sexta-feira, 30 de junho de 2017

ATENÇÃO:

Por conta da greve de ônibus na região metropolitana de Belém e da obstrução das vias na altura do Entroncamento, nesta sexta-feira muitos servidores que trabalham na coleta do sangue não conseguiram chegar ao Hemopa, deixando nosso quadro deficiente. Para não prejudicar a qualidade do atendimento da Fundação, a Unidade de Coleta Castanheira fechou ao meio dia. Já o hemocentro coordenador vai fechar às 16h, devido a logística de transporte dos servidores que precisam retornar para casa. Contamos com a compreensão de todos.

Projeto faz capacitação acerca da hemofilia

Durante esta sexta-feira, 30, a Associação Paraense de Portadores de Hemofilia e Coagulopatias Hereditárias (ASPAHC), em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), realizou mais uma ação do Projeto REHEDUCA, no auditório do hemocentro. A iniciativa visou capacitar profissionais da saúde e familiares de pacientes, difundindo informações acerca da doença para ampliar a rede de atendimento no estado.
A hemofilia é uma doença genética caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue. Quando uma pessoa se corta, automaticamente as proteínas sanguíneas entram em ação para estancar o sangramento. Isso ocorre porque existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação (expressos por algarismos romanos); quando acontece o rompimento do vaso sanguíneo, a ativação do primeiro fator leva à ativação dos demais até que acorra a formação do coágulo pela ação dos 13 fatores.
A coordenadora de atendimento ambulatorial do Hemopa, a médica Saide Trindade, explica que os hemofílicos têm deficiência em dois deles, dificultando a coagulação e causando sangramentos prolongados. Indivíduos com baixa atividade do fator VIII possuem hemofilia tipo A, enquanto que aqueles com deficiência na atividade do Fator IX possuem hemofilia tipo B. “O tratamento consiste na reposição do fator deficiente, o que varia de acordo com o grau que hemofilia, se grave, moderado ou leve. Mas, normalmente, ocorre numa média de três vezes na semana”, explica a médica.
Segundo o Ministério da Saúde, no Pará existem cerca de 450 hemofílicos, que recebem atendimento multidisciplinar no Hemopa, referência para diagnóstico e tratamento da patologia no estado. A presidente da ASPAHC, Christianne Costa, ressalta que a ideia da capacitação é “fazer um trabalho de ampliação da rede de atendimento. Os hemofílicos têm acompanhamento no Hemopa, mas os sangramentos podem acontecer em qualquer lugar e elas precisam ter atendimento adequado no município que estiver. É necessário ampliar essa rede de conhecimento”.
Para a capacitação desta sexta-feira, foram convidados representantes de 46 municípios paraenses, entre eles médicos, fisioterapeutas e dentistas. “Ainda há muito desconhecimento acerca da hemofilia, mesmo entre os profissionais da saúde. É muito importante promover a divulgação é o esclarecimento da doença para desmistificar a doença e facilitar seu tratamento. Essas pessoas serão multiplicadoras do conhecimento nas suas cidades”, comenta a médica hematologista Ieda Pinto.
A médica explica que esse desconhecimento é encontrado no momento do diagnóstico e também quando portador da hemofilia tem sangramento e precisa de uma urgência. “Os profissionais, em seus cursos de formação, têm muito pouco contato com a hemofilia. Isso é uma realidade de todo o Brasil. Precisamos mudar esse cenário e eventos como esse são muito importantes para a divulgação da doença”, esclarece Ieda.
Para Chistianne, outro público também é muito importante nessa capacitação: os familiares dos hemofílicos. “Quando um hemofílico tem um sangramento, normalmente é o familiar que faz o primeiro atendimento. Então ele precisa saber o que fazer, como agir numa situação dessa”, relata a presidente da ASPAHC.
O Projeto REHEDUCA (Rede de Cuidados em Hemofilia e Educação dos Tratadores) tem como principal objetivo a troca de experiências para difundir informações sobre a hemofilia. Ainda neste ano, o projeto irá até Marabá e, no início de 2018, até Santarém para dar continuidade ao trabalho de capacitação dos profissionais da saúde e de ampliação da rede de atendimento aos hemofílicos.
Legislação: No evento, Chistianne Costa falou sobre a mudança no atendimento aos hemofílicos ao longo dos anos. “Antes, o paciente era tratado quando estava num processo hemorrágico, mas com a mobilização social das nossas entidades, isso mudou. Além das sequelas físicas nos pacientes, verificou-se que esse tipo de atendimento chegava a ser 80% mais caro que o preventivo. Agora está diferente. Sempre é priorizado o tratamento preventivo do hemofílico”.

