quinta-feira, 20 de julho de 2017

Queda de 50% das doações pode interferir no atendimento transfusional

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) enfrenta dificuldades com a evasão de candidatos à doação de sangue em julho. Hoje, dia 20, essa redução já atinge 50%, o que pode interferir no atendimento integral à demanda da rede hospitalar nesse período, já que, enquanto o número de coletas cai, a necessidade de sangue aumenta. Por isso, o Hemopa explica que a doação de sangue não impede a diversão e nem de aproveitar o verão.
Segundo a gerente de Captação de Doadores do Hemopa em Belém, Juciara Farias, para reverter a situação, o serviço tem investido no contato direto com os voluntários. “Estamos ligando para os nossos doadores, seja de forma individual ou pelos grupos solidários. Essas pessoas são fundamentais nesses momentos de crise no estoque de sangue. Apelamos especialmente aos familiares e amigos de pacientes para que doem sangue. Muitas pessoas dependem de gesto solidário”.
Por conta das férias escolares, todos os anos o número de doações de sangue caem em torno de 40%, percentual semelhante ao aumento da necessidade de transfusões, por exemplo, na região nordeste do Pará. O Hemocentro Capanema atende aos municípios de Salinópolis e Bragança, que recebem muitos veranistas e onde a utilização de sangue se eleva em cerca de 30%.
Juciara explica que existem pessoas que acreditem que, após doar sangue, o voluntário não pode se divertir. Isso é um mito. “Não há qualquer impedimento de um doador fazer sua doação de sangue e viajar em seguida. Doar sangue é um ato de amor ao próximo e depende apenas da vontade do voluntário. Então o convite é: antes de viajar, doe sangue”, evidencia.
Ela ressalta ainda que, nesse momento de férias em que as pessoas vão às festas e consomem bebida alcoólica, é importante que a doação seja feita antes da viagem “para garantir que o doador esteja em boas condições de saúde, sem ingestão de bebida alcoólica nas últimas 24 horas e com pelo menos seis horas de sono na noite anterior”, esclarece a técnica.
Por isso, a viagem do veranista belenense pode começar com uma doação de sangue. No km 1, da BR 316, está instalada a Unidade de Coleta Castanheira, ou seja, bem no caminho de quem está saindo da cidade. A Unidade fica na área térrea de acesso ao Pórtico Metrópole. “Lá, oferecemos a mesma segurança e conforto para coleta sangue”, assegura Juciara.
Mas, o Hemopa possui outros oito hemocentros regionais. Ou seja, os veranistas podem doar sangue em qualquer parte do estado. Na região metropolitana, além do hemocentro coordenador, em Batista Campos, e da Unidade Castanheira, tem hemocentro em Castanhal. Na Nordeste do Pará, tem nos municípios deAbaetetuba e Capanema. Na Sudeste, em Marabá, Redenção e Tucuruí. Já na Sudoeste, em Altamira. E no Baixo Amazonas, em Santarém.

Serviço: Para ter mais informações sobre o funcionamento da hemorrede paraense, basta entrar em contato com a ouvidoria do Hemopa, pelo número 0800 208 8118. A ouvidoria funciona de 8h às 18h.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Hemopa Capanema: verão com ginástica e doação de sangue

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), por meio do Hemocentro Regional Capanema, realiza ação de conscientização sobre a importância da doação voluntária de sangue. A mobilização será até o dia 28, na Concha Acústica da Praça 3 de Maio, onde a Prefeitura de Capanema oferece diariamente atividades físicas e de orientação sobre saúde à população.
Intitulada “Saúde em Ação e Solidariedade”, a campanha tem a finalidade de captar mais voluntários da doação de sangue nesse mês de julho, quando o número de comparecimento diminui, mas a necessidade de sangue aumenta, principalmente na região do Salgado. “Nós atendemos os municípios de Salinópolis e Bragança, que recebem muitas visitantes nessa época do ano e onde a utilização de sangue eleva considerável”, explica a assistente social do Hemopa em Capanema, Luíza Helena Santana.
Em média, todos os meses o hemocentro fornece cerca de 250 bolsas de sangue para rede hospitalar da região. No mês de julho, esse fluxo chega a aumentar em 30%. “Todas as noites, estamos na praça para fazer esclarecimentos à população, explicar sobre a importante do ato de doar sangue e convidar todos para participar da campanha” ressalta Luíza, ao informar que no final da mobilização haverá sorteio de prêmios, doados por instituições parceiras.
Para participar da iniciativa, o voluntário precisa se cadastrar na Concha Acústica e, no momento da doação de sangue, informar o código da campanha que é 1903 para que possa concorrer aos prêmios. O sorteio será no dia 28, na própria praça. 
Desde o início de julho, como programação de verão, a Prefeitura de Capanema oferece atividades físicas diariamente, além de testes de glicemia, diabetes e HIV, aferição de pressão e ainda palestras educativas sobre vários temas, realizadas pelo Núcleo de Atendimento de Saúde da Família, que possui equipe multiprofissional composta por educador físico, nutricionista, médico, psicólogo, psiquiatra, entre outros.

