sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Alerta vermelho no Hemopa convoca doadores de sangue

Anualmente, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) tem a complexa missão de crescer o número de novos doadores em 20%. O problema é que, nesse mês de agosto, a demanda por sangue cresceu mais do que o esperado e a quantidade de doações não está acompanhando essa necessidade. Uma realidade que é de todos os tipos de sangue. Nesta sexta-feira, por exemplo, só havia uma bolsa de sangue dos tipos B- e AB+.
“Nos hospitais, diariamente temos centenas de pacientes precisando de sangue pra melhoria do quadro de sua saúde. Mas é necessário que essa demanda seja equivalente ao número de voluntários que, de maneira anônima, exercitam esse gesto de solidariedade. O desafio dos hemocentros brasileiros é o estímulo à doação espontânea e regular”, explica a gerente de Captação de Doadores, a assistente social Juciara Farias.
A gerente ressalta que todos são responsáveis pela questão do sangue. “O envolvimento de todos os seguimentos da sociedade é fundamental, principalmente da rede hospitalar. Muitas cirurgias deixaram de ser feitas no mês de julho, por conta das férias, e foram remarcadas para o mês de agosto. A coparticipação do corpo clínico, dos familiares e amigos de pacientes faz toda a diferença para a manutenção do estoque de sangue suficiente para o atendimento da demanda do estado do Pará”.
Com essa visão de crescimento, a instituição desenvolve uma série de ações, por meio de parcerias, campanhas, mobilização por telefone e redes sociais. Um deles é o Projeto Agente da Doação, uma estratégia utilizada para propagar informações corretas e precisas sobre a doação de sangue. “Reconhecemos o agente comunitário de saúde como referência para a comunidade onde atua. Esses profissionais já dão apoio para tantas campanhas, como vacinação e aleitamento; falar sobre doação de sangue será mais um bem que eles fazem para a sociedade”. Somente nesse mês de agosto, cerca de 200 agentes da Região Metropolitana de Belém serão capacitados.
Outra estratégia é o Caravana Solidária que consiste em , num micro-ônibus, grupo de até 30 voluntários à sede do hemocentro coordenador, em Belém. Há também as campanhas externas, realizadas com a utilização da unidade móvel (ônibus com sala de triagem, consultório e sala de coleta com capacidade de quatro doações simultâneas) ou em parceria com entidades e instituições, que recebem, em suas dependências, toda a estrutura do Hemopa: sala de triagem, de consulta médica e coleta, levando a mesma qualidade e conforto no atendimento efetuado na sede do hemocentro.
Serviço: As doações de sangue podem ser feitas na Travessa Padre Eutíquio, 2109, bairro de Batista Campos. As doações também podem ser feitas na Estação Coleta Castanheira que fica do térreo do Pórtico Metrópole, na BR-316, km 1. O horário de funcionamento é de 7h30 às 18h, de segunda a sexta-feira, e de 7h30 às 17h, aos sábados. Para ter mais informações ou participar de algum dos projetos desenvolvidos pelo Hemopa, é necessário entrar em contato por meio do 0800 280 8118 ou do e-mail captação@hemopa.pa.gov.br.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Expansão de conhecimentos, aprimoramento e atualização de lideranças em competências de gestão. Esses são alguns dos benefícios que virão com o Programa de Desenvolvimento de Líderes (PDL), iniciativa comprometida com a melhoria nos serviços prestados e no atendimento dos diversos públicos da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). Os encontros começam nesta segunda-feira, dia 21, e irão envolver os gestores de toda a hemorrede estadual.
O PDL é conduzido pela Assessoria de Gestão de Pessoas (AGESP) da Fundação e tem como objetivo maior formar líderes. “Existem os gestores e existem os líderes. Queremos capacitar nossos gestores e potenciais gestores para serem realmente líderes; e isso será feito de forma contínua. Muitos deles têm conhecimento técnico, mas com pouca competência na gestão de pessoas”, explica Tereza Cruz, titular da AGESP.
Tereza ressalta que todas as ações do programa estão em consonância com o planejamento estratégico do Hemopa, o que inclui a humanização. “O grande desafio de qualquer gestor é exatamente a gestão de pessoas. Alguns deles estão adoecidos pela falta de competência para esse tipo de gestão, para lidar com a diversidade de culturas dentro de uma instituição. E é para resolver esse problema que criamos o PDL”, observa a gerente.
Nesta sexta-feira, dia 18, a presidente da Fundação, Ana Suely Saraiva, ministrará palestra sobre liderança, para marcar o lançamento do programa, que contará com a participação dos gestores de todas as unidades do Hemopa. A capacitação foi estruturada em quatro módulos: líder na gestão de pessoas, líder transformador, líder na gestão pública e líder na entrega de resultados. Suas diferentes temáticas serão ministradas mensalmente, em encontros que variam de uma a cinco vezes ao mês, somando um total de 115 horas de conhecimento.