Foi com a ideia de criar uma legislação específica para o atendimento do hemofílico que Edson Cardoso, chefe de gabinete do deputado estadual Renato Ogawa, participou do evento. “Queremos criar um protocolo de atendimento que seja seguido em todos os municípios do Pará. Vamos montar um grupo de trabalho com a ASPAHC e o Hemopa para formatar esse projeto”, conclui.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Pacientes com doença falciforme sanam dúvidas em grupo de apoio

De forma muito simples, dinâmica e explicativa, a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará (Hemopa), por meio da Coordenadoria de Atendimento Ambulatorial (COAMB), começou um novo trabalho com a formação de grupos de apoio voltados a pacientes atendidos pelo hemocentro. Nesta terça-feira, dia 27, os portadores da doença falciforme puderam esclarecer suas dúvidas. Já no dia 29, será o momento daqueles com hemofilia. A partir desde mês de junho, os encontros irão acontecer uma vez por mês no hemocentro coordenador, em Belém.
A criação dos dois grupos de apoio é uma iniciativa das fisioterapeutas Luciana Rezende e Flávia Hage, que fazem Residência Multiprofissional em Hematologia e Hemoterapia na Fundação desde 2016. “Durante um ano, nós estudamos bem as necessidades dos pacientes e observamos que seria importante ampliar o conhecimento deles. Por isso decidimos criar os grupos. Queremos estar próximas deles, para que eles realmente perguntem, sem qualquer vergonha”, explica Luciana.
Os grupos objetivam sanar dúvidas dos pacientes, assim como dos familiares que são convidados a participar da programação, promovendo uma troca de experiências e incentivando a prática de exercícios físicos. “Por ser crônica, esses pacientes têm que conviver com a doença para o resto da vida. Por isso é muito importante que eles realmente conheçam a doença. Com conhecimento é possível ter qualidade de vida, não é a toa que nossos grupos foram intitulados de ‘Conheço, Cuido e Vivo’”, ressalta Luciana.
A Fundação Hemopa é referência para diagnóstico e tratamento das patologias ligadas ao sangue no estado, onde os usuários também recebem atendimento multidisciplinar, que inclui assistência social, fisioterapia, odontologia, por exemplo. Atualmente, quase 15 mil pacientes estão ativos na instituição, dentre os quais 860 têm a doença falciforme.
No primeiro dia do encontro, os portadores da doença falciforme entenderam o que é a doença e sua forma de transmissão. “A doença falciforme é genética, ou seja, é passada de pai para filho. Tem como principal característica as hemácias em formato de foice. Numa pessoa normal, as hemácias são arredondadas e maleáveis e transportam oxigênio sem qualquer problema. Já em quem tem a doença falciforme, essa hemácia tem aspecto rígido, o que provoca obstrução nos vasos sanguíneos”, informa Flávia Hage.
Aos 47 anos, Antônio Sousa descobriu a doença falciforme na juventude. “Eu sentia muita dor no corpo, fiquei algumas vezes internado e acreditavam que eu tinha hepatite. Até que meu quadro agravou e me encaminharam para o Hemopa”. Para ele, o grupo de apoio é uma grande oportunidade para todos. “Gostei muito de tudo hoje. A gente acha que sabe de tudo da doença, mas não é assim. Tem coisa que foi falado aqui que já tinha escutado falar, mas nem lembrava mais”, comenta.
Quem também estava atenta às explicações era Fance Araújo, de 28 anos, que estava acompanhada da filha Maria Eduarda, de apenas cinco. Durante toda a infância e adolescência, a jovem sentiu fortes dores no corpo e apresentava cor amarelada nos olhos. “Eu me lembro de viver no médico com minha mãe. Passei por vários e eles sempre diziam que eu tinha reumatismo e também prescreviam ferro para a minha anemia”, relembra.
Aos 23 anos, quando estava grávida de quase sete meses, Fance passou a ter constantes desmaios. Durante o pré-natal, uma médica desconfiou dos sintomas e encaminhou a jovem para o Hemopa. “Após uma vida de dor, finalmente soube o que eu realmente tinha. Minha filha também nasceu com a doença falciforme, mas ela tem uma vida completamente diferente da minha. Aqui ela tem todo um acompanhamento e hoje, nos duas, vivemos normalmente”.
Serviço: Até o final deste ano, os encontros do grupo de apoio “Conheço, Cuido e Vivo” serão realizados uma vez por mês, na sala de estar da Fundação Hemopa, de 9h às 11h. Nesta terça-feira, dia 27, o encontro foi voltado aos portadores da doença falciforme puderam tirar dúvidas. Já na próxima quinta-feira, 29, será o momento daqueles com hemofilia. Mais informações pelo telefone 3110-6620.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pacientes do Hemopa ganham grupos de apoio