Serviço: A campanha “Saúde em Ação e Solidariedade” da Fundação Hemopa, por meio do Hemocentro Regional de Capanema, vai até o dia 28, sempre a partir das 18h30, na Concha Acústica da Praça 3 de Maio.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

ATENÇÃO DOADORES:


Segurança transfusional do Hemopa é tema de palestra transmitida para todo o Brasil

Em 2012, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) promoveu um enorme avanço para garantir a segurança no sangue disponibilizado pelo hemocentro em todo o estado. Isso ocorreu devido à implantação do NAT, um teste molecular que utiliza uma plataforma automatizada com grande capacidade de processamento e que permite detectar, com alta sensibilidade, os vírus HIV e Hepatites B e C no sangue do candidato à doação.
A gerente de Triagem de Doenças Transmissíveis para o Sangue, Renata Hermes explica que, ao fazer uma doação, uma amostra do sangue coletado desse voluntário passa por uma série de processos de avaliação visando exatamente à qualidade do produto a ser transfundido. “Antes, se um doador estivesse contaminado há pouco tempo, era possível que o vírus não fosse detectado na sorologia comum. Agora não. Mesmo com pouquíssimo tempo de contaminação, as doenças são detectadas pelo teste”, ressalta a gerente. Aqui no estado, o percentual de doadores considerados inaptos pelo teste de triagem é de 3%, um número considerado satisfatório e dentro dos padrões do Ministério da Saúde (MS).
É sobre o uso desse teste que o Hemopa, pela primeira vez, vai fazer a transmissão de uma videoconferência para todo o Brasil, proferida por um servidor próprio. A programação faz parte da RHEMO, que é uma rede de colaboração virtual que existe desde 2006, financiada pelo MS. O tema da palestra é “Gerenciamento de Controle de Qualidade NAT: Controle de Lote e Controle Interno”, e será realizada no dia 13 de julho, das 10h às 11h30, no próprio hemocentro.
A palestra será ministrada por Renata que ressalta a importância dessa videoconferência para a ampliação do conhecimento acerca do teste. “O uso do NAT exige uma série de protocolos a se seguir. Mas, por ser recente, não existem publicações sobre ele. A videoconferência vai possibilitar uma troca de experiências; vamos relatar o nosso uso e também conhecer a experiência da hemorrede brasileira”, comenta.
Participação: Para Socorro Cardoso, responsável pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hemopa (NEPES), a RHEMO permitiu a implantação de um sistema interativo de comunicação por videoconferência nos 31 hemocentros coordenadores do Brasil. “A rede tem uma agenda anual de palestras, que são realizadas, em média, duas vezes ao mês. E ela é extremamente importante para a atualização e troca de conhecimento entre os hemocentros brasileiros”, relata.
Aqui no Pará, a iniciativa tem como público-alvo os profissionais que atuam no setor de hemoterapia e hematologia; mas não somente os servidores do Hemopa. “Quem quiser participar basta entrar em contato com a gente. Ao final da palestra, emitimos uma declaração de participação e o também enviamos os slides da apresentação. Mas qualquer pessoa do estado também pode assistir. Bastar entre no site da RHEMO, a transmissão é feita ao vivo”.
Serviço: Quem tiver interesse em participar da palestra “Gerenciamento de Controle de Qualidade NAT: Controle de Lote e Controle Interno” na Fundação Hemopa, basta entrar em contato com o NEPES pelo telefone 3110-6534. Também é possível assistir pela internet, por meio do site http://www.nutes.ufpe.br/indu/course/ com transmissão em tempo real. A videoconferência será no dia 13 de julho, das 10h às 11h30.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Diminuição nas doações de sangue pode chegar a 40% este mês

No Pará, o mês de julho é dedicado ao veraneio, quando boa parte da população da região metropolitana de Belém e também de outros municípios polo do estado aproveita o recesso escolar para buscar o lazer ou o relaxamento nos balneários espalhados pelas diversas regiões do estado. Mas se por um lado o período é sinônimo de diversão para centenas de pessoas, por outro é de preocupação, principalmente para os pacientes que necessitam de transfusão de sangue, já que o número de doações feitas à Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) cai significativamente. Nesta primeira semana do mês, a sala de coleta do hemocentro já começou a ficar vazia. E a redução no número de doações deve chegar a 40%.
A gerente de Captação de Doadores do Hemopa, Juciara Farias, alerta que essa queda pode interferir no atendimento transfusional da rede hospitalar, o que provoca a necessidade de priorizar demandas de urgência e emergência e também o adiamento de cirurgias eletivas (sem risco de morte). “A redução no número de doadores voluntários em julho já é prevista pelos hemocentros de todo o Brasil. E, sabendo disso, atuamos de forma estratégica para tentar evitar um possível desabastecimento, por meio da realização de campanhas e da convocação de doadores por telefone e pelas redes sociais. Mesmo assim, precisamos chamar atenção da população em geral para que não falte sangue nos mais de 200 hospitais do Pará”, ratifica.
Entre os critérios básicos para ser um doador de sangue estão: ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Mas não há qualquer impedimento ao doador que tenha viagem programada. “Esse é um ato de amor ao próximo e depende apenas da vontade do voluntário. Então o convite é: antes de viajar, procure o hemocentro e doe sangue. Não há qualquer problema em pegar a estrada em seguida”, comenta a gerente.
A assistente social lembra ainda que o Hemopa mantém a Unidade de Coleta Castanheira, que fica no trajeto de quem vai sair de Belém: no térreo de acesso ao Pórtico Metrópole, na BR-316, Km 01, que funciona no mesmo horário de atendimento da sede do Hemocentro. “Lá, oferecemos a mesma segurança e conforto para coleta sangue”, assegura Juciara.
Uma única doação de sangue pode ajudar até quatro pacientes. Como o técnico em refrigeração Carlos André, portador de uma doença de nome complicado e considerada rara, a Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN). “Ele sentia muito cansaço e tinha uma anemia constante e profunda. O diagnóstico veio há um ano e ele sempre precisa de sangue”, explica a esposa, Josi Maia.
A HPN é uma doença adquirida, pode atingir pessoas em qualquer faixa etária e se caracteriza por afetar as células-tronco dos pacientes. Nela, a medula óssea não é capaz de repor os glóbulos vermelhos que estão sendo destruídos. Nesta semana, Josi acompanhou o marido em mais uma transfusão de sangue no Hemopa. Dessa vez foram necessárias duas bolsas de sangue. “Só nesse mês já é a terceira vez que ele precisa fazer transfusão. Então, pra ele, esse sangue é vida. Ele sempre sai daqui muito melhor”.
Parcerias: Nesse mês considerado fundamental para o hemocentro, Juciara Farias aposta nos hospitais como os grandes parceiros na promoção da doação de sangue entre seus colaboradores e pacientes. “É vital que os amigos e familiares de paciente dependentes de transfusões de sangue encaminhem doadores ao Hemopa”, ressalta.
Um exemplo disso poderá ser visto no dia 12, quando será realizada campanha de doação de sangue e cadastro de medula óssea no Hospital Oncológico Infantil, que fica na Travessa 14 de Março, à esquina da Avenida Magalhães Barata. As doações serão feitas de 8h as 16h.
Serviço: A sede do Hemopa fica na travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira, que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, Km 1. O horário de funcionamento é de 7h30 as 18h, de segunda a sexta-feira, e de 7h30 as 17h, aos sábados.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Hospital Oncológico promove gincana de doação de sangue