As temáticas do primeiro módulo iniciam já nesta segunda-feira e vão até o mês novembro com foco no autoconhecimento do gestor na busca do aprimoramento das suas competências. Os outros três módulos serão realizados em 2018 e irão abordar como as mudanças nos processos de trabalho interferem na gestão de pessoas, o aprimoramento do comprometimento na gestão pública e busca de resultados voltada à missão da instituição.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Funcionamento nos dias 14 e 15

A Fundação Hemopa funcionará normalmente nesta segunda-feira, dia 14. Mas, em função do feriado da Adesão do Pará à Independência, na terça-feira, dia 15, não haverá coleta de sangue. Isso vale para toda a hemorrede estadual que é compreendida pelo Hemocentro Coordenador e Unidade de Coleta Castanheira em Belém; os Hemocentros Regionais de Castanhal, Santarém e Marabá; e os Hemonúcleos de Abaetetuba, Altamira, Tucuruí, Redenção e Capanema. No entanto, ressaltamos que  atendimento da demanda transfusional da rede hospitalar é ininterrupto.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Agentes de saúde passam por capacitação no Hemopa

Na manhã desta sexta-feira, dia 4, agentes comunitários de saúde participaram do Projeto “Agente da Doação” realizado pela Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). A iniciativa da Gerência de Captação de Doadores (GECAD) busca sensibilizar e capacitar esses profissionais para que eles possam atuar como multiplicadores da importância da doação de sangue e, assim, contribuir para a formação de consciências críticas a esse ato, como prática segura e indispensável.
A assistente social do Hemopa, Cláudia Oliveira, explica que o projeto é uma estratégia utilizada pela Fundação para propagar informações corretas e precisas sobre a doação de sangue. “Reconhecemos o agente comunitários de saúde como referência para a comunidade onde atua. Esses profissionais já dão apoio para tantas campanhas, como vacinação e aleitamento; falar sobre doação de sangue será mais um bem que eles fazem para a sociedade”.
Com a oficina, esses profissionais transformaram-se parceiros permanentes da Fundação. “A partir desse encontro, eles se tornam fundamentais para as nossas ações, principalmente quando o hemocentro for realizar uma campanha externa na área de atuação deles. Além disso, por terem contato direto com os pacientes, eles podem identificar pessoas que possivelmente tenham doenças hematológicas e encaminhá-las ao Hemopa”, ressalta a assistente social.
Hoje, o “Agente da Doação” consistiu na realização de duas palestras, a primeira apresentando um panorama geral da doação de sangue (quem pode doar, como é feita a doação, mitos e verdades) e a segunda sobre o cadastro como doador de medula óssea. Ao final, os agentes fizeram um planejamento de como irão fazer divulgação sobre a doação de sangue. O Hemopa irá apoiá-los na execução.
“Esse é um projeto sensacional, exatamente pelo trabalho realizado por esses agentes. Eles falam diretamente com os usuários e a questão da doação de sangue agrega valor ao trabalho diário realizado por ele”, afirma a representante do Núcleo de Educação Permanente da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), Noêmia Gomes, que acompanhou toda a programação.
A Sesma possui, atualmente, 700 agentes comunitários de saúde que são divididos por oito distritos. Nesse encontro, a oficina atendeu aos agentes do Distrito Administrativo da Sacramenta, que abrange 11 bairros de Belém, incluindo Marambaia, Barreiro, Pedreira, Marco e Umarizal. “Inicialmente faremos quatro encontros nesse mês de agosto, o que deve capacitar cerca de 200 agentes. Mas queremos ampliar essa ação para que a mensagem da doação de sangue chegue a todos os agentes”, ratifica Noêmia.