Aproximar profissionais e pacientes e esclarecer dúvidas acerca de doenças ligadas ao sangue. Esses são alguns dos benefícios esperados com a criação de dois grupos de apoio para pessoas portadoras da hemofilia e da doença falciforme e seus familiares. A iniciativa, que começa dia 27, é de fisioterapeutas em residência na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa).
Segundo o Ministério da Saúde, existem cerca de 260 portadores da doença falciforme e mais de 450 hemofílicos no Pará, atendimentos pelo hemocentro. A Fundação Hemopa é referência para diagnóstico e tratamento das patologias do sangue no estado, onde os usuários também recebem atendimento multidisciplinar. A partir desse mês de junho, os encontros passam a ocorrer uma vez ao mês, sempre as terças e quintas-feiras, de 9h às 11h, no próprio hemocentro.
Segundo a fisioterapeuta Luciana Rezende, a ideia é que os pacientes possam trocar experiências entre si e que profissionais da saúde possam difundir informação com rodas de conversas, além de incentivar a prática de exercícios físicos. “Foram criados dois grupos diferentes porque os usuários têm necessidades diferentes. O primeiro é voltado aos portadores da doença falciforme; o outro aos pacientes portadores da hemofilia. Queremos sanar dúvidas deles, sempre envolvendo os familiares”, conta.
Em cada um dos encontros, um profissional de uma área diferente será convidado a participar da conversa. São médicos, enfermeiros, assistentes sociais. “Além disso, também vamos pedir para que eles façam uma avaliação ao final de cada ação. Esse controle de qualidade é para que possamos verificar quais temas eles querem ver no próximo encontro”, explica Luciana. A atividade se estenderá até o mês de dezembro.
Além de Luciana, o projeto “Conheço, Cuido e Vivo” também tem participação da fisioterapeuta Flávia Hage. Ambas fazem parte da Residência Multiprofissional em Hematologia e Hemoterapia, fruto de uma parceria entre o hemocentro e a Universidade do Estado do Pará (UEPA). “Nossos encontros não serão restritos aos pacientes que fazem acompanhamento na fisioterapia. Também chamamos os pacientes do ambulatório, sem esquecer dos familiares”, comenta Flávia.
Nazaré Cruz é mãe de Antônio Arley, que está com 11 anos. Quando e menino tinha sete meses de idade foi diagnosticado como portador da hemofilia. “Ele tomou vacina nas duas perninhas dele. Logo depois da aplicação, uma delas ficou muito escura, negra mesmo. Corri com ele pro hospital e ele ficou internado por oito dias e tomou três bolsas de sangue”, relembra.
Ao ser encaminhado para o Hemopa, o Antônio passou a ter acompanhamento especializado e, hoje, faz fisioterapia todos os dias da semana no hemocentro. Mãe e filho já estão inscritos para participar do grupo de apoio. “Acredito que as conversas vão ser muito importantes. Sempre surgem dúvidas, principalmente porque ele é uma criança e às vezes não pode fazer tudo o que uma criança faz”.
Doenças: A doença falciforme é genética e identificada por uma alteração nos glóbulos vermelhos que perdem a forma arredondada e elástica e adquirem o aspecto rígido, pouco maleável. Tal situação causa obstrução nos vasos sanguíneos. Uma anemia profunda surge porque essas células defeituosas têm uma vida muito curta e a medula não consegue reproduzir células tão rapidamente para compensar essa rápida eliminação.
A hemofilia também é uma doença genética, mas caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue. Quando uma pessoa se corta, automaticamente as proteínas sanguíneas entram em ação para estancar o sangramento. Isso ocorre porque existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação; quando acontece o rompimento do vaso sanguíneo, a ativação do primeiro fator leva à ativação dos demais até que acorra a formação do coágulo. Mas os hemofílicos tem deficiência em dois deles, dificultando a coagulação e causando sangramentos prolongados.

Serviço: Os encontros dos grupos de apoio do projeto “Conheço, Cuido e Vivo” começam nesta terça-feira, dia 27 (para pacientes com doença falciforme) e na quinta-feira, dia 29 (para portadores da hemofilia). Os encontros serão mensais, até o final de dezembro. Para mais informações entrar em contato com o setor de fisioterapia da Fundação Hemopa pelo telefone 3110-6620.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Curso ratifica responsabilidade compartilhada para execução da Política do Sangue