Colaboradores do Hospital Oncológico Infantil participarão, de 1º a 12 de julho, da III Campanha de Doação de Sangue e Cadastro de Medula Óssea. Em forma de gincana, a campanha vai cadastrar doadores de medula e também mobilizará doadores de sangue para ajudar os estoques da Fundação Hemocentro do Pará (Hemopa) - órgão que atende demandas de hemocomponentes necessários a tratamentos de crianças atendidas no hospital.
Os colaboradores do Hospital Oncológico que mobilizarem o maior número de doadores de sangue - direcionando os voluntários para o código de doação 1766, que identifica o Oncológico junto ao Hemopa -irão concorrer a três cestas de chocolate e a outros prêmios.
Durante o dia 12, o Hemopa também realizará coleta de sangue de doadores no próprio prédio do Oncológico, das 8h às 17h. Com o mote “Quando você doa sangue a brincadeira continua”, a campanha é organizada pelo hospital por meio da Agência Transfusional.
Campanhas pedem apoio
As campanhas do Oncológico para pedir reforço do voluntariado em doações de sangue junto ao Hemopa têm sido mais constantes e vêm mobilizado cada vez mais pessoas. No dia 1º de junho, cerca de 30 crianças e adolescentes atendidos pelo hospital entraram em quadra durante o amistoso da seleção feminina brasileira de vôlei contra a República Dominicana, realizado em Belém, na Arena Guilherme Paraense. A convite  da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), os meninos e meninas do Oncológico deram as mãos às atletas e pediram ao público presente na arena um apoio maior às doações.

O hospital precisa de sangue para dar continuidade a tratamentos. Em média, são feitas cerca de 400 transfusões ao mês na unidade. Para ajudar, os voluntários devem dirigir suas doações ao Hemopa informando o código 1766. Isso faz com que o sangue coletado apoie os estoques dirigidos às crianças do Oncológico. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

ATENÇÃO:

Por conta da greve de ônibus na região metropolitana de Belém e da obstrução das vias na altura do Entroncamento, nesta sexta-feira muitos servidores que trabalham na coleta do sangue não conseguiram chegar ao Hemopa, deixando nosso quadro deficiente. Para não prejudicar a qualidade do atendimento da Fundação, a Unidade de Coleta Castanheira fechou ao meio dia. Já o hemocentro coordenador vai fechar às 16h, devido a logística de transporte dos servidores que precisam retornar para casa. Contamos com a compreensão de todos.