Os agentes comunitários de saúde Márcio Garcia e Adriany Vieira atuam no bairro da Sacramenta e acreditam que os aprendizados adquiridos durante a oficina serão extremamente úteis no dia a dia deles. “Vamos levar essas informações para a nossa comunidade, inclusive para os outros colegas de trabalho”, salienta Márcio. Para Adriany, “muita gente não doa sangue por puro desconhecimento. As pessoas tem receio por causa de mitos que foram criados em relação à doação de sangue, mas que estamos preparados para desmistificar esse ato”.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Hemopa: 39 anos doando vidas

No início, um centro de coleta. Hoje, referência nacional e internacional no processamento do sangue e no tratamento de doenças hematológicas. A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) completa 39 anos nesta quarta-feira, dia 2 de agosto. Nessas quase quatro décadas, a instituição priorizou seus investimentos na garantia da qualidade e modernidade de seus serviços, tendo, de um lado, a solidariedade de seus doadores e a necessidade de seus pacientes e, do outro, a utilização de tecnologias avançadas e rigor na triagem e exames do sangue que garantem a segurança nos procedimentos de transfusão.
A presidente da instituição, Ana Suely Saraiva explica que o hemocentro é responsável pela coordenação da Política Estadual de Sangue do Pará e abastece mais de 200 hospitais no estado.  “Nosso trabalho é garantir não somente a segurança do paciente que irá receber uma transfusão, como também a proteção da saúde do doador. Cada servidor tem um comprometimento que vai além de cumprir com o seu papel de servidor público. É uma cultura que já está enraizada e isso ajuda muito com que as nossas metas e resultados sejam alcançados com primor e zelo, com respeito pela vida do outro”, comenta.
Todos os anos, o Hemopa coleta uma média de 100 mil bolsas de sangue. Algumas delas vieram dos braços do porteiro Ismael Monteiro de Souza, de 64 anos. No mês de agosto, juntamente com o aniversário do hemocentro, ele comemora outra data muito importante “Dia 8 completo 45 anos como doador de sangue. Comecei quando tinha 19, por conta das Forças Armadas e não parei mais. É uma coisa que me faz muito bem como ser humano. Nas minhas contas, já foram quase 180 bolsas de sangue coletadas de mim”, comemora com um largo sorriso no rosto de quem já salvou mais de 700 vidas.
Ismael é frequentador assíduo do hemocentro. Além das quatro doações de sangue anuais, ele constantemente está no local participando de campanhas para ajudar na conscientização sobre a importância da doação de sangue, principalmente entre os jovens. “Falo pra eles que tem muitas pessoas precisando da gente. Com uma bolsa de sangue podemos salvar até quatro vidas. E não basta vir uma vez, tem que ser uma atitude constante, que faça parte da vida deles”, ressalta o doador.
Mas o Hemopa não apenas coleta, processa, armazena, irradia e distribui o sangue para a rede hospitalar do estado. A instituição também disponibiliza serviços de atendimento médico para pacientes portadores de doenças hematológicas, por meio da equipe multidisciplinar com médicos, biomédicos, farmacêuticos bioquímicos, odontológicos, fisioterapeutas, fisiatras, enfermeiras, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, psicólogos e pedagogos.
Os irmãos Marcelo e Marlon são pacientes da Fundação. Os meninos têm 16 e 13 anos, respectivamente, e são portadores da doença falciforme. “O meu mais velho vivia com uma febre alta e muitas marcas roxas pelo corpo. Com sete anos, ele foi internado, muito mal, com uma anemia muito profunda, e o médico mandou a gente pra cá pro Hemopa pra fazer uma transfusão e aqui descobrimos o que ele realmente tinha. Logo depois, meu o caçula começou a apresentar os mesmos sintomas do irmão”, relata Roseni Pereira, pai dos meninos.
A doença falciforme é hereditária e se caracteriza por alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, o que faz com que a membrana das células sanguíneas se rompa mais facilmente, causando uma anemia profunda. A família vive no município do Acará, a mais de 100 Km do Hemopa, onde  precisa vir, em média, a cada dois meses, para que os garotos façam transfusão de sangue. Apesar das dificuldades, Roseni diz que é um homem feliz por saber que os filhos estão recebendo o tratamento adequado. “Se não fossem essas pessoas, que doam o próprio sangue, não sei o que seria da vida deles”.
Para possibilitar que esses pacientes sejam sempre bem atendidos, a Fundação faz o compartilhamento do conhecimento na área do sangue, com a realização de palestras, cursos, oficinas de capacitação, com atenção especial aos profissionais que atentem na atenção básica, primária. “Também oferecemos residência multiprofissional, na área da enfermagem, fisioterapia, biomedicina e farmácia bioquímica; e a residência médica”, ressalta Ana Suely.
Mas, além do ciclo do sangue e do atendimento aos pacientes, o Hemopa também realiza exames pré-transplantes no Laboratório de Imunogenética, responsável pelo apoio laboratorial do Programa de Transplantes do Estado; e possui o único Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) da Região Norte, com capacidade para armazenar 3,6 mil amostras no seu bioarquivo.
Outro importante serviço é o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea, que funciona desde 2002, e de lá pra cá, o hemocentro já enviou quase 120 mil cadastros ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que fica no Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, onde a lista é consultada toda vez que um paciente precisa encontrar um doador não aparentado.
História: Na década de 1970, já existiam bancos de sangue em alguns hospitais paraenses, onde a doação era renumerada. Naquela época, o Governo Federal iniciou a implantação do Programa Nacional do Sangue para estimular a criação de hemocentros estaduais e transformou a doação em voluntária, altruísta e não remunerada, direta ou indiretamente.
“O primeiro banco de sangue público no Brasil foi inaugurado em Pernambuco. O segundo foi, em 2 de agosto de 1978, aqui no estado. Assim nasceu na Fundação Centro Regional de Hemoterapia do Pará (Funepa)”, conta a presidente do Hemopa. “Iniciamos, basicamente, com o ciclo do sangue do doador e com algumas situações, bem embrionárias, voltadas ao atendimento de pacientes portador de hemofilia e doença falciforme”.
Para atrair doadores, já que não havia remuneração, investiu-se em tecnologia e conquistou-se a confiança dos profissionais da saúde e da sociedade. “Por exemplo, não se fazia teste para HIV. Fizemos a aquisição desses kits de forma pioneira e começamos essa testagem mesmo antes de ser obrigatório pela legislação. Além do mais, da década de 70 para a década de 80, passamos a utilizar bolsas plásticas pra coleta do sangue, quando, até então, eram utilizados frascos de vidro a vácuo para coletar esse sangue”, narra Ana Suely.
Com o decorrer dos anos, a Fundação sentiu a necessidade de avançar no estado. Assim, em 1985, o Hemopa novamente fez história, sendo o primeiro hemocentro brasileiro a inaugurar uma unidade fora de uma capital, com o Hemocentro Regional de Castanhal. Além do Hemocentro Coordenador e da Estação de Coleta Castanheira, ambas em Belém, hoje a hemorrede paraense é composta por três Hemocentros Regionais (Castanhal, Santarém e Marabá), cinco Núcleos de Hemoterapia (Abaetetuba, Altamira, Capanema, Redenção e Tucuruí) e 44 Agências Transfusionais instaladas dentro dos próprios hospitais.
Segundo Ana Suely, o atual grande desafio é levar atendimento humanizado para mais próximo da população. “Nossas unidades já fazem esse trabalho e estamos sempre capacitando, treinando e sensibilizando os profissionais nas unidades da hemorrede. Mas queremos ampliar ainda mais nossa descentralização, solidificando as redes de atendimento para nossos pacientes, fazendo com que eles não precisem depender da liberação de TFD para buscar melhor atendimento”.