Nesta quinta-feira, dia 22, foi encerrada a capacitação técnica promovida pelo Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede (PNQH), do Ministério da Saúde. A iniciativa contou com a participação de todas as 44 Agências Transfusionais (ATs) do Pará, e teve um total de 24 horas de duração, distribuídas em três dias de evento. O curso, que visou garantir a qualidade no processamento do sangue e também nas transfusões sanguíneas, foi realizado na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), em Belém, e mostrou o comprometimento das três esferas de governo na execução da política do sangue.
As ATs têm como função armazenar sangue e seus derivados, realizar exames pré-transfusionais e liberar e transportar os produtos sanguíneos para as transfusões; elas estão instaladas dentro dos próprios hospitais. O curso priorizou o aprendizado da aplicação do instrumento Check List de avaliação como ferramenta para autodiagnóstico, ou seja, os representantes dos hospitais da região metropolitana e do interior do estado tiveram a oportunidade de conhecer na prática as ferramentas para a aplicação dos procedimentos obrigatórios e necessários para garantir a qualidade do sangue a ser transfundido.
Conhecida como “Lei do Sangue”, a lei n° 10.205 de 2001 estabelece a organização do Sistema Nacional do Sangue, Componentes e Hemoderivados (SINASAN). Já o decreto 3990, também de 2001, traz a operacionalização da execução dessa política. Toda essa legislação existe para reforçar a segurança do produto destinado pra população. Responsabilidade que é compartilhada pelas três esferas governamentais.
Segundo a técnica da Coordenação Geral do Sangue do Ministério da Saúde, Bárbara Simões, que esteve em Belém para o curso, “a lei determina que esse trabalho deve acontecer de forma harmonizada entre os governos federal, estadual e também municipal. Quando a hemorrede do Pará recebe a estadualização desse programa ele vai ao encontro de uma política de aperfeiçoamento da sua própria rede. Um aperfeiçoamento feito dentro do próprio estado usando uma metodologia trabalhada, já testada, no âmbito nacional”.
Para a presidente da Fundação Hemopa, Ana Suely Saraiva, o momento que se viveu com a realização do curso mostra exatamente esse contexto. “Nós temos a participação da União, com o evento da coordenação do sangue, inclusive com patrocínio da vinda de alguns representantes dos nossos municípios; a presença do estado pela Fundação Hemopa, como gestora da política estadual do sangue; e a participação dos municípios, que estão se mostrando sensíveis quanto a responsabilidade a ser compartilhada para que se tenha segurança no sangue transfundido em qualquer parte do nosso estado”, explica a presidente.
Bárbara Simões reafirma que isso se harmoniza com a proposta federal de qualificação dos serviços e, sem dúvida, agrega valor ao atendimento hemoterápico já disponibilizado no estado pelo Hemopa. “Aqui já é percebido uma hemorrede de referência frente aos instrumentos de gestão e de qualidade, não somente no hemocentro coordenador como também na descentralização pra rede. O curso está permitindo o conhecimento de ferramentas para disseminar o processo de gestão técnica e gerencial dentro de suas unidades”, explica a técnica.
Aline Amorim é responsável pela AT que funciona no Hospital Geral de Parauapebas. Em média, a unidade utiliza 150 bolsas de sangue para atender o próprio Hospital e também outras instituições que funcionam nos municípios vizinhos. “Nós realmente estamos comprometidos em fazer um trabalho que garanta a qualidade do sangue transfundido. Isso vai desde a solicitação para compra do melhor reagente até manutenção adequada dos equipamentos. É comum no dia-a-dia surgirem dúvidas quanto à documentação, mas aqui estamos tendo uma oportunidade única para aprofundar nossos conhecimentos”, relata.

A equipe do Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede veio ao Pará com uma proposta nacional de trabalho para essa qualificação, mas consciente da existência da necessidade de adequação para as necessidades locais. “Viemos pra cá conhecendo a realidade do estado para que os participantes pudessem aproveitar ao máximo as ferramentas de avaliação disponibilizadas pelo programa”, finaliza Bárbara.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Profissionais que atuam em Agências Transfusionais passam por qualificação

Promover a capacitação técnica para garantir qualidade no processamento do sangue e nas transfusões sanguíneas. Esse é o principal objetivo do curso promovido pelo Programa Nacional de Qualificação da Hemorrede (PNQH). O evento, voltado para representantes das agências transfusionais do Pará, começou nesta terça-feira e segue até o dia 22 de junho na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa).
Quando um voluntário faz uma doação, esse sangue coletado passa por uma série de processos de avaliação e de separação de seus componentes. A coordenadora do PQNH, Jane Terezinha Martins, explica que toda transfusão sanguínea possui riscos, mas, ao qualificar os profissionais no processamento do sangue, esse risco passa a ser mínimo. “Esses processos, quando seguidos corretamente, garantem que a qualidade do sangue seja igual em qualquer parte do Brasil”, fala.
Segundo a coordenadora, a ideia é capacitar todos os profissionais envolvidos, sejam eles médicos, enfermeiros ou biomédicos, pensando sempre no usuário, ou seja, nos pacientes que precisa de sangue. “Ainda ocorrem transfusões desnecessárias ou reações em decorrência de transfusões que não são identificadas como tal e sim confundidas como sintomas da doença que o paciente sofre. Isso acontece por falta de capacitação. A hematologia e a hemoterapia são áreas muito específicas, que precisam de qualificação”, comenta.
A hemorrede paraense é constituída por um Hemocentro Coordenador (em Belém), pela Unidade de Coleta Castanheira, três Hemocentros Regionais (em Castanhal, Santarém e Marabá), cinco Núcleos de Hemoterapia (em Capanema, Altamira, Tucuruí, Abaetetuba e Redenção) e 44 Agências Transfusionais (ATs). Essas últimas, têm como função armazenar sangue e seus derivados, realizar exames pré-transfusionais e liberar e transportar os produtos sanguíneos para as transfusões. As ATs, em sua maioria, tem localização intra-hospitalar, ou seja, instaladas nos próprios hospitais.
No Brasil, há uma legislação que regulamenta a política de sangue. É ela que define os critérios de criação de uma Agência Transfusional. “No geral, isso depende do número de leitos e da quantidade de transfusões realizadas pela instituição. Mas isso não é regra, porque o Brasil é repleto de peculiaridades. Por exemplo, pela lei, um hospital para ter uma AT deve fazer no mínimo 60 transfusões por mês. Só que há unidades que fazem 40, mas são tão distantes e de difícil acesso, que foi feita a implantação de uma agência nela”, relata Jane.
A abertura do curso foi feita pela presidente do Hemopa, Ana Suely Saraiva, que evidenciou a importância desse tipo de evento e da satisfação de ver o envolvimento de toda a hemorrede. “Nosso estado tem uma logística muito específica de locomoção; tudo é muito distante e o transporte do sangue é bastante complexo. A presença dos representantes das agências transfusionais mostra o comprometimento de melhorar cada vez mais a qualidade do nosso atendimento. Essa é uma oportunidade única que estamos tendo de ampliar conhecimento e trocar experiências”, fala.
A agência transfusional do Hospital Ophir Loyola é a maior consumidora de sangue do Hemopa: são mais de mil transfusões todos os meses. A médica que coordena a AT do Hospital, Polyana Pontes, relata que a preocupação com a qualidade do sangue transfundido é constante. “Nossos pacientes já estão altamente sensibilizados por conta do tratamento contra o câncer, então cuidamos para que eles fiquem bem após as transfusões. Por ser uma área muito específica, os cursos de aperfeiçoamento em hemoterapia são raros, então temos que aproveitar”, ressalta.
O responsável pela agência transfusional do Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), que funciona no município de Breves, Milton Júnior, conta que a AT atende sete instituições na região, com uma média de 250 transfusões mensais. Para ele, “é fundamental buscar melhoria na qualidade dos nossos serviços. Os cuidados nos processos do sangue devem ser grandes. Por isso, estou sempre me atualizando e levando isso aos colaboradores da AT Breves”.