Projeto faz capacitação acerca da hemofilia

Durante esta sexta-feira, 30, a Associação Paraense de Portadores de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (ASPAHC), em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), realizou mais uma ação do Projeto REHEDUCA, no auditório do hemocentro. A iniciativa visou capacitar profissionais da saúde e familiares de pacientes, difundindo informações acerca da doença para ampliar a rede de atendimento no estado.
A hemofilia é uma doença genética caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue. Quando uma pessoa se corta, automaticamente as proteínas sanguíneas entram em ação para estancar o sangramento. Isso ocorre porque existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação (expressos por algarismos romanos); quando acontece o rompimento do vaso sanguíneo, a ativação do primeiro fator leva à ativação dos demais até que acorra a formação do coágulo pela ação dos 13 fatores.
A coordenadora de atendimento ambulatorial do Hemopa, a médica Saide Trindade, explica que os hemofílicos têm deficiência em dois deles, dificultando a coagulação e causando sangramentos prolongados. Indivíduos com baixa atividade do fator VIII possuem hemofilia tipo A, enquanto que aqueles com deficiência na atividade do Fator IX possuem hemofilia tipo B. “O tratamento consiste na reposição do fator deficiente, o que varia de acordo com o grau que hemofilia, se grave, moderado ou leve. Mas, normalmente, ocorre numa média de três vezes na semana”, explica a médica.
Segundo o Ministério da Saúde, no Pará existem cerca de 450 hemofílicos, que recebem atendimento multidisciplinar no Hemopa, referência para diagnóstico e tratamento da patologia no estado. A presidente da ASPAHC, Christianne Costa, ressalta que a ideia da capacitação é “fazer um trabalho de ampliação da rede de atendimento. Os hemofílicos têm acompanhamento no Hemopa, mas os sangramentos podem acontecer em qualquer lugar e elas precisam ter atendimento adequado no município que estiver. É necessário ampliar essa rede de conhecimento”.
Para a capacitação desta sexta-feira, foram convidados representantes de 46 municípios paraenses, entre eles médicos, fisioterapeutas e dentistas. “Ainda há muito desconhecimento acerca da hemofilia, mesmo entre os profissionais da saúde. É muito importante promover a divulgação é o esclarecimento da doença para desmistificar a doença e facilitar seu tratamento. Essas pessoas serão multiplicadoras do conhecimento nas suas cidades”, comenta a médica hematologista Ieda Pinto.
A médica explica que esse desconhecimento é encontrado no momento do diagnóstico e também quando portador da hemofilia tem sangramento e precisa de uma urgência. “Os profissionais, em seus cursos de formação, têm muito pouco contato com a hemofilia. Isso é uma realidade de todo o Brasil. Precisamos mudar esse cenário e eventos como esse são muito importantes para a divulgação da doença”, esclarece Ieda.
Para Chistianne, outro público também é muito importante nessa capacitação: os familiares dos hemofílicos. “Quando um hemofílico tem um sangramento, normalmente é o familiar que faz o primeiro atendimento. Então ele precisa saber o que fazer, como agir numa situação dessa”, relata a presidente da ASPAHC.
O Projeto REHEDUCA (Rede de Cuidados em Hemofilia e Educação dos Tratadores) tem como principal objetivo a troca de experiências para difundir informações sobre a hemofilia. Ainda neste ano, o projeto irá até Marabá e, no início de 2018, até Santarém para dar continuidade ao trabalho de capacitação dos profissionais da saúde e de ampliação da rede de atendimento aos hemofílicos.
Legislação: No evento, Chistianne Costa falou sobre a mudança no atendimento aos hemofílicos ao longo dos anos. “Antes, o paciente era tratado quando estava num processo hemorrágico, mas com a mobilização social das nossas entidades, isso mudou. Além das sequelas físicas nos pacientes, verificou-se que esse tipo de atendimento chegava a ser 80% mais caro que o preventivo. Agora está diferente. Sempre é priorizado o tratamento preventivo do hemofílico”.

Foi com a ideia de criar uma legislação específica para o atendimento do hemofílico que Edson Cardoso, chefe de gabinete do deputado estadual Renato Ogawa, participou do evento. “Queremos criar um protocolo de atendimento que seja seguido em todos os municípios do Pará. Vamos montar um grupo de trabalho com a ASPAHC e o Hemopa para formatar esse projeto”, conclui.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Pacientes com doença falciforme sanam dúvidas em grupo de apoio

De forma muito simples, dinâmica e explicativa, a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará (Hemopa), por meio da Coordenadoria de Atendimento Ambulatorial (COAMB), começou um novo trabalho com a formação de grupos de apoio voltados a pacientes atendidos pelo hemocentro. Nesta terça-feira, dia 27, os portadores da doença falciforme puderam esclarecer suas dúvidas. Já no dia 29, será o momento daqueles com hemofilia. A partir desde mês de junho, os encontros irão acontecer uma vez por mês no hemocentro coordenador, em Belém.
A criação dos dois grupos de apoio é uma iniciativa das fisioterapeutas Luciana Rezende e Flávia Hage, que fazem Residência Multiprofissional em Hematologia e Hemoterapia na Fundação desde 2016. “Durante um ano, nós estudamos bem as necessidades dos pacientes e observamos que seria importante ampliar o conhecimento deles. Por isso decidimos criar os grupos. Queremos estar próximas deles, para que eles realmente perguntem, sem qualquer vergonha”, explica Luciana.
Os grupos objetivam sanar dúvidas dos pacientes, assim como dos familiares que são convidados a participar da programação, promovendo uma troca de experiências e incentivando a prática de exercícios físicos. “Por ser crônica, esses pacientes têm que conviver com a doença para o resto da vida. Por isso é muito importante que eles realmente conheçam a doença. Com conhecimento é possível ter qualidade de vida, não é a toa que nossos grupos foram intitulados de ‘Conheço, Cuido e Vivo’”, ressalta Luciana.
A Fundação Hemopa é referência para diagnóstico e tratamento das patologias ligadas ao sangue no estado, onde os usuários também recebem atendimento multidisciplinar, que inclui assistência social, fisioterapia, odontologia, por exemplo. Atualmente, quase 15 mil pacientes estão ativos na instituição, dentre os quais 860 têm a doença falciforme.
No primeiro dia do encontro, os portadores da doença falciforme entenderam o que é a doença e sua forma de transmissão. “A doença falciforme é genética, ou seja, é passada de pai para filho. Tem como principal característica as hemácias em formato de foice. Numa pessoa normal, as hemácias são arredondadas e maleáveis e transportam oxigênio sem qualquer problema. Já em quem tem a doença falciforme, essa hemácia tem aspecto rígido, o que provoca obstrução nos vasos sanguíneos”, informa Flávia Hage.
Aos 47 anos, Antônio Sousa descobriu a doença falciforme na juventude. “Eu sentia muita dor no corpo, fiquei algumas vezes internado e acreditavam que eu tinha hepatite. Até que meu quadro agravou e me encaminharam para o Hemopa”. Para ele, o grupo de apoio é uma grande oportunidade para todos. “Gostei muito de tudo hoje. A gente acha que sabe de tudo da doença, mas não é assim. Tem coisa que foi falado aqui que já tinha escutado falar, mas nem lembrava mais”, comenta.
Quem também estava atenta às explicações era Fance Araújo, de 28 anos, que estava acompanhada da filha Maria Eduarda, de apenas cinco. Durante toda a infância e adolescência, a jovem sentiu fortes dores no corpo e apresentava cor amarelada nos olhos. “Eu me lembro de viver no médico com minha mãe. Passei por vários e eles sempre diziam que eu tinha reumatismo e também prescreviam ferro para a minha anemia”, relembra.
Aos 23 anos, quando estava grávida de quase sete meses, Fance passou a ter constantes desmaios. Durante o pré-natal, uma médica desconfiou dos sintomas e encaminhou a jovem para o Hemopa. “Após uma vida de dor, finalmente soube o que eu realmente tinha. Minha filha também nasceu com a doença falciforme, mas ela tem uma vida completamente diferente da minha. Aqui ela tem todo um acompanhamento e hoje, nos duas, vivemos normalmente”.
Serviço: Até o final deste ano, os encontros do grupo de apoio “Conheço, Cuido e Vivo” serão realizados uma vez por mês, na sala de estar da Fundação Hemopa, de 9h às 11h. Nesta terça-feira, dia 27, o encontro foi voltado aos portadores da doença falciforme puderam tirar dúvidas. Já na próxima quinta-feira, 29, será o momento daqueles com hemofilia. Mais informações pelo telefone 3110-6620.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pacientes do Hemopa ganham grupos de apoio

Aproximar profissionais e pacientes e esclarecer dúvidas acerca de doenças ligadas ao sangue. Esses são alguns dos benefícios esperados com a criação de dois grupos de apoio para pessoas portadoras da hemofilia e da doença falciforme e seus familiares. A iniciativa, que começa dia 27, é de fisioterapeutas em residência na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa).
Segundo o Ministério da Saúde, existem cerca de 260 portadores da doença falciforme e mais de 450 hemofílicos no Pará, atendimentos pelo hemocentro. A Fundação Hemopa é referência para diagnóstico e tratamento das patologias do sangue no estado, onde os usuários também recebem atendimento multidisciplinar. A partir desse mês de junho, os encontros passam a ocorrer uma vez ao mês, sempre as terças e quintas-feiras, de 9h às 11h, no próprio hemocentro.
Segundo a fisioterapeuta Luciana Rezende, a ideia é que os pacientes possam trocar experiências entre si e que profissionais da saúde possam difundir informação com rodas de conversas, além de incentivar a prática de exercícios físicos. “Foram criados dois grupos diferentes porque os usuários têm necessidades diferentes. O primeiro é voltado aos portadores da doença falciforme; o outro aos pacientes portadores da hemofilia. Queremos sanar dúvidas deles, sempre envolvendo os familiares”, conta.
Em cada um dos encontros, um profissional de uma área diferente será convidado a participar da conversa. São médicos, enfermeiros, assistentes sociais. “Além disso, também vamos pedir para que eles façam uma avaliação ao final de cada ação. Esse controle de qualidade é para que possamos verificar quais temas eles querem ver no próximo encontro”, explica Luciana. A atividade se estenderá até o mês de dezembro.
Além de Luciana, o projeto “Conheço, Cuido e Vivo” também tem participação da fisioterapeuta Flávia Hage. Ambas fazem parte da Residência Multiprofissional em Hematologia e Hemoterapia, fruto de uma parceria entre o hemocentro e a Universidade do Estado do Pará (UEPA). “Nossos encontros não serão restritos aos pacientes que fazem acompanhamento na fisioterapia. Também chamamos os pacientes do ambulatório, sem esquecer dos familiares”, comenta Flávia.
Nazaré Cruz é mãe de Antônio Arley, que está com 11 anos. Quando e menino tinha sete meses de idade foi diagnosticado como portador da hemofilia. “Ele tomou vacina nas duas perninhas dele. Logo depois da aplicação, uma delas ficou muito escura, negra mesmo. Corri com ele pro hospital e ele ficou internado por oito dias e tomou três bolsas de sangue”, relembra.
Ao ser encaminhado para o Hemopa, o Antônio passou a ter acompanhamento especializado e, hoje, faz fisioterapia todos os dias da semana no hemocentro. Mãe e filho já estão inscritos para participar do grupo de apoio. “Acredito que as conversas vão ser muito importantes. Sempre surgem dúvidas, principalmente porque ele é uma criança e às vezes não pode fazer tudo o que uma criança faz”.
Doenças: A doença falciforme é genética e identificada por uma alteração nos glóbulos vermelhos que perdem a forma arredondada e elástica e adquirem o aspecto rígido, pouco maleável. Tal situação causa obstrução nos vasos sanguíneos. Uma anemia profunda surge porque essas células defeituosas têm uma vida muito curta e a medula não consegue reproduzir células tão rapidamente para compensar essa rápida eliminação.
A hemofilia também é uma doença genética, mas caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue. Quando uma pessoa se corta, automaticamente as proteínas sanguíneas entram em ação para estancar o sangramento. Isso ocorre porque existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação; quando acontece o rompimento do vaso sanguíneo, a ativação do primeiro fator leva à ativação dos demais até que acorra a formação do coágulo. Mas os hemofílicos tem deficiência em dois deles, dificultando a coagulação e causando sangramentos prolongados.

