangue”, ressaltou.
Os irmãos Elison e Juninho sempre mobilizaram pessoas para a doação de sangue, geralmente para ajudar conhecidos. Mais recentemente, eles participaram de campanha realizada pela Casa Ronald McDonald Belém (parceira do hemocentro), espaço que abriga crianças e jovens com câncer, onde viram a necessidade das pessoas que precisam de sangue para viver.

“Está é a primeira vez que organizamos uma campanha nestes moldes, mas sentimos necessidade de nos engajar neste movimento, sensibilizar pessoas à doação constante, já que esse é um grande obstáculo, e principalmente dar o exemplo”, afirmou Juninho, candidato à doação de medula óssea, que já está mobilizando fãs e empresas parceiras para ajudar nesta causa.
Vivência - A autônoma Michele Faria, 31 anos, moradora do município de Barcarena (na região nordeste), apoiou os DJ's na abertura da campanha. Michele, que este ano perdeu um sobrinho de 7 anos vítima de câncer, disse que a criança só viveu por mais tempo porque recebeu sangue de pessoas que ela mobilizou nas redes sociais, que nem o conheciam, mas se dispuseram a ajudar. “Hoje, eu abraço essa causa, trazendo doadores de sangue, para que assim como meu sobrinho outras pessoas, principalmente crianças, possam ser ajudadas a continuar a viver”, declarou.
Na Região Metropolitana de Belém quem quiser doar em nome do Super Pop pode procurar a Fundação Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, nº 2109 e também a Unidade de Coleta Hemopa-Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole, que dá acesso ao Castanheira Shopping, na BR-316. Os dois pontos de coleta funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18 h, e aos sábados, até 17 h. Basta identificar o código 40 da campanha.

Pode doar sangue qualquer pessoa com boa saúde, que tenha entre 16 e 69 anos e pese acima de 50 quilos. É necessário portar documento de identidade original e com foto, e estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses, e a mulher a cada três. Adolescentes acima de 16 anos só podem doar com a autorização dos pais ou de um representante legal.

Campanha de doação de sangue do Oncológico Infantil recebe mais de 100 voluntários


Na última quinta-feira, 29, 106 voluntários compareceram ao Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, para a 2° Campanha de Doação de Sangue promovida pela unidade. Entre eles, 64 efetivaram a doação de sangue e 26 realizaram o cadastro junto ao Registro Nacional Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). A programação fez parte da Campanha “Setembro Dourado”, promovida pelo hospital, com o objetivo de conscientizar e sensibilizar a população quanto a importância do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil, bem como, demonstrar a importância do ato solidário de doar sangue.
Segundo a diretora Geral da unidade, Alba Muniz, a transfusão de sangue faz parte do tratamento das crianças com doenças oncológicas. “Mensalmente, o hospital já está realizando mais de 600 transfusões sanguíneas, o que demonstra o quanto nossas crianças necessitam do gesto solidário, que é a doação. Quando você doa sangue, você ajuda a salvar vidas e permite que essas crianças tenham mais qualidade no tratamento”, relata.
Durante a ação, acompanhantes e familiares também participaram da campanha, como foi o caso de Vanessa Monteiro, mãe de uma jovem de 16 anos que realiza tratamento no hospital desde o mês de julho. “Minha filha ainda não precisou receber sangue, e de acordo com a médica, o caso dela também não necessita de transplante de médula, porém agora que estamos vivendo a dificuldade de enfrentar a doença, não medirei esforços para ajudar de todas as formas, as crianças que neste hospital realizam tratamento, até porque eu não sei o dia de amanhã, mas sei bem o quanto é doloroso ver nossos filhos em situações críticas de saúde”, relata a mãe, que na oportunidade fez o cadastro de medula óssea.
A campanha ocorreu em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), que viabilizou a logística das coletas dentro da unidade, proporcionando mais comodidade aos doadores voluntários. Àqueles que não conseguiram doar, ou que tem interesse em doar em nome do Hospital Oncológico Infantil, podem procurar o Hemopa, de segunda a sábado, e informar o nome do hospital e o código 1766.
Doação
Para doar sangue a pessoa deve ter boa saúde, estar bem alimentado, ter peso igual ou superior a 50kg; ter idade entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos necessitam de autorização dos pais ou responsáveis); não ter tido hepatite após 10 anos de idade; não ter doença de Chagas ou contato com o inseto “barbeiro”; não ser portador de epilepsia; não ter feito tratamento dentário nas últimas 72 horas; não ter diabetes; no caso dos homens não ter doado sangue em menos de 60 dias e mulheres, em menos de 90 dias; estar fora do período gestacional.
Para que a doação seja efetivada, deve ser apresentado documento de identidade original e com foto (RG, Carteira Profissional, Certificado de Reservista, Carteira de Motorista ou Carteiras de Conselhos de Classe).
Unidade
O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é a primeira unidade pública que atende na região Norte, exclusivamente, pacientes com câncer, de zero a 19 anos. Pertence ao Governo do Pará, administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). 
Por Izabelle de Mesquita

Idosos contribuem com doações voluntárias de sangue no Hemopa


Neste sábado, 1° de outubro, a Fundação Hemopa presta homenagem ao Dia Nacional do Idoso, público que atualmente é responsável por 1% das doações de sangue, com quase 100 mil coletas por ano, beneficiando milhares de pacientes internados na rede hospitalar pública e privada do Estado. Um deles é o paciente Raimundo Ferreira Holanda, 80, que há cinco anos recebe tratamento no hemocentro para mielodisplasia (desordem na produção de células da medula óssea) e precisa de transfusão para estabilizar seu quadro de saúde.

Aos 62 anos, Ana Maria de Souza Palheta, natural do município de Vigia, no nordeste paraense, faz parte do percentual de doadores da terceira idade do Hemopa. Há mais de quatro anos ela salva vidas com esse gesto simples e nobre. “Todos ser humano precisa ajudar outros seres humanos. Os idosos saudáveis como eu devem doar sangue também. Por isso não fumo, não bebo e faço atividade física todos os dias e tenho muita saúde”, diz, incentivando a população em geral a fazer o mesmo.
O paciente Raimundo  Ferreira agradece pelo tratamento recebido no hemocentro paraense. “Digo para minha família parece que aqui sou tratado como parente dos funcionários”, afirma. A assistente social Lilian Bouth, da Gerência de Captação de Doadores do Hemopa, parabeniza o segmento da terceira idade em colaborar para a vida de outras pessoas com as doações de sangue. “É muito gratificante ver pessoas com mais de 60 anos dispondo do seu tempo e de sua saúde para ajudar outras,que em alguns casos são mais jovens do que elas. São exemplo de vida e de solidariedade”.

Podem doar sangue pessoas com boa saúde, que tenham entre 16 e 69 anos e pesem acima de 50 quilos. Menores de 18 anos podem doar somente com autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original com foto e estar bem alimentado. O homem pode doar a cada dois meses e a mulher, a cada três.
Serviço: O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, e no acesso ao Pórtico Metrópole, na entrada do shopping Castanheira (BR-316, km 1). As coletas são feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações pelo Alô Hemopa: 0800-2808118.