Jane Terezinha Martins ressalta que é fundamental que os profissionais participantes possam multiplicar o conhecimento aprendido durante o curso, levando as informações dos processos aos colegas. “Após o curso, com o tempo, alguns profissionais são remanejados de setor ou até se aposentam. Por isso é fundamental compartilhar conhecimento pra que todos trabalhem da mesma forma. Isso é uma responsabilidade de cada um aqui. Também queremos deixar claro que as pessoas têm suporte. Vamos manter contato permanente, porque dúvidas podem surgir”.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Hospital de Marabá incentiva usuários à doação de sangue


Ao longo deste mês, o Hospital Regional do Sudeste do Pará - Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, realizará palestras voltadas para os usuários com o objetivo de conscientizá-los sobre a importância da doação de sangue. 


Referência em atendimento de trauma de média e alta complexidades, o Hospital Regional do Sudeste do Pará é uma das unidades que mais demandam a Fundação Hemopa em Marabá. Em 2016, foram mais de duas mil transfusões em pacientes internados. Por conta dessa alta demanda, periodicamente o HRSP conscientiza usuários e colaboradores sobre a necessidade de manter o estoque do banco de sangue da região.

As ações são realizadas por meio de campanhas voluntárias de doação, que acontecem três vezes ao ano na unidade, e do grupo 'Amigos de Sangue', composto por colaboradores responsáveis pela captação de novos doadores. 

Ana Carolina Chaves é uma das mais novas integrantes do grupo. Ela já doou sangue algumas vezes, mas por conta de um quadro anêmico, agora não pode mais doar. Porém, faz questão de continuar incentivando amigos e familiares a fazerem parte dessa corrente. “Doar sangue é como dar um pedacinho da gente para salvar outra pessoa. Faz um bem muito grande”, diz a coordenadora do Serviço de Atendimento ao Usuário. 

De acordo com a hematologista do Hospital Regional de Marabá, Socorro Leão, doar sangue é antes de tudo um ato de cidadania. “Os doadores são o tesouro mais precioso dentro da hemoterapia. Sem eles não é possível fazer nada, porque o sangue não pode ser fabricado, ele só pode vir de uma pessoa que tenha grande solidariedade, amor ao próximo e responsabilidade social”, argumenta a coordenadora da Agência Transfusional. 

'Junho Vermelho' 

Além de incentivar a doação de sangue por meio de orientações, neste mês o Hospital Regional do Sudeste do Pará também aderiu ao 'Junho Vermelho'. Criado em 2011 para sensibilizar a população sobre a importância do ato, o movimento nacional é integrado por órgãos públicos e instituições de todo o País, que iluminam suas fachadas na cor vermelha para chamar atenção sobre o tema. Este é o segundo ano que o hospital adere à causa - a primeira foi em 2016. 

