sexta-feira, 28 de abril de 2017

Hemopa realiza campanha para coleta de sangue entre jovens e adolescentes

Nesta quinta-feira, dia 27, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) realizou campanha de doação de sangue na sede da Proativa, em Belém. Essa é a primeira ação em parceria com a empresa, que trabalha na qualificação e capacitação profissional de jovens e adolescentes na faixa etária de 16 a 23 anos. Foram contabilizados mais de 90 comparecimentos.
Segundo a assistente social do Hemopa, Cláudia Oliveira, a campanha possibilitou que muitos jovens doassem sangue pela primeira vez, uma mobilização muito importante para aumentar o número de doadores fiéis. "Estamos muito felizes com o dia de hoje. Os jovens vieram mesmo e estão muito empolgados. O Hemopa não trabalha sozinho e precisamos muito dessas parcerias", comemora Cláudia.
Como preparação para o grande dia de coleta, os jovens participaram de palestras, ao longo deste mês, no hemocentro para sensibilização sobre a causa. São cerca de os 1.200 alunos que, na sua maioria, fazem parte do Programa de Aprendizagem do Governo Federal. “Eles fazem a parte teórica do curso aqui e a parte prática nas empresas parceiras, na condição de aprendiz”, explica Juliana Leal, assistente social da instituição.
A iniciativa de formar a parceria partiu da Proativa e deve render bons frutos. “Nós realmente abraçamos essa causa. E as empresas parceiras também, porque liberaram os aprendizes para participarem da campanha. Essa foi só a primeira de muitas parcerias que vamos fazer. Queremos que essa ação faça parte de um calendário anual com o Hemopa”, relata Juliana.
Para realizar as coletas, o Hemopa montou uma grande estrutura na sede da Proativa, com sala de triagem, de consulta médica e coleta, levando a mesma qualidade e conforto no atendimento efetuado na sede do hemocentro.
Lenilson Sousa, de 20 anos, já tinha pensado em doar, mas que nunca encontrava disponibilidade para ir ao Hemopa. “Com essa estrutura aqui fica muita mais fácil pra gente, mais perto. E agora sei que a doação é rápida. Vou doar mais vezes”, destacou o jovem, que doou sangue pela primeira vez.
A estudante Beatriz Feitosa, de 18 anos, conta que os pais são doadores de sangue e que sabe a importância do ato. “Já tive um parente que precisou de sangue, muita gente precisa e eu posso precisar um dia, nunca se sabe”, alerta.
Membro da diretoria do Clube do Remo, Agnaldo Silva foi até a Proativa para incentivar os jovens. "Temos que fazer com que esse jovens pensam e ajam por um lado mais humano. Todo mundo pode precisar de sangue um dia", conclui Agnaldo.
Doador: Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Os homens podem doar com intervalo de cada dois meses e as mulheres a cada três meses.

Serviço:  Para quem quiser doar sangue no Hemopa, a Fundação fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, km 1.








quarta-feira, 26 de abril de 2017

Hospital do Sudeste do Pará realiza campanha de doação de sangue


O recepcionista Osmar de Jesus perdeu as contas das vezes que já participou da Campanha de Doação Voluntária de Sangue do Hospital Regional do Sudeste do Pará - Dr. Geraldo Veloso (HRSP). Em dez anos foram tantas doações que ele não consegue numerá-las. E, nesta terça-feira, 25, não foi diferente. Mesmo de férias, ele fez questão de ir à instituição para doar sangue, mostrando que solidariedade depende de atitude. 

Ele conta que o desejo de ser voluntário surgiu quando a esposa precisou de transfusão. "Eu comecei a doar depois que a minha esposa perdeu muito sangue no parto e precisou de transfusão. Eu sofri vendo aquilo, mas, ao vê-la tomando sangue e recobrar as forças, percebi a importância da doação. Agora eu doo sempre que posso. Me sinto bem porque é bom ajudar outras pessoas que precisam", contou o colaborador.
Quem também compareceu ao Hospital Regional de Marabá para se solidarizar com a causa foi a estudante Eliza Paixão, de 22 anos, que doou sangue pela primeira vez. "Eu tinha vontade, mas faltava tempo para ir até o local de coleta. Então, nossa professora incentivou e estamos aqui para fazer o bem", contou a voluntária, que estava acompanhada de outra ''marinheira de primeira viagem'', a também estudante do curso técnico de Enfermagem, Adrielly Rodrigues de Oliveira, de 22 anos.