Serviço: Os encontros dos grupos de apoio do projeto “Conheço, Cuido e Vivo” começam nesta terça-feira, dia 27 (para pacientes com doença falciforme) e na quinta-feira, dia 29 (para portadores da hemofilia). Os encontros serão mensais, até o final de dezembro. Para mais informações entrar em contato com o setor de fisioterapia da Fundação Hemopa pelo telefone 3110-6620.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Curso ratifica responsabilidade compartilhada para execução da Política do Sangue

Nesta quinta-feira, dia 22, foi encerrada a capacitação técnica promovida pelo Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede (PNQH), do Ministério da Saúde. A iniciativa contou com a participação de todas as 44 Agências Transfusionais (ATs) do Pará, e teve um total de 24 horas de duração, distribuídas em três dias de evento. O curso, que visou garantir a qualidade no processamento do sangue e também nas transfusões sanguíneas, foi realizado na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), em Belém, e mostrou o comprometimento das três esferas de governo na execução da política do sangue.
As ATs têm como função armazenar sangue e seus derivados, realizar exames pré-transfusionais e liberar e transportar os produtos sanguíneos para as transfusões; elas estão instaladas dentro dos próprios hospitais. O curso priorizou o aprendizado da aplicação do instrumento Check List de avaliação como ferramenta para autodiagnóstico, ou seja, os representantes dos hospitais da região metropolitana e do interior do estado tiveram a oportunidade de conhecer na prática as ferramentas para a aplicação dos procedimentos obrigatórios e necessários para garantir a qualidade do sangue a ser transfundido.
Conhecida como “Lei do Sangue”, a lei n° 10.205 de 2001 estabelece a organização do Sistema Nacional do Sangue, Componentes e Hemoderivados (SINASAN). Já o decreto 3990, também de 2001, traz a operacionalização da execução dessa política. Toda essa legislação existe para reforçar a segurança do produto destinado pra população. Responsabilidade que é compartilhada pelas três esferas governamentais.
Segundo a técnica da Coordenação Geral do Sangue do Ministério da Saúde, Bárbara Simões, que esteve em Belém para o curso, “a lei determina que esse trabalho deve acontecer de forma harmonizada entre os governos federal, estadual e também municipal. Quando a hemorrede do Pará recebe a estadualização desse programa ele vai ao encontro de uma política de aperfeiçoamento da sua própria rede. Um aperfeiçoamento feito dentro do próprio estado usando uma metodologia trabalhada, já testada, no âmbito nacional”.
Para a presidente da Fundação Hemopa, Ana Suely Saraiva, o momento que se viveu com a realização do curso mostra exatamente esse contexto. “Nós temos a participação da União, com o evento da coordenação do sangue, inclusive com patrocínio da vinda de alguns representantes dos nossos municípios; a presença do estado pela Fundação Hemopa, como gestora da política estadual do sangue; e a participação dos municípios, que estão se mostrando sensíveis quanto a responsabilidade a ser compartilhada para que se tenha segurança no sangue transfundido em qualquer parte do nosso estado”, explica a presidente.
Bárbara Simões reafirma que isso se harmoniza com a proposta federal de qualificação dos serviços e, sem dúvida, agrega valor ao atendimento hemoterápico já disponibilizado no estado pelo Hemopa. “Aqui já é percebido uma hemorrede de referência frente aos instrumentos de gestão e de qualidade, não somente no hemocentro coordenador como também na descentralização pra rede. O curso está permitindo o conhecimento de ferramentas para disseminar o processo de gestão técnica e gerencial dentro de suas unidades”, explica a técnica.
Aline Amorim é responsável pela AT que funciona no Hospital Geral de Parauapebas. Em média, a unidade utiliza 150 bolsas de sangue para atender o próprio Hospital e também outras instituições que funcionam nos municípios vizinhos. “Nós realmente estamos comprometidos em fazer um trabalho que garanta a qualidade do sangue transfundido. Isso vai desde a solicitação para compra do melhor reagente até manutenção adequada dos equipamentos. É comum no dia-a-dia surgirem dúvidas quanto à documentação, mas aqui estamos tendo uma oportunidade única para aprofundar nossos conhecimentos”, relata.

A equipe do Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede veio ao Pará com uma proposta nacional de trabalho para essa qualificação, mas consciente da existência da necessidade de adequação para as necessidades locais. “Viemos pra cá conhecendo a realidade do estado para que os participantes pudessem aproveitar ao máximo as ferramentas de avaliação disponibilizadas pelo programa”, finaliza Bárbara.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Profissionais que atuam em Agências Transfusionais passam por qualificação

Promover a capacitação técnica para garantir qualidade no processamento do sangue e nas transfusões sanguíneas. Esse é o principal objetivo do curso promovido pelo Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede (PNQH). O evento, voltado para representantes das agências transfusionais do Pará, começou nesta terça-feira e segue até o dia 22 de junho na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa).
Quando um voluntário faz uma doação, esse sangue coletado passa por uma série de processos de avaliação e de separação de seus componentes. A coordenadora do PQNH, Jane Terezinha Martins, explica que toda transfusão sanguínea possui riscos, mas, ao qualificar os profissionais no processamento do sangue, esse risco passa a ser mínimo. “Esses processos, quando seguidos corretamente, garantem que a qualidade do sangue seja igual em qualquer parte do Brasil”, fala.
Segundo a coordenadora, a ideia é capacitar todos os profissionais envolvidos, sejam eles médicos, enfermeiros ou biomédicos, pensando sempre no usuário, ou seja, nos pacientes que precisa de sangue. “Ainda ocorrem transfusões desnecessárias ou reações em decorrência de transfusões que não são identificadas como tal e sim confundidas como sintomas da doença que o paciente sofre. Isso acontece por falta de capacitação. A hematologia e a hemoterapia são áreas muito específicas, que precisam de qualificação”, comenta.
A hemorrede paraense é constituída por um Hemocentro Coordenador (em Belém), pela Unidade de Coleta Castanheira, três Hemocentros Regionais (em Castanhal, Santarém e Marabá), cinco Núcleos de Hemoterapia (em Capanema, Altamira, Tucuruí, Abaetetuba e Redenção) e 44 Agências Transfusionais (ATs). Essas últimas, têm como função armazenar sangue e seus derivados, realizar exames pré-transfusionais e liberar e transportar os produtos sanguíneos para as transfusões. As ATs, em sua maioria, tem localização intra-hospitalar, ou seja, instaladas nos próprios hospitais.
No Brasil, há uma legislação que regulamenta a política de sangue. É ela que define os critérios de criação de uma Agência Transfusional. “No geral, isso depende do número de leitos e da quantidade de transfusões realizadas pela instituição. Mas isso não é regra, porque o Brasil é repleto de peculiaridades. Por exemplo, pela lei, um hospital para ter uma AT deve fazer no mínimo 60 transfusões por mês. Só que há unidades que fazem 40, mas são tão distantes e de difícil acesso, que foi feita a implantação de uma agência nela”, relata Jane.
A abertura do curso foi feita pela presidente do Hemopa, Ana Suely Saraiva, que evidenciou a importância desse tipo de evento e da satisfação de ver o envolvimento de toda a hemorrede. “Nosso estado tem uma logística muito específica de locomoção; tudo é muito distante e o transporte do sangue é bastante complexo. A presença dos representantes das agências transfusionais mostra o comprometimento de melhorar cada vez mais a qualidade do nosso atendimento. Essa é uma oportunidade única que estamos tendo de ampliar conhecimento e trocar experiências”, fala.
A agência transfusional do Hospital Ophir Loyola é a maior consumidora de sangue do Hemopa: são mais de mil transfusões todos os meses. A médica que coordena a AT do Hospital, Polyana Pontes, relata que a preocupação com a qualidade do sangue transfundido é constante. “Nossos pacientes já estão altamente sensibilizados por conta do tratamento contra o câncer, então cuidamos para que eles fiquem bem após as transfusões. Por ser uma área muito específica, os cursos de aperfeiçoamento em hemoterapia são raros, então temos que aproveitar”, ressalta.
O responsável pela agência transfusional do Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), que funciona no município de Breves, Milton Júnior, conta que a AT atende sete instituições na região, com uma média de 250 transfusões mensais. Para ele, “é fundamental buscar melhoria na qualidade dos nossos serviços. Os cuidados nos processos do sangue devem ser grandes. Por isso, estou sempre me atualizando e levando isso aos colaboradores da AT Breves”.

Jane Terezinha Martins ressalta que é fundamental que os profissionais participantes possam multiplicar o conhecimento aprendido durante o curso, levando as informações dos processos aos colegas. “Após o curso, com o tempo, alguns profissionais são remanejados de setor ou até se aposentam. Por isso é fundamental compartilhar conhecimento pra que todos trabalhem da mesma forma. Isso é uma responsabilidade de cada um aqui. Também queremos deixar claro que as pessoas têm suporte. Vamos manter contato permanente, porque dúvidas podem surgir”.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Hospital de Marabá incentiva usuários à doação de sangue


Ao longo deste mês, o Hospital Regional do Sudeste do Pará - Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, realizará palestras voltadas para os usuários com o objetivo de conscientizá-los sobre a importância da doação de sangue. 


Referência em atendimento de trauma de média e alta complexidades, o Hospital Regional do Sudeste do Pará é uma das unidades que mais demandam a Fundação Hemopa em Marabá. Em 2016, foram mais de duas mil transfusões em pacientes internados. Por conta dessa alta demanda, periodicamente o HRSP conscientiza usuários e colaboradores sobre a necessidade de manter o estoque do banco de sangue da região.

As ações são realizadas por meio de campanhas voluntárias de doação, que acontecem três vezes ao ano na unidade, e do grupo 'Amigos de Sangue', composto por colaboradores responsáveis pela captação de novos doadores. 

Ana Carolina Chaves é uma das mais novas integrantes do grupo. Ela já doou sangue algumas vezes, mas por conta de um quadro anêmico, agora não pode mais doar. Porém, faz questão de continuar incentivando amigos e familiares a fazerem parte dessa corrente. “Doar sangue é como dar um pedacinho da gente para salvar outra pessoa. Faz um bem muito grande”, diz a coordenadora do Serviço de Atendimento ao Usuário. 