O primeiro bate-papo com os usuários do hospital aconteceu nesta semana, sob a coordenação do Serviço Psicossocial, quando se comemorou o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Por Aretha Fernandes

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado com festa e informação no Hemopa

Nesta quarta-feira, 14, comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, também é um dia muito especial para publicitário Luiz Fernando Vogel que completou 45 anos e festejou a data doando sangue na sede do Hemopa, que se juntou a celebração realizada pelo hemocentro que organizou programação musical aos doadores e também promoveu palestras de estímulo a doação de sangue entre os jovens.
O evento também fez parte do encerramento da campanha junina da Fundação. Em cada um dos quatro dias de ação, houve uma média de 300 bolsas de sangue coletadas; num dia comum, esse número não chega a 150. Mas a iniciativa do Junho Vermelho continua, para conscientizar sobre a necessidade do ato até o final do mês.
O Coral do Hemopa, que se apresentou com o cantor Jorginho Gomez, animou a sala de espera da coleta de sangue com um repertório de forró e carimbó. Já o violonista Felipe Bruno, que faz parte da Orquestra do Theatro da Paz, emocionou a todos. “Tudo isso é para agradecer cada uma dessas pessoas. Doar sangue é doar um pouco de si para o outro. Sem a presença de cada um desses doadores não seríamos nada”, explica a presidente da Fundação, Ana Suely Saraiva.
Luiz Fernando e a esposa Andréia Cavalcante, decidiram festejar o aniversário de uma maneira muito especial. “Desde o ano passado, nós combinamos que no dia dos nossos aniversários nos iríamos comemorar doando sangue”, conta Luiz. Para Andréa, “aniversário é uma data feliz e, com esse ato, queremos estender nossa felicidade para pessoas que sequer conhecemos”.
A empregada doméstica Maria Isabel Almeida tem 61 anos. Ela aproveitou o Dia Mundial do Doador de Sangue para fazer sua segunda doação. “Tem muitas pessoas que estão precisando de sangue. Há alguns meses meu irmão precisou e vi como isso é importante. Muitos conhecidos vieram ao Hemopa e doaram sangue pra ele. Agora, quero retribuir também. Pretendo doar sempre, até quando a idade permitir”, relata Maria, que faz parte do segmento que é responsável por 1% do sangue coletado anualmente no Hemopa.
Palestra: Ainda como parte da programação, duas instituições de ensino trouxeram seus estudantes dos cursos profissionalizantes ao Hemopa. Eles participaram de palestra e puderam entender o funcionamento do hemocentro, como o feito o atendimento dos pacientes hematológicos e o acolhimento dos doadores. Também tiraram dúvidas sobre os mitos e os critérios para a doação de sangue. Depois, eles conheceram a instituição e muitos deles fizeram sua primeira doação de sangue.
A gerente de captação de doadores, Juciara Farias, foi quem ministrou a palestra aos jovens. Segundo ela, o principal objetivo da ação e fazer com que esses estudantes se tornem multiplicadores das informações aprendidas na Fundação. “As pessoas precisam de motivação pra fazer qualquer coisa na vida. Com a doação de sangue não é diferente. O que queremos é que essa motivação esteja em ajudar o outro, em sentir a dor do outro, em se colocar no lugar daquele que precisa de sangue”.
A coordenadora pedagógica do Sistema Educacional Multicursos, que funciona em Igarapé Miri, Micileyde Santos, conta que a ideia da parceria com o Hemopa nasceu da ideia de aliar a prática educacional à formação de indivíduos socialmente responsáveis. “Eles são estudantes do curso técnico em enfermagem e queremos que tenham contato com a profissão. Mas, junto a isso, queremos desenvolver neles um lado mais humano, de preocupação com o próximo”, comenta.
A professora Nadja Milena acompanhou outros 67 jovens do Instituto de Educação Permanente da Amazônia (IEPAM), de Vila dos Cabanos, Abaetetuba e Moju. “Sempre tivemos vontade que trazer nossos alunos aqui. E hoje estamos conseguindo fazer tudo: a visita, ter a palestra, doar sangue e ainda participar da programação musical”, comemorou Nadja.

Funcionamento: Em função do feriado de Corpus Christi na quinta-feira, 15, o serviço de coleta da Fundação Hemopa não funcionará. Isso vale para a hemorrede estadual que é compreendida pelo hemocentro coordenador em Belém, Unidade de Coleta Castanheira; os Hemocentros Regionais de Castanhal, Santarém e Marabá; e os Hemonúcleos de Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Redenção e Capanema. No entanto, o atendimento da demanda transfusional da rede hospitalar é ininterrupto. O serviço retornará à sua normalidade a partir da sexta-feira, 16.