Realizada até a próxima sexta-feira, 28, a 30ª Campanha de Doação Voluntária de Sangue do hospital tem o objetivo de ajudar a repor o estoque da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) - Marabá, que atende dezenas de municípios da região, sendo que o Hospital Regional, unidade pública gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), é uma das instituições de saúde que mais demandam a entidade.

Cerca de 200 transfusões são feitas no local a cada mês, o que representa 2.400 por ano. Isso ocorre devido ao grande número de cirurgias de média e alta complexidades realizadas no hospital e ao atendimento a vítimas de acidentes de trânsito, que, em geral, perdem muito sangue. 
Segundo a coordenadora da Agência Transfusional do HRSP, Socorro Leão, a doação é um procedimento simples e rápido, não causa nenhum prejuízo à saúde do voluntário e tem um valor inestimável. ''O sangue não pode ser fabricado, apenas doado. Uma única doação pode salvar várias vidas porque a bolsa coletada é fracionada em vários hemocomponentes. Felizmente, a grande maioria das pessoas pode doar sangue. É uma escolha de quem tem saúde, solidariedade e amor ao próximo. É um gesto insubstituível'', afirma a médica.  
Mobilização
Além dos colaboradores, usuários ambulatoriais e acompanhantes de pacientes internados também compareceram à sala de coleta para fazer a doação. Jamilson Batista Aksacki, de 43 anos, que acompanha o filho caçula internado na Clínica Pediátrica, foi um deles. ''Me sinto bem em saber que estou fazendo o bem a alguém'', disse o agropecuarista. 
Universitários também se juntaram à causa. Emilly Silva, de 18 anos, e Jayne Modolon, de 19 anos, são alunas do curso de Biomedicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa). Elas foram à unidade com um grupo de estudantes, para conhecer as instalações do Laboratório de Análises Clínicas, e aproveitaram para fazer a primeira doação de sangue. "Por conta do curso, a gente sabe ainda mais da importância do sangue para a vida, o quanto ele é útil. Isso nos motiva ainda mais a fazer parte do voluntariado", conta Jayne.    
Para os jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia, do bairro Folha 29, a campanha foi estabelecida como uma etapa a ser cumprida para um acampamento que será realizado em novembro. Eles estão se preparando para o evento desde janeiro, tendo como metas doar sangue, visitar autoridades e doar alimentos a quem precisa. 
De acordo com a líder do grupo, Ana Caroline Alves, de 21 anos, esta é uma maneira de demonstrar o amor de Jesus por meio de simples gestos. ''O amor ao próximo é um dos mandamentos e esta é uma forma de mostrar o papel do cristão na sociedade'', argumenta a estudante.  
Coletas 
As coletas de sangue pela 30ª Campanha de Doação Voluntária de Sangue do HRSP continuam até a próxima sexta-feira, 28. As pessoas interessadas em participar dessa corrente solidária devem se dirigir ao Hemopa Marabá, na Rodovia Transamazônica, quadra 12, s/n, próximo à sede da Polícia Rodoviária Federal, no núcleo Cidade Nova. O atendimento é realizado somente no período da manhã, das 7h às 13h.
Para ser doador é preciso estar bem de saúde e alimentado no dia, ter idade entre 16 e 69 anos, pesar pelo menos 50 quilos e apresentar um documento oficial com foto, como carteira de identidade ou habilitação para dirigir. Doadores com menos de 18 anos precisam da autorização dos pais ou dos responsáveis legais.
Por Aretha Fernandes