Além disso, há um investimento que é imensurável e traz um retorno imenso para a sociedade: a conscientização da população para a corresponsabilidade na manutenção do estoque de sangue do Hemopa. Para a presidente, “de forma muito especial e de reconhecimento total quero fazer um agradecimento aos nossos doadores de sangue, que são doadores de vida. Também quero agradecer à sociedade em geral e às instituições pelo apoio e não podemos esquecer o empenho do Governo do Pará. Em muitos estados, a crise financeira foi refletida nos hemocentros, mas aqui nós estamos conseguindo caminhar e avançar. Isso possibilita darmos continuidade à nossa missão que é poder estar atendendo com qualidade e segurança a nossa população”.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Hemopa abre processo seletivo para mais de 60 vagas

A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (HEMOPA) abriu Processo de Seleção Simplificado (PSS) para a contratação de 66 temporários. As inscrições podem ser feitas até o dia 3 de agosto, exclusivamente pelo site da instituição, onde também está disponível o edital (hemopa.pa.gov.br).

O PSS 04/2017 compreenderá três etapas distintas e sucessivas: inscrição e avaliação curricular (de caráter habilitatório, classificatório e eliminatório), comprovação e análise documental das informações curriculares (de caráter classificatório e eliminatório) e entrevista, de caráter classificatório e eliminatório.


As vagas são para os níveis superior (administrador, assistente social, enfermeiro, médico, farmacêutico bioquímico), médio (agente administrativo), fundamental (motorista) e técnico; que irão atender os municípios de Belém, Santarém, Castanhal, Marabá, Tucuruí, Capanema, Redenção e Abaetetuba.

Mais informações: www.hemopa.pa.gov.br