Homenagem mundial aos que doam sangue


Um voluntário, uma doação, até quatro vidas salvas. O cálculo parece simples, mas atrair novos doadores de sangue e fidelizar os de repetição é um verdadeiro desafio para os hemocentros brasileiros. Nesta quarta-feira, dia 14, é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para sensibilizar as pessoas, lembrando-as da importância desse gesto, e também para homenagear aqueles que disponibilizam um pouco do seu tempo para fazer esse tipo de doação, dando um exemplo de solidariedade.
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), um braço da OMS nas Américas, estima que ao menos 2% da população brasileira deveria doar sangue regularmente para suprir as necessidades dos componentes sanguíneos no país; atualmente esse número é de 1,8%. A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) é a instituição responsável pela coordenação da Política do Sangue no estado. Aqui, todos os anos, uma média de 100 mil bolsas de sangue são coletadas; o número pode parecer elevado, mas a instituição constantemente sofre com períodos de crises, como a que aconteceu neste ano, quando a baixa no estoque de sangue chegou em 60%.
A gerente de captação de doadores de Hemopa, Juciara Farias, explica que os períodos de escassez ocorrem por diversos fatores, como por causa das chuvas intensas, das viroses, dos momentos de férias escolares, de feriados prolongados. A busca por doadores fica ainda mais preocupante porque, anualmente, a instituição tem o desafio de crescer em 20% o número de novos doadores e aumentar de 50% para 70% o número de doadores de repetição (aqueles que doam sangue duas vezes num período de 12 meses). Segundo ela “sempre realizamos programações, ao longo do ano, para estimular a doação de sangue e, principalmente, para agradecer aos doadores. Muitas pessoas precisam desse ato para sobreviver”.
E exemplos de solidariedade é que não faltam. Um deles é o porteiro Ismael Monteiro de Souza. Com uma animação contagiante e um largo sorriso no rosto, ele fala com orgulho das experiências dos seus 63 anos de vida, grande parte deles vividos como doador de sangue. “Fiz minha primeira doação aos 19 anos, por conta das Forças Armadas. Desde então, não parei mais. É uma coisa que me faz muito bem como ser humano”.
Nesse ano, Ismael completa 45 anos como doador. Nesse tempo, viveu muitas aventuras. “Sou de uma época muito diferente, que não tinham regulamentações. Já cheguei a doar sangue seis vezes num único ano. Hoje em dia, homem só pode doar quatro vezes em 12 meses. Também já fiz transfusão direta, ou seja, da minha veia direto para a veia do paciente”, detalha.
Pelas contas do porteiro, já foram 178 doações de sangue. Da maioria delas, ele guarda os comprovantes como um troféu. “Desde que passaram a usar o computador, eu guardo os papeizinhos. É um orgulho pra mim. Se cada bolsa de sangue pode ajudar quatro pessoas, quantas não foram ajudadas aqui?”. É Ismael, suas doações conseguiram a impressionante marca de ajudar até 712 pessoas.
Érika Saraiva tem menos de um terço da idade de Ismael, mas a mesma animação de ajudar a quem sequer conhece. Aos 17 anos, a estudante do 9º ano do ensino médio não pensou duas vezes quando recebeu o convite, neste mês, de doar sangue pela primeira vez. “Sempre dou sangue e ela sempre soube disso. Quando foi hoje, convidei e ela aceitou vir na hora”, conta o carpinteiro Edilson Saraiva, pai da menina.
Após ter o termo de consentimento para doação de sangue (documento obrigatório no caso de doadores de 16 e 17 anos) assinado pelo pai, Érika seguiu confiante para a pré-triagem, triagem e sala de coleta, sem qualquer medo. “Meu pensamento sempre foi poder ajudar quem precisa de sangue. Um dia, até eu posso precisar. Pretendo doar sempre. E agora, doando pela primeira vez, posso passar essa experiência para meus amigos e estimulá-los também”, comemora.
Juciara Farias ressalta o trabalho incansável de criar uma cultura de doação de sangue na sociedade, principalmente entre os jovens. “Temos a responsabilidade de despertar a consciência das pessoas para a responsabilidade social. E esse é um trabalho constante que requer muitas estratégias”. Nesse processo, as parcerias são fundamentais.
 É o caso do Hospital Opir Loyola, o maior consumidor de sangue do Hemopa. A médica responsável pela agência transfusional do Hospital, Polyana Pontes, relata que todos os meses são feitas mais de mil transfusões somente na instituição. “Aqui, o perfil dos pacientes que recebem bolsas de sangue são pessoas adultas em tratamento oncológico, em especial portadores de linfomas e leucemias”, conta a médica.
A instituição está sempre empenhada em estimular a doação de sangue entre todos que fazem parte do hospital. “Os familiares dos nossos pacientes sempre são orientados para doarem sangue para repor o estoque. Além disso, trabalhamos constantemente a sensibilização entre todos os acompanhantes e servidores e, em média três vezes ao ano, realizamos campanhas em parceria com o Hemopa”. A próxima ação já está agendada para o próximo dia 27 de junho, quando o hemocentro vai levar sua estrutura de coleta para o Ohir Loyola.
Programação: Para comemorar a data, será ministrada a palestra “Doação de sangue: responsabilidade compartilhada”, no auditório da Fundação Hemopa, e dentro de sua campanha junina, tem apresentação do Rei do Carimbó, Pinduca. O hemocentro fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos.
Serviço: Para ser um doador de sangue, basta ter entre 16 e 69 anos (menores devem estar acompanhados do responsável legal), ter mais de 50 kg, estar bem de saúde e portar documento de identificação original e com foto. Os homens podem doar com intervalo de cada dois meses e as mulheres a cada três meses. Além do hemocentro coordenador, em Belém, as doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, km 1. O horário de funcionamento é de 7h30 às 18h, de segunda a sexta-feira, e de 7h30 às 17h, aos sábados.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Servidores da Seplan doam sangue e participam de programação