Hemopa lança grupo de apoio a pacientes e familiares



Nesta terça-feira, dia 25, pacientes portadores de hemofilia tiveram programação especial na sala de fisioterapia da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). A ação foi realizada por estudantes da área da saúde, em residência no hemocentro. Também houve a divulgação da criação de grupo de apoio para pacientes com doenças ligadas ao sangue e seus familiares.
Segundo o Ministério da Saúde, há mais de 450 hemofílicos no Pará, que recebem atendimento multidisciplinar no Hemopa, referência para diagnóstico e tratamento da patologia no estado. O problema é que muitos pacientes, quando sentem melhora no quadro clínico, deixam de fazer acompanhamento médico, em especial à fisioterapia.
 “Queremos mostrar a importância de dar continuidade ao tratamento. Por isso, realizamos essa atividade de esclarecimentos sobre a doença e também de valorização da atividade física”, explica a fisioterapeuta residente Luciana Rezende, que faz parte da Residência Multiprofissional realizada no hemocentro, fruto de uma parceria entre o hemocentro e a Universidade do Estado do Pará (UEPA).
A fisioterapeuta da instituição, Luciana Valente, explica que os hemofílicos têm sangramentos nas articulações, que geram inflamações internas que, com o tempo, podem causar rigidez articular, limitações do movimento e até deformidades. “A fisioterapia nesses pacientes é fundamental para alívio da dor e na melhora da mobilidade muscular, melhorando a qualidade de vida deles”, alerta Luciana.
A programação contou com brincadeiras e roda de conversa, que esclareceram dúvidas dos pacientes, além de sessão de relaxamento com técnicas da técnica do Tai Chi Chuan. Participando do evento, o autônomo Francisco Aguiar descobriu a hemofilia aos 17 anos e, por cauda da doença, adquiriu sérios problemas nas articulações. Para ele, durante a atividade, “a gente conseguiu relaxar e esquecer os problemas”. Os irmãos Max e Marrone dos Santos, de 20 e 14 anos, respectivamente, fazem tratamento no Hemopa desde muito pequenos. A partir de 2016, passaram a fazer fisioterapia juntos no hemocentro. “Adorei a programação. Foi divertido. É diferente do que a gente faz no dia-a-dia”, anima-se Max.

Neste primeiro momento, a programação foi voltada para pacientes com hemofilia, em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, mas os residentes divulgaram a criação de dois grupos de apoio denominados “Conheço, Cuido e Vivo”. Um grupo é voltado aos portadores da hemofilia; o outro aos pacientes de anemia falciforme. Os encontros vão ocorrer uma vez ao mês, a partir do mês de junho.
Luciana Rezende destaca que o objetivo é difundir informação com rodas de conversas e palestras, com a participação dos familiares dos pacientes, além de incentivar a prática de exercícios físicos. “A ideia é realmente envolver não apenas o pacientes, mas também seus familiares, que serão muito bem-vindos aos encontros”.
Doença: A hemofilia é uma doença genética caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue. Quando uma pessoa se corta, automaticamente as proteínas sanguíneas entram em ação para estancar o sangramento. Isso ocorre porque existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação (expressos por algarismos romanos); quando acontece o rompimento do vaso sanguíneo, a ativação do primeiro fator leva à ativação dos demais até que acorra a formação do coágulo pela ação dos 13 fatores.
Mas os hemofílicos tem deficiência em dois deles, dificultando a coagulação e causando sangramentos prolongados. Indivíduos com baixa atividade do fator VIII possuem hemofilia tipo A, enquanto que aqueles com deficiência na atividade do Fator IX possuem hemofilia tipo B (considerado o mais raro).
Serviço: O atendimento multiprofissional aos pacientes do Hemopa é feito no hemocentro coordenador, que fica na travessa Padre Eutíquio, número 2109, Batista Campos, de segunda à sexta-feira, de 7h30 às 18h. 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Mobilização de jovens em prol da doação de sangue

Uma importante parceria promete atrair a juventude para a doação de sangue. O Hemopa e a Proativa do Pará se uniram para aumentar o estoque de sangue da fundação. Nesta quinta-feira, dia 20, encerra-se a segunda e última etapa da sensibilização dos jovens e adolescentes, na faixa etária de 16 a 23 anos, que vai culminar em campanha de doação de sangue, amanhã (20). A meta será de 100 coletas
No total, foram quatro dias de palestras de conscientização, ao longo deste mês, que consistiu em mostrar a importância da doação de sangue e sanar dúvidas acerca do ato. Para a assistente social da Fundação Hemopa, Olinda Carvalho, informar e esclarecer as dúvidas desse grupo é de extrema importância. “Eles serão multiplicadores do que irão aprender aqui, seja em casa, no trabalho e até por rede social”, esclarece.
A campanha será realizada na sede da Proativa, para onde o Hemopa vai levar toda a sua estrutura de serviço. Além da sala de triagem e de consulta médica, será montada uma sala de coleta, levando a mesma qualidade e conforto no atendimento efetuado na sede do hemocentro, aos candidatos à doação da Proativa.
Essa mais nova parceria é uma entidade que trabalha com capacitação profissional. São cerca de 1.200 alunos que, na sua maioria, faz parte do Programa Jovem Aprendiz. O coordenador pedagógico da entidade Adalberto Rodrigues explica que “sempre tivemos iniciativas de mobilizar nossos alunos pra fazer o bem. Mas é a primeira vez que fazemos um envolvimento tão grande. Até pedimos para as empresas liberarem os aprendizes”.
As amigas Raissa Brito, de 19 anos, e Renata Souza, 18, estavam muito atentas a todas as explicações. Elas dizem que sempre quiseram doar sangue, mas que não tinham muita informação. “Agora, com certeza vou doar”, confirma Raissa. Renata vai fazer uma convocação: “além de doar, também vou chamar os amigos”.
A mesma coisa vai fazer Amanda Carvalho, de 18 anos. Após um amigo ficar doente, ela descobriu a importância da doação de sangue e veio ao Hemopa, mas como tem menos de 50 kg não pôde doar. Apesar de inabilitação temporária, a estudante garante que vai ser uma multiplicadora. “Vou falar com os amigos da escola, do trabalho que é muito importante doar. Mas eu também quero doar. Vou até num nutricionista pra ganhar os dois quilinhos que faltam”, anima-se a estudante.
Serviço: A campanha de doação de sangue em parceria com a Proativa vai acontecer no dia 27 de abril, na Almirante Barroso, número 3.591, bairro do Souza. Para quem quiser doar sangue no Hemopa, a Fundação fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, km 1.
Doador: Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Os homens podem doar com intervalo de cada dois meses e as mulheres a cada três meses.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Hemofilia afeta cerca de 450 paraenses

Nesta segunda-feira, dia 17, é celebrado o Dia Mundial da Hemofilia. Segundo o Ministério da Saúde, existem cerca de 12 mil hemofílicos no Brasil. No Pará, eles são mais de 450. O que muita gente não sabe é que eles recebem atendimento multidisciplinar na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), referência para diagnóstico e tratamento da patologia no estado.
Para a médica hematologista e hemoterapeuta da instituição, Ieda Pinto, ainda há muito desconhecimento acerca da hemofilia, mesmo entre os profissionais da saúde. “É muito importante promover a divulgação é o esclarecimento da doença”. Dessa forma, no dia 19 de abril o Hemocentro Regional de Castanhal vai promover a conscientização de profissionais e estudantes da área da saúde com a “Capacitação Multiprofissional em Coagulopatias”.
A hemofilia é uma doença genética caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue. Quando uma pessoa se corta, automaticamente as proteínas sanguíneas entram em ação para estancar o sangramento. Isso ocorre porque existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação (expressos por algarismos romanos); quando acontece o rompimento do vaso sanguíneo, a ativação do primeiro fator leva à ativação dos demais até que acorra a formação do coágulo pela ação dos 13 fatores.
Mas os hemofílicos tem deficiência em dois deles, dificultando a coagulação e causando sangramentos prolongados. Indivíduos com baixa atividade do fator VIII possuem hemofilia tipo A, enquanto que aqueles com deficiência na atividade do Fator IX possuem hemofilia tipo B (considerado o mais raro).
Ieda Pinto explica que os sangramentos podem ser externos, como quando há cortes na pele, ou internos, quando acontecem baques. Ela esclarece que “as pessoas com hemofilia são classificados como graves, moderados e leves. O tratamento consiste na profilaxia dos fatores deficientes, em média, três vezes na semana”.
Um desses pacientes é o Alexsandro Assunção, de 11 anos. O pai, o ajudante de cozinha Alex Assunção conta que o diagnóstico do filho foi feito quando o menino tinha três anos, após bater a cabeça durante uma brincadeira. “Ele teve um sangramento que não parava. Fomos ao posto de saúde e já nos encaminharam pro Hemopa. Na família da minha esposa tem casos de hemofilia, por isso não foi uma surpresa”, relembra.
Três vezes na semana, os dois vão ao hemocentro para que o Alexsandro faça a profilaxia do fator de coagulação deficiente. “Sempre temos cuidado com ele, com as brincadeiras pra que ele não se machuque. Mas, agora, quando ele se corta, tem um sangramento normal, como todo mundo. É por isso que fazemos o acompanhamento direitinho, pra que ele fique bem”, ressalta Alex.
Quando o técnico de informação Gilberto Rodrigues tinha cinco anos, também brincava quando machucou a testa. O inchaço foi tão grande que ele precisou fazer uma cirurgia para diminuir o edema. “Tomo cuidado e dificilmente me corto, mas já tive muito problema articular nos joelhos. Já fiz várias sessões de fisioterapia no Hemopa”, lembra Gilberto.
É o que está acontecendo com o autônomo Roberto Carlos Lago. Hemofílico diagnosticado desde os dois anos, há 10 ele faz fisioterapia na fundação duas vezes na semana. Ele conta que “andei muito nos últimos dias e meu joelho inchou bastante. Sempre após as sessões sinto uma melhora muito grande”.
Segundo a fisioterapeuta da instituição, Luciana Valente, os constantes sangramentos nas articulações geram inflamações internas que, com o tempo, podem causar rigidez articular, limitações do movimento e até deformidades. “A fisioterapia nesses pacientes é fundamental para alívio da dor e na melhora da mobilidade muscular, melhorando a qualidade de vida deles”, alerta Luciana.
A fisioterapia faz parte do acompanhamento multidisciplinar oferecido pelo Hemopa, que inclui também acupuntura, odontologia e psicologia. A psicóloga da fundação, Gecila Rubin, diz que como o diagnóstico normalmente é feito quando os pacientes ainda estão na infância, há uma grande mudança na rotina e que muitos pais passam a superproteger os filhos. “É muito comum que as alterações na dinâmica cotidiana afetem a estrutura familiar do paciente. Por isso, é necessário todo um acompanhamento não apenas dele, como também dos familiares”, ressalta.
Lazer: No dia 8, o Hemopa, em parceria com Associação Paraense de Portadores de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (ASPAHC), promoveu um dia de lazer para pacientes hemofílicos de todas as idades. Na programação, alusiva ao Dia Mundial da Hemofilia, jogos de tabuleiro, aula de pintura, sala de leitura, banho de igarapé, rodas de conversas, entre outras.

Evento: A “Capacitação Multiprofissional em Coagulopatias” vai acontecer no auditório do Sesc Castanhal. São 150 vagas e as inscrições podem ser feitas na secretaria do hemocentro estadual, que fica no conjunto Maria Alice, na travessa Floriano Peixoto, casas B-2 e B-3.






quinta-feira, 13 de abril de 2017

Atletas doam sangue em campanha promovida pela Seel e Hemopa



Atletas de natação, muay thai, basquete em cadeira de rodas e taekwondo que recebem o incentivo da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), por meio do Programa Bolsa Talento, participaram nesta quarta-feira (12) da campanha “De Bolsa Talento à Bolsa de Sangue”, destinada a aumentar o estoque de sangue da instituição. A coleta ocorreu na sede da Fundação Hemopa e na Estação de Coleta Hemopa Castanheira.

Conscientização é a palavra-chave para o nadador Aylon Costa, que doou sangue pela primeira vez. “Eu estou um pouco nervoso por ser a primeira vez, e ao mesmo tempo me sinto grato por ter a possibilidade de estar aqui e ajudar a quem precisa. Eu sou atleta, levo uma vida saudável, e isso me torna um potencial doador. Todos os atletas precisam se conscientizar disso”, ressaltou.
Juciara Farias, gerente de Captação de Doadores da Fundação Hemopa, disse que é preciso promover constantemente campanhas de doação de sangue. Segundo ela, mobilizações destinadas a abastecer o estoque de sangue, como a realizada pela Seel, são essenciais principalmente nos feriados prolongados, como a Páscoa.

“Essa parceria é muito importante, e a gente só tem a agradecer, porque vai colaborar com o aumento do nosso estoque, além de ser mais uma forma de sensibilizar a sociedade. No Pará atendemos em média 218 hospitais, então diariamente recebemos solicitações de cerca de 60 bolsas de sangue. Campanhas sempre são muito bem-vindas”, enfatizou Juciara Farias.
Dênis Coelho, 33 anos, praticante de muay thai, disse que a doação feita hoje não será a última de 2017. “É uma coisa que todo mundo deveria fazer. Não dói e é rápido. Com esse pequeno ato podemos salvar várias vidas, pessoas que contam com a nossa doação para continuar vivendo. Essa é a minha primeira doação do ano, e garanto que vou fazer outras sempre que possível”, declarou.
Mobilização - Eduardo Moraes, atleta de basquete em cadeira de rodas, também participou da campanha para incentivar a doação. “Após um acidente eu precisei de transfusão sanguínea, e isso me salvou. Hoje sou doador e venho retribuir a ajuda que recebi quando mais precisei. Sempre chamo meus colegas para vir comigo. É muito importante esta mobilização”, assegurou.

Agnaldo Silva, 40 anos, presidente da Federação de Muay Thai Tradicional do Estado do Pará, ficou sabendo da ação da Seel e fretou uma van para levar 10 atletas à Estação de Coleta Hemopa Castanheira. “Eu sempre tive vontade de doar sangue, e vi nessa campanha da Secretaria uma oportunidade. Aproveitei e trouxe um grupo de alunos para me acompanhar na doação. Como líder, eu preciso sempre influenciar de forma positiva os meus atletas”, disse Agnaldo Silva.
Servidores da Seel também participaram da ação, como o assistente administrativo André Corpes, que já é doador. “Poder participar de uma campanha de doação idealizada pelo meu trabalho é muito gratificante. Me sinto bem em estar fazendo o bem”, declarou.

O técnico de Gestão em Esporte Ewerton Souza, idealizador da campanha, informou que tornará esse tipo de ação mais constante. “Agradeço a todos que compareceram nesse momento em que o Hemopa está com déficit de 50% em sua capacidade normal. Espero que os atletas que compareceram tendo esse gesto voluntário, humanitário e fraterno, possam doar com mais frequência. Estou planejando criar um calendário permanente nesta parceria com o Hemopa”, finalizou.
Serviço: Para doar sangue basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Os homens podem doar a cada dois meses, e as mulheres, a cada três. A sede da Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, em Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação de Coleta Castanheira (térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, KM-01), das 7h30 às 18 h, de segunda a sexta-feira, e das 7h30 às 17 h, aos sábados.

Por Adriana Pinto

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Hemofilia: final de semana de diversão e informação



No último sábado, 8 de abril, foi um dia de lazer para pacientes hemofílicos num sítio localizado no município de Benevides. O evento é alusivo ao Dia Mundial da Hemofilia, que será comemorado no próximo dia 17, e foi uma realização da Fundação Hemopa e da Associação Paraense de Portadores de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (ASPAHC).

A médica hematologista e hemoterapeuta do Hemopa, Dra. Ieda Pinto, ressalta que há muito desconhecimento a cerca da hemofilia, mesmo entre os profissionais da saúde. Eventos como esse promovem a divulgação é o esclarecimento da doença. “Além disso, é possível fazer a integração entre os pacientes, possibilitando troca de experiências”, explica a médica.
Três ônibus saíram do Hemopa com mais de 80 pessoas, entre pacientes (de um e 60 anos) e familiares. Na programação, jogos de tabuleiro, aula de pintura, sala de leitura, banho de igarapé, rodas de conversas, entre outras. “Muitos pacientes não têm condições financeiras para promover momentos de lazer. Outras famílias são super protetoras com os filhos portadores de hemofilia, mas como tínhamos toda uma estrutura no sítio, eles puderam brincar à vontade”, relata Dra. Ieda.

Mais programação: Ainda como programação alusiva ao Dia Mundial da Hemofilia, o Hemocentro regional de Castanhal vai promover a “Capacitação Multiprofissional em Coagulopatias”. O evento é voltado para estudantes e profissionais da área da saúde e vai será realizado dia 19 de abril, no auditório do Sesc em Castanhal. Mais informações sobre esse evento: 3110-6507.

Torcidas de Remo e Paysandu se mobilizam para doar sangue



A Fundação Hemopa recebeu nesta sexta-feira (7) a campanha Doadores Futebol Clube, ação conjunta com a Cultura Rede de Comunicação. Torcedores dos clubes Remo e Paysandu foram ao hemocentro para doar sangue. Até as 16h, haviam sido registrados 358 comparecimentos e 237 coletas.
Rádio, TV e Portal Cultura fizeram flashes ao vivo na programação. Com o slogan “Doar sangue é show de bola”, os clubes convocaram torcedores para participar da mobilização. O Hemopa recebeu os mascotes dos dois times (as “Azulindas” e as “Bicolindas”), atletas de handebol e de futebol americano, grupos de corrida, além do centroavante Nano Krieger, do Remo, e do meio-campista Diogo Oliveira, do Paysandu.
A recepcionista Daniella da Silva vestiu camiseta e boné do time de coração e foi ao Hemopa. Era a primeira doação de sangue dela – e ela garantiu que não seria a última. “Não podia deixar de vir. Vou ajudar o Remo a ser campeão de doação”, disse. Quem também fazia a primeira doação era a estudante Karen Santos, que soube da campanha pelas redes sociais. “É muito importante esse tipo de campanha. As pessoas amam seus times, e quando eles chamam a gente vem mesmo. Estamos lotando o Hemopa”, frisou.
O saldo da campanha ajuda a repor o estoque de sangue da fundação, que nesta semana chegou a ficar com apenas 30% da capacidade de atendimento. Para a presidente do Hemopa, Ana Suely Saraiva, toda campanha de estímulo à doação de sangue é bem vinda, mas essa, especialmente, ocorreu num momento crítico. “Estamos no período de intensas chuvas, e o número de doações caiu muito. A Funtelpa, Remo e Paysandu estão se mostrando muito conscientes da importância da doação de sangue”.
Para a presidente da Cultura Rede de Comunicação, Adelaide Oliveira, a campanha cumpre a verdadeira missão da Cultura como emissora pública e educativa. “A Rede Cultura, enquanto emissora pública, cumpre o papel social quando promove uma campanha de doação de sangue. Com essas ações é possível levar ao público informação e conhecimento. Fazemos isso por meio da grande audiência em nossas transmissões dos jogos do Campeonato Paraense Banpará 2017, e o retorno é sempre bom. Doar sangue é um ator de amor, de generosidade e, principalmente, de vida”, destacou.
A união dos clubes para elevar as doações de sangue promete ser cada vez maior. Para o presidente do Paysandu, Sérgio Serra, “isso é algo muito maior do que a rivalidade de dois times. Está ligado à possibilidade de salvar vidas. Então enquanto pudermos ajudar nisso, com certeza faremos essa mobilização”. O vice-presidente do Clube do Remo, Marco Pina, disse que a parceria com a Fundação Hemopa é constante. “O time está sempre engajado com o hemocentro para que possamos ajudar a salvar muitas vidas”.
Serviço: Para doar sangue basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Os homens podem doar a cada dois meses, e as mulheres, a cada três. O Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, em Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira (térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, km 1), no horário de 7h30 às 18h, de segunda a sexta-feira, e de 7h30 às 17h, aos sábados.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Redução no estoque de sangue do Hemopa pode afetar hospitais

O estoque de sangue da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), em Belém, já está reduzido em 50%, uma situação considerada crítica, que pode interferir no atendimento transfusional e obrigar os hospitais a priorizar demandas de urgência e emergência, e acabar adiando cirurgias eletivas (sem risco de morte).

Na sala destinada aos doadores na sede da Fundação Hemopa estão sobrando cadeiras, por absoluta falta de voluntários. Em média, são coletadas a cada mês 5 mil bolsas de sangue. Além dos 200 hospitais no Pará para os quais o Hemopa envia sangue, todos os meses a própria instituição atende mais de mil pacientes hematológicos, que recebem plaquetas, hemácias, plasma e são medicados na sede da Fundação.
Entre essas pessoas atendidas a maioria é portadora de anemia falciforme, doença hereditária caracterizada por alteração nos glóbulos vermelhos, que provoca o rompimento da membrana das células sanguíneas e, consequentemente, uma anemia profunda.
A doença atinge os dois filhos, de 13 e 16 anos, do autônomo Roseni Pereira. A família, que vive no município do Acará (na região nordeste), recebeu o primeiro diagnóstico quando o filho mais velho tinha sete anos. “Ele vivia com uma febre alta e muitas marcas roxas pelo corpo. Até que foi internado, muito mal, com uma anemia muito profunda, e o médico mandou a gente pro Hemopa fazer uma transfusão. E aqui descobrimos o que ele realmente tinha”, relata Roseni Pereira.
Logo após receber esse diagnóstico do filho mais velho, o filho menor começou a apresentar os mesmos sintomas. Hoje, os meninos tomam medicamentos específicos para amenizar os sintomas da anemia falciforme e precisam fazer transfusão de sangue, em média, a cada dois meses.
Apesar das dificuldades, Roseni agradece por saber que os filhos estão recebendo o tratamento adequado. Para ele, “se não fossem essas pessoas, que doam o próprio sangue, não sei o que seria dos meus filhos. E com uma única doação, as pessoas podem salvar a vida de muita gente”.
Mudança - Thainá Rabelo, que trabalha como subgerente em uma panificadora, é mãe de um menino de seis anos que tem baixa de plaquetas. Desde o início deste mês, ela leva o filho ao Hemopa duas vezes por semana para receber medicação de hemoglobina, e logo o garoto deve receber transfusão de plaquetas.
A mãe conta que a vida mudou completamente após a doença do filho. “Mudou tudo, tanto a minha rotina de trabalho e em casa, quanto minha forma de pensar. Não passava pela minha cabeça que, se não tivesse um parente ou amigo precisando de sangue, eu precisava doar. Desde quando passei a vir pro Hemopa vi que muita gente precisa de sangue. A partir de agora vou doar e vou chamar amigos também”, informa Thainá Rabelo.
Mobilização - O desafio da Fundação Hemopa é conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de sangue. A gerente de Captação de Doadores da instituição, Lílian Bouth, explica que, para isso, são realizadas várias parcerias e campanhas ao longo do ano. “Sempre mobilizamos grupos nas igrejas e comunidades para que venham doar”, diz ela.
Atualmente, estão em curso ações para estimular a doação de sangue entre torcedores do Clube do Remo e do Paysandu. Essas ações são prévias para o próximo dia 7 de abril, o “Dia D” da Campanha Doadores Futebol Clube, promovida pela Rede Cultura de Comunicação, em parceria com a Fundação Hemopa.
A maior preocupação é afetar o abastecimento para os hospitais devido à redução no estoque. “Quando o estoque de sangue está muito baixo priorizamos o atendimento de urgência e emergência. Ou seja, aqueles procedimentos hospitalares que precisam de sangue, mas que podem ser agendados, podem ficar comprometidos”, alerta Lílian Bouth.
Chuva e virose - A diminuição do número de doações pode ser motivada pelo intenso período chuvoso na região, o que dificulta o deslocamento das pessoas, além de facilitar a propagação de viroses, deixando o doador inabilitado temporariamente. Quem toma a vacina contra a febre amarela também fica impossibilitado de doar por 30 dias. A orientação é fazer a doação antes da vacinação.
Há 10 anos, para ajudar um amigo, que sofreu acidente de trânsito, o funcionário público Antônio Eduardo Rodrigues doou sangue pela primeira vez. Hoje, ele doa com frequência. Na doação mais recente, Antônio foi ao Hemopa acompanhado pelo filho de 13 anos. “Trouxe pra que ele veja como a doação é simples, e como é importante.  incentivando, pra que quando ele estiver maior, doar também”, ressalta o voluntário.
No momento em que Antônio Rodrigues fazia a doação de sangue, na sala de coleta estava apenas mais uma doadora. “Não entendo o medo das pessoas em doar. É um ato simples, que ajuda tantas pessoas. Não dói nada. Nada mesmo”, garante Antônio. (Colaboração de Jaqueline de Menezes).
Quem pode doar: Para ser doador de sangue basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Os homens podem doar com intervalo de cada dois meses, e as mulheres a cada três meses.
Serviço: A sede da Fundação Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira, no térreo do Pórtico Metrópole, na Rodovia BR-316, KM-01. O horário de funcionamento é das 7h30 às 18 h, de segunda a sexta-feira, e das 7h30 às 17 h, aos sábados.