De acordo com a hematologista do Hospital Regional de Marabá, Socorro Leão, doar sangue é antes de tudo um ato de cidadania. “Os doadores são o tesouro mais precioso dentro da hemoterapia. Sem eles não é possível fazer nada, porque o sangue não pode ser fabricado, ele só pode vir de uma pessoa que tenha grande solidariedade, amor ao próximo e responsabilidade social”, argumenta a coordenadora da Agência Transfusional. 

'Junho Vermelho' 

Além de incentivar a doação de sangue por meio de orientações, neste mês o Hospital Regional do Sudeste do Pará também aderiu ao 'Junho Vermelho'. Criado em 2011 para sensibilizar a população sobre a importância do ato, o movimento nacional é integrado por órgãos públicos e instituições de todo o País, que iluminam suas fachadas na cor vermelha para chamar atenção sobre o tema. Este é o segundo ano que o hospital adere à causa - a primeira foi em 2016. 

O primeiro bate-papo com os usuários do hospital aconteceu nesta semana, sob a coordenação do Serviço Psicossocial, quando se comemorou o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Por Aretha Fernandes

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado com festa e informação no Hemopa

Nesta quarta-feira, 14, comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, também é um dia muito especial para publicitário Luiz Fernando Vogel que completou 45 anos e festejou a data doando sangue na sede do Hemopa, que se juntou a celebração realizada pelo hemocentro que organizou programação musical aos doadores e também promoveu palestras de estímulo a doação de sangue entre os jovens.
O evento também fez parte do encerramento da campanha junina da Fundação. Em cada um dos quatro dias de ação, houve uma média de 300 bolsas de sangue coletadas; num dia comum, esse número não chega a 150. Mas a iniciativa do Junho Vermelho continua, para conscientizar sobre a necessidade do ato até o final do mês.
O Coral do Hemopa, que se apresentou com o cantor Jorginho Gomez, animou a sala de espera da coleta de sangue com um repertório de forró e carimbó. Já o violonista Felipe Bruno, que faz parte da Orquestra do Theatro da Paz, emocionou a todos. “Tudo isso é para agradecer cada uma dessas pessoas. Doar sangue é doar um pouco de si para o outro. Sem a presença de cada um desses doadores não seríamos nada”, explica a presidente da Fundação, Ana Suely Saraiva.
Luiz Fernando e a esposa Andréia Cavalcante, decidiram festejar o aniversário de uma maneira muito especial. “Desde o ano passado, nós combinamos que no dia dos nossos aniversários nos iríamos comemorar doando sangue”, conta Luiz. Para Andréa, “aniversário é uma data feliz e, com esse ato, queremos estender nossa felicidade para pessoas que sequer conhecemos”.
A empregada doméstica Maria Isabel Almeida tem 61 anos. Ela aproveitou o Dia Mundial do Doador de Sangue para fazer sua segunda doação. “Tem muitas pessoas que estão precisando de sangue. Há alguns meses meu irmão precisou e vi como isso é importante. Muitos conhecidos vieram ao Hemopa e doaram sangue pra ele. Agora, quero retribuir também. Pretendo doar sempre, até quando a idade permitir”, relata Maria, que faz parte do segmento que é responsável por 1% do sangue coletado anualmente no Hemopa.
Palestra: Ainda como parte da programação, duas instituições de ensino trouxeram seus estudantes dos cursos profissionalizantes ao Hemopa. Eles participaram de palestra e puderam entender o funcionamento do hemocentro, como o feito o atendimento dos pacientes hematológicos e o acolhimento dos doadores. Também tiraram dúvidas sobre os mitos e os critérios para a doação de sangue. Depois, eles conheceram a instituição e muitos deles fizeram sua primeira doação de sangue.
A gerente de captação de doadores, Juciara Farias, foi quem ministrou a palestra aos jovens. Segundo ela, o principal objetivo da ação e fazer com que esses estudantes se tornem multiplicadores das informações aprendidas na Fundação. “As pessoas precisam de motivação pra fazer qualquer coisa na vida. Com a doação de sangue não é diferente. O que queremos é que essa motivação esteja em ajudar o outro, em sentir a dor do outro, em se colocar no lugar daquele que precisa de sangue”.
A coordenadora pedagógica do Sistema Educacional Multicursos, que funciona em Igarapé Miri, Micileyde Santos, conta que a ideia da parceria com o Hemopa nasceu da ideia de aliar a prática educacional à formação de indivíduos socialmente responsáveis. “Eles são estudantes do curso técnico em enfermagem e queremos que tenham contato com a profissão. Mas, junto a isso, queremos desenvolver neles um lado mais humano, de preocupação com o próximo”, comenta.
A professora Nadja Milena acompanhou outros 67 jovens do Instituto de Educação Permanente da Amazônia (IEPAM), de Vila dos Cabanos, Abaetetuba e Moju. “Sempre tivemos vontade que trazer nossos alunos aqui. E hoje estamos conseguindo fazer tudo: a visita, ter a palestra, doar sangue e ainda participar da programação musical”, comemorou Nadja.

Funcionamento: Em função do feriado de Corpus Christi na quinta-feira, 15, o serviço de coleta da Fundação Hemopa não funcionará. Isso vale para a hemorrede estadual que é compreendida pelo hemocentro coordenador em Belém, Unidade de Coleta Castanheira; os Hemocentros Regionais de Castanhal, Santarém e Marabá; e os Hemonúcleos de Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Redenção e Capanema. No entanto, o atendimento da demanda transfusional da rede hospitalar é ininterrupto. O serviço retornará à sua normalidade a partir da sexta-feira, 16.