Nesta segunda-feira dos namorados, dia 12, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) deu continuidade à programação da campanha junina do hemocentro. Também houve Caravana Solidária, com a participação de servidores da Secretaria de Planejamento (Seplan).
O Projeto Caravana Solidária consiste em proporcionar o transporte de pequenos  grupos de pessoas, que se organizam em prol da doação de sangue, até a sede do Hemopa. O transporte dos doadores é feito num micro-ônibus com capacidade de 30 lugares, que busca os doadores e depois deixa no local de origem.
Foi assim que os 17 servidores da Seplan vieram ao hemocentro coordenador. A iniciativa foi do setor de psicoterapia da secretaria. “Essa é nossa primeira parceria com o Hemopa, mas a ideia é montar um calendário fixo anual de doações. Queremos mobilizar mais e mais pessoas ao longo do tempo”, explicou a servidora Susete Ramos.
A coordenadora técnica da Seplan, Karla Rocha, aproveitou a Caravana para doar sangue pela segunda vez. “Minha primeira doação foi por iniciativa da minha filha, há alguns meses, e vi como é simples. Essas enfermeiras têm mãos de fada, não dói nada, e todos aqui são nota 10”, relatou a servidora.
Como parte da programação da Campanha Junina do hemocentro, houve apresentação do Coral do Hemopa. Eles apresentaram um repertório de músicas juninas e paraenses que animaram os doadores que estavam no Hemopa.

Serviço: A campanha junina do Hemopa segue até o dia 14, com programação cultural e entrega de brindes aos doadores. A Fundação fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, km 1. O horário de funcionamento é de 7h30 às 18h, de segunda a sexta-feira, e de 7h30 às 17h, aos sábados.



sábado, 10 de junho de 2017

Campanha junina movimenta coleta de sangue no Hemopa

Sábado com sala de coleta de sangue muito movimentada em Belém. A abertura da campanha junina da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará (Hemopa), neste dia 10, levou diversos artistas paraenses ao hemocentro. A programação especial atraiu muita gente e possibilitou a coleta de mais de 300 bolsas de sangue; num dia comum, normalmente esse número não chega a metade. A iniciativa, com programação cultural, entrega de brindes e lanche típico, segue até o dia 14 (exceto domingo).
A campanha “O Arraial do Hemopa tem alegria e doação de sangue” tem como objetivo sensibilizar as pessoas sobre a doação de sangue nesse período festivo. Para chamar atenção sobre o assunto, a Fundação convocou parceiros de peso para a abertura do evento. Mestre Curica, Lia Sophia, Jorginho Gomes, Arraial do Pavulagem, Félix Robatto, Gina Lobrista, a dupla Rodolfo Siqueira e Ronaldo dos Teclados, o grupo de dança Top Ritmos e a miss caipira Keyla Barros se apresentaram no estacionamento do hemocentro.
A presidente do Hemopa, Ana Sueli Saraiva, falou com emoção de chegar ao hemocentro e encontrar as salas de triagem e de coleta lotadas de doadores. “Isso nos traz muita felicidade. Isso mostra que as pessoas estão conscientes sobre a importância da doação de sangue. Essas pessoas estão tomando essa responsabilidade para si”, comemora.
Segundo a presidente, as campanhas de incentivo à doação são extremamente importantes porque dão visibilidade à questão e levam informação a todos os cidadãos. “Aqui, nós estamos tratamento de um assunto sério, que é a doação de sangue, mas de uma forma divertida, atraindo as pessoas. Cada um desses artistas doou um pouco do seu tempo para fazer essa festa linda. Agradecemos imensamente a eles”, explica.
Doando sangue pela primeira vez, a corretora Soraia da Silva se surpreendeu com a animação da festa. “Meu marido, que é doador de sangue, em trouxe com ele pra doar também. Não sabia que haveria essa programação. Adorei”, conta.
Já o mestre de obras Sandro Lobato é um veterano nas campanhas do Hemopa. Sua primeira doação foi há cerca de dez anos e não parou mais. Segundo ele, “faço parte de vários grupos de doação, quando alguém precisa, estou à disposição. Sempre que tem campanha no Hemopa eu participo e fico muito feliz em poder ajudar”.
Além dos artistas que se apresentaram, a abertura da campanha contou com a participação de aniversariante solidário e dos grupos da Igreja Universal, Magela Jovem (da Paróquia São Geraldo Magela), dos alunos do Centro de Formação e Integração Social (CFIS), do PRB Mulher e Juventude, do Doe e do GOON (Grupo de Ouro Nacional). Houve ainda parceria com os estudantes do curso de moda da Universidade da Amazônia, que fizeram a customização das camisas que os doadores ganhavam após a doação de sangue, e com Epaminondas Gustavo, que deu grande visibilidade à campanha.

Serviço: A campanha “O Arraial do Hemopa tem alegria e doação de sangue” segue até o dia 14 de junho (exceto domingo), na sede do Hemopa fica na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos.